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Ministros reivindicam análise individualizada de condutas
Dora Kramer
Folha
Há ministros do Supremo Tribunal Federal profundamente desconfortáveis, diria até muito irritados e sentindo-se injustiçados com a tomada das partes pelo todo na descrição que tem sido feita do dano de imagem que atinge a corte.
Alegam a necessidade de que se faça a distinção entre condutas e reivindicam a aplicação do critério da existência de 11 (no presente, 10) supremos, ilhas de atuação independente, no lugar de se olhar o tribunal sob prisma único e com isso se desqualificar a instituição.
JOIO E TRIGO – Uma reivindicação, em tese, justa. Em todas as áreas há o joio e há o trigo, mas para que os maus não contaminem a reputação dos bons é preciso que estes se diferenciem daqueles de modo explícito. Não é o que tem acontecido no STF.
A crise de reputação é enfrentada de maneira reativa. Fala mais alto o espírito de corpo, a proteção dos pares como se isso garantisse — quando de fato prejudica— a correta defesa do conjunto. Há vários exemplos, mas fiquemos em dois dos mais recentes: a proposta de criação do código de ética e as ligações dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli ao liquidado Banco Master.
SILÊNCIO – O primeiro caso, soubemos que Edson Fachin e Cármen Lúcia eram favoráveis; Moraes e Gilmar Mendes, contrários. E os demais? Deles não se ouviu palavra e, pelo silêncio que tomou conta do tema, depreende-se que o tribunal tenha preferido não cuidar de regras de conduta. Conta a ser paga pelo colegiado.
No segundo, vemos um misto de omissão e blindagem diante das desconfianças que recaem sobre os ministros Moraes e Toffoli. Ambos continuam achando-se no direito de não dar explicações, contando com a complacência dos colegas que não veem motivos para suspeições. Ali não se impõe reparo nem a truques processuais claramente questionáveis.
Não se espera que os ministros saiam denunciando uns aos outros, mas se consideram correto continuar dando respaldo a determinadas condutas sem ao menos sinalizar um alto lá, não podem reclamar por compartilharem o prejuízo.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O Supremo está mais dividido do que as correntes da Psicanálise. Tem a ala do Master, formada por
Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, com apoio de Gilmar Mendes, existe a ala do Lula, integrada por Edson Fachin, Cristiano Zanin e Flávio Dino, aos quais Gilmar às vezes se integra; há também a ala de Bolsonaro, com André Mendonça e Nunes Marques; e existem dois ministros que não são de nenhuma ala e evoluem na avenida ao sabor dos acontecimentos — Luiz Fux e Cármen Lúcia. O único fator que os une é o maldito corporativismo. (C.N.)
Togados não precisam de votos.
Eles defecam diante da opinião pública.
Assim como esses agentes polîticos vitalîcios fazem com a Lei e com a Constituição.
Só atendem aos seus interesses espúrios, familiares e pessoais.
Intocáveis.
oi abre alas que eu quero passar… ô marchinha de carnaval aplicável…
Pedro Simon diz que cadeia não ficaria mal para Moraes
O ex-governador e ex-senador do Rio Grande do Sul Pedro Simon, 96 anos, declarou em uma entrevista que foi ao ar na 5ª feira (12.mar.2026) que o ministro do STF Alexandre de Moraes “não ficaria mal na cadeia”.
Para Simon, o Brasil vive a “página mais triste” de sua história. A declaração foi feita ao canal Ulbra TV.
O ex-senador disse: “É a página mais triste da história do Brasil. Eu não sei como é que chegamos a esse ponto.
A gente sempre tinha um respeito pelo Supremo, não era excepcional, mas era digno de respeito.
Mas agora, esse ministro Alexandre… Não ficaria mal na cadeia”.
Simon também criticou o governo Lula (PT). Declarou que os ministérios do presidente “não têm uma capacidade de ação” para o atual momento do país.
“Ele(Lula) vai levando. Vai levando por aqui […] os problemas que aparecem e que desaparecem. Nós estamos vivendo em uma crise permanente, e o Lula faz parte dela”, disse o ex-senador.
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Fonte: Poder360 14.mar.2026 – 18h56 Por Redação
Nos bastidores do Planalto, cresce o incômodo de Lula com Moraes
Barba anda reclamando de Moraes em conversas privadas.
Seu incômodo é que os rolos em que o ministro está metido estão respingando nele, que nada tem a ver com os contratos e os contatos de Moraes e família.
O Globo, Opinião, 15/03/2026 06h20 Por Lauro Jardim
O Lauro Jardim mais uma vez Seconizou. O Lula está no topo da pirâmide do caso Master e é isso que o incomoda. Pensou que o STF/Moraes ia matar no início e viu que o Moraes está tão envolvido como ele. Se a delação sair, não vai sobrar pedra sobre pedra nem na esquerda e nem na direita. Sem falar que o Centrão, com um pé em cada lado, acaba de vez.
Caminhonete usada por Dino custou R$ 480 mil e faz parte de frota blindada do tribunal do Maranhão
Reportagem que levou blogueiro a virar alvo do inquérito das fake news diz que CARRO FICAVA À DISPOSIÇÃO DA FAMÍLIA DO MINISTRO quando ele não estava no Maranhão; ministro diz que equipe detectou monitoramento ilegal e TJ-MA não se manifesta
O veículo usado para deslocamentos do ministro Flávio Dino, do STF, no Maranhão, faz parte de uma frota de quatro caminhonetes blindadas compradas pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJMA) em 2024 a um custo total de R$ 1,9 milhão — sendo R$ 480 mil, cada.
(…)
O Estado de S. Paulo, Política, 14/03/2026 | 10h27 Por Vinícius Valfré / Fausto Macedo
https://www.estadao.com.br/politica/blog-do-fausto-macedo/caminhonete-usada-por-dino-custou-r-480-mil-e-faz-parte-de-frota-blindada-do-tribunal-do-maranhao/
É triste e uma pena ver que maus agentes públicos usem as instituições do Estado Nacional Brasileiro como escudo , para se protegerem e não terem que responderem por seus desvios de condutas , como se fosse a instituição a qual esta servindo que esta em risco , e não o mal agente envolvido em corrupção , falcatruas e crimes de lesa-pátria .