Socióloga diz que Bolsonaro e Mourão usam discurso ancorado na ditadura ao negarem racismo

Presidente e Vice ecoam ideia de democracia racial, afirma Rios

Priscila Camazano
Folha

O assassinato de João Alberto Freitas, um homem negro de 40 anos, por seguranças do Carrefour em Porto Alegre levou a mobilizações antirracistas pelo país e fez lembrar o caso George Floyd, nos EUA.

Ao comentar a morte no supermercado, o vice-presidente da República Hamilton Mourão disse que não existe racismo no Brasil, e o presidente Jair Bolsonaro declarou haver “tentativas de importar para o nosso território tensões alheias à nossa história”.

MESMO DISCURSO – Os dois reproduzem um discurso vastamente usado no período da ditadura militar, segundo a professora de sociologia da UFF (Universidade Federal Fluminense) Flavia Rios, que pregava a existência de uma democracia racial. “Para o país [a ideia] era importante não só para a acomodação dos conflitos internos mas também para fazer essa divulgação de democracia racial para o mundo, por interesses econômicos”, diz Rios sobre o período da ditadura, de 1964 a 1985.

Rios, que organizou com a também pesquisadora e professora Márcia Lima (USP), o recém-lançado “Por um Feminismo Afro-Latino-Americano” (ed. Zahar), livro de Lélia Gonzalez, falou com a Folha a respeito do mito da democracia racial, da resistência negra na ditadura e das influências que ajudaram a moldar as organizações negras brasileiras. Leia os principais trechos abaixo.

O vice-presidente Hamilton Mourão disse que não há racismo no Brasil e o presidente Jair Bolsonaro contestou o debate sobre racismo no país. Isso ecoa o mito da democracia racial? 
A declaração do vice-presidente da República é totalmente ancorada no discurso da ditadura militar, quando se dizia que no Brasil não havia racismo, que isso era algo de fora, importado, vindo dos EUA. E a fala do presidente Jair Bolsonaro segue a mesma retórica.

É notável que os próprios agentes econômicos que representam o Carrefour internacionalmente, inclusive, reconheceram que o João Alberto foi assassinado e que a motivação foi racial. É de espantar que o vice-presidente recorra ao discurso radical da democracia racial.

E é interessante também que se diga isso no Dia da Consciência Negra. Uma fala como essa vai contra todas as conquistas democráticas do Estado nacional brasileiro de reconhecer que o país é pluriétnico, pluricultural e que tem de enfrentar o racismo, sim, que é muito forte na sociedade.

A cultura de seguranças particulares tem algo a ver com a herança da ditadura? 
Empresas particulares herdam a histórica presença de agentes privados que controlam a violência nos estabelecimentos comerciais e as técnicas de controle e o uso de tortura nos espaços. Há uma década vimos uma experiência parecida com essa em São Paulo, quando um funcionário da Universidade de São Paulo foi brutalmente agredido por seguranças do Carrefour também. [O caso ocorreu em 2009, em Osasco.]
A empresa tem uma política agressiva contra clientes e, evidentemente, aqueles que são enquadrados como perigosos, que são as pessoas negras. Essas seguranças estão orientadas a agredir até as últimas consequências, como nós vimos aqui.

A delegada do caso afirmou que não houve racismo. O mito da democracia racial afeta a percepção de situações como essa?
Há de se notar como as corporações policiais ainda precisam passar por um processo educativo e pedagógico de uma política de segurança pública séria para o entendimento do enfrentamento do racismo. Porque me parece que está muito bem configurada uma experiência de violência racial no caso. E é como os movimentos sociais e a família do João Alberto interpretaram.

Como os militares lidavam com a questão racial? 
A relação era colocar a ideologia da democracia racial num patamar de um nacionalismo forte. Eles adotaram [a ideia de] que no Brasil havia uma democracia entre negros e brancos, e isso implicava a inexistência de um racismo estrutural. Não havia segregação, discriminação e preconceito —e, se aparecesse, era episódico.

Na leitura deles [militares], havia integração das pessoas negras. De forma que, por exemplo, não havia necessidade de se perguntar sobre a cor das pessoas no IBGE.

Do ponto de vista internacional, é interessante porque o Brasil, durante os governos militares, foi signatário de todas as resoluções da ONU que denunciaram a discriminação racial. O Brasil sempre discursou internacionalmente como um país da democracia racial. E todas as vozes que questionaram isso foram brutalmente sufocadas.

Nesse mesmo contexto, é bom destacar que o Brasil expandia suas relações comerciais com os países africanos. Então, era importante não só para a acomodação dos conflitos internos, mas para fazer essa divulgação de democracia racial para o mundo, porque havia interesses econômicos.

A África vivia grandes processos de libertação de independência. A voz que tinha que sair do Estado era a de que havia harmonia e que os negros eram bem tratados.

Quais foram os impactos da decisão de tirar a pergunta sobre cor do Censo de 1970? 
O IBGE pergunta sobre cor desde o século 19. Pesquisadores, historiadores e sociólogos se embasaram muito nos Censos demográficos para entender a dinâmica das relações raciais brasileiras, especialmente o tamanho da população e relacionar isso às condições de vida. Muitas das pesquisas dos anos 1950 e 1960 se valeram do que o IBGE produziu para entender as relações e desigualdades raciais no Brasil.
Com a supressão da pergunta em 1970, não se sabe o que aconteceu nessa década. Não se pode comparar com a década anterior nem com a seguinte, quando a pergunta volta, graças a uma mobilização do ativismo negro.

Lélia Gonzalez, em “Lugar de Negro”, escreveu sobre o impacto repressor da ditadura militar nos movimentos sociais e, por consequência, nos negros. Qual foi esse impacto? 
Gonzalez vai dizer que os parlamentares, negros ou não, que defendiam os direitos ou que tinham afinidades com as demandas das populações negras foram afetados diretamente pela ditadura porque eram representantes oposicionistas ao golpe.

É interessante destacar também o modo como a ditadura atacou diretamente pessoas do dia a dia. Poderia falar dos bailes. É muito importante mostrar que os espaços de sociabilidade e lazer da comunidade negra também foram alvos de controle do regime.

Esses espaços eram vigiados, e as pessoas, brutalmente reprimidas, porque havia uma grande concentração de jovens negros, e, na leitura dos agentes do Estado, tudo indicava que eram subversivos. Justamente porque as músicas questionavam o racismo e valorizavam a identidade e a subjetividade negras.

Nas noites de visibilidade negra, imagens de grandes ícones da luta pelos direitos civis eram reproduzidas como um processo de politização. E, como o regime controlava todos esses espaços, sabia aonde isso poderia chegar. Havia receio dessa politização. Símbolos dos Panteras Negras também chegavam ao Brasil, e isso era objeto de temor.

Como os movimentos negros de outros países influenciaram as organizações no Brasil? 
Um foco de influência importante vem dos contextos de independência dos países africanos, especialmente dos que falam a língua portuguesa. E há um destaque para a África do Sul. O apartheid e a prisão do Mandela se tornaram símbolos do antirracismo mundial.

A ideia de consciência negra vem dessas mobilizações na África do Sul. No Brasil, foi muito encampada essa ideia de que temos que ter uma consciência negra.

Lembro-me de uma charge do Pestana em que ele põe um televisor em uma sala e uma família negra se indignando com a violência na África do Sul, enquanto a Polícia Militar está arrombando a porta da casa. Esse símbolo era o que eles [movimentos negros] estavam querendo construir e dizer que aqui também havia a nossa forma de violência do Estado.

Foram importantes também as organizações de lideranças, estudantes, poetas e artistas de Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde e Angola. Essas pessoas circulavam no Brasil, havia uma rede transnacional de pessoas antirracistas, brancas inclusive.

Há ainda o pan-africanismo, o movimento da diáspora, pessoas que não estão necessariamente em África. E o movimento de direitos civis de Martin Luther King, Rosa Parks, o próprio Malcolm X.

As influências dos movimentos tanto africanos quanto norte-americanos podem ser lidas diretamente pelos movimentos sociais e pelo noticiário. Mas também pela literatura, pela cultura, pela música, pela poesia revolucionária, pelos ensaios críticos, pela produção intelectual e pela circulação dos ativistas brasileiros e estrangeiros no país.

Quem eram as negras e negros da linha de frente contra a ditadura? 
Grosso modo, podemos dividir em três grupos. Pessoas negras que atuaram nas guerrilhas, optando pela forma revolucionária armada, como Osvaldão, Helenira Rezende e o próprio Marighella, que era um homem negro. O filme do Wagner Moura [‘Marighella’, 2019] carrega nas tintas justamente para mostrar essa negritude que às vezes fica um tanto camuflada.

Houve esses perfis negros invizibilizados pela lógica da construção da ditadura militar, que classificou o movimento de resistência como um movimento branco de classe média.

Chamaria a atenção para um segundo grupo que estava formando os movimentos negros e não podia abertamente falar do racismo. Essas organizações de algum modo faziam resistência à ditadura na medida em que o discurso oficial do regime era de que havia uma democracia racial, então todo tipo de movimento que questionava isso estaria confrontando o Estado.

Lélia Gonzalez, Beatriz do Nascimento, Edna Roland, Hamilton Cardoso, Milton Barbosa, Rafael Pinto, todas essas pessoas estavam atuando e reconstruindo as associações negras nas várias partes do Brasil.

Depois, sem hierarquizar grupos, há bases mais populares de associações de favelas, de moradores, de artistas, de pessoas ligadas ao samba e a cultura popular negra. Essas pessoas estavam fazendo, a seu modo, resistência política.

Que fatores levaram ao surgimento do Movimento Negro Unificado em plena ditadura militar?
Na ditadura havia várias organizações negras, culturais, movimentos sociais de base e também toda uma agitação de jovens negros querendo pautar de maneira mais explícita a questão racial. Achavam que era necessário politizar a experiência de racismo.

A oportunidade política foi encontrada quando jovens negros foram impedidos de entrar no Clube Tietê em razão da sua cor [em 1978]. Outra justificativa conjuntural foi o fato de um jovem de Guaianases ter sofrido uma brutalidade policial, porque, segundo o inquérito, roubou frutas no lugar onde trabalhava. Ele foi levado à delegacia e lá foi torturado e assassinado.

O MNU politizou essa morte, entendendo que era uma violência do Estado brasileiro a partir do aparelho repressor da ditadura contra a pessoa negra. As lideranças negras que vinham denunciando o racismo em várias partes do Brasil se organizam para criar uma nova linguagem, mais explícita e radical. O MNU é a radicalização da luta negra durante a ditadura militar.

Qual foi o posicionamento da Comissão da Verdade com relação à resistência negra?
No relatório final da Comissão da Verdade, as resistências negras e indígenas ficaram como anexo. Eles [comissão] se concentraram naquilo que entendiam ser as mortes políticas, pessoas envolvidas em organizações reconhecidamente antiditadura militar.

Na verdade, houve divergência quanto ao entendimento da violência contra as populações indígenas e negras para o escopo daquilo que eles estavam entendendo como violência política. Não dá para dizer que é uma negligência completa porque mantiveram registros, mas o fato de ficar como anexo mostra que houve dificuldade para entender a experiência negra e indígena contra a ditadura militar.

13 thoughts on “Socióloga diz que Bolsonaro e Mourão usam discurso ancorado na ditadura ao negarem racismo

  1. VOCÊ FALA PORTUGAYS?

    Apesar de os diversos sotaques e falares, o nosso bem uno e unânime é a língua portuguesa!
    Agora mesmo, existem especialistas interdisciplinares de alto nível, forçando a barra, para implantarem a Neutralização do Gênero Gramatical: imitando os idiomas cujos pronomes pessoais não definem masculino ou feminino. No inglês, It, neutro, pode-se referir a Ele ou Ela; você decide!
    Segundo os arquitetos dessa anomalia linguística, o propósito é quebrar a ênfase do sexismo e machismo: e assim facilitar a inclusão daquelas criaturas fora do Sistema Binário de Gênero. No Rio de Janeiro, já haveria colégio, onde a saudação aos estudantes é: Querides Colegues!
    Só muito metal abrasante no mesófrio!

    https://www.google.com/amp/s/www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/11/11/colegio-do-rio-de-janeiro-adota-neutralizacao-de-genero-em-vocabulario.amp.htm

    • Como existem idiotas e imbecis, que querem a todo pano ter o seu minuto de fama!

      Comentei superficialmente essa questão dias atrás.
      Agora, tu, Paulo III, dá mais detalhes sobre essa ofensa ao nosso idioma, o português.

      Queres uma forma que em nada ofenderia os gays, e sem violentar a última flor do Lácio?
      Amáveis colegas.

      Porque se é para colocar e ou x nas palavras, de modo que percam os gêneros especificados, posso uar i, por exemplo:
      Quiridis coleguis, ou seja, sem querer, o célebre humorista e sambista Muçum nos deixou como seria a língua materna no futuro!

      Che, com tanta coisa para ser feita, e tem gente que se debruça em banalidades e causas estúpidas como essa!

  2. Segundo o IBGE,56,4% da população brasileira (atenção: população não é o mesmo que povo) se dizem negros. Logo, é maioria. Mas insistem somente em republicar matérias “amigáveis”.

    Exemplo: quando um brasileiro típico é morto por um policial militar também brasileiro típico, não há passeata, revolta, quebra-quebra, encheção de saco na tevê, nada disso. Mas se o PM é branco, danou-se ! Da mesma forma, não há comoção geral quando médicas ou policiais brancas são assassinadas ou mesmo PMs brasileiros típicos.

    Acho que muitos deveriam ir morar nos EUA para sentirem o que é discriminação, seja pela pele seja pela origem geográfica ou linguística.

  3. PRECONCEITO: UMA LEITURA ANÔMALAS DAS EXCEÇÕES (REPUBLICADO):

    Em 2007, a Rede BBC divulgou uma pesquisa, assinalando que, na dúvida, a Justiça condena o feio. Depois, a mesma conclusão foi segundada aqui, no Brasil – se não me falha a cachola – pelo Conselho Nacional de Justiça, repetindo o mesmo resultado. Para não parecer feio, feio, na enquete, está implicitamente vinculado ao negro. Isso nos remete ao criminologista italiano, Cesare Lombroso, o pai da antropometria criminal; cujo estudo pretendia preconizar parâmetros, e com eles poder identificar indivíduos potencialmente delinquentes, confrontando-os aos traços faciais do suspeito.
    Oriundo da memória oral, diziam os mais idosos: quando aqui chegaram os franceses, loiros de olhos azuis, os índios raptavam-nos, a fim de que os gauleses cruzassem com as cunhantaís. Daquelas “trepadas forçadas” nasceram os sararás. Tamanho foi o arrebatamento dos indígenas, quando viram os francos, que logo os batizaram de: Mairy ou Mairys (filhos de Mair, divindade da crendice indigena). De Mair teria originado Marabá- PA (homem de Mair); e Mairiporã-SP (água linda de Maíra).
    Se forem confirmados esses relatos, repassados por verbalismo, então, há de se convir que o racismo não seja uma segregação ensinada ou orquestrada. Aqueles selvagens tinham algum referencial biotípico, anterior, que os inspirassem a escolher os franceses para “melhorar” o pedigree da maloca? O que nos resta é cogitar que no cérebro existem arquétipos que se aprazem com determinadas impressões organolépticas: cores amenas e inspiradoras; som suave e eufônico; superfícies macias e simétricas etc. Tudo que se encaixe na leitura da estesia ou senso do belo.
    Coincidentemente, não muito distante donde nasci, há duas comunidades grandes: ambas Ponta Branca 1 e 2. Nelas, a maioria dos habitantes possui tez clara, olhos alaranjados, verdes ou azuis; cabelos de tom amarelado…. Meu avô materno me falou que esta safra de galegos também foi germinada pelos malditos franceses. Em 1927, eles implantaram aqui, nas cercanias, uma usina de beneficiamento de babaçu, comandada pelo engenheiro, Henri Charbonelle. Isso foi o bastante para as nativas dos lugarejos circunjacentes endoidarem: com nove meses, solteiras e casadas começaram a pintar o arco-íris da região com outros matizes, frutos da nova miscigenação..
    De volta ao tema, restrito ao nosso país, para acentuar mais o conceito reinante no inconsciente coletivo, de que o negro é menos inteligente, os “esquerdopatas” inventaram um presente de grego: cotas para negros, em universidades e concursos públicos. A partir do momento que a comunidade negra aceitou essa “muleta intelectual”, ela admitiu que tem alguma déficit mesmo! Já imaginaram, por esse critério lambanceiro, o tipo de “profissional” que será despejado no mercado de trabalho? A exemplo do jogo de bilhar, quem aceita receber uma bola na lona, está-se autoconfessando inferior. No inglês, esse tipo de “mãozinha” se chama handicap. Aliás, handicap já não pertence mais exclusivamente ao inglês; já foi adotado como holicismo.
    Por fim, a melhor maneira de sufocar as diferenças, parece ser fingir que elas não existem. Imitando o SUS: este mandou retirar dos hospitais públicos uma lista ostensiva de enfermidades, às quais os afrodescendentes são biologicamente mais vulneráveis.
    PS: como os dialetos indígenas eram ágrafos, encontrei Mair grafado de várias formas.

  4. Que tal um rapaz brasileiro que pertenceu ao “movimento negro brasileiro” norte-americanizado e sabe o que realmente está por trás desses grupos:

    https://www.facebook.com/roberto.nishiki.50?comment_id=Y29tbWVudDoxNDY1MDk0NDkwMzU0NDY3XzE0NjUxMzE3NzM2ODQwNzI%3D

    Roberto Nishiki pertenceu ao movimento negro vira-lata brasileiro de norte-americanos e sabe como esses movimentos de araque são usados por brancos da elite norte-americana para trazer cizânia ao Brasil.

  5. Roberto Nishiki (via Facebook)

    Pardo de Schrödinger.

    Basicamente é a ideia de que um pardo pode ser preto ou branco de acordo com a conveniência do Movimento Afro-Ford-Soros do Bostil: Pardo preso? Preto. Pardo na Universidade? Branco. Pardo dando tiro usando farda? Branco. Pardo levando bala no rabo? Preto. Pardo apoiando o Bolsonaro? Elite Branca. Pardo apoiando o PSOL? Preto Oprimido. Pardo recebendo altos salários? Branco. Pardo trampando de gari? Preto.
    Segundo as novas descobertas da física brasileira, a decoerência quântica da molécula parda só se resolve com a observação do ixquerdista. Até que um identitário resolva observar o pardo, ele é branco e preto ao mesmo tempo. Só quando o membro da ixquerdinha colorida dá um chilique, a decoerência parda se resolve e o pardo assume uma identidade.
    Por exemplo, o Fernando Henrique Cardoso. Apesar de ter boca de preto e ventas de africano, ele é branco, pois foi presidente do Brasil e agora está rico com apartamento em Paris. Se estivesse morando numa favela, ele seria um preto oprimido. Mas até o ixquerdista observá-lo, ele é as duas coisas, preto e branco.
    Isso vale para qualquer pardo. Se estiver tomando um enquadro da polícia, ele é preto. Se estiver dando o enquadro, ele é branco. Se estiver num cargo de gerência dando esporro num funcionário, ele é branco. Se estiver tomando o esporro, ele é preto. Se estiver traficando ecstasy em festa de bacana, ele é branco. Se estiver traficando crack no Bairro da Luz, ele é preto. Se estiver em comício do Bolsonaro, ele é branco. Se estiver no comício do PSOL, ele é preto. Se for dono da Odebrecht, ele é branco. Se for à falência e ir morar na rua, ele é preto. Se for entrar no cálculo do IBGE ele é preto, se for tentar as cotas ele é branco.

    https://www.facebook.com/roberto.nishiki.50

  6. Na verdade o Brasil é dividido entre trabalhadores e mamadores. Os mamadores são os que dividem o Brasil entre negros e brancos, ricos e pobres, homos e heteros, explorados e exploradores, etc. Como pra cada divisão eles ganham uma teta, a conclusão óbvia é: ou o Brasil acaba com os mamadores ou os mamadores acabam com o Brasil.

  7. A mais pura asneira de universidade pública, sociologia, a ciência do inútil.Agressor covarde de mulheres, vários processos, valentão profissional, vivia de confusão, medida protetiva desrespeitada, dentre outras qualidades, um santo, merece canonização!Os abutres fazendo a festa, principalmente a foice.

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