Explicando o inexplicável, Brasília, e a cadeia, (Nossa) que tem o trajeto: Sarney-Roriz-Arruda

São tantos e tão interligados os problemas da capital, que vou separá-los, pois embora se fundem e se entrelacem em determinado momento, são completamente separados.

Arruda – desligado do DEM, licenciado de governo, preso por supostas mas evidentes intimidações contra testemunhas, foi cassado por INFIDELIDADE PARTIDÁRIA. É uma novidade: acusado de CORRUPÇÃO EXPOSTA, é cassado por ter deixado o partido.

Apesar das bobagens ditas hoje por jornalões de vários estados, tem direito a recurso. Dizer o contrário é recibo de ignorância. Deve perder no TSE, logicamente recorre ao Supremo, onde já foi julgado e perdeu. Mas agora o Supremo terá que examinar e julgar com olhos inteiramente diferentes. PERDERÁ NOVAMENTE.

O que se decidirá então, será o tipo de prisão do governador, licenciado de vontade própria, preso por ordem do STJ confirmada pelo STF, e agora reafirmada eleitoralmente. Enquanto estiver recorrendo, continua onde está.

Encerrada a fase de recursos, e como perderá todos, perde também os privilégios do cargo. Passa então a uma prisão nornal. Mas como é engenheiro, com direito a prisão especial, talvez até melhore de situação, quem sabe aumentará o Poder de influência.

Sucessão no governo – Encerrada a questão Arruda, as conversas intensas se aceleram. O deputado Wilson Lima, está no cargo. Se continuar depois do prazo de desincompatibilização, fica inelegível como deputado e sem nenhuma garantia de que continuará “governador”. Deve tentar a reeleição como deputado.

Presidente do Tribunal de Justiça – Assume se o interino renunciar, que já vimos que é o que acontecerá. Tem então 20 dias para oficiar à Câmara Distrital convocando eleição indireta.

Esse novo “governador”, em tese terminará o mandato que inicialmente era de Arruda. Mas como a emenda “constitucional” paga e utilizada por FHC, violentou até a linguagem, quem está no cargo poderá tentar a reeeleição apenas com uma “eleição indireta”. Será um SUPLENTE marca de fantasia, como vem escrito na garrafa da Coca-Cola.

Intervenção NÃO EXISTIRÁ DE JEITO ALGUM. É tanta confusão, tanto prazo, recurso, renúncia e posse, que outubro chegará e ninguém sabe o que fazer. O maior defensor da Intervenção é o procurador geral, mas o Supremo (plenário) é que decidirá. E está difícil decodificar esses 11 votos. (10, se o ministro Eros Grau, continuar acreditando na eleição impossível para a Academia).

Posição de Lula, afinal, ele é o governo – Já quis a Intervenção, não quer mais, amanhã poderá voltar a querer. Vários candidatos surgidos e sugeridos entre os “terroristas” de plantão, foram vetados ou não incentivados, caíram na vala comum de Brasília.

Eleição propriamente dita – Acreditando sem muita convicção, surgem nomes de candidatos para 3 de outubro. Cristovam Buarque é o primeiro a aparecer para o voto. Como tem uma reeleição dificílima para senador, prefere arriscar para governador.

Já ocupou o cargo, não se aproveitou, mas tudo que apareceu era do seu conhecimento. (Como é que um governador de Brasília podia desconhecer a CORRUPÇÃO de Roriz e dos outros?).

Terá a oposição forte de Lula e do seu governo. Já foi ministro de Lula, demitido pelo telefone. Mas terá o apoio do presidente se pronunciar a misteriosa palavra que resolvia tudo. (Era ABACADABRA, agora é PALANQUE para Dilma).

Roriz candidato – Ninguém de “mente sã”, pode acreditar nesse nome. Como me dizia hoje, às 10 da manhã, um grande advogado de Brasília: “Helio, Roriz é elegível de direito, embora de fato, só falar no seu nome é uma afronta”. Perfeito.

Renúncia-salvação – Um homem como Roriz, que conquistando uma vaga no Senado, renuncia a 7 anos de mandato, pode ser eleito para alguma coisa? Defesa de Roriz: “Meu suplente é indefensável, impuseram seu nome, não pude recusar”.

***

PS – No início e no fim, a radiografia de Sarney, o inventor de Roriz, (foi nomeado por ele), que inventou Arruda, que vinha em linha reta da cassação de Estevão, que só acaba meses depois da eleição. Esses nomes seguidos, é o que eu chama de “cadeia”.

PS2 – Nenhuma invenção, apenas constatação. Lendo estes fatos, pode seguir a confusão na capital, mas não em linha reta. Em Brasília nada vem em linha reta, nem mesmo o inteligentíssimo projeto de Lucio Costa.

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