Tabata Amaral denuncia Sérgio Camargo por uma falsa acusação de injúria racial

Política - Tabata Amaral diz que vai à Justiça para manter mandato mesmo  fora do PDT

Tabata anuncia que vai entrar na Justiça contra Camargo

Matheus Lara
Estadão

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) incluirá uma insinuação de que ela teria sido racista entre as queixas contra o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, denunciado à Justiça por perseguir funcionários, estando hoje judicialmente proibido de ligar com assuntos de recursos humanos da entidade.

Tabata o acionará na Justiça por difamação e falsa acusação de injúria racial após Camargo publicar em tweet, na sexta-feira, 15, que vê racismo no fato de a deputada denunciá-lo por fake news.

 “É triste e absurdo que membros do governo, como Sérgio Camargo, se utilizem de fake news, de forma criminosa, para tentar deslegitimar a luta contra a pobreza menstrual”, diz a deputada. “Cabe a mim lamentar essa postura e continuar lutando pela dignidade das nossas meninas e mulheres”, disse a deputada do PSB.

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“DEIXA EU MENSTRUAR, BOLSONARO!”
Lucas Neiva     
Site Congresso em Foco

Presidente da Fundação Palmares nega existência do racismo estrutural |  Poder360

Sérgio Camargo chamou a deputada de “branca mimada”

O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, ameaçou processar a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) pelo crime de racismo. “A branca mimada e privilegiada não aceita que um preto ria dela”, declarou. O aviso foi feito em seu perfil no Twitter, depois da parlamentar afirmar que entraria na justiça contra Camargo.

“O conflito começou quando Sérgio Camargo divulgou em seu perfil uma suposta captura de tela em que Tabata Amaral teria publicado “Deixa eu menstruar, Bolsonaro”, em referência ao projeto de lei vetado pelo presidente para distribuição gratuita de absorventes. Jair Bolsonaro teria respondido com “e quando foi que eu te proibi?”. Camargo publicou a imagem em tom de chacota.

FAKE NEWS – A publicação do presidente da Palmares foi visto pela deputada, que acionou sua equipe jurídica em resposta. “Sérgio Camargo postou um print de uma interação minha com Bolsonaro que nunca existiu, com a intenção de ridicularizar a luta contra a pobreza menstrual. O combate às fake news exige que sejamos intolerantes com mentiras e desinformação!”, afirmou.

Ao receber a notícia de que Tabata Amaral entraria em processo pela publicação, Sérgio Camargo também acionou sua equipe de advogados. “Esse meme foi compartilhado por milhares de pessoas, e ela ter escolhido logo um negão para processar mostra um provável racismo e perseguição”, defendeu. “Inclusive, outros notáveis compartilharam esse meme”, acrescentou.

O presidente da Palmares não deixou de atacar a causa de sua própria fundação. “Ou ela prova que processou todos, ou restará provada a perseguição a um negro que venceu e vence diariamente sem ser afromimizento da esquerda”. Ataques a movimentos de enfrentamento ao racismo são uma constante em suas declarações, principalmente após sua indicação para o cargo em 2018 pelo presidente Jair Bolsonaro.

10 thoughts on “Tabata Amaral denuncia Sérgio Camargo por uma falsa acusação de injúria racial

  1. Esquerdista piriguete do milionário Lemann, faz populismo venal ao obrigar o trabalhador brasileiro a pagar pela distribuição de absorventes para as mulheres. Seus patrões globalistas, como parte diretamente interessada, vão faturar alto com a negociata “inventada” pela deputadazinha supremacista.

  2. A lei não é dela,o negócio dela é ferrar o trabalhador a mando do patrão,e é claro,surfar na lei dos outros na maior cara de pau.
    “A proposta (PL 4.968/2019), da deputada Marília Arraes (PT-PE), foi aprovada pelo Senado em 14 de setembro, sob a relatoria da senadora Zenaide Maia (Pros-RN). A intenção era combater a precariedade menstrual, que significa a falta de acesso ou a falta de recursos para a compra de produtos de higiene e outros itens necessários ao período da menstruação.

    Segundo a senadora, a pobreza menstrual, um problema que já atingia milhões de mulheres no mundo, teve seus efeitos agravados pela pandemia. Durante a votação no Plenário do Senado, Zenaide lembrou que a cada quatro jovens, uma não frequenta as aulas durante o período menstrual porque não tem absorvente — ou seja, o mínimo necessário à dignidade e à higiene pessoal.”

    https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/10/07/bolsonaro-veta-distribuicao-de-absorventes-a-estudantes-e-mulheres-pobres

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