Lacerda, Jango, Roberto Campos e 1964

Miguel Freitas:

“Uma das cenas mais patéticas que já vi em fotos, foi a de Carlos Lacerda, andando pelas ruas e aplaudindo a revolução de 1964. Isso dá uma idéia da sua trajetória jornalística”.

Comentário de Helio Fernandes:
Respeito integralmente teu direito de não concordar ou até de discordar. Mas é preciso contar a história corretamente. Em 1963, depois do plebiscito de 6 de janeiro, (financiado por banqueiros, seguradoras e outros grupos), Jango mandou mensagem ao Congresso, pedindo o “estado de sítio”, sem qualquer base ou explicação.

Objetivo: intervenção no Estado da Guanabara, RETIRADA DE LACERDA DO GOVERNO, fechamento da Tribuna da Imprensa, que já pertencia a este repórter, muitos acreditavam que ainda fosse de Lacerda.

Para terminar, duas perguntinhas que ficaram sem resposta. 1 – Por que João Goulart, que se dizia nacionalista e independente, nomeou Roberto Campos embaixador do Brasil nos EUA? Derrubado Jango, Roberto Campos veio imediatamente ser o grande representante dos trustes (como se chamavam na época) no Brasil.

2 – Por que este repórter foi preso nesse mesmo 1963 (24 de julho), por ter publicado uma circular “SIGILOSA E CONFIDENCIAL” do ministro da Guerra, Jair Dantas Ribeiro? Eu era, como antes, como depois e até hoje, o mais assíduo combatente desses LADRÕES internacionais. Jamais transigi ou me entreguei.

É bom  debater e combater, não cerceio nem censuro ninguém, mas fatos são fatos, deve ser respeitados. Lacerda não tinha a mesma posição, depois passou a ter, ainda estava na hora.

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