Fachin envergonhou o país, ao arquivar pedido da PF sobre suspeição de Toffoli

Fachin é contra benefícios fiscais a pesticidas; Mendonça é a favor – O Brasilianista

Enquanto Fachin vacila, Mendonça cresce e aparece no STF

Carlos Newton

Mais uma vez o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, causa surpresa e espanto, ao interpretar e descumprir importantes leis, a pretexto de acomodar situações políticas e/ou criminais envolvendo destacadas autoridades da República.

A primeira vez ocorreu em 2021, quando era relator da Lava Jato. Para permitir que o então ex-presidente Lula da Silva pudesse se candidatar na eleição seguinte, depois de cumprir 580 dias de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro, condenado em três instâncias, Fachin aceitou um já recusado e desmoralizado pedido do advogado de Lula, Cristiano Zanin, para anular todas as sentenças e acórdãos contra o petista.

REPETINDO A DOSE – A mesma petição já tinha sido feita desde a primeira instância, tendo sido seguidamente recusada pelo então juiz Sérgio Moro, e depois pelo Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo próprio Fachin no Supremo.

Porém, não mais que de repente, como dizia Vinicius de Moraes, o ministro Fachin pediu e conseguiu que as condenações de Lula  fossem anuladas por uma alegação vil e inteiramente ilegal – de que a 13ª Vara Criminal de Curitiba tinha “incompetência territorial absoluta” para julgar Lula, porque ele não morava na capital paranaense.

A alegação foi tão vexaminosa que nem Fachin nem qualquer outro ministro do Supremo, na hora da anulação, foi capaz de dizer qual seria o local certo para condenar Lula, ninguém sabia… Somente na sessão do dia seguinte é que se combinou que a vara competente seria de Brasília, onde Lula morava à época dos crimes.

DECISÃO TERATOLÓGICA – Os juristas consideram essa forma de decisão como “teratológica”, ou seja, um ato judicial manifestamente absurdo, ilegal ou irracional, que viola gravemente as normas jurídicas e o senso comum. Outros, mais rigorosos, chamam de “escatológica”, porque emanaria dos esgotos da Justiça.

O motivo da revolta dos juristas é que, no Direito Universal, só existe “incompetência territorial absoluta” em causas imobiliárias. Em causas criminais, a incompetência territorial é apenas “relativa” e não provoca anulação de condenações. Portanto, é algo que não existe em nenhum outro país.

Agora, na presidência do STF, Fachin repete o vexame anterior e arquiva o pedido de suspeição feito oficialmente pela Polícia Federal para impedir que Dias Toffoli continuasse como relator do caso Master – um escândalo dentro de outro escândalo.

FACHIN DESORIENTADO – Arquivar a suspeição de Toffoli foi uma grande mancada de Fachin. Não precisava de nada disso.

Como o ministro André Mendonça foi escolhido eletronicamente como novo relator do caso Master, porque a investigação e o processo correm na Segunda Turma do STF, da qual Toffoli faz parte. Ou seja, Fachin não precisava estar se curvando a ele, arquivando uma suspeição mais do que evidente, bastava ficar quieto, porque Toffoli já é carta fora do baralho.

O fato lamentável é que Fachin tem diante de si uma chance de limpar o passado e fechar sua biografia com chave de ouro, mas não tem coragem de enfrentar a troika que manda no Supremo, integrada por Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, não necessariamente nesta ordem.

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P.S. – Enquanto Fachin recolhe os flaps, como se diz na Força Aérea, o ministro André Mendonça cresce e aparece. Se realmente fizer uma dobradinha com a Polícia Federal, Mendonça vai entrar direto na História do Brasil, sem pedir licença a ninguém. Comprem pipocas. (C.N.)

6 thoughts on “Fachin envergonhou o país, ao arquivar pedido da PF sobre suspeição de Toffoli

  1. Sr. Newton

    Todos esquecem, “menas nóis”. como diz o Ladrão….

    A Máfia PeteNostra está dentro do Banco MaSTFer,…….

    “…Vorcaro deu boquinha de R$1 milhão mensais para Mantega a pedido do governo Lula

    Ex-ministro da Fazenda foi contratado após pedido do líder do governo Lula no Senado

    O ex-ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma (PT), Guido Mantega, foi contratado pelo Banco Master para prestar serviços de consultoria após um pedido feito diretamente pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.

    À época, Mantega recebia cerca de R$ 1 milhão por mês e tinha como principal atribuição atuar no avanço das negociações para a venda do Banco Master ao BRB, banco público do Distrito Federal.

  2. Fachin arquiva ação que pedia suspeição de Toffoli no caso Master

    Edson Fachin determinou o arquivamento da arguição de suspeição apresentada contra Toffoli no caso Banco Master.

    A decisão, publicada neste sábado, 21, encerra o pedido que buscava afastar o ministro das apurações.

    A ação foi aberta em 10 de fevereiro, após a Polícia Federal encaminhar a Fachin um relatório com cerca de 200 páginas.

    O documento reunia diálogos extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, com menções a Toffoli e registros sobre possíveis pagamentos.

    Com o arquivamento, ele pode participar de julgamentos relacionados ao processo.

    A decisão de arquivar a suspeição já havia sido tomada no dia 12, mas o ato formal foi publicado apenas neste sábado.

    Na ocasião, os ministros se reuniram por quase três horas para discutir o conteúdo do relatório da PF, que é sigiloso.

    Ao analisar o pedido, Fachin concluiu que não havia elementos suficientes para sustentar a alegação de parcialidade.

    A Arguição de Suspeição é o mecanismo previsto no ordenamento jurídico brasileiro para contestar a capacidade de um juiz ou ministro atuar com isenção em determinado caso.

    O instrumento permite que partes interessadas ou autoridades questionem se existe algum fator que comprometa a neutralidade do julgador.

    O Antagonista, Política, 22.02.2026 18:11 Por Redação

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