Piada do Ano! Mauro Cid recebe convite para “ensinar” defesa e segurança na Espanha

Líder de Lula critica aposta da direita no impeachment de ministros do STF

Tarifaço de Trump ameaça mais de 4 mil produtos e amplia pressão sobre Lula

Na poesia de Carlos Nejar, é possível amar todas as coisas, e sempre em excesso…

Carlos Nejar - PoemasPaulo Peres
Poemas & Canções

O crítico literário, tradutor, ficcionista e poeta gaúcho Luís Carlos Verzoni Nejar, membro da Academia Brasileira de Letras, no poema “Coisas, Coisas” lamenta o alto preço que paga pelo excesso de amor a todas as coisas.

COISAS, COISAS
Carlos Nejar

A despeito do amor,
as coisas todas
se fizeram ao mar.
Não quis retê-las.
Não conheci regresso.

Coisas, coisas
vos amei por excesso.
E o universo
me foi alto preço.

Todos os bens
vendidos em leilão.
O ar vendido.
Os rios.
As estações.

Comprei arrobas de chuva
ao meu pomar.
Trouxe neblina
de arrasto
pela morte.

Comprei a noite
e dei o menor lance
ao horizonte. 
Coisas, coisas
vos amei por excesso.

Alcolumbre mantém PEC bilionária na agenda e impõe novo teste à articulação do Planalto

Senado amplia desafio fiscal do governo Lula

Vinícius Cassela
Caetano Tonet
G1

O Senado Federal pode votar na próxima semana a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, considerada uma “pauta-bomba” pelo Executivo.

Apesar do gesto feito ao governo de adiar a votação da proposta na semana passada, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve o tema em pauta e pelo cronograma, o assunto deve estar pronto para votação na próxima semana, antes do início do recesso legislativo, que começa em 18 de julho. A proposta precisa passar por cinco sessões de debate antes de ser votada.

REGULARIZAÇÃO – A proposta também determina a regularização do vínculo funcional desses agentes, proibindo contratações temporárias ou terceirizadas, exceto em situações de emergência em saúde pública. Uma projeção da Previdência Social indica impacto fiscal de R$ 30 bilhões em dez anos.

Alcolumbre anunciou no último dia 30 de junho, em plenário, que a tramitação da PEC respeitará o rito constitucional com o prazo de cinco sessões antes da deliberação do texto em primeiro turno. Até então, era ventilada a possibilidade de aceleração no trâmite com a votação na semana passada.

“Estou deixando claro o rito processual que vou adotar: primeiro, não vou tirar a proposta de deliberação; segundo, não vou votar o calendário especial para a gente quebrar o interstício. Não vou fazer isso. Eu vou ouvir cinco sessões; quando eu ouvir cinco sessões, vou botar em votação o requerimento do calendário especial para a gente suprimir as outras três, fazer a votação do segundo turno e marcar a sessão de promulgação”, declarou Alcolumbre, garantindo que após o prazo o tema será votado.

VOTAÇÃO – De acordo com o regimento interno do Senado Federal, que norteia as diretrizes das tramitações da casa, uma PEC deve ser votada, em primeiro turno, após cinco sessões deliberativas de debate. A primeira delas aconteceu na última semana.

Assim, de acordo com o cronograma informado pelo Senado, existem sessões agendadas para esta terça (7), quarta (8) e quinta (9), cada uma com uma sessão para debate sobre o tema. Concluída essa semana, restará apenas mais uma sessão para que o assunto seja votado em primeiro turno, o que pode acontecer na próxima terça-feira (14).

“PAUTA BOMBA” –  O texto, que estava na pauta do Senado da última terça-feira (30), cria uma aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. A proposta também determina a regularização do vínculo funcional desses agentes, proibindo contratações temporárias ou terceirizadas, exceto em situações de emergência em saúde pública. Uma projeção da Previdência Social indica impacto fiscal de R$ 30 bilhões em dez anos.

A PEC entra na lista das pautas-bomba discutidas recentemente, como a renegociação de dívidas de produtores rurais, o aumento do piso salarial para médicos, tornando-se mais um fator de pressão sobre as contas públicas.

Desde o começo da sua gestão como presidente do Senado, Alcolumbre adotou uma postura pública de neutralidade, dizendo ao governo que ele estava aberto ao diálogo, mas, ao mesmo tempo, reclamando de ataques que vinha sofrendo, principalmente nas redes sociais, e que classificava sendo organizada por integrantes do governo.

Piada do Ano! Amiga de Lulinha pede arquivamento da investigação no Supremo

Supremo destrói o teto do funcionalismo e legaliza os abomináveis penduricalhos

Jornal - #charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio. #penduricalhos #salario #deputado #brasilia #dinheiro #stf #justiça #chargejc #chargejornaldocommercio #chargethiagojc #chargethiagolucas #chargethiagolucasjc *digital ...

Charge do Thiago Lucas (Jornal do Commercio)

Francisco Leali
Estadão

“Em Brasília, a capital dos superfuncionários, todos sabem dos abusos, mas ninguém tem como prová-los, mesmo porque ninguém quer deixar de usufruir das vantagens”. Pode até parecer que estamos falando de hoje. Mas não. A frase que inicia este texto foi escrita há 50 anos. Saiu neste mesmo Estadão.

Era o princípio de uma série de reportagens de Ricardo Kotscho, vencedora do extinto Prêmio Esso. Revelavam-se as entranhas do Poder a partir das regalias desfrutadas por uma elite do serviço público federal.

APENAS AJUSTES – Cinco décadas depois, o texto precisaria de dois ajustes. Primeiro, que os privilégios não se limitam a Brasília. Espalham-se pelo País. Segundo, dizer que “ninguém tem como prová-los” não cabe mais. Está tudo escancarado.

É notório e até mesmo disponível para consulta a informação de que um juiz ou um integrante do Ministério Público no DF ou nas demais 26 unidades da federação podem receber muito além do limite imposto pela Constituição.

O chamado teto salarial no funcionalismo deveria ser o que recebe um ministro do Supremo Tribunal Federal. Hoje, esse valor é de R$ 46 mil. Mas ao longo dos anos tribunais aqui na capital e por todo o País foram adornando os contracheques com os chamados penduricalhos. Extras, adicionais, verbas indenizatórias e outros itens do gênero elevam o salário da elite do funcionalismo para valores muito maiores do que a referência do texto constitucional.

AS MORDOMIAS – No dia 1º de agosto de 1976, data da publicação da primeira reportagem, as benesses eram variadas e estavam focadas no Poder Executivo. Carros com motoristas, viagens de avião e também salários elevados. Esses últimos eram concentrados em postos de direção nas empresas estatais.

Na época, havia o problema de que tudo era obscuro. Governo Geisel, ditadura militar. Não se sabia nada sobre quanto cada um ganhava.

Neste 2026, as regras de transparência parecem prevalecer e há portais abertos em que se pode monitorar muita coisa. Salários, por exemplo.

R$ 100 MIL – Foi assim que se soube que a nata do Judiciário e do Ministério Público consegue receber vencimentos que podem chegar a R$ 100 mil. De tanto se falar, o STF decidiu por alguma ordem. Nesta semana, encerrou-se o julgamento em que se pretende estabelecer limites aos adornos e adereços salariais.

A fórmula encontrada, no entanto, ignora que há um teto e abre a claraboia para que o contracheque vá para além dos R$ 46 mil.

Se antes ainda havia uma dúvida sobre a legalidade das regalias, agora o Supremo legalizou boa parte do que ultrapassa o teto. Assim, falar em penduricalhos pode não ser tão preciso. A corte propôs uma volta no tempo e legitimou as mordomias.

 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Trata-se de um conluio generalizado entre os Três Poderes. Como dizia Leonel Brizola, quando se arrebenta o alambrado, passa um boi e depois passa a boiada. A meu ver, a culpa é do Supremo, um tribunal que existe para moralizar, porém funciona para desmoralizar, se é que vocês me entendem, como dizia o jornalista Maneco Muller, o Jacinto de Thormes. (C.N.)

Piada do Século! Ancelotti ganha aumento para R$ 6 milhões e quer ficar até 2030

Charge do Duke | A convocação de Ancelotti para a Seleção ...

Charge do Duke (Arquivo Google)

Carlos Newton

Por incrível que pareça, a grotesca eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 não mudará os planos da CBF para Carlo Ancelotti, o treinador retranqueiro que não gosta de atacantes dribladores.

O diretor executivo de seleções, Rodrigo Caetano garantiu que o treinador italiano permanecerá no comando da equipe até a Copa do Mundo de 2030.

“Cabe a nós agora ressaltar a necessidade de termos um ciclo dentro de uma normalidade, com um pouco mais de calma, com um trabalho que vai ser dada a continuidade com o ‘Mister’ até a Copa de 2030 e com os ajustes necessários. Que tenhamos o mínimo de tranquilidade para seguir em frente e preparar a próxima Copa”, disse Rodrigo Caetano, que merece o título de Cretino do Século.

DISSE O RETRANQUEIRO – Após a derrota, o retranqueiro Ancelotti, que convoca reserva do Flamengo para ser titular na seleção, fugiu do estádio para evitar ser entrevistado pelos jornalistas. Ficou muito feio deixar o filho representá-lo, mas o que fazer.

Mais tarde, pensando no contrato que conseguiu fazer com os otários da Confederação Brasileira de Futebol, Ancelotti aceitou dar uma entrevista à imprensa, para insinuar que ficará à frente da equipe até 2030.

“Óbvio que estamos todos profundamente tristes. Porque acho que fizemos até agora não um mundial especial, um bom mundial, acho que também o jogo de hoje merecia ganhar o jogo e quando passa um momento assim tem que pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura. temos que seguir melhorando, encontrar novas ideias, não é um fim, é o início de um novo ciclo esta derrota”, disse o cara de pau.

GANHOU AUMENTO – A verdade é que o dinheiro fácil sempre fala mais alto. Sem contar os R$ 70 milhões já recebidos até agora, o técnico receberá um total de R$ 288 milhões nos próximos quatro anos.

O motivo é que o contrato com a CBF estabeleceu um  aumento estipulado para o novo ciclo que eleva os ganhos do treinador para R$ 6 milhões mensais (R$ 72 milhões por ano).

Essa remuneração faz dele o técnico de seleção mais bem pago do mundo. Como o acordo com a Confederação foi renovado e se mantém válido para o novo ciclo, apesar da eliminação da equipe no Mundial de 2026, só nos resta rezar para que o italiano tome vergonha na cara e peça demissão.

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P.S.
Como o Brasil não é o país mais rico do mundo, é preciso destronar os atuais dirigentes da CBF e enviar Ancelotti para o raio que o parta, juntando todos eles no mesmo camburão. Como diz Luxemburgo, a culpa é da imprensa, que fica endeusando esses treinadores estrangeiros, que ainda são chamados de “Mister”. É muita burrice e subserviência. (C.N.)  

Banco Master: por que ministros do STF ainda não são alvo de investigação?

A pior Copa em décadas expõe o fracasso da Seleção brasileira e do treinador

Brasil caiu nas oitavas de final depois de 36 anos

Pedro do Coutto

A eliminação da Seleção Brasileira diante da Noruega ficará marcada como um dos capítulos mais decepcionantes da história recente do futebol nacional. Mais do que a derrota em si, chamou atenção a maneira como ela ocorreu.

O Brasil apresentou um futebol pobre, desorganizado, sem criatividade e distante da identidade que, durante décadas, transformou a camisa amarela em sinônimo de excelência. A manchete publicada por O Globo nesta segunda-feira sintetiza com precisão o sentimento predominante entre torcedores e analistas: “O Brasil fez a pior Copa nos últimos 36 anos”.

SEM RITMO – O desempenho brasileiro não pode ser explicado apenas pelos méritos da Noruega, que atuou com disciplina tática, intensidade e eficiência. A equipe europeia controlou a maior parte da partida, neutralizou as principais peças brasileiras e explorou as fragilidades defensivas sem encontrar grande resistência. Em nenhum momento a Seleção conseguiu impor seu ritmo ou transmitir a sensação de que poderia reverter o cenário adverso.

A atuação foi decepcionante tanto do ponto de vista coletivo quanto individual. O Brasil demonstrou enorme dificuldade para manter a posse de bola, construir jogadas ofensivas e exercer qualquer tipo de pressão consistente sobre o adversário. A circulação de bola foi lenta, previsível e marcada por inúmeros erros de passe. Sem organização, os jogadores pareciam atuar de maneira isolada, sem coordenação entre os setores e sem um plano de jogo claramente definido.

Desde os primeiros minutos, a equipe transmitia insegurança. A perda do controle emocional ficou evidente após sofrer o primeiro gol, quando o time passou a cometer erros ainda mais frequentes. Em vez de reagir, a Seleção pareceu sentir o peso do resultado, tornando-se presa fácil para um adversário que executava com precisão sua estratégia.

ANCELOTTI – Grande parte das críticas naturalmente recai sobre o técnico Carlo Ancelotti. Reconhecido mundialmente por sua trajetória vitoriosa no futebol europeu e pela capacidade de administrar elencos estrelados, o treinador italiano ainda não conseguiu transferir esse prestígio para o comando da Seleção Brasileira. Contra a Noruega, sua equipe apresentou exatamente aquilo que se espera evitar em um torneio de alto nível: falta de identidade, pouca intensidade, dificuldade de adaptação durante a partida e ausência de alternativas táticas quando o plano inicial fracassou.

As substituições pouco alteraram o panorama do jogo. O Brasil permaneceu previsível, sem criatividade e incapaz de modificar a dinâmica da partida. A impressão deixada foi a de uma equipe sem mecanismos ofensivos trabalhados e sem repertório para enfrentar uma marcação bem organizada. Em competições curtas, nas quais cada detalhe pode definir a classificação, essa limitação cobra um preço elevado.

Também é impossível ignorar que a Seleção atravessa um processo de desgaste que antecede a chegada de Ancelotti. Nos últimos anos, o futebol brasileiro perdeu regularidade em competições internacionais, passou por sucessivas mudanças de comando técnico e ainda busca reconstruir uma identidade competitiva. Entretanto, um treinador contratado justamente para corrigir essas deficiências precisa ser avaliado pelos resultados e, principalmente, pela evolução apresentada em campo. Neste aspecto, a campanha deixa poucas razões para otimismo.

TRADIÇÃO – O contraste entre a tradição brasileira e o desempenho atual torna a decepção ainda maior. O país que construiu sua história sobre um futebol criativo, ofensivo e tecnicamente refinado apresentou justamente o oposto: pouca inspiração, baixo poder ofensivo e enorme dificuldade para controlar uma partida decisiva. Não se trata apenas de uma derrota, mas de uma atuação que simboliza o momento de instabilidade vivido pela equipe nacional.

Embora Ancelotti tenha contrato até 2030, a permanência de um treinador em uma seleção de futebol nunca depende apenas da duração do vínculo formal. Ela está diretamente ligada aos resultados, ao desempenho coletivo e à confiança da direção da confederação, dos jogadores e da torcida. Quando esses elementos começam a desaparecer, a pressão torna-se inevitável.

PLANEJAMENTO – Ainda é cedo para afirmar qual será a decisão da Confederação Brasileira de Futebol, mas a eliminação diante da Noruega certamente muda o ambiente em torno do treinador. Uma campanha considerada a pior em mais de três décadas não pode ser tratada como um simples tropeço. Ela exige uma análise profunda sobre planejamento, modelo de jogo, preparação e capacidade de reação diante dos desafios do futebol internacional.

O Brasil continua sendo uma das maiores potências da história do esporte, mas tradição, por si só, não vence partidas. O futebol moderno exige organização, intensidade, equilíbrio tático e capacidade de adaptação. A derrota para a Noruega evidencia que ainda há um longo caminho até que a Seleção volte a apresentar um futebol compatível com sua história.

Perito da PF corrompido por Vorcaro precisa ser punido com o máximo rigor

João Cláudio Nabas: quem é o perito alvo da PF por vazar informações sobre Moraes a Malu Gaspar - Revista Fórum

Nabas queria anular as apurações sobre o Banco Master

Carlos Newton

É inaceitável, inadmissível e intolerável que a Polícia Federal deixe de punir com o máximo rigor o perito João Cláudio Nabas, que integrava a força-tarefa da Operação Compliance Zero na investigação dos crimes cometidos no escândalo do Banco Master.

São claríssimas as evidências de que o servidor, especialista em crimes financeiros e fraudes previdências, aceitou suborno no banqueiro Daniel Vorcaro e vazou, propositadamente, informações sobre o conteúdo do principal celular apreendido, com diálogos incriminadores envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

VAZANDO ÀS CLARAS – Revelações da própria PF demonstram que João Carlos Nabas pediu a diversos integrantes da força-tarefa para vazarem as notícias. Como todos se recusaram, o perito se encarregou de espalhar as notícias, usando um computador da própria agência da PF, para facilitar sua identificação.

Ou seja, Nabas fez o possível e o impossível para que a PF descobrisse que ele era o autor dos vazamentos, de modo a comprometer as investigações, criando uma situação que é do interesse de Alexandre de Moraes e de Dias Toffoli, para que possam pedir anulação do inquérito devido ao vazamento dessas informações que o Supremo considerou sigilosas.

Diante dessas fatos, causam surpresa as notícias de que a Polícia Federal determinou o afastamento do perito para incriminá-lo apenas por violação de sigilo funcional (artigo 325 do Código Penal), cuja pena é de somente demissão, com detenção de seis meses a dois anos, a ser cumprida em liberdade.

CORRUPÇÃO PASSIVA – Devido à gravidade de seu crime, cometido para anular gravíssimas investigações que envolvem até ministros do STF, o perito precisa ser enquadrado também em corrupção passiva (artigo 317), que prevê pena de reclusão, de 2  a 12  anos, e multa. Assim, somando-se com a pena do crime de violação de sigilo funcional, poderá pegar 14 anos, e ainda é possível haver agravante, por ter usado o computador da agência de PF. 

Na expectativa de apenas ser demitido, mas continuar em liberdade para desfrutar do suborno de Vorcaro, que só opera na faixa dos milhões, o perito teve a audácia de procurar uma delegada federal que atua diretamente nas investigações e informá-la que mantinha uma relação antiga de vazamentos para a jornalista Malu Gaspar, de O Globo.

Segundo apuração do site ICL Notícias, a abordagem foi feita pessoalmente, e dias depois ele começou a enviar mensagens à delegada, para forçar que seus vazamentos se tornassem um escândalo igual ao que aconteceu no caso das gravações entre integrantes da força-tarefa da Lava Jato e o então juiz Sérgio Moro. A delegada então comunicou o episódio aos superiores e exibiu as mensagens recebidas. Só então o perito foi afastado.

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P.S. – A estratégia de subornar o especialista da PF  foi muito bem urdida pelos comparsas de Daniel Vorcaro que ainda continuam em liberdade, mas a manobra está destinada ao fracasso, porque o ministro-relator André Mendonça está atento a todas as tentativas de anular o inquérito por abuso de poder ou outras falsas justificativas. Desta vez, armação para deixar impunes os criminosos de elite não vai prosperar.  (C. N.)

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Mendonça faz alerta ao Planalto e trava ameaça que atingiria investigações no STF

Mendonça é o relator de duas investigações delicadas

Rafael Moraes Moura
O Globo

Contrariado com a ofensiva do Ministério da Justiça de determinar o retorno de mais de cem policiais que estavam cedidos a órgãos da administração pública, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça alertou o governo Lula nos bastidores de que, se a medida atingisse a Corte, poderia configurar tentativa de obstrução de Justiça e levar à abertura de uma nova frente de investigação.

Ex-ministro da Justiça no governo Bolsonaro, Mendonça é o relator das duas investigações mais delicadas em andamento na Corte: a do caso Master e a dos desvios bilionários em aposentadorias do INSS, que atingem parlamentares de diferentes matizes políticos e alguns de seus colegas no STF.

PREOCUPAÇÕES – Os dois temas devem dominar o debate das próximas eleições, o que levanta preocupações tanto no entorno de Lula como no de Flávio Bolsonaro. Atualmente, quatro delegados da PF auxiliam ministros do STF: dois no gabinete do próprio Mendonça, um com Luiz Fux e outro na equipe de Alexandre de Moraes, relator dos principais casos que fecharam o cerco contra o clã Bolsonaro, como o inquérito das fake news e a ação penal da trama golpista.

Mais de 50 órgãos da administração pública já foram notificados da ordem do Ministério da Justiça – mas o STF, até aqui, foi poupado da medida e não recebeu o ofício, o que permitiu que os delegados seguissem no exercício regular de suas atribuições no tribunal.

NÃO COLOU –   A versão oficial difundida pela administração petista é a de que o movimento seria necessário para reforçar os quadros de segurança no combate ao crime organizado. Mas no Supremo o argumento não colou. A leitura foi a de que a medida poderia abrir caminho para o Palácio do Planalto interferir no andamento das investigações a menos de três meses das eleições presidenciais.

“Esse motivo do governo não é verdadeiro. É como jogar um copo d’água no Rio Tietê e dizer que isso vai melhorar a qualidade de água”, ironizou um integrante da Polícia Federal ouvido reservadamente pela equipe do blog.

AVALIAÇÃO – Durante café da manhã com jornalistas na última sexta-feira (3), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que o Ministério da Justiça ainda vai avaliar a necessidade do retorno dos delegados cedidos pela corporação ao Supremo.

“É uma avaliação que o ministério está fazendo ainda. Por enquanto não há essa definição, até porque há uma necessidade de fazer uma análise da posição estratégica”, afirmou Rodrigues na ocasião. Procurado, o gabinete de Mendonça não se manifestou.

LULINHA –  O governo Lula pressiona pelo arquivamento de investigação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva no caso INSS – filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a ex-primeira-dama Marisa Letícia.

A peça-chave do caso Lulinha é a empresária Roberta Luchsinger, que se tornou alvo de busca e apreensão no âmbito da investigação das fraudes no INSS. Roberta também teve a quebra de sigilo determinada por decisão do ministro André Mendonça.

Amiga de Lulinha e herdeira de um ex-acionista do banco Credit Suisse, ela disputou na eleição de 2018 uma vaga de deputado estadual por São Paulo pelo PT, mas teve apenas 14,1 mil votos e não foi eleita. À época, declarou à Justiça Eleitoral um único bem, um apartamento de R$ 1,5 milhão.

“CARECA DO INSS” – Uma das linhas de investigação da PF é se Roberta serviu como intermediária entre o filho do presidente da República e Antônio Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”.

No fim do ano passado, a PF informou ao Supremo que apurava citações a Lulinha no inquérito. Na representação, os investigadores diziam que ele “em tese, poderia atuar como sócio oculto” do “Careca do INSS”, o que o filho do presidente nega.

Conflito com Michelle complica ofensiva de Flávio pelo voto feminino

Flávio tenta reverter crise, mas desgastes só aumentam

Bernardo Mello Franco
O Globo

No dia em que Michelle Bolsonaro assumiu a presidência do PL Mulher, os homens é que dominaram o microfone. O primeiro a discursar foi Jair Bolsonaro. Depois falaram mais quatro engravatados: Valdemar Costa Neto, Altineu Côrtes, Jorginho Mello e Magno Malta.

Em participação por vídeo, o capitão exaltou o crescimento do partido, mas ignorou os temas femininos. Valdemar leu uma longa nominata, e Côrtes cometeu uma gafe ao apresentar a mulher de um deputado gaúcho como sua filha.

“SOFRIMENTO” – Sem medo de soar machista, Jorginho se queixou do “sacrifício” e do “sofrimento” de ter que encontrar nomes para preencher a cota de 30% de candidaturas femininas. “Nós precisamos aumentar essa chorumela de que sempre falta mulher para disputarem” (sic), afirmou.

Dublê de pastor e senador, Malta aproveitou o evento para provocar a comunidade trans. “Mulher é mais forte porque nasceu com uma peça a mais. Mulher tem útero”, bradou, antes de dizer que a distinção não poderia ser superada “nem com cirurgia nem com ideologia”.

Quando chegou sua vez de falar, Michelle chamou o marido de “grande líder” e disse que muitas mulheres resistem a “entrar no ambiente hostil da política”. Parecia antever os conflitos que ela mesma viveria no partido e na família.

FORA DO CARGO – A ex-primeira-dama assumiu o PL Mulher em março de 2023. Deixou o cargo na última semana, depois de se dizer “maltratada”, “desrespeitada” e “humilhada” pelo enteado e presidenciável Flávio Bolsonaro. Desde que gravou um vídeo para expor a desavença familiar, ela virou alvo de ataques de figuras influentes na extrema direita. Entre os adjetivos publicáveis, foi chamada de “traidora” e “feminista” — ofensa grave no universo bolsonarista.

Com orçamento para promover eventos, fazer propaganda e rodar o país de jatinho, Michelle filiou mais de 70 mil mulheres ao PL. Planejava virar senadora e eleger candidatas evangélicas em todo o país. Sua desenvoltura causou ciúmes e alimentou, entre os filhos do capitão, a suspeita de que ela pretendia liderar uma bancada própria no Congresso a partir de 2027.

Há quatro anos, o voto das mulheres foi determinante na derrota de Bolsonaro. O capitão pagou pelo culto às armas, pelo desgoverno na pandemia e pelo histórico de declarações e atitudes misóginas.

“PAI DE MENINA” – Orientado por marqueteiros, Flávio buscava se dissociar dessa herança. Para se mostrar diferente, chegou a vestir uma camiseta com a inscrição “pai de menina”. A briga com Michelle já havia minado a estratégia. Agora surge outro problema para romper a barreira do voto feminino, segmento em que Lula abriu 15 pontos de vantagem no Datafolha.

Ao dizer que “mulher vota mal pra c…”, o blogueiro Paulo Figueiredo escancarou o que vai na cabeça dos ideólogos do clã. Flávio levou seis dias para declarar que discorda do aliado, seu estrategista e porta-voz nos Estados Unidos. Não adianta reclamar do neto do último ditador. Ele só disse o que a turma pensa.

Ninguém ganha Copa sem entrosamento, e a renovação da equipe time precisa ser imediata

Ancelotti é detonado por torcedores após derrota do Brasil para a Noruega | Rádio Itatiaia

Carlo Ancelotti afirma que ficará até a Copa de 2030

Vicente Limongi Netto

Com a ilusória safra de aletas que temos, vamos continuar amargando a mesmice da mediocridade. Longe de ser uma eliminação gloriosa, foi um vexame histórico. A Noruega jogou melhor o jogo todo. Brasil tonto e sem criatividade.

Neymar deveria ter entrado antes na partida.  Todas as seleções cresceram e evoluíram. Nós paramos. Regredimos. Vivemos pendurados no feito do penta. Deitados no sono da ruindade. Perdemos o respeito.  Ninguém teme mais o Brasil.

O quadro decepcionante só mudará com vitórias e conquistas. Ninguém ganha Copa do Mundo sem entrosamento.  A renovação precisa ser imediata e rigorosa. Basta de convocar jogadores bons apenas em clubes. Na seleção pouco ou nada rendem.  A renovação precisa ser imediata e rigorosa.  Temos quantidade de atletas, mas pouca qualidade.  Deus bem que poderia ajudar Ancelotti a montar a se

leção para a copa de 2030. Colocando em forma física os supercraques que restam – Gerson, Rivelino, Tostão, Zico, Romário, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo Fenômeno. O hexa finalmente estaria garantido.

CABO VERDE – O coração de Ana Dubeux respira emoção.  É uma jornalista com gestos grandiosos que alimentam a alma de vibração e ternura. Em seu artigo de 05/07 no Correio Braziliense, Ana Dubeux exalta o bem que a seleção de Cabo Verde fez aos corações dos torcedores do mundo inteiro.

Comandados pelo incrível goleiro Vozinha, Cabo Verde plantou raça, determinação e respeito na Copa. Como definiu Dubeux, “cansados, mas muito gratos por tudo o que fizeram. Não foram vencedores, mas não foram rendidos”.

PT mira Flávio por ligação com Banco Master e silencia sobre escândalo de Jaques Wagner

Convergência entre Kassio e Mendonça ganha força no STF e pode influenciar julgamentos

Gestão do TSE e caso Master ampliam alinhamento

Matheus Teixeira
Teo Cury
CNN

O alinhamento dos ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques, que oscilou desde que foram indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao STF (Supremo Tribunal Federal), ampliou-se nos últimos meses.

De um lado, Mendonça tem dado respaldo à gestão de Kassio à frente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ambos costumam votar em convergência nos principais julgamentos. De outro, Kassio deu votos decisivos para garantir vitórias importantes a Mendonça como relator das investigações sobre fraudes do Banco Master.

CONVERGÊNCIA – A avaliação nos bastidores do Supremo é a de que os dois devem manter posições convergentes, ao menos até o final das eleições. Depois, no entanto, há dúvidas sobre a posição de Kassio em relação ao caso Master.

O magistrado tem sido pressionado pela ala da corte que defende um freio de arrumação na condução do processo. O voto do ministro pode ser decisivo em julgamentos e eventualmente impor reveses a Mendonça e ao caso Master.

A Segunda Turma, onde os processos do Master são analisados, é formada por cinco ministros. Dias Toffoli, no entanto, se declarou suspeito e não tem participado dos julgamentos. Luiz Fux tem se alinhado automaticamente a Mendonça. Gilmar Mendes, por sua vez, até quando seguiu o voto do relator do Master, fez questão de reforçar suas ressalvas e preocupações com a condução do processo.

CONTRAPONTO – Recentemente, o ministro sinalizou que pode se tornar um contraponto aos posicionamentos do relator no colegiado. Caso Kassio apoie o decano em eventuais divergências, com apenas quatro ministros participando dos julgamentos, aumentam as chances de derrotas para Mendonça — empates em matéria penal beneficiam os investigados.

No julgamento em que Gilmar votou para derrubar a prisão preventiva de Henrique e Felipe Vorcaro, por exemplo, Kassio seguiu o entendimento de Mendonça. Um dos argumentos apresentados por Kassio, porém, foi de que Mendonça, por ser relator, tinha mais informações sobre o caso, o que foi interpretado por pessoas próximas a Kassio como sinalização de um voto de confiança ao colega — e não um argumento de alinhamento do ponto de vista jurídico.

MAIOR ABERTURA – A expectativa, de acordo com fontes, leva em consideração o histórico de Kassio, que é ex-advogado e visto como mais aberto a argumentos apresentados pelas defesas. A aposta no tribunal, porém, é a de que ele não deve ajudar a derrubar decisões de Mendonça e enfraquecê-lo na relatoria do caso Master, ao menos até o fim das eleições deste ano. Isso porque ambos estão unidos para fortalecer o TSE e evitar que o STF se torne uma instância recursal frequente da corte eleitoral.

Historicamente, o TSE dá a palavra final em impasses jurídicos durante as eleições. Uma ala do STF, porém, tem afirmado nos bastidores que pode impor derrotas ao tribunal eleitoral caso o órgão não atue de maneira efetiva contra as fake news e críticas às urnas eletrônicas.

Gilmar, por exemplo, afirmou em entrevista que o Supremo pode derrubar a decisão de Kassio que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da Atlas/Intel. Além disso, Moraes abriu inquérito sobre acusações do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Gilmar pediu investigação contra o pré-candidato Romeu Zema (Novo), situações que poderiam ter sido resolvidas na esfera eleitoral.