Deputados no Supremo contra Ibsen: “Quanta besteira, Manuel Bandeira”

O extraordinário poeta gostava de falar (geralmente com ele mesmo) enquanto trabalhava. E quando não gostava do que estava fazendo, pois era rigorosíssimo com sua produção, pronunciava a frase que está no título. Já usei muito essa frase desde os tempos do Diário Carioca, quando descobri o fato.

Agora, o poeta iria se deliciar com as besteiras que dizem sobre royalties, não sabem nada de coisa alguma. O advogado e constitucionalista Jorge Rubem Folena de Oliveira tem dado lições (desde outubro) sobre royalties do petróleo e royalties do pré-sal.

Tenho escrito muito sobre o assunto, e fico espantado com o fato de jornalistas dos mais diversos órgãos, dizerem besteiras, sem que nenhum seja Manuel Bandeira. Na verdade “dão bandeira”, pois o cidadão-contribuinte-eleitor não pode ser ludibriado dessa maneira. E ninguém lê o que escrevem, não para censurar, pelo menos para não envergonhar?

Agora, o deputado Eduardo Cunha, (um dos maiores lobistas do país), do PMDB e proprietário de um partido de aluguel, o PSC, (dele e do ex-Garotinho) entra no Supremo com uma Adin, “questionando” o projeto Ibsen Pinheiro, que na verdade, só existe no debate absurdo, controverso e teleguiado, pois o deputado do Rio Grande do Sul não está sozinho nessa aventura.

Por trás dele, multidão de “coadjuvantes”, o pré-sal vai render tanto, que todos querem roubar, não o Rio mas o Brasil.

O relator, ministro Eros Grau, (que completa 70 anos em agosto, cai na “expulsória”), não vai decidir nada, por dois motivos. 1 – Não terá tempo de maneira alguma. 2 – Não há o que encaminhar e resolver, pois a maquinação, mobilização e manipulação, (à qual Ibsen “emprestou” o nome), foi aprovada na Câmara, vai para o Senado, volta à Câmara, acabou o ano.

E lembrem do que tenho dito: os estados e municípios que recebem royalties do petróleo, continuarão recebendo, i-n-a-l-t-e-r-a-d-a-m-e-n-t-e. Mesmo porque ninguém pode alterar.

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PS – Em relação ao pré-sal, minha posição é diferente e continuo defendendo a criação de uma empresa 100 por cento nacional, não admito a participação de grupos GLOBALIZANTES, que formam multidões.

PS2 – Já disse: “Quem quiser investir no pré-sal, trazendo dinheiro bom e limpo, para OBTER LUCROS, A BASE DO CAPITALISMO, NATURAL. Mas ficar ROUBANDO nossas riquezas, como ROUBARAM 4 OU 5 TRILHÕES no RETROCESSO de 80 anos em 8, de FHC, isso DE MANEIRA ALGUMA.

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