Eleições são importantes porque decidem se o Brasil será quintal dos EUA

Confira a charge deste domingo (7) por Thyagão (@historiassemquadrinhos)  #DiáriodoNordeste #dn

Charge do Thyagão (Diário do Nordeste)

Vicente Limongi Netto

A campanha de Flávio Bolsonaro é dirigida ao eleitor que ignora a política, sem ter a mínima ideia do que está acontecendo no Brasil e no mundo. Parte desses eleitores é convencida e levada para um mundo paralelo, através de informações fake news pelo WhatsApp e a outra parte é de fiéis de algumas igrejas evangélicas neopentecostais que votam em quem o pastor mandar.

As eleições de outubro  são para decidir se o Brasil vira um fundo de quintal dos Estados Unidos ou continua independente e determinado a transformar o país numa futura potência. É disso que se trata essas eleições. 

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Homenagem a Décio Pignatari ::Paulo Peres
Poemas & Canções

O publicitário, ator, professor, tradutor, ensaísta e poeta paulista Décio Pignatari (1927-2012) se autodefinia no “Eupoema”.

EUPOEMA
Décio Pignatary

O lugar onde eu nasci nasceu-me
num interstício de marfim,
entre a clareza do início
e a celeuma do fim.

Eu jamais soube ler:
meu olhar de errata a penas
deslinda as feias fauces dos grifos
e se refrata:
onde se lê leia-se.

Eu não sou quem escreve,
mas sim o que escrevo:
Algures Alguém
são ecos do enlevo.

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Charge do Caio Gomez (Correio Braziliense)

Carlos Newton

É um nunca-acabar. Quanto mais se aproximam as eleições, mais aparecem provas de que os Três Poderes no Brasil estão completamente apodrecidos, fazendo lembrar uma agressiva e realista canção de Caetano Veloso – “Enquanto os homens exercem seus podres poderes,/ morrer e matar de fome, de raiva e de sede/
são tantas vezes gestos naturais
”.

Talvez seja a mais importante música de protesto de Caetano, gravada em 1984, justamente no ocaso do regime militar. Mais de 40 anos depois, continua atual e tudo indica que a canção “terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos?”, como indagou o artista, que sempre critica as desigualdades sociais.

VIDA E ARTE – O mundo caminha assim, vida e arte se completam, mas no caso específico do Brasil, o fato concreto é que, nos últimos anos, as coisas pioraram muito no tocante ao respeito às leis, ao interesse público e à ética.

Nunca, na História do Brasil, desde a colonização, os poderes foram tão apodrecidos, e nada – absolutamente nada – consegue surpreender a opinião pública. Na semana passada, por exemplo, ninguém se surpreendeu com as notícias sobre Flávio Bolsonaro e a “turma do KN”, que vieram suceder as vexaminosas informações sobre o ministro Alexandre de Moraes, que se vendeu caro em termos financeiros, mas barato em termos éticos, pois destruiu a moral e a imagem da mulher e dos filhos, com o enriquecimento ilícito em família.

Ninguém estranhou também quando logo em seguida surgiu o escândalo das gravações de Vorcaro com Davi Alcolumbre, presidente do Senado, com Hugo Motta, presidente da Câmara, e com Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações e genro de Silvio Santos.

NADA DE NOVO… – Ora, ninguém se surpreendeu, porque esses os três personagens vivem no submundo da política brasileira e justamente por isso se tornaram convidados especiais nas festas de Vorcaro, que misturavam sexo, drogas e rock and roll. Afinal, há anos sabe-se que  Alcolumbre chefia um quadrilha do Amapá, sua família envolveu-se no narcotráfico e foi ele quem abriu para Vorcaro as portas da Previdência do Amapá, que hoje está tecnicamente falida.

Hugo Motta é um aprendiz de Alcolumbre e segue fielmente os passos de seu mestre, enquanto Fábio Faria é um pobre menino rico,  filho de um empresário que se tornou governador do Rio Grande do Norte. Na esteira do pai, Fábio Faria chegou a se eleger deputado federal, virou ministro das Comunicações de Bolsonaro e agora chefia a emissora SBT News.

Portanto, nada de novo no front ocidental. Tudo já se sabia sobre eles e não há maiores surpresas nas orgias, exceto “aquela mulher de três metros” que tanto encantou Alcolumbre.

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P.S. 1
– A única coisa que causa alguma surpresa e ver um ministro como Cristiano Zanin fazendo o trabalho sujo de vetar a CPI do Master. É jovem, está apenas iniciando carreira de ministro, porém foi logo se comprometendo com os corruptos dos Três Poderes. Melhor faria caso se comportasse como um jurista independente, livre dos tentáculos de Lula, Moraes, Gilmar, Dino etc.

P.S. 2 – Para ser independente e garantir um futuro grandioso, Zanin precisaria limpar as mãos, em todos os sentidos. Mas ele parece preferir o convívio como os corruptos. “É a lama, é a lama”, como diria o magistral Tom Jobim, que era brasileiro até no nome. Seus pais o batizaram como Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim e ele jamais decepcionou o país. Mas quem se interessa? (C.N.)

Se faltar ao debate da Globo, Lula terá cadeira vazia questionada três vezes

Lula não confirmou ainda participação no evento

Carlos Petrocilo
Gabriela Echenique
Folha

As regras para o debate da TV Globo, na próxima quinta (1º), preveem que os candidatos presentes terão direito de fazer perguntas aos ausentes, o que pode afetar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Lula não confirmou ainda participação no evento e vem dando indicações de que deve faltar. A pergunta à cadeira vazia do petista seria feita no segundo bloco, em que candidatos podem se questionar livremente.

DINÂMICA – “Na primeira rodada de tema livre, os candidatos presentes, se quiserem, antes de escolher o candidato a quem farão a pergunta, poderão fazer, em 30 segundos, a pergunta que fariam ao candidato que se ausentou”, dizem as regras enviadas pela emissora às campanhas. “Depois de feita a pergunta, escolhem um candidato presente e segue-se a dinâmica do debate”.

Assim, Lula poderá ser questionado três vezes por adversários presentes. Devem comparecer Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). A Globo promete dar visibilidade em diversos momentos a uma eventual cadeira vazia de Lula.

LUGAR VAZIO – “Se algum candidato convidado faltar ao debate, o seu lugar permanecerá vazio com uma placa que o identifique pelo nome. Na vez em que, pelo sorteio, faria a pergunta, seu lugar será mostrado com mais destaque e o mediador lembrará que ele não compareceu ao debate”, dizem as regras.

A campanha de Lula não bateu o martelo ainda sobre a presença no encontro. Aliados do presidente temem que ele fique em desvantagem por ser atacado por três oponentes.

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Lula e Flávio usam rejeição ao rival em busca do voto útil

Jussara Soares
CNN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato do PL ao Planalto, senador Flávio Bolsonaro, entram na última semana da campanha reforçando o discurso pelo voto útil. Empatados tecnicamente na preferência dos eleitores e também na rejeição, ambos apostam na resistência ao principal adversário para sair à frente nas urnas no próximo domingo (4).

A estratégia é convencer o eleitor que não vê em nenhum dos dois seu candidato ideal a escolher aquele que tem mais chances de derrotar o nome que rejeita. Embora as pesquisas indiquem pouca chance de vitória já no primeiro turno, as duas campanhas devem insistir na possibilidade para atrair votos de outros candidatos nesta reta final.

PESO POLÍTICO – Mesmo que a disputa vá para o segundo turno, a ordem de chegada no domingo tem peso político. Sair à frente pode dar impulso à campanha e fortalecer as negociações por apoios para a etapa seguinte.

Na campanha de Lula, a orientação é ampliar a comparação entre os dois candidatos e reforçar a rejeição a Flávio. A campanha pretende explorar a investigação do senador no caso Master, relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”, além de retomar o caso da “rachadinha”, sobre o suposto desvio de salários de servidores de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e as suspeitas de ligação com a milícia.

Outra aposta é comparar o governo Lula com a gestão de Jair Bolsonaro. O presidente deve apresentar a eleição como uma escolha entre manter programas e conquistas de seu governo ou correr o risco de perdê-los.

DEMOCRACIA E NEGACIONISMO – É uma linha próxima à adotada em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, quando Lula disse que, em 4 de outubro, os brasileiros escolherão entre “democracia e negacionismo” e entre avançar para um futuro com mais oportunidades ou retornar a um “passado de exclusão”.

Flávio, por sua vez, vai reforçar a aposta no sentimento antipetista do eleitor de direita e insistir que é o único candidato da oposição com condições de vencer Lula. O alvo são, sobretudo, eleitores de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que podem decidir pelo voto útil antes do primeiro turno.

A campanha do senador vê maior dificuldade para atrair os eleitores de Renan Santos. A avaliação é que o candidato do Missão tem uma base mais consolidada, ligada ao MBL, e menos inclinada a mudar de voto nesta reta final.

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Flávio desafia Lula e transforma debate em duelo inevitável

Lauro Jardim
O Globo

Oficialmente, Lula ainda não bateu o martelo sobre a participação no debate da TV Globo na quinta-feira, para o qual foram convidados outros três candidatos: Flávio Bolsonaro, Augusto Cury e Ronaldo Caiado. Desde a pré-campanha, Lula repete a aliados que acha o formato dos debates eleitorais “contraproducente”, “muito engessado” e que “eles funcionam como uma armadilha”.

Na coordenação da campanha, é consenso que o presidente deve enfrentar os adversários diretamente pela primeira e única vez neste primeiro turno. Não parece razoável que Lula vá deixar sua cadeira vazia na quinta-feira, mesmo com todas as restrições que faz aos debates.

COMPARECIMENTO OBRIGATÓRIO – Ele está praticamente obrigado a comparecer por pelo menos dois motivos. Primeiro, porque sua situação nas pesquisas não lhe permite fugir do confronto com os adversários. Numa situação de empate técnico, a ida ao debate torna-se imperativa. E também porque ontem Flávio fez um desafio de forma agressiva, que não lhe deixa alternativa. Disse o filho de Jair:

“Vou no debate da Globo. Está confirmado. Ele que lute. Eu quero ir para lá debater com ele. Eu estou chamando o Lula para o debate: ‘Lula, eu quero você no debate da Globo, vem debater comigo porque eu vou esfregar a verdade na sua cara e vou mostrar que o meu projeto de Brasil é melhor que o seu”, afirmou”. O tom de desafio usado por Flávio sugere que ele sabe que Lula irá à Globo, mas não quis perder a oportunidade de provocá-lo.