Na Corte de Kennedy

Alberto Monteiro do Amaral, Mato Grosso:
Gosto muito do seu estilo primoroso, de sua competncia, de sua incrvel memria, mas por causa dela, tenho dias restries a fazer. Quando morreu o ex-secretrio de Defesa, McNamara, sua nota foi como sempre a melhor. Deu nomes de pessoas que eram ntimas de Kennedy, quem escrevia seus discursos, quem era seu assessor especial, colega de universidade e at de time de futebol.

Mas fiquei decepcionado pelo fato do senhor no citar a universidade, e mais ainda, por ter falado no assessor de imprensa sem indicar o nome dele. O senhor considera o assessor especial, cujo nome citou, mais importante do que o homem que fazia a ligao do presidente com os jornais?

Desculpe, acho que me acostumei mal com sua memria, mas precisava escrever, mesmo que no obtenha o esclarecimento desejado.

Comentrio de Helio Fernandes:
Eu que peo desculpas pelas omisses, Alberto, mas voc, e qualquer leitor, pode me pedir esclarecimento e tem at o direito de me questionar.

Em relao a universidade, tive e tenho a impresso de que era mais do que conhecido o fato de que estudara em Harvard. Talvez devesse ter escrito para dizer que ele foi um brilhante aluno de jornalismo. De tal maneira, que sua defesa de tese foi to bem recebida, que se transformou em livro de sucesso. Tinha ento 23 anos e ningum imaginava que 20 anos depois,quando completara 43, fosse eleito presidente.

Quanto ao assessor de imprensa (que como eu disse foi mantido sem saber do que se passava) seu nome era Pierre Salinger. Com a morte de Kennedy, ficou desempregado. Meses depois morreu um senador democrata, e como nos EUA no existem suplentes, foi designado pelo governador Warren para cumprir os 19 meses que faltavam para terminar a primeira parte do mandato. Para continuar pelos outros 3 anos, tinha que disputar a eleio. Disputou e perdeu. Ficou novamente desempregado.

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