Brasil mergulhará no caos em duas semanas por causa da Covid-19′, diz governador baiano

Nove unidades de saúde da Bahia não têm mais vagas para pacientes com covid-19 - Saúde - Estadão

Pandemia está saindo novamente do controle em vários Estados

Monica Bergamo
Folha

O governador da Bahia, Rui Costa (PT-BA), afirma que a pressão sobre o sistema público e privado de saúde nunca foi tão dramática e que agora o vírus agora mata mais, prevendo o atendimento aos contaminados pela covid-19 “vai colapsar e o Brasil mergulhará no caos em duas semanas”.

Ele fez a afirmação à coluna nesta quinta-feira (dia 25), depois de anunciar a suspensão de todas as atividades não-essenciais no estado neste fim de semana para tentar conter a disseminação do novo coronavírus.

UTIS ESTÃO LOTADAS – “Já estamos vendo o problema se agravar no país todo. No Amazonas, no Rio Grande do Sul, na Bahia, no Ceará. Nunca tivemos uma situação igual”, afirma o governador baiano, lembrando que já tinha mil leitos de UTI exclusivos para Covid-19. Há dez dias, abriu mais 200 leitos.

“E eles lotaram de uma hora para a outra, da noite para o dia”, afirma. A situação é tão dramática que há hoje 195 pacientes na fila da UTI, necessitando de tratamento intensivo sem ter como recebê-lo.

Rui Costa afirma que o estado está registrando número recorde de mortos, com 100 notificações de óbitos por dia. “No auge da primeira onda, em julho do ano passado, registramos 80 mortes no pior dia”, afirma.

NOVAS MODALIDADES – O governador acredita que, além de a população estar exausta de cumprir medidas de isolamento, as novas cepas do coronavírus que já circulam no Brasil – em especial a de Manaus – são mais contagiosas e letais.

“Temos hoje, ainda, um menor número de infectados, mas uma explosão de internações e de mortes muito mais grave do que em julho de 2020”, afirma. “Antes, a quase totalidade das mortes era de pessoas de mais de 60 anos. Agora, jovens, de 30 a 50, também estão sendo vítimas fatais.”

Naquele mês, o estado registrava 30 mil casos ativos de Covid-19 e 800 leitos de UTI ocupados. Nesta semana, são 18 mil casos ativos e 1.200 leitos ocupados, além do número recorde de mortes em um único dia. “Os casos estão subindo. O que acontecerá quando chegarmos de novo a 30 mil?”, questiona Costa. “A pressão nunca foi tão grande”, afirma ele.

12 thoughts on “Brasil mergulhará no caos em duas semanas por causa da Covid-19′, diz governador baiano

  1. Cara de concreto.

    Com mais de 480 altas contabilizadas, o Hospital de Campanha instalado pelo Estado na Arena Fonte Nova será desativado até esta sexta-feira (16), em função da ampla queda na demanda. Aberta em junho, para tratar exclusivamente de pacientes com sintomas graves da Covid-19, a unidade contava, até o início da tarde desta quarta-feira (14), com apenas três pacientes internados.

    “Realmente, estamos na fase final de desmobilização. Desde o dia 30 de setembro, deixamos de receber pacientes regulados e passamos a cuidar apenas dos que já estavam internados, que pouco a pouco foram tendo alta. Permanecemos apenas com alguns leitos de UTI e de enfermaria que serão desativados até a próxima sexta”, explica a diretora da unidade, a médica infectologista Ledívia Espinheira.

  2. Graças às sabotagens imposta por Bolsonaro às contramedidas, para inibir a propagação da Covid-19, e a nossa irresponsabilidade coletiva. Se é verdade que cada infectado, em média, é capaz de contaminar mais seis. Aplicando uma progressão geométrica ou exponenciação, no final de um mês, quantas pessoas foram empestadas, partindo de apenas um vetor de disseminação?

  3. Não se preocupem. O “mito” vai cuidar dessa gripezinha. Minha revolta será curada quando, muito em breve, ele e todos os seus apoiadores se encontrarem numa baita comemoração no fogo do inferno !!! Que fiquem lá por toda a eternidade !!!

    • Eu queria que o nobilíssimo Armando tivesse acesso a arquivos PDF do TCU, para verificar os turbilhões de recursos que Sarney repassou para o projeto DIBOM – Distrito de Irrigação da Baixada Ocidental Maranhense e a Comporta do Rio Pericumã.
      DIBOM tinha por finalidade abastecer 34 municípios da Baixada Maranhense e exportar o excedente em: hortifrutigranjeiros incluíndo criação de gansos e patos (anserinocultura) e peixes (piscicultura).
      A ponte sobre o Rio Pericumã seria para controlar os fluxos e refluxos das marés, de modo a evitar inundações e morte dos peixes nos lagos de Pinheiro (torrão do Sarney) e municípios circunjacentes. Além de operar eclusagens, no vaivém das embarcações.
      -No tampar do caixão: a execução de nenhuma das obras passou de 5% de como estava na maquete original. Quando há períodos de fortes chuvas, as tampas das comportas travam, e as cidades que dependem da vazão inundam.
      Filuca Mendes (pai do ex-deputado federal, Victor Mendes), à época, o gestor de obras federais, ora, é o homem mais rico da Região. Ele é afilhado e sobrinho do então presidente da República, José Sarney.
      Quanto ao DIBOM, não tenho muito a acrescentar: no ano passado fui lá e vi o que restou: 160 pés de coco da Bahia, ou coco manso.
      Veja aqui que coisinha linda: embora sejam dois cemitérios de verbas públicas, ainda assim, continua vindo dinheiro para “manutenção”
      Outra pintura de Neymar: como a ponte inicial não cumpriu a função de interligar os municípios litorâneos, agora, Flávio Dino está construindo outra ponte de 590 metros, sobre o mesmo Rio, em outro ponto mais avançado no mar, situado em Balandro – Bequimão. Custo estimado: R$ 70 milhões. Éééééé ggggoooooollllll

      https://jornalpequeno.blog.br/johncutrim/ponte-central-bequimao-tem-previsao-de-entrega-para-o-proximo-semestre/

      • O dito cujo fez um feito inédito entre os mafiosos.
        Roubou o nome dos outros.
        Por isso que o estado se encontra nessa situação.
        Mais de 50 anos na mão de ferro da famíglia Ribamar.
        O final do dinheiro para as obras teve destino certo.

        Abraço.

  4. Governadores e prefeitos corruptos proibiram os tratamentos preventivo e precoce dos infectados, para roubar vorazmente a grana da saúde, comprando respiradores superfaturados e ‘montando’ hospitais de campanha milionários. Esse governador petralha é um criminoso que, por motivação política, proibiu a distribuição de remédios no seu estado. Uma exceção no caos do estado é o município de Porto Seguro que, ao rebelar-se contra as ordens ditatoriais do rui-larápio e adotar o tratamento precoce, manteve a situação sanitária sob controle.

  5. O povo vai se voltar contra os governadores, isso sim.

    Covid-19: Bolsonaro divulga repasses do Governo Federal aos estados em 2020
    https://gazetabrasil.com.br/especiais/jair-bolsonaro/covid-19-bolsonaro-divulga-repasses-do-governo-federal-aos-estados-em-2020/

    O presidente Jair Bolsonaro divulgou neste domingo (28) os recursos federais destinados aos estados para combater a pandemia da covid-19. Depois que alguns governadores decretaram lockdown e toques de recolher nos estados, o chefe do executivo voltou a reforçar as críticas contra as medidas restritivas imposta por governadores e prefeitos.

    Veja a lista publicada pelo presidente no Twitter:
    “Acre: R$ 6,8 bilhões. Auxílio: R$ 1,38 bilhão
    Alagoas: R$ 18,09 bilhões. Auxílio: R$ 5,46 bilhões
    Amazonas: R$ 18,5 bilhões. Auxílio: R$ 6,84 bilhões
    Amapá: R$ 6,7 bilhões. Auxílio: R$ 1,47 bilhões
    Bahia: R$ 67,2 bilhões. Auxílio: R$ 25,35 bilhões
    Ceará: R$ 42,5 bilhões. Auxílio: R$ 15,17 bilhões
    Distrito Federal: R$ 9,8 bilhões Auxílio: R$ 3,45 bilhões
    Espírito Santo: R$ 16,1 bilhões. Auxílio: R$ 5,57 bilhões
    Goiás: R$ 27,1 bilhões. Auxílio: R$ 9,95 bilhões
    Maranhão: R$ 36 bilhões. Auxílio: R$ 11,8 bilhões
    Mato Grosso: R$ 15,4 bilhões. Auxílio: R$ 4,96 bilhões
    Mato Grosso do Sul: R$ 11,9 bilhões. Auxílio: R$ 3,71 bilhões
    Minas Gerais: R$ 81,4 bilhões. Auxílio: R$ 26,96 bilhões
    Pará: R$ 39,5 bilhões. Auxílio: R$ 14,71 bilhões
    Paraíba: R$ 21,2 bilhões. Auxílio: R$ 6,57 bilhões
    Paraná: R$ 38,6 bilhões. Auxílio: R$ 13,7 bilhões
    Pernambuco: R$ 42,7 bilhões. Auxílio: R$ 16,2 bilhões
    Piauí: R$ 19 bilhões. Auxílio: R$ 5,68 bilhões
    Rio de Janeiro: R$ 76 bilhões. Auxílio: R$ 24,94 bilhões
    Rio Grande do Norte: R$ 18,3 bilhões Auxílio: R$ 5,55 bilhões
    Rio Grande do Sul: R$ 40.9 bilhões Auxílio: R$ 12,2 bilhões
    Rondônia: R$ 8,6 bilhões Auxílio: R$ 2,64 bilhões
    Roraima: R$ 5,1 bilhões. Auxílio: R$ 1,04 bilhão.
    Santa Catarina: R$ 21,6 bilhões. Auxílio: R$ 7,22 bilhões
    São Paulo: R$ 135 bilhões. Auxílio: R$ 55,19 bilhões
    Sergipe: R$ 12,9 bilhões. Auxílio: R$ 3,85 bilhões
    Tocantins: R$ 10,5 bilhões. Auxílio: R$ 2,28 bilhões.”

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