A proibição de cassinos é uma demonstração de cinismo e de hipocrisia no mais alto nível!

Charges e Ilustrações por Laércio Eugênio: ilustração do cassino

Ilustração de Laércio Eugênio (Arquivo Google)

Francisco Bendl

Muito já se debateu aqui, na TI, sobre a liberação dos cassinos em locais que precisariam de desenvolvimento.
Excetuando as grandes capitais, defendo que haja cassinos no interior, eu mesmo citei áreas turísticas do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, que poderiam ser seriam beneficiadas. A proibição de cassinos no Brasil é o cinismo e a hipocrisia no mais alto nível!

Evidente que estamos diante de uma contradição enorme, pois, além do jogo do bicho ser um esporte nacional e as corridas de cavalo estarem legalizadas, a Caixa Econômica Federal oferece vários tipos de jogos, e quem é um dependente desse tipo de doença segue gastando o seu dinheiro, que jamais será recuperado. Por isso, eu sempre pedi por esta liberação,baseado na importância da oferta de emprego.

MILHARES DE EMPREGOS – Um cassino/hotel requer uma poderosa e eficiente equipe para diversos setores. Haveria, em consequência, empregos diretos e muitos indiretos, que seriam aqueles que dariam suporte ao funcionamento do cassino no interior. Supermercados, locadoras de veículos, aeroportos, trens, rodovias, lojas, infraestrutura… Basta vermos o sucesso de Las Vegas e Atlantic City, nos Estados Unidos, para termos uma ideia do progresso e desenvolvimento dessas cidades que possuem cassinos.

Se estamos diante de uma grave crise social, política e econômica, a oferta de empregos seria algo extraordinário para esta situação atual. Sempre fui um apoiador de termos cassinos no país, porém no interior, de modo que as cidades menores fossem beneficiadas por essas casas de jogos, hotéis e shows internacionais.

NAS CIDADES MENORES – Acho que tentar aprovar a implantação de cassinos nas grandes cidades seria uma temeridade. Há o domínio das milícias, facções, violência exacerbada … Pobre do turista que tentasse frequentar essas casas de jogos, sujeito à bandidagem que seria atraída pelos cassinos, afora as campanhas que as igrejas iriam fazer para manter essa proibição.

Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, não teriam condições para recebê-los.
No entanto, Manaus, Belém, Porto Velho, Rio Branco, Boa Vista, João Pessoa, Natal, Aracaju, Maceió, Goiânia, Cuiabá, Campo Grande, Vitória, Teresina, São Luís, certamente teriam suas economias revitalizadas, apesar de eu ainda entender que seria o ideal no interior desses estados cujas capitais citei acima.

Enfim, se atualmente o desemprego se encontra em situação terrível, os cassinos seriam muito bem-vindos, afirmo convictamente.

46 thoughts on “A proibição de cassinos é uma demonstração de cinismo e de hipocrisia no mais alto nível!

  1. A abertura de cassino so deveria ser permitida em 1 ou no máximo 2 lugares no país, de prefrencia em algum lugar bem deserto e/ou miserável. A condição seria que os empreendedores contruisssem uma cidade e toda uma infra estrutura só para essa finalidade. Isso nem seria original, Las Vegas preencheu bem essas condições, quando foi criada. Estariamos criando a Las Vegas tupiniquim.

    • O Brasil inteiro é uma extensa jebimba permeada por pessoas acometidas de cubomania.
      Antes de cair a máscara, a grande maioria dos protestantes era aversa a apostas, sobretudo, de jogos de azar. Ultimamente, membros dessa comunidade já buscam até o pai de santo, para se livrarem do azar e assim ganharem no jogo.

      • Paulo III,

        A Igreja sempre se beneficiou de qualquer fonte de renda que surgisse no Brasil.

        Por acaso não existem traficantes que doam dinheiro às igrejas nas suas comunidades?
        Ou ajudam um padre ou pastor?
        E quando estávamos em plena ditadura, os sacerdotes não rezavam missa ao lado dos militares?
        As neopentecostais são useiras e vezeiras em aproveitar o pessoal arrependido de seus pecados, e transformá-los em “homens de Deus”, merecidamente.

        Logo, a Igreja tem um histórico de quase dois mil anos ao lado do crime, dos roubos, da violência, pois em qualquer circunstância ela aceita as doações seja lá de quem for.

        Uma aberração é a exigência e insistência na construção de prédios, com o fiel sendo obrigado a participar com dinheiro à concretização da obra.

        Por que não podemos ter cassinos?
        Medo que as doações migrem para as apostas?
        Ora, a Palavra do Senhor não é mais importante?
        Se alguém prefere jogar e não ir à igreja, certamente a pregação religiosa está deixando a desejar.

        Abraço.
        Saúde e paz.

    • Sandoval,

      Essa é a ideia, em princípio.
      Implantar cassinos em regiões que precisam de desenvolvimento e infraestrutura.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraço.
      Saúde e paz.

  2. O ilustre Autor, Sr. FRANCISCO BENDL tem toda a razão em afirmar que foi grande perda de Empregos e Renda a proibição dos Cassinos no Brasil, no Governo DUTRA em 1946.

    Foi como a Lei Seca dos EUA, que apesar da boa intenção de acabar com os bêbados nos EUA causaram bem mais Danos do que Benefícios.

    O Uruguai, a Argentina o Chile e o Paraguai permitem e regulam Cassinos, deveríamos fazer o mesmo, dentro das Diretrizes propostas pelo Autor Sr. FRANCISCO BENDL.

    Para começar poderíamos licenciar Cassinos Flutuantes nas Cidades Marítimas e principalmente no Interior. O MERCADO decidiria as melhores localizações.

    A entrada nos Cassinos só seria permitida em Traje de Gala, para Homens e Mulheres.

    Ou será que o BRASIL é o “único Soldado com o passo certo entre todos os nossos Vizinhos”.

    • Mestre Bortolotto,

      Nada pode ser comparado à necessidade do indivíduo na sua luta constante e árdua à sua sobrevivência!

      Se haveria a oferta de milhares de empregos com a abertura de cassinos, qualquer outra justificativa contrária sucumbiria à força maior da vida, do sustento, do trabalho.

      Por isso que afirmei tratar-se de cinismo e hipocrisia os cassinos ainda não terem sido implantados.Tanto se critica as salas de jogos, mas e a farra do congresso com o dinheiro público?
      Os crimes por lavagem de dinheiro?
      A PROSTITUIÇÃO ética e moral em razão do dinheiro advindo da corrupção?

      Respeito opiniões em contrário, evidente, mas elas não me convencem que os cassinos devem permanecer fechados, enquanto temos milhões de desempregados, pobres e miseráveis, sem qualquer atenção oficial.

      Obrigado pelo comentário.

      Abração.
      Saúde e paz.

  3. Muito oportuno o tema abordado, na nossa difícil situação atual, caro Bendl.
    Nesta bandidagem toda,com estes pastores malucos,canalhas, prá lá de sem vergonhas e mal intencionados, raspadinhas, loterias federais, jogo de bicho,rifas e outras práticas ordinárias, que pululam nesta bagaça de País, para enganar e surrupiar o dinheiro dos desesperados, o cassino seria um Templo, uma benção, se comparado à toda esta imundície que presenciamos, há tanto tempo…
    Abraço e saúde de montão!
    R.Lemos.

    • Meu caro Lemos,

      Afora as apostas que a Caixa oferece, temos os sorteios pela televisão, onde o SBT desponta como principal canal neste particular.
      Tele Sena, Baú, o perfume … um festival de meios para Silvio Santos enriquecer cada vez mais.

      Não me venham dizer que esses sorteios são diferentes dos jogos de azar, por favor.

      Enfim, bato na tecla do emprego, de se contratar milhares de pessoas que têm qualidades e estão desaproveitadas.

      Obrigado pelo comentário, parceiro.

      Abração.
      Saúde e paz.

    • Vidal, meu conterrâneo,

      Jamais tivemos na história deste país um sistema que tenha lavado tanto dinheiro como o mensalão e o petrolão.

      Não existem negócios que não tenham seus prós e contras, pois se até mesmo as maiores empreiteiras que tivemos se tornaram corruptas, nada nesta nação está imune das tentações naturais, onde o dinheiro é muito e constante.

      Mas, o artigo não aborda o emprego, e é neste aspecto que me detenho.
      O resto, lamento, mas é o resto.

      Obrigado pela tuas participação.

      Abração.
      Saúde e paz.

      • Certo caro Bendl,
        confesso que nesse assunto de jogos de azar fico meio em dúvida. Por exemplo, no caso de bingos ou caça níqueis há muita gente viciada e que perdeu tudo. Há cidades aqui na América do Sul que tem um faturamento grande devido aos cassinos. A mais famosa é Punta del Este, aliás cidade muito bonita. Outras, a despeito de possuírem cassinos não tiveram essa sorte.

        Quanto à lavagem de dinheiro, acho que o mensalão e petrolão foram só a face visível do iceberg.
        https://marcelomontalvao3.jusbrasil.com.br/artigos/736809942/historia-do-combate-a-lavagem-de-dinheiro-no-brasil#:~:text=Segundo%20o%20Grupo%20de%20A%C3%A7%C3%A3o,ou%20R%24%2015%20bilh%C3%B5es%20anuais.

        Abraço, saúde e vida longa.

        • Vidal, meu conterrâneo,

          Analisa comigo, por favor:
          Se a pessoa perde o seu dinheiro em jogos de azar ou apostas, tipo bingos e cassinos, ela perderá a quantia daquele momento ou do que tiver no bolso, isso é óbvio.

          Mas, e quanto à bebida?
          Vendida livremente, e que tantos e graves problemas ocasiona à saúde, à dilaceração de uma família, ao desemprego, ao custo social de um dependente químico?

          E o cigarro?
          A morte em silêncio, através de câncer de pulmão, e várias outras enfermidades análogas?

          E quanto ao aumento do consumo de drogas?
          As cracolândias, mostrando a céu aberto a negligência criminosa de nossos governantes com essas pessoas gravemente doentes?

          Será que a liberação dos cassinos iria contribuir para os males que nos fazem penar sem que eles existam?!

          O que me dizes da sonegação de impostos?
          Bilhões de reais que o governo não cobra, não fiscaliza, não busca o dinheiro que pertence ao povo?

          Os cassinos iriam piorar as situações e crises atuais?!

          Abração.
          Saúde e paz.

  4. Caramba já não bastam o descontrole total da segurança pública? Temos a milícia e o tráfico, teremos mais bandidos a viciar país de família?
    Que ideia mais estúpida. Gerar renda ou lavanderias do tráfico de armas, de entorpecentes, de receitas inconfessáveis?

    • Sem esquecer que, num pais de mão de obra desprepara
      da, a prostituição feminina e masculina iriam encontrar sua plena realização.É tudo muito simples, basta pegar os arquivos e e estudar a implantação desse tríptico “jogo/lava
      gem de dinheiro/milicianos num país miserável. Exemplo.: Cuba de Fulgêncio Baptista.

      • Prezada Sra. SOLANGE,

        Temos que lembrar que FIDEL CASTRO que venceu a guerra civil Cubana e tomou posse no Governo em 1° Jan 1959, (Não importa o Cargo que exercia, ele era o CHEFE), justamente por causa do EMPREGO, Estatizou os Cassinos ( que realmente eram 90% da Máfia Americana) e continuou as Operações e Shows, e só os fechou em 1962 quando depois da Tentativa de Invasão de Playa Giron e da Crise dos Mísseis Nucleares Soviéticos, declarou CUBA SOCIALISTA , e como no Socialismo, independente da PRODUTIVIDADE , vige o “Pleno Emprego”, então sim, ele fechou os Cassinos em Cuba.

        Nossas Saudações.

      • Solange,

        Sem que tenhamos qualquer cassino OFICIAL implantado no Brasil, a prostituição é uma realidade nacional incontestável, tento feminina quanto masculina.

        Acrescento como uma das chagas nacionais a infantil, que corre solta nas regiões mais pobres e carentes.
        Alguém faz algo para impedir essa monstruosidade (refiro-me às autoridades conhecidas)?

        E quanto à gravidez precoce, que faz sofrer os pais das meninas que se tornam mães em idade de brincar de bonecas?

        Sobre a lavagem de dinheiro, por favor, conheces outro local que possa competir com o congresso nacional?

        Grato pelo comentário.

        Saudações.
        Saúde e paz.

    • Ronaldo,

      O teu pensamento a respeito da implantação de cassinos é muito obtuso, limitado, sem base alguma que fortaleça as tuas colocações.

      Por acaso o tráfico de armas, drogas, receitas inconfessáveis das castas, elites e poder econômico, já não existem e em profusão?!

      Por que qualificas a minha ideia de estúpida, onde nela defendo o emprego, maiores chances para o desesperado, oportunidades de trabalho, com as tuas alegações pífias de “descontrole da segurança pública”?

      Por acaso, a segurança pública está controlada?

      Por favor, critica a ideia, a sugestão, porém através de argumentos sólidos, sensatos, menos apelativos.

      Grato pelo comentário.

      Saúde e paz.

    • Obrigado, Limongi, pelo apoio à ideia, que tem como único objetivo oferecer emprego a esses milhões de seres humanos desesperados!

      Abraço.
      Saúde e paz.

  5. Discordo veementemente do meu amigo Chicão Bendl. E não o faço por cinismo ou hipocrisia.

    Considero a compulsão por jogos de azar um vício, semelhante ao do consumo de pornografia, bebidas alcoólicas, entorpecentes, dentre muitos outros.

    Quando as casas de bingo foram liberadas neste Brasil, por uma legislação equivocada apelidada de “Lei Pelé”, criou-se uma verdadeira legião de viciados nesse tipo de jogo de azar, sendo boa parte da terceira idade, aposentados ou pensionistas.

    Aqueles estabelecimentos só tinham luzes artificiais em seu interior, para que de propósito as pessoas lá dentro perdessem completamente a noção do tempo. E ficavam por lá durante horas e horas, perdendo muito dinheiro. Afinal um jogo de azar é programado para que a banca SEMPRE vença. Cassinos com roleta, caça-níqueis e bacarat também são assim!

    E depois foi bastante sofrido para que o Brasil conseguisse proibir e realmente coibir o funcionamento dos bingos. Até hoje restam os clandestinos, pois os viciados continuam querendo apostar e perder.

    Os bingos no Brasil estavam nas mãos de máfias, que repassavam mixarias para as entidades ligadas ao esporte, conforme preconizava a lei da época.

    Cassinos estão sempre nas mãos de pilantras e mafiosos, no mundo todo. E são negócios ao redor dos quais orbitam outros crimes, como a exploração da prostituição, tráfico de drogas e contrabando.

    Duvido que a liberação de cassinos possa desenvolver alguma cidade brasileira. Pelo contrário, digo que isso tem potencial de degradar profundamente uma localidade, mesmo que seja turística e isolada de grandes centros.

      • Muito boato, muita lenda urbana, Paulo III, sem qualquer comprovação científica.

        Caso fosse verdade, essa afirmação teria corrido o mundo, e dezenas de cassinos estariam fechados neste momento.

    • Isac, meu caro amigo,

      Eu poderia responder às tuas alegações indo pelo atalho, simplesmente afirmando que temos direito à liberdade e poder de decisão sobre nós mesmos, e que estamos, pelo menos aparentemente, em plena democracia.

      Por que os cassinos são proibidos?

      Decididamente, o que menos é considerado é a dependência, o vício, como te referes.
      A questão é a hipocrisia e a imoralidade – não a respeito do que pensas, por favor-, porém o governo ter ao seu lado a Igreja, que teria uma árdua tarefa para não perder seus “fiéis”.

      Muito antes de se pensar em privatizar o NOSSO PATRIMÔNIO, como quer Bolsonaro e seu ministro da Estupidez, o tal de Paulo Guedes, os impostos que os cassinos poderiam angariar para o governo seriam muito bem-vindos para nosso caixa vazio.

      Parte desses impostos poderia ser canalizado à construção de hospitais, postos de saúde, aquisição de material para uso hospitalar, remédios …

      Um outro tanto poderia ser destinado à construção de escolas, reformas, bibliotecas, compras de computadores, carteiras escolares …

      Na tua opinião, parceiro, será que um cassino mais deixaria os habitantes das cidades escolhidas insatisfeitos ou seria a instalação de presídios ou a falta gritante de atendimento ao povo?

      Quantas ofertas de emprego um cassino não iria gerar para aquela comunidade?
      Crupiês, limpeza, eletricistas, bombeiros hidráulicos, manutenção, cozinheiros, garçons, supervisores, gerentes, seguranças, apresentação de shows, aquisição de móveis e fabricação dos mesmos para o cassino, motoristas, atendentes, médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, ambulâncias, restaurantes, lojas …

      Se temos tantos “viciados” como dizes, me responde, Isac, por favor, o que é esse escândalo, esse atestado de absoluto desprezo, essa demonstração indiscutível de omissão criminosa de nossas autoridades, quanto às cracolândias?!

      A implantação de cassinos iria aumentar esse contingente de dependentes químicos?

      Duvidas que um cassino possa desenvolver qualquer cidade brasileira.
      Discordo, respeitosamente, diante dos exemplos e modelos que existem em dezenas de países que os têm liberados.
      Não vou longe:
      Para quem é gaúcho, há uma cidade na fronteira com o Uruguai, de nome Santana do Livramento e, do outro lado da rua, Rivera, que se tornaram uma cidade apenas.

      Pois bem, o crescimento daquelas duas localidades se deu muito ao turista, que procurava Rivera para jogar em seu cassino, haja vista que tanto a nossa quanto a cidade deles não possuem indústria alguma.

      Pela falta de infraestrutura da cidade uruguaia, o pessoal se hospedava no Brasil, e ia até a pé para o cassino.
      Outra questão relevante de progresso de ambas as localidades tem sido o comércio do lado de lá, com o brasileiro comprando produtos importados de qualidade, e levando com suas idas e vindas muito dinheiro para a evolução dessas cidades-irmãs, por assim dizer.

      Da mesma formam, porém em menor proporção, temos São Borja, e do lado argentino Santo Tomé.
      Hoje existe a ponte sobre o Rio Uruguai, que facilitou em muito o trânsito, mas o crescimento da cidade de “los hermanos” muito se deve à presença de brasileiros que vão jogar no cassino argentino.

      Igualmente temos Uruguaiana e, do lado argentino, distante pela ponte sobre o mesmo rio de São Borja, o Uruguai, Paso de Los Libres,
      Pois bem, parte do nosso dinheiro é deixado em Libres, e não em Uruguaiana.

      Porque não podemos fazer o contrário?

      Um belo cassino na região fronteiriça ou da campanha no RS, atrairia o povo uruguaio e argentino, afora o brasileiro.
      Indiscutivelmente, essas regiões teriam um fluxo de turistas excelente, obrigando a se construir mais hotéis, restaurantes, locadoras de veículos, infraestrutura …

      Não aceito, Isac, e não da tua parte, por favor, meu caro, essa preocupação com os “viciados”, se o país nada faz de concreto para tratá-los como merecem e deveriam.

      Apontar o cassino como causador de mais viciados ou o cidadão perder mais dinheiro, definitivamente não corresponde à nossa realidade, meu amigo.

      O que me dizes da carga tributária?
      O que podes me falar dos desvios desses impostos arrecadados, que são embolsados pelas castas?
      Temos ou não temos contrabando sem os cassinos?
      Existe ou não e, em larga escala, a prostituição no Brasil?
      O tráfico de drogas não é hoje um suplício para o povo, sem os cassinos?
      E a máfia?
      Não irás me afirmar que o mensalão, o petrolão, o congresso não são máfias poderosas que temos e indestrutíveis?

      Las Vegas, Mônaco, Mar del Plata, Atlantic City, Londres, centenas de outras cidades mundo afora que têm cassinos, o crime aumentou?
      A prostituição é incontrolável?
      O contrabando é pleno?
      O tráfico de drogas é sem combate?

      Por favor:
      Entendo plenamente a tua questão pessoal, a tua ojeriza, o teu repúdio, mas precisamos considerar os aspectos positivos dos cassinos.

      Abração.
      Saúde e paz.

      • Grande amigo Chicão Bendl, você escreveu muito, como sempre, e não me convenceu nada de nada. Tenho convicção bem sólida sobre o assunto. Mas respeito o seu livre arbítrio e portanto não vou jogar fora meu tempo debatendo.

        Apenas lembro que cassinos no mundo todo estão nas mãos de máfias. E no Brasil ocorreria o mesmo.

        Mas como somos o país da impunidade, por aqui esses mafiosos não teriam limites para suas armações e crimes. Portanto sequer recolheriam adequadamente impostos ao Estado, como compensação aos inúmeros males que seus “negócios” trariam à sociedade. Com as casas de bingo foi exatamente assim que se deu.

        • Isac, meu amigo,

          Debater contigo jamais será eu perder tempo, pelo contrário, pois aprendo muito contigo.

          Apesar das tuas convicções, a minha linha de pensamento se volta às necessidades do povo, e sobre elas que tento mostrar aos que de mim discordam, que também negam as inúmeras ofertas de trabalho que surgiriam com a liberação dos cassinos.

          Aumentar os males que temos no Brasil seria utopia, pois somente o congresso resume a sordidez como somos tratados e o Brasil “protegido”.

          Por outro lado, não existe quem possa fazer mal ao cidadão, que não seja ele mesmo.
          Não é o cassino que o busca em casa para perder o seu dinheiro, mas a sensação que a vida é sua, que faz o que quer, e se houver um prejudicado será ele mesmo.
          Porém é ele que decide se frequenta ou não os locais que a liberdade proporciona com a democracia, hoje negados à base da violência por decreto, que impedem os direitos inalienáveis de uma pessoa e “garantidos” pela Constituição.

          Lamento que tais pressupostos não sejam discutidos mas, apenas e tão somente, os possíveis efeitos negativos dessa liberação, menos os positivos e as leis que garantem os meus direitos.

          Tem sido uma honra e alegria eu debater contigo, Isac, um assunto tão polêmico quanto necessário, em face do desemprego brutal que estamos tendo no país.

          Eu só não posso aceitar que, teoricamente, os problemas que os cassinos iriam ocasionar, sejam deixado de lado os benefícios concretos que a liberação iria proporcionar.

          A minha realidade é o benefício;
          a tua, Isac, meu caro, se restringe à tua imaginação.

          Enfim, o salutar nessa discussão é que a amizade predomina sobre as diferenças, as discordâncias, por mais que sejam diametralmente opostas.

          Um forte abraço.
          Saúde e paz.

  6. Caro Chicão, a ideia é fantástica eu até arriscaria em algumas cidades maiores que sejam menos favelizadas.
    O Rio de Janeiro, nem pensar por motivos óbvios!

    Há desemprego no Brasil inteiro e os cassinos são uma ótima saída. Podem ter teatros e shoppings, restaurantes e todo tipo de diversão.
    Só fico preocupado com a lavagem de dinheiro, seria mais uma canalização pra lavagem. Teria que ser muitíssimo bem fiscalizado e se pegarem qualquer tipo de falcatrua, meter os sócios em cana por 50 anos e perder a concessão.
    Teríamos que barrar os políticos nesse empreendimento, nem preciso te explicar porque, né?

    A caixa econômica toma uma fortuna dos incautos e não temos o direito de conhecer o felizardo!
    Uma verdadeira aberração!
    O sorteio é uma piada e os números sorteados são outra. rsrs
    Não tem jeito, Chicão, somos roubados em tudo.

    Um forte abraço e muita paz pra aturar toda esta esta loucura.

    • Espectro, meu caro amigo,

      Pensas como eu, de forma racional, sem a adição de possíveis problemas, como se essas dificuldades não existissem sem a liberação dos cassinos.

      Mais o debate está vinculado ao aspecto de ilicitudes, que os cassinos seriam os responsáveis, que a discussão a respeito do que ofereceriam de positivo à nação e ao povo.

      Volto a dizer:
      Nenhum poder e ninguém poderiam se equivaler aos danos materiais, éticos e morais, que o legislativo nos tem ocasionado!
      Temos bilhões de reais jogados fora a cada ano, CAUSA indiscutível da pobreza, miséria, desemprego, e economia esgualepada.

      Fazemos o quê?!
      NADA!

      A lei que o congresso quer promulgar ampliando a impunidade dos parlamentares é uma afronta à Constituição e à cidadania brasileira.
      Não posso aceitar que os cassinos seriam piores que o parlamento que desgraçadamente temos no Brasil.

      Nada está certo nesse país, pelo contrário, só temos tido erros e graves ocasionados pelos poderes constituídos.
      Seriam os cassinos que aumentariam a nossa exclusão dos temas brasileiros, e colaborariam com mais problemas de ordem criminosa daqueles que já enfrentamos no dia a dia?

      Não acredito.

      Obrigado pelo comentário.

      Abração.
      Saúde e paz.

  7. Caro Chicão,
    pela primeira vez venho à TI para discordar veementemente de uma publicação tua, alguém a quem respeito pelo caráter e vasto conhecimento e pela amizade sincera. No caso da legalização dos cassinos, minhas objeções estão muito bem colocadas pelo artigo citado pelo José Vidal, e resumidas no comentário do Isac Mariano. Embora partilhe sua correta opinião de que o grande problema do Brasil é a falta de emprego, no meu entender o benefício, aliás bem apontado pelo nosso amigo Bortolotto, dos postos de trabalho que poderiam ser criados é largamente anulado pela facilitação da lavagem de dinheiro e pela inevitável cooptação pelas máfias criminosas como ocorre em diversos países adiantados. E que no nosso país, assolado por uma criminalidade organizada que vai das facções criminosas, passando pelas milícias e chegando até os nossos círculos políticos, seria mais completa ainda.
    A colocação do amigo Bortolotto de que a entrada dos cassinos só seria permitida em traje de gala, sem dúvida bem intencionadamente dirigida a que a população mais pobre fosse preservada da tentação de perder seu dinheiro, além de ineficaz para a prevenção do crime numa sociedade em que os mandantes andam de terno e gravata apenas colocaria mais ainda em evidência a nossa situação como um dos países com intenções de serem adiantados mas de uma desigualdade social cada vez mais aterradora.
    A criação de postos de trabalho que temos que perseguir é aquela que produz riqueza e progresso sólidos, a retomada da industrialização, agora já entendida de uma maneira muito mais moderna, e a retirada dos obstáculos à produtividade pela educação e desburocratização.
    Um abraço do Mano

  8. Caríssimo Wilson, meu amigão,

    Alegro-me em ter tantos comentaristas excelentes que discordam de mim nessa questão, a liberação dos cassinos.

    Sinal de um debate salutar, profícuo, que acrescentará implantá-los ou não.

    Eu e o mestre Bortolotto apresentamos várias vezes a nossa solução para o desemprego, em vão, lamento postar.
    De minha parte, uma espécie de Big Deal, criado por Roosevelt, após a quebra da Bolsa de Valores, em 29;
    Quanto ao mestre, um plano semelhante ao Marshall, após a Segunda Guerra para recuperação dos países aliados e até da Alemanha, Itália e Japão, o Eixo.

    Não tivemos qualquer discussão ou debate entre os parlamentares com tão grave situação.
    Somente a política tem sido discutida, e leis que objetivam maior impunidade aos parlamentares.

    Diante dessa omissão escancarada do congresso e do governo, quando houve o artigo referente aos estudos para o Rio de Janeiro ter cassinos, registrei a minha opinião, gentilmente postada pelo Editor como artigo, pelo qual o meu agradecimento.

    Pois bem, parceiro, excluindo os aspectos que mencionaste, e que te levam ser contrário à liberação dos cassinos, abro mão para debatê-los, pois a minha razão é o emprego.
    Mas, a essência dessa implantação, pelo qual venho escrevendo há tempos, tem um único componente e que julgo invencível, sem falsa modéstia, por favor:

    A MINHA LIBERDADE DE DECIDIR O QUE QUERO OU NÃO FAZER PARA ME DISTRAIR!!!

    Não cabe a ninguém, Wilson, decidir por mim;
    não cabe ao governo determinar o que não posso fazer, desde que não seja crime;
    não cabe a sociedade censurar ou não permitir a instalação de cassinos, alegando céus e terras, mas permite sem qualquer combate ou protesto a prostituição, o tráfico de drogas, a máfia, a extorsão por juros exorbitantes, o roubo, exploração e manipulação do parlamento sobre o povo, corrupção sem resistência, um judiciário cúmplice de ladrões do erário, as cracolândias, atestado absoluto da incompetência, desprezo e sadismo de nossas autoridades e até da população!

    Não aceito que as pessoas decidam por mim, Wilson, se, em tese, o país é democrático.
    Bolsonaro não liberou armas de grande calibre para o povo?
    Definitivamente os cidadãos que se armaram não têm como intenção guardá-las em armários ou cofres ou locais estratégicos, mas usá-las contra aquele que se atrever a invadir-lhe a propriedade ou assaltá-lo em plena luz do dia.

    Pergunto:
    Todos os que adquiriram armas de fogo têm condições psíquicas para tê-las ou sequer portá-las?
    Não vem ao caso, Wilson, pois a Constituição lhes aufere o direito de defesa da sua vida e patrimônio.

    Agora, se a própria Carta Magna me assegura o direito à vida, logo, ao que se pode dela obter havendo condições para tanto em termos de diversão, distração, até mesmo profissão, discordo veementemente desse policiamento, ainda mais trazendo à baila acontecimentos que são de nosso convívio SEM OS CASSINOS!!!

    Eu pediria aos meus amigos e colegas que tão bem apresentam as suas razões contrárias à liberação dos casinos, que fizessem o mesmo sobre até que ponto somos proibidos de usar o nosso dinheiro como melhor nos aprouver!
    Até onde podemos pensar em nos distrair?
    Até onde é o limite da MINHA liberdade, se nada farei de mal a quem quer que seja??!!

    Se posso ter uma arma, que significa eu estar pronto e em condições de matar um semelhante porque tenho o direito de me defender, então por que não posso ter fichas na mão para testar a minha sorte ou continuar com o meu azar?!

    Se até o futebol foi contaminado pela corrupção, árbitros, dirigentes, CBF, os cassinos seriam terra arrasada como querem dar a entender?!
    Não estaria faltando sensatez, raciocínio, análise dos prós e contras com mais razão e menos emoção?

    Com tanta coisa errada neste Brasil, mas errada mesmo, ficarmos discutindo se os cassinos aumentariam a bandidagem só pode ser ironia, uma brincadeira, uma teimosia infantil.

    Enfim, meu caro, aceito a tua discordância, mas permaneço com a minha ideia da utilidade sobre a liberação dos cassinos neste momento crucial para o Brasil.
    Nada do que foi apresentado e brilhantemente, tirou a minha percepção do aspecto positivo dessa liberação, em confronto com as questões negativas teoricamente!

    Encerro, Wilson, meu caro, afirmando que a discussão não se poderia vincular apenas às questões ilícitas mencionadas, se até as religiões possuem seus pecados em termos de honestidade e nas pregações da Palavra de Deus.
    O aspecto fundamental dessa discussão deve se ater à liberdade de ir e vir, de eu me divertir, de eu usar o meu dinheiro como quero, e esta condição fundamental de liberdade estão me impedindo de exercê-la, que significa mais um crime praticado sem a liberação dos cassinos, mas usando a sua proibição para cerceamento da minha liberdade!

    Não posso concordar e aceitar, meu amigo, lamento.

    Um forte abraço.
    Saúde e paz.

  9. 1) Chicão, concordo plenamente !

    2) Em 1980 eu estava morando em Lisboa. Um padre amigo nos levou ao famoso Cassino de Estoril. Não vimos nada demais, pessoas trabalhando, muitos jogando, nós saboreando os comes e bebes… e daí…

    3) A Social Democracia portuguesa vai muito bem obrigado, cada vez mais…

    • 1) Em tempo, não estávamos vestidos em traje de gala… roupas esportivas comuns…

      2) E lá dentro também não lembro de pessoas com fraque e cartola…

      3) Imagino o Brasil, calor de 40 graus no verão… muitos homens de bermuda, camiseta e muitas mulheres com maravilhosos shortinhos…

      • Rocha,

        Com exceção de alguns cassinos verdadeiramente requintados, sofisticados, de alto luxo, que devem exigir terno e gravata, no mínimo, a maioria das pessoas vai como quer, como melhor se sentir confortável. Claro, nada de calção, sunga, fio dental … mas usando roupas comuns.

        Evidente que entendi a metáfora do nosso amigo e mestre Bortolotto quando mencionou a participação de pessoas em traje de gala nos cassinos, ou seja, vestidas elegantemente, condição que poucos brasileiros possuem.

        Acontece que apostar em cassinos exige, de antemão, que o visitante tenha dinheiro ou entrará por uma porta e sairá pela outra.
        O ambiente não é para curiosos ou para aqueles que pretendem fazer uma “fezinha”, como se diz.

        O jogo é caro, as fichas custam muito dinheiro, e quem pretende vencer não será apostando uma que outra ficha, mas um monte delas.

        Outro abraço.

    • Rocha, meu amigo e professor,

      Obrigado pelo comentário pontual, que me ajuda a explicar as razões pelas quais a liberação dos cassinos seria útil para o país.

      Entendo as posições contrárias, mas demonstram opiniões pessoais, alegações genéricas, nenhuma que seja contundente, demolidora, diante desta abertura de trabalho os mais variados para desempregados.

      Com tantos problemas que temos e a maioria classificado de gravíssimos, sinceramente, mas não vejo por onde a liberação de cassinos iria nos acarretar mais dificuldades àquelas que pertencem ao nosso cotidiano, hoje um misto de sofrimento e falta de perspectiva absoluta para nosso desenvolvimento.

      Abração.
      Saúde e paz.

    • Mestre Antonio,
      também já tive a ocasião de conhecer cassino, fora do Brasil, e de jogar, para satisfazer a minha curiosidade, quando trabalhava na Cidade do Panamá.
      Mas vou aproveitar o comentário para rebater alguns argumentos do Chicão, meu grande amigo, e de outros aqui.
      A grande, enorme diferença entre o jogo nos cassinos e as loterias nacionais, e mesmo as ilegais, que existem em todos os países, é que uma coisa é que ao comprar um bilhete de loteria ou fazer uma aposta no jogo do bicho você sabe quanto vai gastar, pega o seu dinheiro, faz a aposta, e vai para casa ou para o trabalho esperar o resultado com maior ou menor ansiedade. Perde, ou alguma vez ganha, e ficou por aí. Nos cassinos, seja nas roletas, nas mesas de jogo de carta ou de dados ou nos caça níqueis, a coisa é outra. Se você observar bem vai ver pessoas se deixando dominar tanto pelo jogo que mesmo perdendo seguidamente continuam apostando até que seu dinheiro (ou seu crédito – sim, porque para quem se sabe que tem mais dinheiro ou é um jogador habitual os cassinos oferecem crédito) acabe. E voltam no dia seguinte, ou às vezes no mesmo dia, tendo ido buscar mais dinheiro, vendido algum bem ou, pior, arranjado dinheiro emprestado (ou roubado) que depois não terão como pagar. O vício do jogo é tão compulsivo, ou até mais, do que o das drogas, porque o viciado tem sempre a esperança de naquele dia ele vai ganhar. Pode ser que o viciado, nas primeiras vezes, estivesse apenas, como quer o Chicão, “exercendo sua liberdade”. Também é assim na primeira vez em que o jovem fuma um cigarro, ou toma um comprimido de ecstasy, ou cheira uma trilha de cocaína. Sabemos como isso acaba para tantos infelizes. Sabemos que nenhum bêbado caiu nas malhas do vício porque o obrigaram a beber até se viciar. E os cassinos, como os anúncios de cigarro e de bebida, como a propaganda boca a boca insidiosa doas drogas, são projetados, construídos, equipados e dirigidos com um único fim: fazer cada vez mais pessoas jogarem mais. Ganhar o dinheiro dessas pessoas. Para quem os explora, onde quer que seja que as pessoas arranjam esse dinheiro ou o que lhes possa acontecer depois não interessa.
      Não, na minha humilde mas sincera opinião não é questão de turismo, não é questão de emprego, e nem da liberdade de escolha de cada um.
      Para não falar na lavagem de dinheiro, e não é porque, infelizmente, num país tão corrupto como o nosso existam tantos modos e lugares para se lavar dinheiro que se deva abrir mais alguns, mais tentadores e mais difíceis de fiscalizar.
      Um abraço do Mano

      • Wilson, meu estimado amigo,

        Sinto-me lisonjeado com os debates que estão acontecendo neste blog incomparável.

        Comentaristas de porte elevado, dotados de cultura, conhecimentos, experiência, me contestam a ideia de os cassinos serem liberados para funcionamento.
        E as respeito, como não poderia ser diferente.

        Lembro quando houve o escândalo dos “Anões do Orçamento”, e o deputado João Alves para explicar a sua fortuna dissera, sem qualquer pudor, que era um homem de sorte, pois ganhara mais de 300 vezes na Loto!

        Portanto, sem ser um meio ilegal, a pessoa pode comprar cartões premiados oferecendo um acréscimo ao legítimo ganhador, e lavar o seu dinheiro sem maiores problemas, assim como adquirir obras de arte, jóias …

        Existem também os depósitos estruturados, conhecidos como smurfing. O método consiste na quebra de grandes quantias de dinheiro em quantias menores e menos suspeitas. … e depositá-las em vários bancos.

        Temos as empresas de fachada, paraísos fiscais, preços superfaturados …
        Meios ilícitos existem, e muitos são tão sofisticados que os desconhecemos.
        Não creio que os cassinos, que seriam rigorosamente fiscalizados, seriam utilizados para este fim.

        Mano, assim postaste:
        ” … Não, na minha humilde mas sincera opinião não é questão de turismo, não é questão de emprego, e nem da liberdade de escolha de cada um… ”

        Então como explicar a pujança de Las Vegas?
        Macao, ao lado da China, antes colônia portuguesa, é conhecida como a Las Vegas da Ásia, com seus imensos cassinos e shows internacionais.
        Como que os cassinos não iriam trazer turistas ou até mesmo apostadores nacionais, e milhares ofertas de emprego?

        Mais a mais, sem os cassinos, creio que não preciso salientar o quanto temos sido explorados, roubados e manipulados, pelos governos que entram e saem de nossas vidas!
        Definitivamente os cassinos não iriam aumentar a exploração que temos sido alvos há tanto tempo, mas haveria milhares de vagas de trabalho, enalteço essa particularidade, além de eu estar exercitando a minha liberdade, caríssimo, caso contrário e afirmo categoricamente, que não passamos de zumbis sociais!

        Lógico que entendo que jamais mudarias de ideia, e não está em mim te fazer demover essa ojeriza que tens pelos cassinos.
        Aliás, muito interessante, pois se faz necessário analisar os prós e contras.

        A meu ver, as vantagens das instalações dos cassinos seriam maiores que as suas desvantagens, diante do fato indiscutível da oferta de emprego e arrecadação de impostos que, sabemos de antemão, seriam desviados pelos governantes para destinos incertos e velados.

        Enfim, meu amigo, aceito a tua posição com muito respeito, sem contestá-la, porém reforço cada vez mais a minha convicção dos benefícios que os cassinos iriam oferecer ao povo e país.

        Abração, Wilson.
        Mais saúde e mais paz.

        • Amigo Chicão, em lugar algum de meus comentários eu disse que os cassinos NÃO trariam turistas ou apostadores ou não proporcionariam empregos. Quando disse que não era questão disso, estava dizendo que o preço para isso era um mal muito maior do que o benefício que trariam, e que os motivos pelos quais os exploradores dos cassinos os abrem não são esses.
          A expansão dos cassinos de Las Vegas foi reconhecidamente financiada pelo braço americano da máfia italiana, e os cassinos cubanos, depois nacionalizados por Castro, também eram explorados por eles. E acreditar que aqui no Brasil os cassinos não seriam utilizados para fins escusos porque seriam “rigorosamente fiscalizados” só me leva a concluir que só podes estar brincando, com teu longo conhecimento da vida política brasileira.
          Já temos por aqui corrupção que chega e sobra, não precisamos de lhe dar mais e mais eficientes instrumentos.
          Um abraço do Mano

          • Wilson, meu amigo,

            Os ânimos esquentam quando a discissão envolve um assunto polêmico, e duas posições são diametralmente opostas, como a minha e a tua.

            Não podemos nos causar desconforto, por favor.

            Respeito os teus argumentos, mas permaneço com a minha teimosia a respeito dos aspectos positivos que os cassinos trariam aos desempregados neste momento.

            Observa, no entanto, o nível que chegamos como país:
            “Já temos por aqui corrupção que chega e sobra, não precisamos de lhe dar mais e mais eficientes instrumentos.”

            Lamento, profundamente, que nos tornamos esta nação definida não pelo que produz ou conforme o seu povo, mas pela característica que somos um Estado corrupto, e mais nada!

            Outro abraço.

  10. Considero a ideia positiva e urgente. Porém, devido ao medo que todos têm de investir no Brasil que possui muita insegurança jurídica, vejo que a forma mais fácil de implantar as casas de jogos será em grandes cidades, especificamente em shopping centers com toda a infraestrutura necessária para uma pessoa entrar com algum dinheiro e sair sem ele, seja consumindo, se alimentando, se entretendo ou jogando. Garanto que nas (várias) salas de jogos em shoppings vai haver fila de espera superior aos melhores restaurantes, exigindo-se até reserva antecipada. Quanto à questão da fiscalização, para se comprar fichas ou resgatar ganhos, seria proibido dinheiro, somente PIX. Se houver laranjas como donos, basta rastrear o dinheiro e descobrir o laranjal.
    Quanto ao desvio das almas da moral e bons costumes, isto não precisa estar em discussão, até mesmo porque os jogos oficiais promovidos pela CEF, são a única forma de coletar impostos do pobres e invisíveis da nossa sociedade. Um jogador sempre está jogando, oficialmente ou não.

  11. Prezado dePinho,

    Agradeço a tua participação e comentário, que enaltecem a ideia da liberação de cassinos e, consequentemente, a abertura de milhares de vagas de trabalho.

    A imoralidade brasileira acompanhada da corrupção neste país, jamais aumentariam com a implantação dos cassinos, pois atingimos o nível maior que uma nação já viveu neste particular, onde nenhuma instituição serve de exemplo no que diz respeito à conduta e ética na função.

    Não existe como aferir a imoralidade e o banditismo a não ser por estatísticas, mesmo assim adulteradas para beneficiar os governantes.
    Logo, afirmar que os cassinos seriam fontes de lavagem de dinheiro, mafiosos, criminalidade, prostituição, referem-se a argumentos subjetivos, imaginários, meramente opinativos.

    A realidade é uma só:
    os cassinos ajudariam sobremaneira para diminuir o desemprego, tanto direta quanto indiretamente. portanto a liberação dessas casas de jogos e diversão pedem passagem, e suas proibições têm origem em interesses e conveniências para grupos que se locupletam explorando o cidadão.

    Abraço, dePinho.
    Saúde e paz.

  12. O nivel de educação do brasileiro.
    A exímia condução dos 3 poderes.
    A igualdade social no Brasil.
    Tudo pronto.
    Só falta o Cassino, e mudar a bandeira pra rosa choque com o perfil de uma meliante empunhando uma metralhadora e os dizeres: Brasil Puteiro

  13. AndréBR,

    Se já está “tudo pronto” no Brasil, conforme escreveste, então por que só faltam, os cassinos?

    Por acaso eles vão agravar a péssima educação/ensino Fundamental e Médio?
    Vão piorar a falta de ética e moralidade nos três poderes?
    Aumentarão as injustiças sociais, cada vez mais acentuadas no Brasil?
    Creio que não.

    Agora, uma vez liberados irão oferecer milhares de ofertas de emprego, lá isso é verdade!

    Obrigado pelo comentário.

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