A teoria dos “dois palanques”, não fortaleceu a palanqueira Dilma, revelou em corpo inteiro, Dilma a peladeira

Lula planejou e projetou a teoria dos “dois palanques por estado”, está ameaçado de não ter nenhum. Ou então se compor irrealisticamente com os dois e, portanto, não faturar eleitoralmente com nenhum.

O presidente acreditava que o PT e o PMDB (a famosa “base partidária”) se comporiam numa boa, estado por estado. E quem fosse indicado por ele, não sofreria veto do recusado, todos ajoelhados e adoradores do Deus único, que é Sua Excelência, o “presidente 80 por cento”. Tudo está saindo errado e não há jeito de conciliar.

Isso era facilmente previsível, só a monumental arrogância de Lula e a colossal ignorância dos assessores-ministros-conselheiros, impediam que se transformasse numa inquietante perplexidade, realidade, infelicidade.

O que Lula não previu nem analisou e os assessores não o alertaram: o PT não é majoritário em lugar algum, principalmente nos grandes estados onde a eleição será definida. E onde tem candidatos aparentemente fortes, o partido se divide internamente e não consegue convencer o candidato do PMDB, mais sólido politicamente e eleitoralmente superior.

Examinemos as dificuldades nos três maiores estados, São Paulo, Minas Estado do Rio, onde o PT se debate desesperadamente, e o aliado da “base” não dá o menor sinal de pretender socorrê-lo.

Essa deficiência vem em linha reta da teoria dos “dois palanques”, formalizada para fortalecer Dona Dilma, mas que não para de enfraquecê-la. E enfraquecer uma candidata frágil, vulnerável, insustentável.

A candidatura de Dona Dilma se assenta num “tripé de uma perna só: Lula-PT-PMDB”. Não precisa ser nenhum gênio como FHC para perceber que, se Lula se cansar e resolver tirar o time de campo, Dona Dilma fica isolada, desnorteada, desamparada, desolada e desmemoriada. Não terá o que fazer e nem se lembrará que um dia chegou a acreditar que era candidata presidencial, e mais grave: chegaria ao Planalto-Alvorada, não como subalterna, mas como subserviente.

Dona Dilma não se arrisca a andar política e eleitoralmente sozinha, veio ao Rio sem Lula, tragédia eleitoral maior do que a tragédia da incompetência do governador e do prefeito.

Arruinou a teoria dos “dois palanques”, lembrou que era “parceira e amiga de Garotinho, desde os tempos do PDT”. Só que no partido de Brizola ninguém lembra dela, e os poucos que lembram, recordam de fatos rigorosamente desfavoráveis.

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PS – Em quase todos os estados, o PMDB é majoritário em relação ao PT. E para piorar a situação, o PMDB tem apenas um candidato, o PT apresenta dois, que juntos, não ganham do PMDB. É assim na maioria dos estados, onde o próprio Lula arruinou os líderes estaduais acreditando que assim fortaleceria um nome nacional (ele mesmo e depois Dona Dilma), o que deu tudo errado.

PS2 – Lula, que aparentava ou fingia enorme tranqüilidade, já mostra sinais de inquietação. E já pergunta, não mais em silêncio: “E se o PT, que parecia conformado e cabisbaixo, levantar a cabeça e não votar em Dona Dilma, poderei continuar a acreditar em 2014?”

Não deixem de ler amanhã:

Nomes e mais nomes, contra e a favor
de Dona Dilma, nos estados que decidem a eleição:
São Paulo, Minas, Estado do Rio.

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