
Benefício vale para os que tiverem exercido o cargo
Yago Godoy
O Globo
Em meio às prisões de Fernando Collor e Jair Bolsonaro, detidos no ano passado, os gastos vitalícios da União com os ex-presidentes da República ultrapassaram R$ 9,53 milhões em 2025 e mantiveram o mesmo patamar de anos anteriores, conforme o Portal de Dados Abertos da Casa Civil. O benefício, que pode ser utilizado para o custeio de passagens aéreas, hospedagem e combustível, é concedido para qualquer pessoa que tiver exercido o cargo, que adquire o direito de contar com quatro servidores para atividades de segurança e apoio pessoal, dois assessores, dois veículos e dois motoristas.
Por morar na China, quem mais gasta é Dilma Rousseff, com R$ 2,37 milhões. Além dos gastos comuns aos outros ex-presidentes, a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics, acumula passagens aéreas internacionais e verbas indenizatórias de pessoal por serviços fora do país: além do salário, os funcionários recebem ajuda de custo, auxílio-moradia e Indenização de Representação no Exterior (IREX), que somaram R$ 509.350 em 2025.
DOMICILIAR – Dilma é seguida de perto justamente por Collor, que acumulou R$ 2,27 milhões em gastos. Ele está preso desde abril do ano passado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas, mesmo condenado a oito anos e dez meses de detenção em regime fechado, teve a transferência para a prisão domiciliar autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, devido à sua idade e por questões de saúde.
Apesar disso, o alagoano é quem mais utiliza o dinheiro para passagens, despesas com locomoção e diárias em hotéis: R$ 1,03 milhão. O valor é destinado aos seus servidores, já que Collor cumpre pena em uma cobertura de um edifício de Maceió, situado na orla da praia de Ponta Verde.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — que sancionou a lei em 2008 — é o único que deixou de receber o custeio, já que se reelegeu em 2022. Em valores corrigidos pela inflação, o gasto total com os ex-presidentes em 2024 foi de R$ 9,89 milhões. Em 2023, o valor foi de R$ 9,73 milhões, contra R$ 8,84 milhões em 2022 e R$ 7,08 milhões em 2021, primeiro ano com registro no portal do governo.
GASTOS REDUZIDOS – Antes da condenação por tentativa de golpe de Estado, a média de gastos mensais de Bolsonaro já havia sido reduzida em meio ao julgamento da ação penal no STF e à prisão preventiva decretada por Moraes em agosto, relacionada a outro processo.
Enquanto em 2024 a verba utilizada ultrapassou R$ 1,88 milhão — valor corrigido pela inflação —, no ano seguinte o custo ficou em R$ 1,19 milhão, sendo R$ 243.284 em despesas com passagens e locomoção. Ele e Collor, somados, custaram cerca de R$ 3,47 milhões aos cofres da União em 2025.
Bolsonaro chegou a ter o benefício suspenso pela 8ª Vara Federal de Belo Horizonte no início de dezembro, em ação movida pelo vereador da capital Pedro Rousseff (PT), motivada pelo fato de Bolsonaro estar cumprindo pena em regime fechado. O mesmo ocorreu com Lula em 2018, no âmbito da operação Lava-Jato, mas o petista conseguiu reverter.
“REDUNDANTE” – “A estrutura prevista para os servidores em atividade de segurança e motoristas de ex-presidente foi concebida para um contexto de circulação em liberdade no espaço público, não para a realidade de custódia em regime fechado”, justificou a decisão, que também alegou ser “redundante” manter uma equipe própria para atuar em paralelo à escolta penitenciária.
O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) suspendeu a liminar contra Bolsonaro 20 dias depois, mantendo a suspensão do uso de motoristas e veículos oficiais, mas preservando o restante da estrutura, como os servidores que atuam na segurança. A justificativa para a decisão foi em razão dele ser “uma pessoa idosa e com histórico de problemas de saúde”, e a suspensão do benefício representaria um “risco de dano irreparável à dignidade e ao bem-estar de um ex-dignatário da República”.
OUTROS GASTOS – Michel Temer é o terceiro na lista dos ex-presidentes, acima de Bolsonaro, com R$ 1,6 milhão. O destaque sobre a verba utilizada por ele vai para os gastos com passagens ao exterior, com R$ 208.698 — contra somente R$ 13.632 para voos domésticos. O valor é muito próximo ao investido por Dilma, que utilizou R$ 229.763. Nenhum outro ex-presidente utilizou o benefício.
Temer também gastou mais com diárias no exterior do que a ex-presidente: R$ 193.650 contra R$ 54.964. Ele fica em segundo lugar com o valor investido em combustíveis, R$ 27.305, segmento que Collor lidera com R$ 56.805.
Além deles, José Sarney utilizou R$ 1,10 milhão, e Fernando Henrique Cardoso fecha a lista com R$ 981 mil. O gasto solitário de FHC com transportes foi com a locação de veículos no valor de R$ 6.200, sendo o único que não investiu em passagens aéreas e hospedagem.
A guerra do Irã, a pneumonia de Bolsonaro e o efeito Trump nas eleições
O projeto de reeleição de Lula, às vésperas da campanha eleitoral, vive um cenário de incertezas provocadas por fatores externos e inesperados, que influenciam o ambiente político.
Em eleições competitivas, o desempenho do governo não depende apenas de suas políticas públicas ou da conjuntura econômica doméstica.
Eventos internacionais, crises institucionais ou episódios envolvendo adversários podem alterar a percepção do eleitorado e obrigar à redefinição de estratégias eleitorais.
No momento, três fatos novos alteram o cenário político: a guerra entre Estados Unidos e Irã e seu impacto no preço do petróleo; a internação do ex-presidente Bolsonaro com pneumonia bilateral; e as tensões diplomáticas entre o governo brasileiro e a administração Trump.
A guerra no Oriente Médio é o primeiro fator. Provocou uma forte elevação do preço do petróleo no mercado internacional. O barril chegou a atingir US$ 120 e permanece em níveis elevados.
Para o Brasil, país que ainda depende intensamente de combustíveis fósseis para transporte e produção, essa alta se traduz em pressão inflacionária imediata.
Combustíveis são um dos preços mais sensíveis politicamente, pois afetam diretamente o custo de vida e os preços de alimentos, transporte e logística. (…)
O segundo fator é político e simbólico: a internação do ex-presidente Bolsonaro em estado grave. Mesmo condenado e preso por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro continua sendo a principal referência política da direita brasileira.
Sua hospitalização com broncopneumonia bilateral, ocorrida enquanto cumpre pena, produz um efeito emocional e mobilizador entre seus apoiadores e humaniza o ex-presidente perante a opinião pública que não lhe é politicamente favorável. (…)
O terceiro fator é diplomático: as recentes tensões entre o governo brasileiro e a administração de Trump.
Episódios como a investigação comercial contra o Brasil, a controvérsia sobre a possível classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas e o incidente envolvendo o conselheiro norte-americano Darren Beattie, que pretendia visitar Bolsonaro na prisão e teve seu visto cassado pelo Itamaraty, ampliaram as fricções entre os dois países. (…)
Correio Braziliense, Política, 15/03/2026 – 08:16 Por Luiz Carlos Azedo
Sem dúvida o pior caso, que explicita o que move as oligarquias cleptopatrimonialistas, notadamente as congregadas no Aparato Petista, é o prêmio que o Governo Lula deu pra pior presidente do país, quiçá, dalhures, Dilma, que segurou o bó da quebra do Estado e da Economia por ele.
Dilma Rousseff, como presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos BRICS, recebe um salário mensal estimado em aproximadamente US$ 50 mil a US$ 55 mil.
O Aparato, cansado de extorquir o povo brasileiro pr sustentar seus inúteis, agora extorque os povos dos países do BRICs pra sutentar esta anta que late.
https://www.youtube.com/watch?v=dhwsJxV4hs4
Mas não se preocupem, Lula mntém a tragédia anunciada.
O jacu não aprendeu o básico, não se pode gastar mais do que arrecada.
https://fiesc.com.br/pt-br/imprensa/desequilibrio-fiscal-vai-cobrar-o-preco-em-2027-diz-samuel-pessoa
O preço da compra do voto no jacu é muito alto.
Hélio Bicudo já avisou.
https://www.youtube.com/watch?v=RCH_kS1qCrk
Lula passará pra História como o sujeito que teve os piores cabos elitorais.
O jacu etá tentando se livrar, inutilemente de seus diletos cabos eleitorais, mas é tarde, eles vão até o fim.
https://www.instagram.com/reel/DV4YcXVDWW5/
O utro cabo eleitoral “leproso”.
https://www.youtube.com/watch?v=asJUPtmsOOA
A propósito, como anda a bandeira eleitoral da Erika, adotado pelo jacu, o fim da jornada 6×1.
https://www.poder360.com.br/poder-hoje/
https://reporterbrasil.org.br/enp-educarb/142-numero-de-argentinos-escravizados-aumenta-no-brasil/
Cada ex-presidente…
É um filme de terror antigo.
Sem o Glamour do Cine Trash.
Um pesadelo diferente.
Incluindo o atual.