China, Rússia, Japão, países árabes, querem o fim do dólar como moeda de troca internacional. China, Rússia, Japão e países árabes, ficam em pânico com o que pode acontecer aos TRILHÕES DE DÓLARES que têm nos EUA e Suíça

Paulo Solon
“Helio, do alto da tua experiência e do longo tempo em que vem defendendo a mudança do dólar como moeda única, pergunto: o que achou da declaração do presidente Sarkozy em Davos? Quer que o Sistema Monetário Global acabe com o dólar como moeda de troca total. Acho que ele está jogando para a arquibancada”.

Comentário de Helio Fernandes
Há 66 anos o dólar é a moeda de troca internacional. Em 1944, em Bretton Woods, os americanos participaram com a idéia fixa: substituir o ouro (padrão ouro, como reservas determinadas) pelo dólar. Ninguém sabia de nada. Tanto é verdade que já se tratava de eliminar o que existia, o ouro, apedrejado como “herança maldita”.

Mas não havia nenhum movimento a favor do dólar. A nova moeda já tinha até nome, se chamaria BANCOR. Surpreendentemente, o inglês que comandava tudo, Sir John Maynard Keynes, foi chamado à Casa Branca, isso mesmo à Casa Branca, onde teve conversa inebriante, em companhia do presidente do FED, (Banco Central). Saiu de lá atordoado mas inebriado. E já com o dólar MOEDA INTERNACIONAL, GLOBAL E UNIVERSAL.

Houve insatisfação, muitos se surpreenderam, mas os protestos não anularam a união do Poder nascente dos EUA, já ganhando a Segunda  Guerra Mundial, e o prestígio pessoal de Keynes, tido na época como dos maiores economistas. Na verdade, o dólar moeda de troca foi imposição dele.

Ainda no final de 1944, Sir Maynard Keynes que não jogava na Bolsa, ganhou uma fortuna em ações. Fortuna mesmo, que não pôde aproveitar. Como Deus não perdoa, pouco tempo depois morreria de câncer fulminante. (O que aconteceria também com Oppenheimer que construiu as bombas atômicas que destruíram Hiroxima e Nagasaki, mas não pôde se livrar da destruição pelo câncer).

Foi esse dólar que consolidou o “Império-Romano-Americano”. Por um motivo: o dólar era (e é) fabricado em máquinas gigantescas montadas em Omaha, e guardados no Fort Knox. Mas com a diferença fundamental: o dólar interno valia mesmo. O externo não valia nada, era e continua sendo papel pintado.

Há muito tempo se fala e se cogita do fim do dólar. É evidente que esse dólar papel pintado vai acabar, tem que acabar. Mas quando? Nos próximos 10 ou 15 anos, (e talvez mais) continuará poderoso e inatingível. Por quê? É que os países que mais garantem que querem o fim do dólar como moeda de troca internacional, são os que contraditoriamente mantêm o dólar.

A China, Rússia, Japão, os riquíssimos países árabes, têm TRILHÕES DE DÓLARES guardados nos EUA e na Suíça. Temem a transformação, e têm quase certeza de que perderão muito. Por isso,  QUEREM o fim do dólar, mas não QUEREM o fim do dinheiro tão “exaustivamente acumulado”.

Enquanto isso, os americanos se preocupam e se assustam com outro grande problema, esse com possibilidade de acontecer em prazo bem mais curto: A FIXAÇÃO DO PREÇO DO PETRÓLEO EM EURO. Diariamente, quando o BIG BEN bate as 12 badaladas do meio-dia, de um prédio caindo aos pedaços em Londres (longe da Old Bond Street, o centro financeiro), 5 cidadãos que têm entre 70 e 75 anos, anunciam o preço do petróleo. Por enquanto, em dólar.

E se passar para Euro ou outra moeda qualquer?

* * *

De qualquer maneira, Paulo Solon, você acertou em cheio: Sarkozy está jogando para a arquibancada. Uma expressão bem carioca, quem foi inventada há mais de 50 anos para identificar o futebol do Tim, o grande ídolo do Fluminense da época.

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