Geraldo Alckmin, Helio Costa, Fernando Gabeira, destruíram a base estadual que fortaleceria a municipal Dona Dilma, fingindo de nacional

Ontem mostrei em tese e em palavras, o drama praticamente tragédia de Dona Dilma, escorada, apoiada e sustentada única e exclusivamente pelo presidente “tenho 80 por cento das preferências populares”.

Verdade ou fantasia das pesquisas que ninguém sabe de onde surgem, mostram uma realidade: Dona Dilma dispõe unicamente do seu “proprietário”, não tem como arranjar um escasso voto que não venha com a inscrição: “made in Lula”. (Desculpem, mas não há como fugir).

A teoria correta de ontem, transformo em nomes e realidade de hoje, nos três maiores centros eleitorais. Dona Dilma ficará circunscrita ao “Bolsa Subserviência”, que não costuma levar ninguém ao vencedor.

Em São Paulo, tudo caminha para Serra. Além do próprio candidato, prefeito e governador (embora fraquíssimo e sem realizações), as alianças, fortes ou fracas, somam para ele. O governador que ficou no seu lugar, embora sem qualquer importância, está no Poder, é o Cláudio Lembo da vez e da esquerda.

O PCdoB, que não tem muito voto, mas faz bastante figuração, vota com Serra, embora na distribuição de privilégios, frequente o guichê do presidente Lula.

O maior partido brasileiro, o PMDB, em São Paulo, está com Serra e não abre. Há mais de 1 ano, Lula teve lampejo eleitoral, chamou Quércia ao Planalto-Alvorada, conversaram demoradamente. Como sempre, Lula acreditou que todos só querem mesmo vê-lo, conversar e usufruir do seu charme e mais nada.

Serra estava atento, assim que Quércia, (“disque Quércia para a corrupção”) saiu do Planalto-Alvorada, foi chamado imediatamente pelo governador. O que Quércia pretendia? Uma vaga no Senado.

O governador garantiu o apoio para ele, o ex-governador (Quércia já foi governador e senador, por causa da formidável fortuna ilícita, esqueceram) aparece em todas as pesquisas como eleito.

E Lula como agiu em relação ao PMDB de São Paulo? Fechou com o “jurista”, Ha!Ha!Ha!, Michel Temer, que mal se elege deputado. Assim, as expectativas e esperanças de Dona Dilma, se fixam (?) e se restringem ao PT, que não é nada favorável a ela. E mesmo que fosse, teria muito pouco a oferecer à candidata de Lula,

Os que há 8 ou 4 anos, eram grandes nomes eleitorais, foram dizimados pelo próprio patrono da candidata, com medo que pudessem ofuscá-la e substituí-la. Resultado: não têm um nome sequer para a sucessão estadual, e dessa forma o que poderão oferecer a Dona Dilma?

Geraldo Alckmin, reacionaríssimo, pode viajar para a Bessarábia, Índia ou Afeganistão, que mesmo distante será governador. E pode até nem precisar do segundo turno, quem chegará perto dele? A aventura Ciro Gomes não prosperou, vejam a margem de votos que favorecerá José Serra.

Em Minas, a complicação para Dona Dilma talvez seja pior. A pressão sobre Aécio para aceitar a vice do PSDB é tão grande, que dificilmente resistirá. Dessa forma, e com Itamar Franco senador (como analisei aqui segunda-feira), a vantagem de Serra também será colossal. Se Aécio insistir em ser senador, aumentará a frustração do eleitor de Minas, pode melhorar para Dona Dilma, mas ainda assim não ganha.

Para governador, Dona Dilma, perdão, o presidente Lula, aposta em Patrus ou Pimentel, mas o candidato do PMDB, Helio Costa (que já foi candidato duas vezes) é “candidatíssimo” agora, já respondeu ao PT: “Aliança PMDB-PT, só comigo governador”.

O candidato de Aécio, Antonio Anastásia, vai crescendo para o segundo turno. E como revelei em primeira mão, José Fernando, do Partido Verde, filho de Aparecido, se lançou candidato para fortalecer Dona Marina, e com isso garante o segundo turno.

No Estado do Rio não existem partidos, e o mais desaparecido de todos é o PT, que Lula tenta “emprestar” a Dona Dilma. Dois candidatos paspalhões ilícitos, cabralzinho e garotinho. E com um autêntico, Fernando Gabeira. O que irá surgir daí para Dona Dilma?

Para o Senado, Lula já disse: “Apoio a reeleição de Crivella”, o que não soma para a sua “candidata”. E os outros não tem luz própria nem irradiam calor, exatamente como Dona Dilma.

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PS – Assim, nos três maiores estados, a situação de Dona Dilma é precária, pode ser dito, precaríssima. Lógico, faltam 6 meses, Lula se julga um Hercules eleitoral e Dilma acredita, o que pode fazer?

PS2 – Pode haver modificação, algumas forças não estão consolidadas, passarão de um lado para o outro, sem constrangimento.

PS3 – A constatação da fragilidade política e eleitoral de Dona Dilma, realidade. Mas nada satisfatória ou entusiasmadora, favorece José Serra, tão catastrófico quanto ela.

PS4 – A obrigação do analista isento, é lancinante. Principalmente quando os candidatos se chamam Dilma e Serra, um horror.

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