‘Colocar Pazuello como ministro da Saúde foi uma decisão de risco’, diz o vice Mourão

Vice-Presidente da República em Exercício Hamilton Martins Mourão concede entrevista à Radio Jovem Pan.

Mourão afirma que Pazuello precisa comparecer à CPI em trajes civis

Guilherme Mazui e Fábio Amato
G1 — Brasília

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta sexta-feira (7) que a nomeação do general Eduardo Pazuello para o cargo de ministro da Saúde foi “uma decisão de risco” do presidente Jair Bolsonaro. Demitido do cargo em março, Pazuello deveria ter sido ouvido nesta semana pala CPI da Covid.

Entretanto, ele pediu para que o depoimento fosse adiado, sob a alegação de ter tido contato com dois militares diagnosticados com a doença.

TEM DE COMPARECER – “Acho que, independente de ser general da ativa ou da reserva, a colocação do Pazuello como ministro da Saúde foi uma decisão de risco, independente disso aí. Óbvio que agora, com essa questão da CPI, o Pazuello não pode se furtar a comparecer e prestar lá o seu depoimento”, disse Mourão.

O vice-presidente também defendeu que Pazuello não vá à CPI depor em trajes militares, já que foi convocado pela comissão na condição de ex-ministro da Saúde.

“É óbvio que ele vai ser pressionado, então, ele tem que manter a calma. Existe um velho ditado militar que sempre diz o seguinte: cabeça fria no corpo quente. Então, é dessa forma que ele tem que se comportar. Não tem que ir fardado, porque ele não estava em uma função militar. Apesar dele ser um general da ativa, ele estava em uma função civil, tem que comparecer em trajes civis que era a função que ele estava exercendo. E suportar a pressão”, afirmou Mourão.

FALTA DE EXPERIÊNCIA – Pazuello chegou ao Ministério da Saúde em abril de 2020 como secretário-executivo. Sem nenhuma experiência na área, ele assumiu o comando da pasta interinamente, após a demissão de Nelson Teich.

A gestão de Pazuello foi marcada pela militarização do Ministério da Saúde (nomeação de militares para postos estratégicos) e pelo discurso alinhado ao do presidente Bolsonaro, o que incluiu a defesa do chamado tratamento precoce da Covid, com uso de medicamentos que têm ineficácia para a doença comprovada cientificamente.

A gestão de Pazuello também ficou marcada pela lentidão nas negociações para comprar vacinas. Foi durante a passagem dele pelo Ministério da Saúde que o país registrou o colapso no sistema de saúde, com falta de oxigênio e medicamentos para intubação de pacientes graves de Covid, provocado pela segunda onda da pandemia e o surgimento de nova cepa do vírus.

INQUÉRITO NO STF – A conduta de Pazuello na crise na saúde no Amazonas primeiro virou inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

Agora, está convocado para prestar depoimento na CPI, faltou e foi remarcada nova data para 19 de maio. E desta vez ele não pode faltar, sem motivo de força maior.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Rompido com Bolsonaro, o vice Mourão agora está à vontade, pode dizer o que realmente acha do governo ao qual pertenceu. Agora, vai ser uma paulada atrás da outra. (C.N.)

10 thoughts on “‘Colocar Pazuello como ministro da Saúde foi uma decisão de risco’, diz o vice Mourão

  1. E o sensacional! é que o Mourão não pode ser despedido. Agora o espetáculo – com bola e tudo – passa para o hate office tuitando, denegrindo pessoas e espalhando fake news.
    Serão muitas emoções…

    • Ele deu uma entrevista, hipotecando apoio à matança de Jacarezinho-RJ. Como se sabe, Mourão e os 01, 02 e 03 não se gostam. Logo, aquele apoio que ele manifestou à Polícia Civil carioca foi uma forma de machucar Flávio Bolsonaro. Pois ele, Mourão, sabe que Flávio é um caudilho miliciano, e as possibilidades de terem tombado saldados de Flávio, nesse mortícinio, são imensas.

  2. Me parece melhor que o louco furioso !
    Mas lugar de milico é na caserna !
    Melhor que desapareçam os dois !!!
    Imediatamente …
    Xô assombrações !
    Credo !

  3. Deixe-me ver se entendi. Quando ministro, a imprensa prostituída, a mando dos barões da bandidocracia, esculachava com o Pazuelo porque ele era general da ativa (um militar). Agora, que ele está fora do ministério, a mesma prostituta faz campanha para ele se comportar como civil. É isso?

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