QUEREM TRANSFORMAR A AMAZNIA NUM SANTURIO DE MISERIA E DAS ONGS

Quando comandou a Amaznia, o general Lessa (4 estrelas, depois presidente do Clube Militar e conferencista sobre a importncia da Amaznia para o desenvolvimento) descobriu e revelou esta coisa espantosa: Funcionam na Amaznia, 100 MIL ONGS. (Isso mesmo: 100 MIL).

O Pas ficou assombrado, mas nada aconteceu. Meses mais tarde, numa reunio histrica no Clube Militar, dois ex-Ministros, senador Bernardo Cabral e general Lenidas Pires Gonalves mostraram impressionantes radiografias sobre a Amaznia, e o que pretendiam fazer com ela: um smbolo, um fator de cobia internacional, mais o que deve e deveria ser h muito tempo, alavanca para o progresso e a riqueza do Brasil.

Lessa e Lenidas, militares, comandaram a Amaznia, viveram l muitos anos, viram, examinaram, estudaram, compreenderam o futuro e o destino da Amaznia. Bernardo, civil, nasceu l, se realizou e ganhou o mundo fora de l, mas no esqueceu o que a Amaznia precisava representar. Foi deputado e senador pelo Amazonas, continua o bom combate: a colocao e a defesa da Amaznia (e no apenas do Amazonas, sua viso sempre universal) como o grande salto do pas para a sua realizao como potncia.

Depois de todas as peripcias e de todos os movimentos para que a a Amaznia enriquecesse apenas 18 mil ndios, milhares de aventureiros da madeira arrancada, destruda ILEGALMENTE e comercializada de forma ILEGTIMA, grilagem de vastas regies quilomtricas (alguns desses fatos, tristemente referendado pelo mais alto tribunal do pas) surge o que parede burrice, mas naturalmente mais do que isso.

Alm de tudo o que se pode dizer sobre o esquecimento da Amaznia, surge agora o que no nem segredo: a total diviso do governo. Oficialmente, foi dada ORDEM para o asfaltamento da BR-319 que liga, perdo, deveria ligar Manaus a Porto Velho.

Mas a surge um simples ministro, nomeado e dependente do prprio governo, falastro e poderoso, decide: A BR-319 no ser asfaltada, Manaus e Porto Velho no precisam de ligao. Ou seja, ficaro como esto, crateras enormes, buracos por todos os lados, caminhos intransitveis no vero por causa das chuvas violentas, e nas outras estaes igualmente impossvel de ser percorrida.

O asfaltamento, j previsto, como verba oramentria, prazo para comeo e fim das obras, mas nada feito pela vontade do ministro, que pelo visto, individualmente manda e pode mais do que todo o governo, coletivamente.

E manda mais do que o presidente da Repblica que no nomeou do nada, mais pode demiti-lo, pois esse ministro, Carlos Minc, surpreendentemente hoje tudo.

Pela primeira vez o progresso acusado de retrocesso. Houve uma poca que o asfaltamento constitua mesmo a maior reivindicao de prefeitos e governadores.

(Nos EUA, a partir de 1894, quando o genial Henry Ford colocou o primeiro carro nas ruas, comeou no pas frentica e avassaladora corrida para abrir e asfaltar estradas).

O ministro Minc se defende numa auto-condenao explcita: Asfaltada, a BR-319 servir a toas as roubalheiras de terras, aumento do desmatamento, invaso e depredao indiscriminadas. Inacreditvel, mas rigorosamente verdadeiro.

Esperamos que o presidente da Repblica descubra Poder para demitir o ministro, antes que ele mande destruir toas as estradas asfaltadas do pas.

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PS- Uma parte enorme do minrio brasileiro (dezenas de espcies) j enriqueceu muita gente. Incluindo herdeiros dos que destruram tudo o que havia de riqueza mineral no Amap, onde, no por acaso, Sarney instalou seu segundo feudo ou capitania.

PS2- H mais de 20 anos, cientistas-pesquisadores garantem: As maiores riquezas do mundo esto em quatro reas ainda no exploradas. As montanhas, o fundo dos mares, a Antrtica (Antrtida, tanto faz) e a Amaznia. No Brasil, querem que essa riqussima Amaznia se transforme em santurio, enquanto suas terras vo sendo vendidas e com RECIBO ASSINADO.

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