Atenção para a trajetória do ministro Tarcísio Freitas, que deve ser o novo vice de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro dando carona ao ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, em Rondônia.

Tarcísio anda colado em Bolsonaro, sem máscara e capacete

Vicente Limongi Netto

Analiso. Não torço nem distorço. Nessa linha, atenção para os passos do ministro da Infraestrutura, Tarcisio Freitas. É o responsável pelo caixa da campanha presidencial de 2022. O ministro da Infraestrutura é aquele que se pode chamar do homem da mala preta. Continuando o rosário de erros, fracassos e trapalhadas de Bolsonaro, Tarcísio é o candidato do mito de barro e do insaciável Centrão para disputar o governo de São Paulo ou integrar a chapa de Bolsonaro como vice, no lugar do general Hamilton Mourão, tudo depende de negociações.

Engenheiro formado no IME, largou a carreira militar e fez sucesso na iniciativa privada. É uma terceira via que pode render bons votos. Todo final de semana, acompanha Bolsonaro nas motociatas.

DEFESA FRAQUÍSSIMA – Os microfones da CPI da Covid informam mudanças na escalação do maltrapilho e raquítico time de governistas. E com a saída do senador Ciro Nogueira, entronizado na Casa Civil, o patético defensor intransigente da cloroquina, Luiz Carlos Heinze, passa a ser titular da comissão, enquanto o arrogante e falastrão Flávio Bolsonaro é promovido a suplente. 

No frigir dos ovos, Bolsonaro permanecerá dispondo apenas de balas de festim para defender-se do arsenal de fogo cruzado dos oposicionistas. As duas alterações não têm expressão nem força política. Não significam nada. O governo continuará sangrando e caminhando para o abismo.

IRRECUPERÁVEL – Na verdade, o parvo e melancólico Bolsonaro parece ser imbrochável, incomível e também irrecuperável. É impressionante a capacidade que o ainda chefe da nação demonstra, assumindo atitudes e iniciativas grotescas, levianas e irresponsáveis.

A estranha facada da qual foi vítima, na campanha eleitoral, moldou a alma e o espírito de Bolsonaro para pior. Trocou o sentimento da solidariedade pelo rancor ameaçador, insultuoso e debochado. 

A sinceridade que vassalos atribuem ao presidente costuma respingar contra o bom senso. A recente pregação antidemocrática de Bolsonaro contra a lisura das urnas eletrônicas acabou ridicularizada pelo próprio presidente. As paredes e os telhados do governo estão caindo, enquanto ele programa mais uma motociata. 

Ciro Nogueira na Casa Civil é uma espécie de semipresidencialismo de cofres arrombados

Charge do Latuff (Brasil de Fato)

Vicente Limongi Netto

Manchete e revelação que não causaram estranheza. Nem mesmo para as pedras das ruas. “Ciro Nogueira aceita assumir a Casa Civil”. Seria extraordinária e extravagante notícia se o franciscano senador do PP tivesse chutado o balde e recusado o valioso e atraente cargo. 

Assim, o pote de ouro do governo finalmente caiu todo no colo do volúvel e guloso Centrão. A chave do cofre mudou de mãos. Com direito a saborosas sobremesas de bilionário Fundo Partidário, com também bilionário Fundo Eleitoral.

Membros do Centão odeiam dieta. Lambem os beiços pelo poder. Não abrem mão dele. Querem sempre mais. Tudo continua como dantes no quartel de Bolsonaro.  Com uma brutal diferença:  Bolsonaro torna-se refém por completo do Centrão. Não demora Bolsonaro baterá continência para Ciro Nogueira.

INTERVENÇÃO INÚTIL – Veremos quantos dias de glória efêmera terão os deslumbrados interventores da CBF. Inacreditável. Um juiz carioca, mesmo longe de Tóquio, ganhou a medalha de ouro de bajulação. A CBF resolverá seus problemas e entraves, sem a intromissão indébita de ninguém.

A CBF é entidade privada. Não recebe nem vinténs do governo. É ela que administra e zela pelos êxitos do futebol brasileiro. Feminino e masculino. É o comando da CBF que oferece todas as possibilidades extra-campo para que seleções nacionais alcancem vitórias, medalhas e títulos. O bom senso vencerá mais esta etapa de equívocos internos que a CBF lamentavelmente atravessa.

NOTÍCIA BOA – Bernardo Cabral voltou para casa neste sábado. Depois de operado e passar 26 dias internado. Radiante e aliviado, ao ver o mar, ruídos dos carros, praças, pessoas andando, lojas e árvores.  Deus esteve o tempo todo acompanhando tudo, ao lado de Bernardo. Também felizes os amigos de Bernardo e Zuleide. Gratos e cientes de que Maria passa na frente. Sempre. 

O Todo Poderoso cobre de fé, amor e esperança   os filhos como Bernardo, que dedicam a vida inteira ao prazer de servir ao próximo. Que cultivam o bem estar da família. Que vibram com o sucesso dos amigos. Que engrandecem a coletividade com gestos e atitudes de competência e desprendimento. O reencontro de Bernardo e Zuleide foi marcado com abraço forte e demorado, de choro, ternura e amor. Bem-vindo, amigo de fé.

NOTÍCIA RUIM – Cenário patético e estarrecedor: filas de brasileiros famintos nas portas dos açougues. Tentando amenizar a fome, literalmente, com ossos duros de roer.

As partes boas e suculentas dos bovinos viraram manjar dos deuses, nas mesas fartas dos larápios que assaltam os recursos públicos. Não livram nem mesmo o Ministério da Saúde, com negociatas na compra de vacinas. Imaginemos o que acontece na compra rotineira de medicamentos. Oremos.

E Augusto Heleno não pode mais cantar “se gritar pega Centrão, não fica um, meu irmão…”  

Centrão in 2020 | Memes humor, Leben memes

Charge do Nani (nanihumor.om)

Vicente Limongi Netto

Depois de um início de tapas e beijos, o voraz Centrão e o temperamental Bolsonaro juntaram os trapos e oficializaram a união. Com juras de amor eterno. “O casamento do ano”, definiria o colunista Ibrahim Sued. Chutes na virilha e cusparadas na cara ficaram no passado.

Bolsonaro garante que tem muito amor para dar, além de caneta cheia de tinta para oferecer ministérios, emendas, cargos em diversos escalões e fundos. Dedicará todo seu charme para que a lua-de-mel com o Centrão seja inesquecível e resulte em numerosa prole e votos.  

ESQUECEU A LETRA – Por sua vez, o cantor bissexto e ministro Augusto Heleno deletou da memória, do computador e das redes sociais as estrofes que cantou, quando o governo navegava em águas tranquilas, debochando do Centrão, com aplausos da plateia.

Desta feita, Heleno mostrou sua imensa versatilidade musical, compondo novos versos, sem ficar corado, para saudar a entrada triunfal do novo e poderoso ministro da Casa Civil, o casto senador Ciro Nogueira.

Ao invés de “se gritar pega Centrão/ não fica um, meu irmão”, Heleno agora canta: “Centrão nosso amigo de fé/irmão camarada/parceiro salvador de tantas jogadas/você é a tábua de salvação de Bolsonaro”.

ALGO NO AR – Mas nem tudo está perdido.  Em pleno inverno, o florescer dos ipês coloridos deixa Brasília ainda mais bela, alegre, amorosa e cativante. O ipê branco abranda a alma. O amarelo encanta corações. O roxo alimenta esperança.

O ipê lilás exorta a paz. Os pés de ipês são recheados de dignidade. Suas folhagens saúdam o amanhecer. O aroma dos ipês tem a pureza dos sentimentos. Embalam o cotidiano e embelezam o sol. Quando as folhas começam a cair, os ipês partem para nova missão: juntam-se ao barro para enobrecer a terra e semear a vida eterna.

General Pazuello é uma vergonha para o Exército e devia ser submetido à Corte Marcial

Charge do Miguel Paiva (Arqiivo do Google)

Vicente Limongi Netto

Caíram o restante do telhado, das paredes, dos pisos, das colunas e da rampa do Palácio do Planalto, com a revelação do áudio mostrando o ex-ministro da Saúde e mestre em logística, Eduardo Pazuello, propondo a compra de vacinas com preços quase triplicados.

Alquimistas do desgoverno e os doces e educados filhotes do presidente demoraram para transmitir a péssima notícia a Bolsonaro, temendo que ele pudesse ter uma crise de desânimo que o fizesse desligar os tubos, como mandava o personagem humorístico de Jô Soares, diante de notícias desagradáveis.

FILHOTE 01 – O despudorado senador Flávio Bolsonaro é o fim da picada. Gosta de criar caso com colegas, na CPI da Pandemia. Não raciocina, apenas vocifera. Tem o infame e descarado topete de querer impor suas patetices. Não é nem suplente da comissão, mas se julga com o direito de ser grosseiro e pernóstico. Aparece para tumultuar os trabalhos. 

O filhote 01 do mito de plástico já ofendeu o relator Renan Calheiros, o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e, agora, a senadora Simone Tebet, que não gostou de ser interrompida pelo medíocre e agressivo senador carioca, retrucando, energicamente: “No microfone, ele não tem coragem de falar o que me disse agora”. E ameaçou levá-lo ao Conselho de Ética”.

Flávio Bolsonaro é o homem medíocre, como bem definido pelo filósofo, sociólogo, escritor e médico ítalo-argentino José Ingenieros (1877/1925): “Por trás do homem medíocre, assoma o antepassado selvagem que conspira no seu interior, acossado pela fome de atávicos instintos e sem outra aspiração, além de saciar-se”.

REAJUSTE ABUSIVO – Os servidores do Senado Federal, principalmente os aposentados, que são idosos e precisam constantemente de cuidados médicos e hospitalares, sofreram duro golpe desferido pelos dirigente do plano de saúde da Casa. Tiveram um aumento de até 5% da sua remuneração bruta nas despesas médicas e hospitalares.

Isso vai causar um grande impacto no orçamento dos servidores, que não têm aumento salarial há mais de quatro anos, e tiveram suas vidas abaladas com a pandemia. Escárnio que o bom senso não pode tolerar.

A insensibilidade dos serviçais burocratas-dirigentes não atingiu os senadores, que continuam desfrutando de um plano de saúde vitalício e com todas as mordomias proporcionadas até por UTIs aéreas.  Para eles, impolutos homens públicos, o céu de brigadeiro, para servidores e familiares, o pagamento das mordomias parlamentares. E no Rio de Janeiro é ainda pior, os servidores estão sem reajuste há sete anos. E ninguém diz nada, ninguém faz nada.

O quadro político é desesperador, o presidente entrou em fase terminal e o governo respira por aparelhos

Charge do Beto (Humor Político)

Vicente Limongi Netto

Negacionistas e bolsonaristas, membros da confraria das rachadinhas, lamentam informar que, em razão dos números do  Datafolha, o presidente Bolsonaro encontra-se entubado na unidade intensiva do gabinete dos horrores e o governo está respirando por aparelhos.

O quadro político do paciente é desesperador. Os médicos tentaram de tudo: doses fortes de cloroquina, coquetéis com leite condensado e balas e pirulitos com chicletes.  Familiares do chefe da nação e generais adoradores das boquinhas palacianas agora voltam suas preces e últimas esperanças nos milionários  remédios dos  insaciáveis cientistas de goelas profundas do Centrão. Que costumam salvar a pele do paciente, mas deixando-o sem coordenação motora o resto do mandato.

A FORÇA DA SOLIDARIEDADE – O amor vence a aflição, enfrenta a desesperança. O afago é parceiro do apreço e da boa energia. A fé abraça corações. O texto de Ana Dubeux engrandece os bons espíritos (Correio Braziliense – 11/7), valorizando a luta permanente das mulheres. Estimula o poder feminino. Deplora o rancor e a covardia machista. A jornalista deseja que as mulheres não se abatam diante dos rancores e canalhices de ordinários travestidos de homens imaculados. Diz Ana:

“Não se demore: neste domingo ligue para uma amiga, ouça sua voz, levante seu ânimo, ofereça seu colo. Tenho certeza de que receberá de volta amor, atenção e gratidão por toda a vida. E isso não tem preço”.

VENCEDOR E VENCIDO – Alvissareiro saber que um vencedor como Marco Aurélio Mello aposentou a toga, sem abdicar, porém, da palavra esclarecida, firme e contundente, em defesa da democracia e das liberdades individuais (O Globo- 11/7). Vai continuar praticando o saudável esporte do diálogo, da palavra vigilante e, sobretudo, apoiando o contraditório. Marco Aurélio Mello jamais foi homem de se omitir diante das injustiças.

Por fim, um papel melancólico do Brasil, mais um, na Copa América. Nosso elenco é limitado. Não evolui. O técnico é um vencido, ruim e presunçoso. Creio, reitero, que o hexa está cada dia mais longe para a seleção brasileira. A seleção já começa melancólica na apresentação do belo hino nacional. Ninguém canta. Fingem que cantam. Enquanto seleções adversárias cantam o hino da pátria emocionados e abraçados. Triste constatação.

É um erro pensar que a pandemia está dominada; continue a usar as máscaras

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Charge do Kleber (Estado de Minas)

Vicente Limongi Netto

Mesmo imunizada com duas doses de vacinas, a apresentadora Ana Maria Braga pegou covid. Vale o alerta do diretor-geral do Hospital Sirio-Libanês em Brasília, médico Gustavo Fernandes: #NãoPareDeSeCuidar. Daqui  a onze dias, a Grã-Bretanha para de usar máscara e libera geral. Será essa a política certa? Tenho minhas dúvidas, especialmente devido ao surgimento das variantes.

Ampliação do auxílio emergencial por mais três meses ajuda, mas é como cobertor curto. Basta ver o preço do botijão de gás, perto de 93 reais. Atento ao drama, o governador Ibaneis Rocha criará o vale-gás. Serão destinados 24 milhões de reais para atender 41 mil famílias.

GRATUIDADE NO ENEM – Excelente iniciativa da Frente Parlamentar Mista da Educação, lançando campanha para beneficiar estudantes carentes que perderam o direito à isenção da taxa de inscrição do Enem 2021.

Diante do crescente inferno astral do clã Bolsonaro, com denúncias e acusações pipocando de todos os lados, torna-se cada dia mais difícil a Rede Brasil lançar o telejornal só com notícias boas. Sonho do Palácio do Planalto, que não conhece democracia nem contraditório. 

APOSENTADORIA – Bela e justa homenagem do Correio Braziliense (7/7) ao ministro Marco Aurélio Mello, que no próximo dia 12 completa 75 anos de idade e se aposenta do Supremo Tribunal Federal.

Recebeu uma função que durante 31 anos exerceu com dignidade, coragem, isenção, competência e patriotismo. Respeitando a Constituição e com profundo respeito as liberdades individuais.  

Jamais acompanhou a maré. No finalzinho, votou contra a anulação das condenações de Lula e contra a suspeição do juiz Sergio Moro. Respeitou a decisão da maioria, mas fez questão de apontar a inconstitucionalidade. E Luiz Fux seguiu os votos dele.

BERNARDO CABRAL – O ex-senador amazonense precisou ser operado. Colocou pontes de safenas. Permanece hospitalizado mas melhorando bem. Deus no comando. Amigos ligam para Zuleide em busca de notícias. Todos orando pelo restabelecimento do respeitado homem público.

Recebo dezenas de mensagens desejando que o ex-ministro da Justiça e ex-presidente da OAB Nacional volte logo para casa. Entre elas, a do coronel Diógenes Dantas, que simboliza esplendidamente o respeito e a admiração que brasileiros de todas os cantos e origens dedicam ao ex-relator-geral da Constituinte e ex-senador. Na mensagem, o então major do Exército, Diogenes Dantas, membro da segurança pessoal do presidente Collor, lembra passagens daquela época, quando Cabral era ministro da Justiça:

O senador Bernardo Cabral é dez. Papai do céu vai deixá-lo conosco mais tempo. Grande cabeça. Ele é show.  Me lembro,  na segurança presidencial, em evento externo com multidão, ele falava para mim: “Vai, major, passa a  minha frente, agora é com você”. Sempre tratou  com respeito profissional e fidalguia os agentes de segurança pessoal. Rogo para o pronto restabelecimento e sua saúde.  O que se faz aqui na Terra ecoa no universo. Forte abraço”. Diógenes Dantas.

Governador gaúcho se declarar homossexual é um avanço que merece ser louvado

O governador do RS, Eduardo Leite Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini / 14-05-2020

Eduardo Leite amorteceu as críticas: “O amor vai vencer o ódio

Vicente Limongi Netto

Notícias do cotidiano comovem, preocupam, amedrontam, desapontam, esclarecem e estimulam. A declaração do governador gaúcho Eduardo Leite, no programa do repórter Pedro Bial, é saudável, elogiável e esperançoso combustível para acabar com a enfadonha polarização entre Bolsonaro e Lula. O jovem Eduardo Leite vai balançar e renovar as estruturas do jogo presidencial.

Sobre o assunto, a jornalista Ana Dubeux (Correio Braziliense- 4/7), afirmou: “Só o fato de Eduardo Leite se declarar homossexual já é um passo importante, tanto quanto necessário”.

DISSE RANDOLFE – Também manifestou-se o senador Randolfe Rodrigue (Rede-AP), no Correio de 6/7: “Saúdo a coragem do governador Eduardo Leite, que seria uma ótima opção política, uma alternativa no pleito do ano que vem”.

O próprio Eduardo Leite salientou para o Correio do dia 5: “Já tive muito espaço para mostrar minha capacidade política, estou tranquilo em relação ao que posso fazer para o país”.

Quem destoou foi o presidente da República, que fez grosseiras ofensas homofóbicas ao governador. Aliás, Bolsonaro se comporta como se não existissem homossexuais em sua família. Como dizia aquele personagem de Jô Soares, “tem pai que é cego”. Há gays em todas as famílias do planeta. Lembram daquele tio solteirão? E aquela prima esquisitona?

SAUDADE DOS CRAQUES– Na época iluminada de craques como Gerson, Pelé, Rivelino, Clodoaldo, Garrincha e Nilton Santos, era moleza golear o Paraguai, Peru, Chile, Equador e Uruguai. Agora, na era Tite, Neymar e companhia, quando o Brasil vence adversários por 1 x 0, comemora-se o resultado como goleada.

Jogos empolgantes da Euro Copa, com seleções fortes, rápidas, envolventes e bem treinadas, indicam, a meu ver, que a conquista do hexa para o Brasil está mais longe do que nunca. O Brasil tem deficiências em todos os setores. Não evoluiu.   

SAUDADE DOS COMENTARISTAS – Analistas de O Globo não têm categoria nem expressão para comentar jogo nem no Maracanã vazio. Time de embusteiros arrogantes, fantasiados de sabidões.

Lamentável e inacreditável que a valorosa seção dos leitores tenha virado instrumento descarado para bolorentas cartas encomendadas de leitores elogiando “análises” e “artigos” dos notáveis sábios de araque. O contraditório passa longe do manual do atual O Globo. Cancelarei minha assinatura. 

Lamentar a morte de Lázaro Barbosa é desconhecer a realidade do mundo em que vivemos

Documento policial registra que Lázaro Barbosa foi morto por Vicente Limongi Netto

O mundo é cruel. A realidade assusta. Costuma pregar peças. Sem trégua. Não tenho lugar no coração nem na alma para nutrir pena e consideração a assassinos e estupradores. Graças a Deus a avassaladora pandemia não amoleceu meus neurônios nem abalou meu equilíbrio e isenção.

A hora é de lutar por soluções, leis e mecanismos jurídicos que tragam tranquilidade para a população. Caso contrário, seres desprezíveis como Lazaro Barbosa continuarão soltos e impunes, infernizando a vida de famílias e homens de bem.

LÁZARO BARBOSA – Nessa linha, acabei lendo, perplexo, no Correio Braziliense e alhures, incisivas opiniões lamentando a morte de Lázaro Barbosa. Respeito, mas discordo enfaticamente. A meu ver, ao contrário daqueles que não admitem a forma como chegou ao fim a vida imunda e covarde de Lázaro, julgo perfeitamente natural o desfecho da caçada ao monstro que alguns insistem em chamar de ser humano.

Pimenta nos olhos dos outros é colírio e refresco. Aplaudo os policiais que finalmente deram um basta no assassino. A alegria que mostraram foi compreensiva. Pelo teor de algumas opiniões contrárias, seria melhor que os policiais chorassem e respondessem com flores os tiros disparados por Lazaro.

OPINIÃO ACERTADA – Ilustro meu raciocínio com a opinião do Diretor do Instituto Luiz Gama, pós-doutor pela Universidade de Coimbra em Democracia e Direitos Humanos, Camilo Onoda Caldas (Correio Braziliense – Eixo Capital- 30/6), sobre Lazaro Barbosa, indagado se seria melhor prendê-lo com vida:

“Se ele resistiu à prisão e atacou os policiais, o confronto pode ter sido necessário e a morte, portanto, é uma consequência”, salientou o cientista político.

Espero que a lucidez vença a hipocrisia e a demagogia, evitando que partidos políticos e entidades não apelem ao Vaticano para canonizar Lázaro Barbosa.

MAIS ENERGIA – O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz, precisa ser menos benevolente e mais enérgico na condução dos trabalhos. Logo e urgente.  Sob pena de enfraquecer e desmoralizar a CPI e a si próprio. Aziz precisa manter o foco principal da comissão. Investigar e apurar a má gestão do governo na aquisição de vacinas. Deve cortar a palavra de quem deseja tumultuar e atrasar os trabalhos da CPI. 

Graves denúncias de irregularidades e corrupções já foram checadas e constatadas pelos senadores, fazendo com que a maioria da população continue acreditando nos resultados finais da CPI.

Nesse sentido, alguém precisa informar a Omar Aziz as características de ações e atitudes do ex-presidente do Senado, o baiano Antônio Carlos Magalhães.

ORDEM NA CASA – Com o famoso ACM, insolentes e demagogos não se criavam nas sessões plenárias, nas comissões técnicas ou comissões de inquérito, como ocorre hoje com a bolorenta, desprezível e bazofeira tropa sem choque de Bolsonaro, na CPI da Covid. São serviçais sem compostura. 

Com ACM no comando, ninguém não atropelava a fala do senador que estivesse falando. Em plenário ou nas comissões técnicas,o ex-governador e ex-ministro  não permitia o ingresso de  ex-parlamentares, deputados ou senadores que não fossem membros das comissões.

Muito menos discursar para dizer asneiras, como o arrogante senador rei das rachadinhas, Flávio Bolsonaro. Que ainda tem o descaramento de levar deputados serviçais para o plenário da CPI. Acorda, Omar.

Se não mudar seu comportamento, Bolsonaro vai sofrer uma derrota humilhante nas eleições

Bolsonaro não pode continuar desprezando a máscara

Vicente Limongi Netto

Leitores e analistas do cotidiano e da política não têm como fugir dos temas com denúncias de corrupção, envolvendo a compra da vacina indiana, e de omissão, devido à falta de milhões delas, com o Brasil caminhando para a dolorosa marca de mais de 520 mil mortos.

Enquanto a mais recente pesquisa eleitoral aponte Lula com possibilidade de vencer o pleito no primeiro turno, Bolsonaro prossegue no caminho equivocado de sempre, com o rosário de idiotices, novamente insultando jornalistas, depois mandando uma criança tirar a máscara do rosto e também insistindo em xingar membros da CPI da Covid, especialmente o relator Renan Calheiros, indicando que pouco aprendeu nos 28 anos que passou no Congresso, como deputado federal.

TROPA SEM CHOQUE – Em meio à crise político-institucional, temos fome, miséria e desemprego crescendo, enquanto na CPI se desenrola o teatrinho da desprezível tropa sem choque dos fantoches do governo. Duro saber qual deles é o mais cretino e enfadonho.

Ao mesmo tempo, o ministro serviçal que tem sobrenome de chuveiro, com ar de franciscano com dengue, tentou melancólica e grotescamente, desviar o foco das acusações contra o governo, ameaçando processar os irmãos Miranda, autores da grave denúncia sobre a Covaxin.

Portanto, não será pela falta de deploráveis e patéticas atitudes, ações e acontecimentos, envolvendo pândegos e canastrões, que os brasileiros morrerão de tédio. E recordo o que escrevi, nas redes sociais, em 27 de janeiro: até as pedras das ruas sabem que a casa está caindo para Bolsonaro. O fim da linha chegando aos redutos do mito de barro.

DERROTA HUMILHANTE – Se não mudar ser comportamento, Bolsonaro vai sofrer uma derrota humilhante nas eleições, que eliminará qualquer possibilidade de fraude. Se eu tivesse acesso a ele, diria:

“Presidente, respeite os outros, se quiser ser respeitado. Aprenda a conviver com o contraditório. Dobre a língua. Em menos de uma semana o senhor insultou duas repórteres. Inacreditável. Tudo indica que perdeu o rumo do bom senso. Tenha bons modos. Evite ser grosseiro e mal educado. Cansamos de suas diatribes. Seus rompantes de histerismo e intolerância não lustram o cargo de chefe da nação. Deixe de ser destemperado”.

Diria também que ele precisa aceitar a verdade da ciência. “Use a máscara. Não deboche das normas sanitárias. Mais de 520 mil brasileiros mortos pela covid, e o senhor dando uma de super-homem de barro. ‘Sou imorrível1’. Mais uma colossal idiotice da sua vasta coleção de asneiras”.

MAIS RESPEITO –  Pediria também que não trate jornalistas como se fossem seus vassalos ou inimigos. “Jornalista não tem culpa se vossa excelência não gosta de ouvir perguntas duras e pertinentes. O repórter pergunta. O entrevistado responde. Simples assim. Seria bom que seus alquimistas palacianos desenhassem. Seus capachos engravatados e estrelados alegam que o senhor é assim mesmo. Não vai mudar. Mas os brasileiros não podem nem merecem servir de descarga para suas diatribes”.

Por fim, eu diria que não busque bodes expiatórios. “Ofensa, presidente, é arma dos fracos. Sinal de falta de argumento. Pare de pisar nas pessoas. Não culpe os outros pelos seus intermináveis faniquitos. Jornalista não pode servir de bode expiatório de erros ou problemas de governantes. Troque os remédios. Tudo indica que os que usa estão vencidos. Têm efeito ao contrário. E não esqueça: nunca é tarde para mudar.”  

Bolsonaro desmoraliza a dignidade que todo presidente da República precisa ter

bolsonaro-armas

Bolsonaro se comporta como se estivesse num botequim

Vicente Limongi Netto

Para repudiar as costumeiras sandices, grosserias e bravatas de Bolsonaro, não preciso acrescentar nada. Nem perder o precioso tempo.  Basta recordar meu artigo aqui na Tribuna da Internet, do dia 8 de maio de 2020, com o título “Agressivo e irresponsável, Bolsonaro envergonha os brasileiros aos olhos do mundo”. O mito de meia pataca é destemperado. Insiste em zombar da ciência e dos médicos que recomendam usar máscara.

Faz tudo errado. A máscara sofre nas mãos dele. Coloca. Coça o rosto. Põe no queixo. Tira fotos. Abraça apoiadores. Tudo leva a crer que deseja preservar eleições e não vidas.

COM RAIVA DO MUNDO – Bolsonaro xinga a tudo e a todos. Acorda com raiva do mundo, chutando o pé da cama. Ansioso para sair do carro e disparar o monte de tolices diárias para apoiadores e  jornalistas na entrada do Alvorada

Grosseiro, vocifera e ameaça quem tem a audácia de discordar dele. Manda o repórter calar a boca. Mete os pés pelas mãos. Enfiou na cabeça que é o dono do mundo. Inclusive das Forças Armadas e da Constituição. Inacreditável.

Notáveis e vigilantes repórteres políticos, jovens e experientes, murmuram e exclamam, entre chorosos e incrédulos: “Como pode sermos furados por um veterano repórter aposentado?”.  

TRIBUNA E GLOBO – Meu artigo do dia 18 de maio, também aqui na intrépida “Tribuna”, teve título magistral do editor Carlos Newton, que sintetizava o texto completo: “Não adianta tentar esconder: a CPI é preliminar da disputa entre Bolsonaro e Lula”. Este mesmo artigo foi publicado em O Globo, na mesma data, sob o título “Preliminar para 2022”.

No texto, afirmei: “Não tem para mais ninguém. Não brigo com fatos. Pelos depoentes já ouvidos e diante das investigações que vão se aprofundando, o atual placar do jogo é amplamente favorável a Lula”. Salientei que os desatinos de Bolsonaro crescem, na medida que Lula amplia vantagem, segundo pesquisa do Datafolha.

Nessa linha, transcrevo nota da “Veja”, de 23 de junho, na coluna Radar, “revelando” (morro de rir) com o título “Aposta na divisão”: “É definitivo. Jair Bolsonaro e seu staff tratam Lula como o adversário preferido na luta pela reeleição. Para o governo, a polarização com o petista é o meio mais seguro de o presidente resgatar os votos dos arrependidos, hoje assustados com suas loucuras“.

RESGATANDO HAVELANGE – O colunista Lauro Jardim precisa ter mais sensatez antes de fazer gracejos e insultar João Havelange (O Globo- 20/6), ao informar sobre o filmeco de um parlapatão que atende pela alcunha de Belisário Franca.

Com tiradas desprezíveis contra o atual e ex-presidentes da CBF, Lauro Jardim esquece que foram homens como Havelange que levaram o Brasil à glória no futebol e em outros esportes, desde a época da antiga Confederação Brasileira de Desportos.

106 ANOS – Dia 8 de maio Havelange completaria 106 anos de idade. Tinha uma jamais igualada folha de serviços dedicada ao futebol brasileiro e mundial.

Transformou a Fifa numa potência, com mais países-membros do que a ONU. Uniu povos e nações pelo futebol. Como presidente da então CBD, o Brasil conquistou três títulos mundiais de futebol. 

Foi homenageado pelo Globo em 2010, com o prêmio “Personalidades que fazem a diferença”. Mudou o jornal ou mudou o jornalismo?  Pelo jeito, nas bandas do Globo, ambas as coisas. 

Enfim, Brasil imita Israel e inicia as negociações para possibilitar uma candidatura de terceira via

Charge O TEMPO 29-04-2021

Charge do Duke (O Tempo)

Vicente Limongi Netto

Forte coincidência ou boa análise. Fico contente. Sem cabotinismo. São 50 anos de vivência política. O fato é que meu texto na Tribuna da Internet, no dia 15, despertou cabeças pensantes, colunistas, pauteiros, analistas e políticos. O rosário de suites continua. Os arquivos não mentem.

Clamei para que os ventos democráticos de Israel cheguem ao Brasil para enfrentar a forte polarização entre Bolsonaro e Lula. Lembrando que em Israel a coalizão de oito partidos oposicionistas acabou com o que parecia impossível, a era Netanyahu.

FALTA DE GRANDEZA – Nessa linha, ponderei que o tempo passa e caciques de partidos contrários a Lula e Bolsonaro parecem distantes da sabedoria política. Salientei a falta de grandeza e desprendimento para chegar-se a um candidato que sensibilize e atraia o eleitorado na disputa com Lula e Bolsonaro. Hora da onça beber água. Do mato a cobra e mostro o pau: Merval Pereira, O Globo, dia 17:

“Procura-se uma alternativa entre Lula e Bolsonaro”. Também no Globo, dia 18, Bernardo Mello Franco, “A agonia da terceira via, com fuga de candidatos de direita (ou centro) com Luciano Huck”. Alerta do deputado Rodrigo Maia: “Ciro e Dória precisam se acertar”. Luiz Carlos Azedo, Correio de 18/6: “Os partidos que se articulam para ter uma candidatura única – DEM, Podemos, PSDB, PV, Solidariedade, Cidadania e MPB – discutem essa alternativa, mas não descartam a ampliação do grupo, com a incorporação do PSD, do PDT, da Rede e do PSB, se o desejarem”.

PARA DEFENDER A AMAZÔNIA – ‘Sou candidato para defender a Amazônia’, diz Arthur Virgílio Neto sobre as prévias presidenciais no PSDB. “Chego a essa disputa com 32 anos de serviços prestados ao PSDB e com a bandeira da defesa da Amazônia. Já está mais do que na hora do país enxergar a Amazônia da forma que deve ser vista”, afirmou o presidente do diretório regional do PSDB no Amazonas e candidato às prévias presidenciais que serão realizadas em novembro deste ano.

“Eu tenho a honra de ser um dos quatro nomes a disputar essas prévias e todos os candidatos têm bagagem para essa disputa”, continuou. “O PSDB tem quadros, sempre foi um partido de quadros fortes”.

Arthur Virgílio destacou que vem lutando para a realização das prévias desde 2018, porque esse é o caminho para a união do PSDB, partindo da democracia interna para consolidar o Partido da Social Democracia como alternativa real de poder, diante das opções extremas que hoje existem.

UM LUGAR DE HONRA – “O PSDB governou por oito anos e, quando não ganhou as eleições, foi o segundo, sendo escolhido pelo país para ser o fiscal do governo eleito. Muita gente não entende isso, mas é um lugar de honra, de respeito”, afirmou Arthur Virgilio, que está convencido de que o PSDB, independentemente do resultado das prévias, sairá coeso para o pleito de 2022.

“Eu mudaria a política internacional em relação à Amazônia em 180 graus. O Brasil é hoje um país completamente desprestigiado, o que pode se tornar uma ameaça real. Vou apresentar um projeto de governo que vai contemplar bastante essa análise. Temos um ministro do meio ambiente que é o avesso do bom senso, que é o avesso da boa-fé, eu diria que ele é um inimigo da Amazônia, dos índios e do uso sustentável das nossas riquezas”, denunciou o ex-prefeito de Manaus.

TROPA SEM CHOQUE – A destrambelhada, atabalhoada e desesperada tropa sem choque de Bolsonaro, versada em shows apelativos de histeria, falta de educação e subserviência ao governo, deu outro espetáculo deprimente, ridículo e patético, durante o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

O script de papelão do roteiro de destemperos dos serviçais do chefe da nação foi comandado pelo filho 01, do mito de barro, senador Flávio Bolsonaro, rei das rachadinhas. O senador (vá lá, vá lá) carioca, que não é titular nem suplente da comissão, usou as habituais armas de xingamentos e ameaças quando o presidente é acuado com argumentos, verdades e fatos.

O insolente ainda levou deputados serviçais do pai dele. Wilson Witzel não se intimidou com os arreganhos do filho 01 do mito de plástico, chamando-o de “mimado e sem educação”.

CAOS SANITÁRIO – Witzel repudiou o “linchamento moral” ao qual foi submetido e acusou Bolsonaro de ser o “único responsável pelo caos sanitário que abala o país, já perto de 500 mil mortos”.

Afirmou que o “Brasil não tem rumo”, transformado por Bolsonaro numa “república chavista ao contrário”. O depoente manifestou esperanças que será reconduzido pelo STF, ao cargo do qual foi apeado de “forma inaceitável”.

Santos Cruz desponta como exemplo de militar dedicado a servir ao Brasil, acima de tudo e de todos

Santos Cruz, sempre inflexível na defesa do interesse público

Vicente Limongi Netto

Em memorável artigo no Estadão do dia 13, intitulado “Por que envolver o Exército em crise política?”, o general Santos Cruz foi verdadeiro e implacável com o ex-amigo Bolsonaro. Segundo o altivo, firme e isento oficial, “o Brasil não merece uma polarização entre quem já teve oportunidade de governar e se perdeu em demagogia e escândalos de corrupção e quem mostra diariamente que tem como objetivo um projeto de poder semelhante, apenas com sinal trocado”.

O artigo de Santos Cruz começa demolidor e irretocável: “A resposta é simples: o sonho chavista de poder do presidente que tenta usar o Exército em seu projeto pessoal. O Brasil não é a terra do ídolo inspirador do presidente e não vai se transformar em algo similar. Aqui, “EB” quer dizer Exército Brasileiro e não “Exército Bolsonarista”.

EXEMPLO DE COALIZÃO – Ventos democráticos e sensatos das eleições israelenses seriam bem-vindos ao Brasil, onde é imensa a polarização do pleito presidencial, entre Bolsonaro e Lula. Em Israel, a coalizão de oito partidos, unindo conservadores e esquerdistas, foi fundamental para derrotar e acabar com o que parecia impossível – a era Netanyahu.

Nessa linha, no horizonte brasileiro, Bolsonaro e Lula trocam farpas e passeiam na rinha sem dar a mínima para outros possíveis candidatos. Dão a entender que, além deles, não existem mais adversários. O tempo passa e caciques de partidos contrários a Lula e Bolsonaro parecem distantes da sabedoria política demonstrada em Israel. Preferem seguir enfadonhos devaneios pessoais.

Amontoam especulações, conversas inconclusivas e intermináveis e fartas declarações dúbias. Perdem tempo em costuras que passam longe dos interesses coletivos. São políticos rodados e experientes eternamente fascinados pelo poder. Sem grandeza e desprendimento para trabalhar e exortar união em torno de um candidato que sensibilize e atraia o eleitorado, na disputa contra Lula e Bolsonaro.

HIPOCRISIA – O técnico Tite entrou na onda hipócrita e servil dos jogadores da seleção, criticando o presidente da CBF, Rogério Caboclo, acusado de assédio a uma funcionária da entidade. Atleta de futebol, sobretudo os famosos, não servem de exemplo, pelo contrário, para deitar falação, nem têm autoridade para jogar pedras em ninguém.

Reafirmo: não se pode condenar antes de julgar. Atire a primeira pedra quem nunca errou ou escorregou feio na maionese. Se Rogério Caboclo errou, que pague diante dos rigores da lei. Se for inocentado ou punido sem maiores consequências, que volte ao cargo. No qual vem trabalhando pelo futebol pentacampeão, apoiando as categorias femininas e masculinas.

Pregoeiros do caos adoram se fantasiar de paladinos da ética e posar de carrascos. Mas não têm moral nem autoridade para impor normas de conduta a ninguém.

JORNALISTAS NA COVID – Boa sacada, a divulgação de mensagens e áudios de jornalistas do grupo Globo, mostrando sua dedicação ao trabalho contra a pandemia, suas reações e dificuldades. Enfatizando laços familiares e amizades.  

Longe dos computadores e câmeras, jornalista é ser humano igual aos outros. De carne e osso. Briga, ama, chora, protesta, rala, xinga. Tem boletos para pagar e faz parte ativa e importantíssima da trincheira humana empenhada em resistir aos males da pandemia.

Ministro Gueiroga se equilibra na corda bamba e Bolsonaro está doido para derrubá-lo

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Vicente Limongi Netto

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, está no dilema da peça de Oduvaldo Viana Filho e Ferreira Gullar: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Caso endosse a maluquice de Bolsonaro contra o uso da máscara pelos vacinados ou curados, está fadado a se desmoralizar e se tornar irmão siamês do ex-ministro Eduardo Pazuello, o serviçal fardado.

Como tem de discordar do atabalhoado presidente, o “tal Queiroga” cai em desgraça e deve ser o quarto da lista. Tem que se equilibrar na corda bamba, sem rede por baixo

500 MIL MORTOS – Triste cenário da quadra brasileira. Estamos à mercê de atitudes desvairadas e irresponsáveis de um chefe da nação que parece torcer para o Brasil alcançar, ainda em junho, o patamar desesperador de 500 mil mortos pela covid-19.

Enquanto isso, na CPI, o  senador Marcos Rogério (DEM-RO), além de esmerado subserviente ao governo Bolsonaro, revela outro torpe desvio de conduta — a falta de educação.

Desesperado, sem argumentos, foi grosseiro e rude com o senador e médico baiano, Otto Alencar, o integrante mais idoso da CPI da covid-19.  Mas Alencar naõ se intimidou e respondeu no tom que a estupidez do transloucado  Rogério merecia. 

MOSTRANDO SERVIÇO – Arrogante e pretensioso, sempre na ânsia de mostrar repugnantes serviços ao Palácio do Planalto,  o enfadonho e empolado senador tem  o patético  costume de desapreciar as decisões do presidente Omar Aziz, do vice-presidente Randolfe Rodrigues  e do relator Renan Calheiros.

Quando mostra-se acuado diante das sandices que defende e não tem mais argumentos, Marcos Rogério tumultua os trabalhos da comissão, com provocações, intromissões e pérfidas ironias, tentando agradar Bolsonaro. 

Outro que deu vexame na CPI foi Angelo Denicoli, militar demitido segunda-feira do cargo de diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS. Por incrível que pareça, no mesmo dia foi contratado para o gabinete da presidência da Petrobras, como gerente-executivo. 
INFORMAÇÃO FALSA – Segundo o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, o bajulador Delicoli notabilizou-se no ministéiro da Saúde por ter publicado em sua conta no Instagram uma informação falsa sobre a hidroxicloroquina, anunciando que uma organização dos EUA aprovara seu uso para tratamento de todos os casos de Covid. Publicou ainda em seu perfil críticas à OMS.
Agora , aparece nomeado para a Petrobras no mesmo dia em que foi demitido no Ministério da Saúde, numa velocidade inacreditável, foi a nomeação mais rápida da História Universal.
A Petrobras  tem Código de Ética. Será que vai examinar quem é esse novo gerente-executivo? A nomeação-relâmpago mancha a marca Petrobras que vinha se recuperando de repetidos escândalos.

Na CPI, a atuação mais ridícula é de Eduardo Girão, que pensa ser “enviado de Deus”

Girão não quer apurar nada e fica tumultuando a CPI

Vicente Limongi Netto

Na CPI da Covid, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) está se comportando como um franciscano de plástico, enfiou na cabeça que é enviado de Deus. Desagradável e empolada figura, usa em vão o nome de Alan Kardec para exibir toda sua colossal subserviência ao Palácio do Planalto.

Fantasiado de homem puro para salvar os pecadores do planeta e da CPI da Covid, dorme com sandálias da blasfêmia. O que seria dos bons espíritos se Girão não existisse? O “paz e bem” da boca para fora do loroteiro Girão ecoa como lições de cinismo e oportunismo, na comissão.  #xôgirão.

AMEAÇAS E OFENSAS – O senador Renan Calheiros está recebendo insultos e ameaças pelo WhastsApp e redes sociais. É a tática imunda e covarde dos fantoches governistas tentando intimidar o relator da CPI da Covid. Calheiros reage com bom humor e avisa que não vai ficar “batendo boca com robozinho”.

Essa robotização é uma praga de abjetos e subservientes rastejando para alquimistas palacianos. É o desespero batendo na porta do governo. As investigações apuradas e checadas pela CPI anunciam nuvens negras e fortes tempestades nos telhados do Palácio do Planalto.

Os alicerces e paredes da bela obra de Oscar Niemeyer vão tremer. O último a fugir do terremoto que chame Bolsonaro e o serviçal fardado, Eduardo Pazuello para apagar as luzes da empulhação, do deboche e insensibilidade diante das mais de 470 mil mortes, vítimas da pandemia.

EXISTEM LIMITES – Afirmações firmes, republicanas e serenas do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, no Correio Braziliense de 03/06, a propósito da reforma administrativa, advertindo que precisam ser fixados e salientados limites para engravatados oportunistas, palanqueiros e demagogos:

“Esta presidência não admitirá, em hipótese alguma, nenhum ataque aos servidores atuais, ao direito adquirido, a tudo que está posto hoje na legislação”, disse Lira, explicando que a Constituição é clara a respeito.

Nomeação de Pazuello representa uma afronta à opinião pública e também às Forças Armadas 

O general Pazuello vai cuidar dos Estudos Estratégicos

Vicente Limongi Netto

Mais duas insanidades ultrajantes e irresponsáveis do irrecuperável Bolsonaro. Irresponsavelmente e sem fazer prévias avaliações, autorizou a realização da Copa América no Brasil. Ainda não-satisfeito, nomeou o subserviente general Eduardo Pazuello para exercer funções relevantes no governo, como responsável pela Secretaria dos Estudos Estratégicos do governo.

Na verdade, foi uma afronta à opinião pública e às Forças Armadas. Em respeito às normas disciplinares do Exército, o ex-ministro da Saúde deveria ser exemplarmente punido por participar de ato político com Bolsonaro.

CAXIAS DE LUTO – Ao agir assim, o mito de barro também expõe ao ridículo as valorosas Forças Armadas.  “O patrono do Exército, Duque de Caxias, está de luto”, lamentou o ex-presidente do Superior Tribunal Militar (STM), tenente-brigadeiro Sérgio Xavier Ferolla, em entrevista ao Estadão.

As duas decisões do debochado chefe da nação humilham o bom senso e agridem familiares dos já perto de 500 mil brasileiros mortos pela covid. #ansiadevômito.

UM LIVRO NOTÁVEL – O novo livro do professor Carlos Augusto Sanches, mestre e doutor em Educação, “Epopeia Italiana em Manaus”,  é essencial e importante para historiadores e público em geral desejosos em conhecer pormenores marcantes da colônia italiana no Amazonas e no Brasil. Recomenda-se que o livro de Sanches passe a ser encontrado, estudado e pesquisado  nas bibliotecas públicas e particulares.

Por rigorosa exigência histórica e sentimental. Sanches já merecia ser imortalizado pela Academia Amazonense de Letras.  Segundo o autor da magnífica obra, “A imigração italiana em Manaus tem sua essência nos movimentos migratórios condicionados a expansão do capitalismo europeu que direcionou para o continente americano e especificamente Manaus, foco do estudo”.

ERA DOS PIONEIROS – Relata Carlos Sanches que  as famílias italianas se estabeleceram nas atividades mercantis e profissionais na Amazônia. O próprio Sanches é da família Conte.

“Em Manaus, revela Sanches, as famílias Conte, Russo, Calderaro, Aronne, Celani, Biondi, Pelosi, Limongi, Cardelli, Desideri e Faraco”. Em Belém, prossegue o escritor, se estabeleceram as famílias Grisolia, Conte, Falesi, Verbicaro, Mileo, Calderaro, Florenzano, Vallinoto, Megale, Priante, Savino, Cerbino, Libonati e Tancredi”.

Na construção da sociedade amazônica também contribuíram muitos imigrantes com seu trabalho anônimo de engraxates, jornaleiros, verdureiros, carregadores, estivadores, ferreiros e vendedores ambulantes.

DE PORTA EM PORTA – Uns ofereciam seus serviços de porta em porta como consertos de sombrinhas e utensílios domésticos; outros tinham banca de engraxate próximo do terminal de trem ou no comércio, onde também consertavam sapatos”, prossegue Carlos Sanches:

“Na Amazônia predominaram os imigrantes vindos da Itália Meridional, de regiões como Calábria, Basilicata e Campânia. Ocorreu também emigração da Itália Setentrional, das províncias de Vêneto, Lombardia, Ligúria, Emilia Romagna,  da Itália Central e das províncias de Toscana e Lazio”.

Na página 147, Sanches lista famílias calabresas, lucanas e campanas, que chegaram até o início do século XX ao Pará e ao Amazonas, segundo região de origem e cidade de destino. Meu xará e avô paterno aparece na lista como o número 50: Limongi – Basilacata Potenza Maratea –  Manaus.

EMOÇÃO DO NETO – Tenho orgulho da odisseia vigorosa do meu avô. Desfrutamos de bons momentos e eu costumava ir na Sapataria Limongi, fundada por ele. Nossa família era numerosa e unida.

A emoção de neto com 76 anos de idade sugere que eu respire fundo para então prosseguir contando trechos do fascinante livro de Carlos Sanches.

Na foto da capa, aparecem Sanches e a mulher, Íris Paula da Silva Sanches, vestidos com trajes da época dos imigrantes italianos. E voltando à família do imigrante Conte: a senhora Filomena Conte casou-se com o senhor Jesus Benito Sanches. Tiveram 5 filhos, entre eles, o autor do livro.

Carlos Sanches sublinha que a história dos imigrantes italianos, continua sendo escrita através de seus descendentes. “Uma história de gente corajosa, amante do trabalho digno. Uma gente brava e gentil, ao mesmo tempo rude e carinhosa que ajudou com seu suor a forjar as bases da economia de Manaus”.

MANAUS ANTIGA – Outro personagem do livro é o advogado Délio Conte, filho do imigrante Domingos Conte, um dos grandes comerciantes no ramo de sapataria, a exemplo do imigrante Vicente Limongi, nas duas primeiras décadas do século passado. Délio recorda passagens de Manaus dos velhos tempos. Onde é a sede do Rio Negro Clube e a Praça da Saudade foi o Cemitério São José. Havia o Aeroporto de Ponta Pelada, de chão barrento.

Os bondes eram meios de transportes. Profissões daquela época eram carvoeiro, geleiro, açougueiro, peixeiro e vendedor de frutas. A graxa Amazônia foi inventada pelo pai dele, Domingos.

FAMÍLIA CABRAL – Délio falou de um rapaz chamado Cecílio Cabral, irmão de Bernardo Cabral. Conhecido como Caroço, que um dia foi beber no bairro de Flores, num quiosque no final da linha do bonde.

“Caroço tinha um físico avantajado e ocorreu um desentendimento com um policial que atirou e matou Caroço. Bernardo Cabral cursou Direito e se formou em advogado. Se tornou Delegado de Policia, exerceu vários cargos importantes e por fim foi Ministro da Justiça no Governo de Fernando Collor de Mello”.

Sinal dos bons tempos! Pela primeira vez, em 143 anos, uma mulher comanda a redação do Washington Post

Sally Buzbee

Sally Buzbee foi homenageada após ser escolhida

VICENTE LIMONGI NETTO

Notícia pouco divulgada, auspiciosa, desafiante e tocante: Pela primeira vez, em 143 anos, uma mulher vai comandar a redação do famoso “Washington Post”. Trata-se de Sally Buzbee, atualmente vice-presidente da agência Associated Press.

A partir de junho, Sally assumirá o comando de quase mil profissionais. Nessa linha, observo e saliento que a jornalista Ana Dubeux, que não conheço de vista nem de chapéu, diria Machado de Assis, exerce a diretoria de redação do Correio Braziliense com dedicação, isenção e competência. Os textos dela são incisivos.

ANALISA OS DESTAQUES –  A diretora do Correio costuma fazer um apanhado dos fatos relevantes da semana. Notícias que estimulam a fé e a confiança no ser humano. Ana Dubeux também não escamoteia acontecimentos que brutalizam a sociedade. Geralmente atrelados na covardia, na hipocrisia e na torpeza do patrulhamento sórdido e atrasado.

No Correio do dia 16, Ana Dubeux foi certeira com o desapontamento e a chatice dos rancorosos que vivem no mundo da lua e não admitem que o jornal edite verdades que doem. Mudem de jornal ou sejam donos de um. Patéticos e medonhos.

“O fato é: o Brasil não levou a sério a pandemia. Negligenciou os cuidados, recusou vacinas, debochou dos alertas científicos, sapateou em cima das estatísticas de morte. Só a verdade resgata a paz”, escreveu a diretora.

CONFIAR NO CENTRÃO? –  Sem novidade – pelo menos para mim e leitores da Tribuna da Internet. Nada de modéstia. Sexta-feira, o Estadão publicou artigo do “The Economist”, intitulado “Bolsonaro, um presidente sob cerco”. Termina com palavras luminares de Rebeca Lucena, da Consultoria BMJ, como se estivesse descobrindo nova vacina contra a covid: “O Centrão não é leal. Se o navio estiver afundando, eles vão mudar de barco”.

É mesmo, Rebeca? Nada diferente do que escrevi, aqui na nossa Tribuna, no meu artigo do dia 23 de maio: o Centrão é volúvel e guloso. Seus membros odeiam dieta. Apoiam e mostram-se fiéis a quem oferece mais vantagens.

Nesse sentido, a leitora Thelma B. Oliveira também argumenta firme e forte.  É cáustica e certeira (16/5): “O povo espera que se cumpra toda a investigação, mesmo após o morticínio. Não é simples troca de ofensas. Faltou vergonha na cara ao apostar em tratamento fajuto.  A verdade deve prevalecer, mesmo tardiamente. Por mais dolorosa e escabrosa que seja”.

NO “MODO IRONIA” – Bolsonaro vibrou com a iniciativa norte-americana de sortear rifa para premiar quem se vacinou contra a Covid. A jovem Abbigail Bugenske, 22 anos, de Ohio, foi a vencedora e ganhou 1 milhão de dólares.

O presidente Bolsonaro deu ordens expressas para a Caixa Econômica Federal, o BNDES, a Petrobrás e o Banco do Brasil façam o mesmo, distribuindo prêmios através de rachadinha, desculpem, através de raspadinha.

Mandou Paulo Guedes raspar o cofre. Tudo pelas vacinas. Bolsonaro vai calar a boca dos adversários. O Brasil acompanha e sabe que é essa a maior preocupação do presidente Bolsonaro desde o início da pandemia.

PRÊMIOS BOLSONÁVEIS – Os brasileiros sorteados na megaoperação contra a Covid-19 ganharão latas de leite condensado e caixas de chicletes e de cloroquina pelo resto da vida. Também serão homenageados com churrasco na mansão do senador Flávio Bolsonaro.

Os felizardos serão vacinados por notáveis brasileiros. Entre eles, o próprio Bolsonaro, o general Eduardo Pazuello, além de Fabrício Queiroz, Augusto Aras, Arthur Lira, André Mendonça e pelos irmãos Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro.

Senadores da tropa de subservientes de Bolsonaro, na CPI da Pandemia, como Eduardo Girão e Marcos Rogério, também sonham em participar da operação. Ficarão radiantes e eternamente agradecidos ao mito, e isso nem Freud explica. 

“É um exagero”, afirma Arthur Virgílio sobre a convocação de Bolsonaro para a CPI

Virgílio defende o respeito à isonomia dos poderes

Vicente Limongi Netto

O ex-senador e ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), usou suas redes sociais nesta quarta-feira (26.5) para se posicionar contra o requerimento apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é vice-presidente da CPI da Pandemia, convocando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a ser ouvido pelos parlamentares na condição de testemunha.

“A convocação de um presidente para uma Comissão Parlamentar de Inquérito é um exagero. Há um arsenal de armas dentro da democracia para puni-lo por seus erros, como a figura do impedimento – no próprio Congresso Nacional – e a representação no Supremo Tribunal Federal. Na democracia não cabem hipérboles, basta apenas o cumprimento da lei”, escreveu Virgílio.

QUEBRA NA ISONOMIA – Ainda segundo o político amazonense, a medida é uma quebra na isonomia de poderes. “Todos sabem da minha posição de oposição ao governo de Jair Bolsonaro. Mas, coerente com a minha luta pela democracia, não concordo com a convocação do presidente para CPI da Pandemia”, defendeu, ao lembrar do trágico suicídio de Vargas e o episódio da República do Galeão.

“Com todo respeito e amizade ao senador requerente, mas não sou a favor de atitudes extrademocráticas, extranormais ou extrajustas. Todas as vezes que houve golpe neste país nós perdemos, porque só ganhamos, verdadeiramente, com a democracia”, finalizou Arthur Virgilio.

A proposta do senador Randolfe Rodrigues ainda não foi votada, uma vez que o regimento interno do Senado prevê que um requerimento deve ser apresentado com, pelo menos, 48 horas de antecedência para ser apreciado pela CPI.

Nesta fase caótica que o país enfrenta, a experiência política deve ser valorizada

Sarney diz que Bolsonaro está no meio do furacão

Vicente Limongi Netto

O Correio Braziliense de 24/5 publicou matérias com dois líderes do MDB. Expoentes da política. Forjados em lutas democráticas e voltados ao bem comum. O ex-presidente José Sarney, que continua na ativa, e o senador Renan Calheiros, relator da CPI da Pandemia. O político, jornalista e escritor maranhense, membro da Academia Brasileira de Letras e acadêmico, em sua gestão na Presidente da República teve a missão histórica de conduzir o Brasil à normalidade democrática.

Na entrevista ao Correio, Sarney exortou o respeito à ciência e a necessidade de maior empenho e solidariedade por mais vacinas. “Temos que bater em duas teclas, ajuda à sobrevivência, superação da fome e do desemprego e emprego, emprego, emprego”.

VITALIDADE DO MDB – O senador Renan Calheiros, por sua vez, salienta a vitalidade política e eleitoral do MDB. Acentua o espírito democrático do partido e as fortes convicções pelas liberdades, voltadas para o engrandecimento da convivência humana. Calheiros enfatizou:

“Não serei relator das minhas convicções, mas das provas reunidas durante a investigação. Terei coragem para inocentar os que merecem e dignidade para denunciar eventuais responsáveis”. E prosseguiu:”Minha isenção e imparcialidade são premissas inarredáveis, inegociáveis. No futuro, minha condição de relator jamais será objeto de arguições de suspeição”.

Ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, Renan finaliza exemplarmente: “Não contem comigo para vinditas ou perseguições”.

TROPA SEM CHOQUE – Ainda a propósito da CPI, é patética a tropa de serviçais do Palácio do Planalto. Com argumentos rasos, usam notícias requentadas e fora do contexto da comissão.  Disputam entre si para ver quem leva o troféu do mais repugnante puxa-saco de Bolsonaro. São medíocres e verborrágicos.

O filho 01 do mito de araque, Flávio Rachadinhas Bolsonaro, geralmente abre a boca para tumultuar os trabalhos. Um dos fantoches, Marcos Do Val, chegou ao cúmulo da idiotice e do desespero de exigir, em requerimento, a troca do relator.

Outros governistas sabujos são os medonhos Marcos Rogério e Eduardo Girão, uma dupla de parlapatões para o Senado. Pobre Senado. 

POUCO SE APROVEITA – Metidos a sabidões, Pouco ou nada se aproveita do que os membros da tal tropa de choque usam como argumentos. E a lista dos melancólicos não acabou.

Ciro Nogueira é um deles. Declarou, sem nenhum pudor, que o depoimento do mentiroso Pazuello foi “magnifico e perfeito”. Não teme ser punido pelo papai do céu. Além dele, há o  gaúcho que fala aos berros, Luiz Carlos Heinze. Galhofeiros engravatados.

Como observou o jornalista Sérgio Augusto, no Estadão do dia 22, sobre essa turma:”É preciso ter um bocado de coragem para ser tão subserviente”.

PAZUELLO SE EXPLICA – Ninguém sabe o que Pazuello disse a seu amigo Braga Netto, ministro da Defesa. Eu imagino que tenha sido o seguinte.

“Não tinha a intenção de subir no carro de som. Mas o presidente me chamou e alguns admiradores insistiram. Releve minha fraqueza. Topei porque passaram pela minha cabeça recordações da infância. Quando subia nas mangueiras com amiguinhos do peito. Saudades daqueles tempos, Braga. E subi no carro de som.

É duro mentir em comissões de inquérito. Tento fazer tudo com a maior desenvoltura. Tenho orgulho das minhas missões cumpridas. Parece que vou ter de depor de novo, é uma chatice. Mas a ordem é livrar a cara do presidente, então vamos lá.

Lá em cima, no carro de som, todo mundo riu quando o presidente gritou ao microfone que eu era um gordinho camarada. Todos bateram palmas. O presidente se empolgou e me passou o microfone. Falei apenas meia dúzia de palavras. Foi só isso o que aconteceu, pode acreditar.

Com ofensas e ironias, Bolsonaro ataca a Zona Franca e recebe pronta resposta de Aziz e Braga

Omar Aziz colocou Bolsonaro no seu devido lugar

Vicente Limongi Netto

Decididamente, Bolsonaro é o fim da picada. Prossegue desfiando o desalinhado, patético, mesquinho e irresponsável rosário de insultos, ódios e destemperos antidemocráticos e vulgares. Diariamente o mito de meia pataca se supera em declarações infames. Mostra que não tem postura nem compostura para exercer a chefia da nação.

O desespero corrói a alma, o coração e os neurônios do presidente. Nessa linha, agora mira seu inacreditável arsenal de ameaças, torpezas, canalhices e indignidades contra o modelo econômico vitorioso da zona franca de Manaus.

IRONIAS E AMEAÇAS – Emenda constitucional aprovada e promulgada validou a zona franca até 2073. No entanto, Bolsonaro dirigiu-se com ironias, insinuando ameaças a zona franca e aos senadores do Amazonas, Omar Aziz e Eduardo Braga, presidente e membro titular da CPI da Pandemia.

Tentou intimidar e esmorecer o trabalho isento e vigilante dos dois parlamentares, mas Aziz e Braga repudiaram as sandices e porra-louquices do destrambelhado presidente.

Em política vale tudo. De chute na virilha a juras de amor que acabem em casamentos. Contanto que renda votos. Só não pode perder. O animal político é insaciável. 

DE HOJE PARA AMANHÃ – Duros adversários de ontem podem vir a ser aliados de amanhã. Às favas, escrúpulos e más recordações, recheadas de mútuas acusações. Arquivos e vídeos não mentem. Mas o cinismo embrulhado em busca do poder, supera tudo.  Muitas vezes os arranca-rabos entre políticos não livram nem a cara das mães. Coitadas.

Nesse sentido, Lula reuniu-se com Fernando Henrique Cardoso. Na casa do ministro aposentado do STF e ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim. Profissionais civilizados. As orelhas de Bolsonaro estão pegando fogo. A demanda do ex-presidente e sociólogo tucano será ampla e poderosa.

COSTURAS FUTURAS – Da cartola do encontro entre o calejado trio pode-se prever costuras futuras. Lula na rinha presidencial com vice do PSDB, não se descarta o nome do próprio FHC, e Nelson Jobim para ministro da Justiça.

O fato indiscutível é que a conversa existiu. Negar a validade do encontro é amadorismo politico.  O estrilo é livre. As críticas aos dois prosseguirão fortes. Bolsonaro deu chances aos desafetos e adversários se unirem contra ele. Aguente o tranco. Apenas xingar, tática do presidente, é colossal desatino.

MANUAL DE REDAÇÃO – Por fim, pedi a meu amigo Heraldo Pereira  que alerte o barbudo Bonner (JN de sexta-feira, 21/5) que Nelson Jobim não é “ex-ministro” do STF, mas, sim, “ministro aposentado” da Suprema Corte.

É de pasmar, com uma equipe de dezenas de profissionais, Bonner não pode nem deve passar informações equivocadas para o telespectador.

Diga a ele, craque Heraldo, que no STF não existe a figura de ex-ministro. É ministro da ativa ou ministro aposentado. São aposentados, por exemplo, Gracie, Jobim, Veloso, Barbosa, Pertence, Sanches e Brito. Todos, aliás, continuam recebendo salários.  Ex-ministro não recebe salários.

Não adianta tentar esconder: a CPI é preliminar da disputa entre Bolsonaro e Lula

Vicente Limongi Netto

Tolice esconder a realidade: a CPI da Covid, além de investigar omissões, falhas e irregularidades do governo no combate a pandemia, é, também, preliminar da disputa presidencial entre Bolsonaro e Lula. Não tem para mais ninguém.

Não brigo com fatos. Pelos depoentes já ouvidos e diante das investigações que vão se aprofundando, o atual placar do jogo é amplamente favorável a Lula.

TÊM O COURO DURO – O presidente, o vice-presidente e o relator da comissão, mostram isenção. Agem com lisura. Não são crianças. Levam pedradas, mas têm o couro duro. Por seu turno, os senadores governistas estão tontos. Sem munição suficiente para retrucar acusações e revelações. Que crescem como bolas de neve.

Diante do cenário político desastroso que se avizinha, para si e para o governo, Bolsonaro parte para o ataque. Com agressões e xingamentos ao relator e à própria CPI. Inclusive em Alagoas, Estado e reduto político de Renan Calheiros, onde o filho é governador.

O objetivo do chefe da nação é intimidar e enfraquecer o trabalho do senador do MDB. Se puder, arrancá-lo da relatoria.

ALIADO DE LULA – Calheiros é declarado aliado político de Lula. Destrambelhado, Bolsonaro já mandou o filho senador, fantoche de luxo do Palácio do Planalto, também provocar e escoicear Calheiros.Quanta besteira, Manuel Bandeira, bradaria o saudoso mestre Helio Fernandes. 

Política equivocada, superada e desastrada.Pai e filho fazem política com o fígado e não com o cérebro. Bolsonaro mostra que pouco ou quase nada aprendeu nos 28 anos que passou no Congresso, como deputado federal. 

Por sua vez, Lula igualmente tem recebido duros insultos de Bolsonaro. Macaco velho, Lula não passa recibo. Os desatinos de Bolsonaro crescem, na medida que Lula amplia vantagem, segundo pesquisas do DataFolha.

DEPENDE DO CENTRÃO – Bolsonaro que trate de mudar o foco vesgo e ensandecido de fazer politica e comece a cuidar da sua tábua de salvação, o famoso e imaculado Centrão. Sem perder de vista que o Centrão já foi parceiro amoroso de Lula e Dilma.

O Centrão é volúvel e guloso. Seus membros odeiam dieta. Apoiam e mostram-se fiéis a quem oferece mais vantagens.

E de volta à cena política o articulado Eduardo Cunha, responsável por colocar em votação, na Câmara, o pedido de impeachment de Dilma, enfraquecendo o PT e elegendo Bolsonaro. No canal CNN, já deu ácidas cutucadas na CPI e no relator Calheiros. Cunha tornou-se o mais novo amigo de infância de Bolsonaro. Quer a todo custo mostrar serviço e eleger-se deputado federal pelo Rio de Janeiro. À custa de Bolsonaro. 

PAZUELLO EM CENA – O logístico ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, vai com tudo para a CPI da Covid. Com o santinho do patrono do Exército, Duque de Caxias, no bolso. Embaixo do braço, receitas de cloroquina e chás caseiros. Com o peito estufado, vai encarar as perguntas mais solertes. Sem medo da verdade. Não dará vexame. Sabe que nunca mentiu. Tem fidelidade canina pelo mito das trevas. Sabe as respostas na ponta da língua.

Espera não ser aborrecido pelos senadores quando perguntado porque se omitiu no cargo, sobretudo durante as tragédias pela Covid, no Amazonas. Também subirá nas tamancas, se algum senador tiver o desplante de saber porque sua passagem pelo ministério da Saúde foi um colossal desastre. Lá pelas tantas, pedirá trégua para ir ao banheiro.

É FANTÁSTICO! – Na edição do último domingo, tivemos uma pérola no programa “Fantástico”. Foi no texto – habitualmente em tom arrogante – do jovem repórter que surgiu na Globo de Brasília, fazendo um balanço da CPI da Covid.

O jornalista global recordou o depoimento do presidente da Anvisa, informando que se tratava de Barras Torres, Almirante da Marinha.

E eu, provocador repórter de 76 anos, que sempre achei que o Barras Torres era Almirante do Exército…???!!! Faço o quê da vida?!