Grã-Bretanha sem governo

Como se esperava, Conservadores ou Trabalhistas não obtiveram maioria para formarem governo. Isso já era esperado. Como o voto é distrital, e tem que vir da Irlanda, Irlanda do Norte, Escócia, País de Gales (e da própria Inglaterra), é preciso para ver quantos parlamentares o Liberal-Democrata elegerá.

Mas de qualquer maneira, a revelação que foi Nick Glegg, numa reviravolta. Antes, dizia, “não faremos coalizão com os Conservadores”. Agora, como os mais votados são os Conservadores, o líder Democrata, que dava a impressão de preferir os Trabalhistas, muda de posição.

Revelação, mas não revolução. “O rei (rainha hoje) reina mas não governa. E o povo, “representado” pelos três partidos?

A Câmara dos Comuns, tem 650 cadeiras, todas renovadas agora. Teoricamente, com 326 deputados (isolados ou com aliados), é possível governar. Mas com essa vantagem de 1 voto não conseguirão uma semana de Poder.

O mínimo seria formar uma bancada de 350 votos, deixando 300 para a oposição. Vantagem de 50 votos, capaz de resistir e até impedir qualquer voto de confiança. Mas tudo dependerá do conhecimento desses 650 deputados. A partir daí, podem ser feitos os cálculos, os acordos e as somas de votos.

No momento, às 4 da tarde em Londres, Cameron, Brown e Clegg esperam as definições númericas para se definirem politicamente. E lógico, em termos de Poder. E dependendo das diferenças, até de uma nova eleição, que não se acredita que seja obrigatório, imediatamente.

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