Pressionado nas urnas, Lula aposta até em pauta feminina sob influência de Janja da Silva

Ao tentar blindar o Supremo, Gilmar Mendes amplia exposição da crise na insituição

Gilmar tenta isolar o Supremo de questionamentos

Thais Herédia
CNN

O ministro Gilmar Mendes foi explícito ao dizer que Edson Fachin, presidente da Corte, errou ao defender um Código de Conduta para o STF (Supremo Tribunal Federal).

Gilmar Mendes esteve na CNN, nesta sexta-feira (24), depois de passar a semana dando entrevistas para o que ele mesmo definiu como uma espécie de “missão autoimposta” de defesa do STF.

ATAQUES – Na entrevista ao Bastidores CNN, ele repetiu a estratégia de se defender atacando personagens envolvidos na crise com o STF, como o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e o ex-governador Romeu Zema (Novo).

Ele insiste em sentenciar o caso Master a um problema da Faria Lima, distante da Corte. A novidade foi apontar o dedo para Edson Fachin, ao rejeitar o debate sobre a necessidade de um Código de Conduta, ou de ética para o Supremo.

Decano da Corte, Gilmar Mendes usa o peso da experiência para sustentar um discurso que busca isolar o STF de questionamentos, desqualificando, para dizer o mínimo, quem ouse fazê-los.

Governo avalia recuo na “taxa das blusinhas” e enfrenta resistência do Congresso e da indústria

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Na guerra da escala 6×1: governo age para frear desoneração e evitar rombo fiscal

Planalto tenta investir em debate sobre regra de transição

Clarissa Oliveira
CNN

Depois de a Câmara dos Deputados aprovar, na última quinta-feira (22), o fim da escala 6×1 na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mobiliza nos bastidores para frear o risco de um impacto fiscal da proposta. A ordem agora é tentar frear a articulação por uma desoneração de impostos para os setores mais impactados pela medida.

O assunto pautou as conversas entre líderes governistas envolvidos na tramitação do projeto. Segundo os relatos feitos à CNN, a ideia é investir prioritariamente no debate sobre uma regra de transição, como forma de aliviar os efeitos da redução da jornada para o empresariado.

COMPENSAÇÃO – Embora admitam que há forte pressão por uma compensação, aliados do presidente Lula dizem que o avanço de uma desoneração poderia tornar “inviável” a redução da jornada de trabalho nos moldes em discussão. Mesmo que o impacto seja adiado com uma regra de transição, afirmam, a mudança daria origem a uma bola de neve com efeitos expressivos sobre o Orçamento nos próximos anos.

A CCJ da Câmara aprovou a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1. O relatório do deputado Paulo Azi (União-BA) foi aprovado de maneira simbólica, limitando-se a analisar a admissibilidade da proposta, ou seja, sua adequação à regra constitucional. O debate sobre como viabilizar a redução da jornada ocorrerá agora na comissão especial que vai analisar o tema.

PROTAGONISMO – Embora olhe com preocupação para a discussão de uma compensação da redução da jornada, o governo se diz otimista quanto ao avanço da proposta, que é estratégica para o presidente Lula do ponto de vista eleitoral. A avaliação entre aliados do petista é de que a disputa por protagonismo no projeto é questão superada, uma vez que Planalto e Câmara concordaram na tentativa de fazer andar a PEC.

O projeto de lei do governo que trata do mesmo assunto seguirá na manga, caso haja dificuldade de articular os votos necessários para aprovar uma mudança constitucional. Mas o entendimento na base governista é que o cenário é propício a um acordo com a oposição, dado o efeito eleitoral da medida.

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Um dilema existencial confundia e inquietava o poeta e compositor Antonio Cícero

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Antonio Cícero e a irmã Marina Lima

Paulo Peres
Poemas & Canções

O filósofo, escritor, compositor e poeta carioca Antonio Cícero Correa de Lima escreve poesia desde jovem, mas seus poemas só apareceram para o grande público quando sua irmã, a cantora e compositora Marina Lima, passou a musicá-los. Antes, porém, já eram suas as canções como FullgásPara Começar e À Francesa – as duas primeiras em parceria com a irmã, e a última com Cláudio Zolli. Neste poema que transcrevemos, Cícero reconhece um dilema existencial, que o confunde bastante.

DILEMA
Antonio Cícero

O que muito me confunde
é que no fundo de mim estou eu
e no fundo de mim estou eu.

No fundo
sei que não sou sem fim
e sou feito de um mundo imenso
imerso num universo
que não é feito de mim.

Mas mesmo isso é controverso
se nos versos de um poema
perverso sai o reverso.

Disperso num tal dilema
o certo é reconhecer:
no fundo de mim
sou sem fundo.

Câmara acelera o PL da misoginia e debate opõe proteção e liberdade de expressão

Ilustração DA Editoria de Arte/CB/D.A Press

Anna Júlia Lopes
CNN

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), instituiu nesta sexta-feira (24) a criação de um grupo de trabalho para debater o PL (projeto de lei) da Misoginia, que equipara o ódio ou a aversão a mulheres ao crime de racismo.

O grupo terá um prazo de 45 dias para concluir seus trabalhos e será coordenado pela deputada Tábata Amaral (PSB-SP). Cada um dos partidos presentes na Casa Baixa poderá indicar um deputado para integrar o colegiado. Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Hugo afirmou que a criação do grupo tem o objetivo de promover um debate “técnico e profundo”, ao mesmo tempo que agiliza a tramitação da pauta para que seja votada em plenário.

PROPOSTAS – “Proteger as brasileiras é prioridade absoluta nessa casa. Por isso, faço questão de dar celeridade a todas as matérias que tratam da segurança das nossas mulheres”, declarou o presidente da Casa Na publicação, Hugo citou ainda uma série de propostas aprovadas nos últimos meses pela Câmara.

Diante de um cenário de aumento de violência contra as mulheres em todo o país, o Congresso Nacional aprovou, por exemplo, o porte de spray de pimenta para defesa pessoal para mulheres; a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica para agressores; e a tipificação do crime de vicaricídio (quando há o assassinato de filhos ou parentes com o intuito de causar sofrimento à mulher).

Escolhida para comandar o grupo, Tabata foi uma das deputadas que comemorou o avanço da pauta. Defensora de pautas relacionadas às mulheres, a congressista é autora de um projeto que propõe a distribuição de absorventes em espaços públicos.

PL DA MISOGINIA – O PL da Misoginia propõe a tipificação do crime envolvendo a misoginia (palavra utilizada para definir o ódio às mulheres). Até o momento, a misoginia não é tipificada como um crime específico no Código Penal brasileiro, sendo muitas vezes equiparada a delitos de injúria e difamação, que possuem penas mais brandas.

A proposta estabelece penas de dois a cinco anos de reclusão para esse tipo de crime e equipara a misoginia ao crime de racismo. Dessa forma, a misoginia se tornaria um crime inafiançável, ou seja, que não admite fiança e impede que o preso pague para responder o processo em liberdade; e imprescritível, que não perde a validade e pode ser punido a qualquer momento.

“MACHOSFERA” – Diante de uma crescente onda de ódio às mulheres nas redes sociais, incentivada por movimentos como o “Red Pill” e a “machosfera”, o projeto visa combater discursos de ódio e discriminação contra mulheres com base na ideia de uma suposta supremacia masculina.

No Senado Federal, o texto foi aprovado por unanimidade. Na Câmara, no entanto, enfrenta resistência entre parte dos deputados. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) já se posicionou de forma contrária ao texto. Segundo ele, o PL ameaça a liberdade de expressão. A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) definiu a proposta como “censura” e disse que ela pode ser usada “por quem se veste de mulher para atacar e calar mulheres”.

 

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Michelle se opõe a Frias e acirra disputa do PL pelo Senado em São Paulo

Ex-primeira dama e deputado já trocaram farpas 

Carlos Petrocilo
Folha

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro tem sido contrária à possível candidatura do deputado federal Mário Frias (PL-SP) ao Senado paulista pelo PL. O favorito é o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado, e corre por fora o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo.

A relação entre Frias e Michelle não é boa, principalmente depois que o deputado afirmou, em abril de 2025, que “ladainha da inclusão deve ser eliminada da direita”. Michelle, que tem a inclusão como bandeira, publicou um vídeo em repúdio a Frias, defendendo a acessibilidade.

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Combustíveis, poder e narrativa: a política econômica no fio da eleição

Charge do Cazo (Correio Braziliense)

Pedro do Coutto

Há momentos em que a economia deixa de ser apenas um campo técnico e se transforma, sem disfarces, em instrumento político. A decisão do governo Lula da Silva de utilizar a receita extra gerada pela exportação de petróleo para aliviar o preço de combustíveis como diesel e gasolina se insere exatamente nesse território.

Trata-se de uma medida que combina lógica fiscal, oportunidade de mercado e, sobretudo, sensibilidade eleitoral. Em um país onde o preço na bomba influencia diretamente o custo de vida — e, por consequência, o humor do eleitor —, qualquer intervenção que reduza esse impacto tende a produzir dividendos políticos quase imediatos.

COMPENSAÇÃO – O raciocínio é simples, mas não trivial. O Brasil consolidou-se como exportador relevante de petróleo, ao mesmo tempo em que ainda depende da importação de derivados. Essa assimetria abre espaço para uma engenharia econômica em que ganhos externos compensam perdas internas.

Ao subsidiar combustíveis com receitas vindas do mercado internacional, o governo busca amortecer a inflação e proteger o consumo doméstico. Não há ilegalidade ou ruptura institucional nesse movimento — pelo contrário, ele se insere dentro das prerrogativas legítimas do Executivo. A questão central não é jurídica, mas política: o timing e os efeitos dessa decisão dialogam diretamente com o calendário eleitoral.

Reduzir o preço do diesel significa aliviar o custo do transporte; baratear a gasolina impacta a percepção imediata do consumidor; mexer nos tributos federais amplia ainda mais esse efeito. O resultado é uma cadeia que vai do bolso do cidadão à urna.

“FORÇA DA CANETA” – Não se trata de determinar o desfecho eleitoral, mas de reconhecer que medidas dessa natureza alteram o ambiente de disputa. A chamada “força da caneta” — expressão recorrente na política brasileira — manifesta-se com clareza quando decisões administrativas reverberam no cotidiano da população.

Esse movimento ocorre em paralelo a um cenário econômico e institucional mais amplo, marcado por tensões e transformações. O caso do Banco Master, por exemplo, segue alimentando debates sobre regulação, transparência e o papel do sistema financeiro.

Declarações de Gilmar Mendes, ao deslocar o foco da crise para o coração do poder econômico na Faria Lima, revelam uma tentativa de reposicionar o debate: menos sobre instituições formais e mais sobre estruturas de influência. Ao mesmo tempo, o embate entre o ministro e o ex-governador Romeu Zema mostra como o conflito institucional pode ser convertido em capital político — especialmente em um ambiente pré-eleitoral.

CRISE DOS CORREIOS – No campo econômico estrutural, outras mudanças silenciosas ajudam a compor o quadro. A crise dos Correios ilustra a transição acelerada para o ambiente digital. A queda no volume de correspondências tradicionais, substituídas por comunicações instantâneas e gratuitas, redefine modelos de negócio e impõe desafios a empresas estatais com estruturas rígidas e custos elevados. É um exemplo claro de como a tecnologia não apenas transforma mercados, mas também pressiona o Estado a se reinventar.

Essa transformação digital também chega ao centro do debate regulatório. O avanço de plataformas como Google levanta discussões sobre uso de conteúdo jornalístico, remuneração e equilíbrio concorrencial. A atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica nesse campo pode se tornar um divisor de águas, não apenas para o setor de mídia, mas para a definição de regras mais amplas sobre poder econômico na era digital.

Enquanto isso, problemas mais antigos seguem à margem da agenda com a mesma gravidade de sempre. A situação da Rodovia BR-393, marcada por abandono, acidentes e perdas humanas, expõe um contraste incômodo: enquanto o debate político se concentra em grandes narrativas — combustíveis, bancos, Supremo —, a infraestrutura básica continua sendo um ponto cego persistente. E esse tipo de negligência também produz efeitos políticos, ainda que menos imediatos e mais difusos.

CUSTOS E BENEFÍCIOS – O que emerge desse conjunto de fatos é um retrato complexo do Brasil pré-eleitoral. De um lado, um governo que utiliza instrumentos econômicos para estabilizar preços e melhorar a percepção popular. De outro, um ambiente institucional tensionado, onde disputas judiciais, financeiras e políticas se entrelaçam. No meio disso tudo, uma sociedade que experimenta, simultaneamente, os benefícios de decisões pontuais e os custos de problemas estruturais não resolvidos.

A eleição que se aproxima não será decidida por um único fator. Mas seria ingênuo ignorar o peso de medidas que afetam diretamente o cotidiano. O preço do combustível, afinal, não é apenas um número — é um termômetro político. E, neste momento, ele está sendo cuidadosamente calibrado.

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Escritores como Conan Doyle, Agatha Christie, Maurice Leblanc e Allan Poe sabiam que não há crime perfeito; o que existe são investigações equivocadas que não conseguem solucionar o caso. Mas todo crime, por sua própria natureza, é sempre um ato imperfeito, pois demonstra a deformação social de seus autores.

No caso da nomeação do atual ministro Jorge Messias para procurador da Fazenda Nacional, em 2007, houve várias ilegalidades. Ocorreram há quase 20 anos, em Brasília, mas vêm passando despercebidas. Era como se fossem crimes perfeitos.

FRAUDES DE MESSIAS – As provas até agora coletadas mostram que Jorge Messias foi beneficiário das fraudes que a partir de 2003 passaram a ocorrer em concursos públicos, para aparelhar a máquina administrativa em favorecimento ao PT.

As fraudes aconteciam através da atenuação das exigências legais aos candidatos ligados ao partido, além da espantosa multiplicação de vagas que não existiam e até do fornecimento de dicas aos favorecidos. No caso específico de Messias, a ilegalidades ocorreram no concurso convocado em Edital da Escola de Administração Fazendária (ESAF), em 1º de dezembro de 2005 para provimento de 27 vagas no cargo de Procurador da Fazenda Nacional.

Ele se formara em dezembro de 2003 e precisa demonstrar dois anos de prática forense e ser inscrito na OAB. Seus quatro currículos (Portal da Transparência, Lattes, Escavador e Wikipédia) registram que nessa época (2005/2006) ele morava em Recife, onde era empregado de dedicação exclusiva na Caixa Econômica Federal e trabalhava na agência Teatro Marrocos.

IMPOSSIBILIDADE – Surge uma grande dúvida. Como Messias poderia ter dois anos de prática forense pós- formado, conforme é exigido, se à época do concurso ainda trabalhava em horário integral na Caixa?

Mesmo assim, os dirigentes da ESAF entenderam que ele cumpriu as exigências e Jorge Messias participou do concurso, embora ainda hoje existam dúvidas pertinentes também quanto ao exame exigido pela Ordem dos Advogados do Brasil para exercício da profissão.

Em 2005, Messias ainda morava em Recife, continuava trabalhando na Caixa Econômica, e deveria se inscrever  na Seccional de Pernambuco. Porém, isso jamais ocorreu. A única inscrição que tem é de Brasília, com o nº 31.448 indicando que foi feita em 2010 ou 2011, anos depois de ser nomeado. Ele jamais foi inscrito em Recife, seu nome não consta como ativo ou inativo.

SURGIRAM PROBLEMAS – A homologação do concurso ocorreu em 22 de junho de 2006, quando Jorge Messias constou na lista de aprovados, no 86º lugar. Mas havia problemas em relação a ele e a outros 65 inscritos, porque a nomeação deles para o cargo de Procurador da Fazenda Nacional só ocorreu um ano e meio depois, em 6 de novembro de 2007.

Na Portaria Conjunta assinada pelos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Dias Toffoli (AGU), fica claro que Jorge Messias e os outros 65 aprovados pediram para serem colocados no final da lista de nomeação.

Esse tipo de solicitação só ocorre quando o candidato tem dificuldades de apresentar documentos, como diploma, exame da OAB, comprovação de dois anos de prática forense etc. É mais uma dúvida no nebuloso início de carreira de Messias, que acabou ficando como 586º nomeado num concurso para 27 vagas, o que demonstra o aparelhamento da máquina administrativa pelo PT.

JOVEM PRODÍGIO – Detalhe importante: nessa época, o jovem Jorge Messias já tinha sido  aprovado para Procurador do Banco Central, onde não havia exigência de dois anos de prática forense.

Ficou em surpreendente quarto lugar, com apenas 25 anos, mesmo sendo empregado da Caixa Econômica Federal em horário integral, que impediu ter experiência como advogado.

Na verdade, a fraude é inquestionável, porque Jorge Messias não tinha registro na Ordem dos Advogados do Brasil, Morava em Recife quando foi nomeado, e jamais  teve inscrição na OAB de Pernambuco, repita-se. Para conferir, basta consultar os sites da OAB nacional e da OAB pernambucana.

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P.S. 1 –
 Tudo que se refere ao futuro ministro do Supremo tem jeito de fraude. Mas o assunto não está esgotado e amanhã voltaremos a ele. (C.N.)

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Charge do Cláudio Oliveira (Folha)

José Carlos Werneck

Está marcada para o próximo dia 29 a sabatina no Senado de Jorge Messias, advogado-geral da União indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.

Não obstante os esforços da Oposição para que o nome seja rejeitado, parlamentares já admitem que a indicação deve ser aprovada, tanto na Comissão de Constituição e Justiça quanto no plenário.

SEM ESPERANÇAS – “Eu duvido que ele [Jorge Messias]seja reprovado, infelizmente, porque o sistema está aí”, afirmou o senador Marcos do Val, do Avante do Espírito Santo, em entrevista à imprensa.  Apesar de manifestar seu voto contrário à indicação de Messias, ele ressalta que “não adianta ter esperança agora”.

Assim como não vislumbra  condições para a reprovação da indicação de Messias, do Val também descarta o avanço no Congresso de pedidos de impeachment contra ministros do STF.

“Não vai ter impeachment. Sabe por que não vai acontecer nada daqui até as eleições? Porque os atores são os mesmos”, afirmou, apostando na renovação do Legislativo a partir das próximas eleições”.

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Sarney e o bolo rubronegro (Foto Junior Pereira)

Vicente Limongi Netto

Os deuses da energia e da lucidez saúdam os 96 anos de idade do ex-presidente José Sarney. Responsável, na chefia da nação, pela transição democrática. Homem telúrico, poeta, escritor lido e consagrado no mundo inteiro.

Como jornalista, ex-deputado federal, ex-senador, ex-governador e ex-presidente do Congresso Nacional, ex-presidente da Repúblca e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), o maranhense José Sarney é respeitado por todos os segmentos da sociedade e ainda encontra tempo para ser conselheiro de políticos famosos e consagrados. Entre eles, o presidente Lula.

Nessa linha, analistas do primeiro time da política acreditam que diante da confusa quadra brasileira, Lula precisa tirar um tempo para nova rodada de conversas com o experiente autor de “Marimbondos de Fogo”.