Moraes não pode continuar mentindo sobre sua atuação a favor de Vorcaro

No dia em que foi preso, Vorcaro perguntou a Alexandre de Moraes: "Fiz uma  correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou  bloquear?” O ministro respondeu os apelos deMíriam Leitão
O Globo

A negativa do ministro Alexandre de Moraes de que tenha trocado mensagens com Daniel Vorcaro não é crível. Estão nas publicações feitas pelo blog de Malu Gaspar e pelo jornal O Globo os prints do diálogo entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Só ter havido um diálogo, qualquer um, já seria grave, pelo fato de existir um contrato de prestação de serviços de advocacia entre o banqueiro e o escritório da mulher e dos filhos do ministro.

Esse contrato nem deveria ter existido, mas em existindo, o ministro deveria ficar longe dos clientes do escritório da sua família.

UM PROPÓSITO – O diálogo ser através de um método para evitar a recuperação da conversa, ou seja, por prints de visualização única, é ainda mais sério. E a parte recuperada no bloco de notas de Vorcaro indicam que toda a conversa tinha um propósito.

Por isso, o melhor que o ministro Alexandre de Moraes tem a fazer é dar uma explicação direta sobre o que foi aquele diálogo, por que escolheu o caminho da visualização única.

A negativa não se sustenta porque o número do ministro foi checado pelo Globo. O país tem o direito de saber o que foi aquela conversa.

EMENDA FATAL – No caso do senador Ciro Nogueira (PP-PI) há um fato concreto. Ele apresentou um projeto dos sonhos de Daniel Vorcaro, capaz de aumentar muito a capacidade de captar liquidez no mercado, ao estender para o nível absurdo de R$ 1 milhão a cobertura do FGC.

Seria, se tivesse sido aprovada, uma tábua de salvação para Daniel Vorcaro que afundava na época em uma grave crise de liquidez, ou seja, não conseguia mais vender CDBs.

O senador tem dito que não era amigo de Vorcaro. Esse fato é irrelevante. O que precisa de explicação, como disse aqui ontem, é por que apresentou essa proposta.

11 thoughts on “Moraes não pode continuar mentindo sobre sua atuação a favor de Vorcaro

  1. Até tú?

    “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” brada o aparato Petista pra Miriam.

    Sicário não morreu!

    Se tentou suicídio, corolariamente, é candidato a delator!

  2. Estou curioso pra saber como os professores, gênios imbecilizados, mulas-sem-cabeça (como dizia Darcy Ribeiro), intelectuais orgânicos do Aparato Petista estão fazendo, e se estão conseguindo, pra convencer seus alunos que o roubo dos aposentados, o escândalo da máfia do Banco Master e a ditadura anticivilizacional, homofóbica, misógina, sanguinária, terrorista, medieval são boas ações.

  3. PelamordeDeus, Redação: pelo comportamento exibido até antes de ontem, não insinue que ela possa a ser mais uma “comunista do bem”.

  4. Toffoli e Moraes deveriam se explicar ou se afastar do STF

    De todos os escândalos que já abalaram o Brasil, o caso do Banco Master é o primeiro que atinge em cheio o STF.

    Ficaram expostas por meio do trabalho de investigação da PF e do jornalismo as conexões do banqueiro Vorcaro com Toffoli e Moraes.

    As suspeitas são gravíssimas e vão desde contratos milionários a uma suposta ajuda para evitar a prisão do banqueiro.

    Os ministros não são intocáveis, ao contrário, são falíveis, mas o STF é a joia das instituições republicanas.

    Abalar o Supremo é colocar em risco toda a segurança jurídica do País, afugentando investidores e colocando decisões já tomadas em dúvida.

    É tão complicado que ninguém nem sabe direito como investigar um ministro do STF.

    Pela Constituição, a PF precisa de uma autorização do próprio Supremo para fazer apurações sobre um ministro. Logo ao recolher as evidências, os delegados precisam enviar tudo ao juiz do caso.

    Toffoli foi afastado da relatoria do caso Master. Mas as suspeitas seguem lá e Toffoli pode vir até a julgar desdobramentos do caso se assim o desejar.

    Já para Moraes, as evidências ainda estão vindo a público. A PF não abriu inquérito – porque, claro, não é o seu papel.

    Cabe aos delegados enviar o material ao novo relator, Mendonça, que deveria mandar novamente a Fachin ou direto ao procurador-geral da República, Gonet.
    O que faria Fachin? Pediria o parecer de Gonet? Ele já se recusou três vezes a investigar o caso Master onde apareciam envolvidos os ministros do Supremo.

    Juristas experimentados lembraram a coluna que Toffoli e Moraes poderiam pedir aposentadoria antes da abertura do inquérito.

    Não é decisão fácil para ministros tão experientes e poderosos. Mas a pressão política vai seguir por semanas, meses, flertando com pedidos de impeachment.

    Restam dois caminhos para os magistrados: expliquem-se abertamente à sociedade, indo além de notas protocolares, mostrem documentos, submetam-se ao escrutínio da opinião pública, e acabem com as dúvidas, ou afastem-se, e preservem a instituição enquanto é tempo pelo bem do País.

    Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 06/03/2026 | 15h17 Por Raquel Landim

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