No seu aniversário, Brasília merecia um presente melhor

José Carlos Werneck:
“A cada dia que passa fica mais complicada a situação para a eleição indireta o novo governador do Distrito Federal. Quando aparece um candidato, logo surgem inúmeras denúncias envolvendo seu nome. E com isso o nome do governador, em exercício, Wilson Lima, quem diria,vem se firmando como candidato mais forte ao cargo. Somente para constar e para não dizer que não participou da eleição o DEM resolveu lançar o nome de Osório Adriano, suplente de deputado federal, que por não ter conseguido votos suficientes para ser titular, carrega o fardo de ser “ruim de urna”, como costumam dizer as velhas raposas políticas. Aliás, esta indicação do DEM, não deixa de ser curiosa. O partido vetou o nome do titular do mandato de Osório, Alberto Fraga, para indicar o suplente. Preferiram o reserva, pois acharam que o titular estava “contundido”, por ter sido secretário de Transportes do governo de José Roberto Arruda. O PT, por não ter número suficiente de votos, na Câmara Distrital e para não se desgastar, indicando um nome para ser sacrificado, prefere ficar de fora. O mesmo vale para o PDT, que mesmo tendo, em sua bancada distrital, o jovem e íntegro deputado Reguffe, que teria chances, numa eleição direta, não participa da disputa. E isso tudo acontece às vésperas do cinqüentenário de inauguração da Capital Federal. Como morador de Brasília desde 1960, tenho absoluta certeza que a cidade, merecia um presente bem melhor”.

Comentário de Helio Fernandes:
Impressionante, Werneck, ninguém liga para o cidadão-contribuinte-eleitor, milhares como você, que adotaram a cidade desde a fundação. A situação de agora, para um “mandato” de 8 meses, catastrófica. Projetemos então a eleição para um mandato inteiro, a ser disputado em outubro. Só se fala em Roriz, Gim Argello e outros do mesmo time e calibre, quer dizer, falta de.

No dia 21 deste abril de 2010, a população deveria ir para as ruas protestar. A população de Brasília não tem culpa de nada, mas inquestionavelmente é a grande vítima. Reage ou naufraga, como o Rio de Janeiro.

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