
Charge do Latuff (Brasil 247)
Luiz Felipe Pondé
Folha
Sempre existiu no cristianismo aqueles que afirmavam que “os judeus mataram Cristo”. Pois bem, essa forma de antissemitismo está de volta, carregada no colo pela esquerda, e não passará despercebida. O pessimismo é um desafio num mundo à deriva como o nosso. Há um motivo para ele ser um desafio nesse Natal. O Natal antissemita está de volta. Aparentemente, esse fenômeno tinha sido deixado para trás pela teologia cristã. Graças a Deus.
Mas os recentes eventos do conflito israelo-palestino trazem à luz o fato que persiste no fundo do poço de alguns luminares cristãos, um resto do velho antissemitismo de “os judeus mataram Cristo”.
CASOS ESPECÍFICOS – Disclaimer: refiro-me a casos específicos, óbvio, mas significativos, quando vêm regados à credibilidade do combate histórico pela liberdade e pelo bem político e social.
O que era esse antissemitismo cristão? Explico para os iniciantes. Durante muito tempo, muita gente dizia que “os judeus mataram Cristo”. Essa afirmação corria boca a boca por séculos. Graças aos esforços de muitos teólogos e líderes do cristianismo e do judaísmo, essa afirmação mentirosa perdeu força no Ocidente e, hoje, a imensa maioria dos cristãos apoia o direito de Israel se defender do terrorismo. Mas persiste na alma de alguns essa ideia antijudaica, ainda que velada. Vejamos.
Se alguém afirma que nesse Natal, o Cristo é uma criança palestina morta por Israel – entendo a metáfora teológica de longo alcance –, essa pessoa comete um pecado típico dos antissemitas cristãos do passado quando, inclusive, ignoravam a “nacionalidade” do Jesus de Nazaré.
ARAFAT JÁ DIZIA – Por isso, essa metáfora não é inocente e deixa transparecer que Jesus seria palestino e não judeu. Arafat tentou dar esse golpe de marketing em 2000 quando defendia que Jesus fora o primeiro palestino perseguido por um estado judeu.
Lembremos: Jesus de Nazaré era tão judeu quanto Barrabás, Bibi Netanyahu, Golda Meir, Yitzhak Rabin , Einstein, Marx, Freud. Ser judeu não é garantia de caráter, óbvio, como tampouco o é ser de esquerda – de direita, todo mundo está cansado de saber que não é.
Tampouco, Jesus ser de qualquer “nacionalidade”, incluindo palestinos ou brasileiros. Se Jesus vivesse na Europa da primeira metade do século 20, teria sido fritado na cara de todo mundo.
COMO METÁFORA – Nesse sentido, seria mais historicamente fundamentado dizer, no plano das metáforas, que as crianças mortas intencionalmente e as mulheres estupradas e arrastadas pelos cabelos pelo Hamas são o Cristo nesse Natal – já que Jesus de Nazaré era tão judeu quanto elas, não?
Mas o atávico antissemitismo em setores da esquerda religiosa é mais forte. Ou, se fôssemos ser mais “inclusivos”, deveríamos, talvez, dizer, metaforicamente, que nesse Natal, todas as crianças que são mortas no mundo são o Cristo – inclusive, as que morrem no nosso quintal aqui no Brasil, mas não dão ibope. Quando se diz que apenas as crianças de Gaza são o Cristo, a hipótese que a precede – atenção! – é que os judeus estão matando o Cristo de novo.
O que os antissemitas ainda não perceberam é que o odor que eles exalam, hoje, é reconhecido imediatamente. Um caso gritante é o das universidades progressistas de ricos nos EUA.
LICENÇA PARA MATAR – A simples possibilidade de ver um judeu armado, que também pode matar, e que os enfrentam, causa horror, não? Judeus agora podem matar, tanto quanto aqueles que os matam. Durmam com um barulho desse.
Outro argumento do antissemitismo atávico de alguns cristãos é o que dizia que Jesus de Nazaré havia sido recusado, além de morto, pelo seu próprio povo. A metáfora de que, nesse Natal, apenas as crianças mortas em Gaza seriam o Cristo – e, portanto, Ele estaria sendo, de novo, recusado e morto pelo seu próprio povo – faria qualquer antissemita do passado se sentir em casa, não? Esse é o tipo de gente que ama a humanidade, mas detesta judeus.
Espero que aqueles entre nós que afirmam que o Hamas é resistência anticolonial adotem um terrorista para si. Levem-no para casa nesse Natal. O antissemitismo de esquerda disfarçado de amor a humanidade grassa no mundo das ciências humanas.
Tem quem goste bastante do Pondé mas eu definitivamente não sou desses apesar de respeitar suas opiniões. Gostaria muito de ver o Pondé e o Dino sob efeito de álcool num bate papo descontraído. kkk!!! Severino, o porteiro quebra galho , fatalmente se pronunciaria ao ver tal cena. kkkkkk!!!
Por falar em cristãos o natal infelizmente está cada ano mais comercial e portanto menos reflexivo. Poucos se atèem às palavras do Cristo. Menos individualismo e mais amor. As bombas continuam caindo pelo mundo e a fome só aumenta apesar de toda essa evolução tecnológica. Ótima quinta-feira para todos.
Por acá, o Papai Noel de alguns vem abarrotado de iguarias, sob a atualizada e transposta “ótica” de Justo Veríssimo, conforme:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=pfbid02ahb89a7nzdXYqAoS1cypAs319e6vR7XtCGbVDEv2NxscRhTgkS1Y2QiDXGW1hYTbl&id=100002475765956&mibextid=Nif5oz
Bem, ele não fez referência alguma ao Conselho de Anciãos, que estava perdendo a popularidade ante Jesus Cristo. Além disso, Nazareth, que continha a Palestina, era de domínio sírio. Assim, Jesus era sírio, não judeu. O dito conselho eram os magistrados da época e a morte de Jesus veio a calhar. Para que se continue o turismo à “terra santa”, é preciso “narrar” sempre que Jesus era hebreu.
Jesus sírio eu não tinha ouvido falar ainda. Como a confusão naquele lugar é grande desde sempre eu nunca estudei esse assunto a fundo mas pensava que era judeu pois é o que muitos dizem.
Como eu disse, Perez, rende dinheiro assinalá-lo como judeu. Além disso, com o turismo, tiram um peso da consciência.
Abrahão, o Manso, nasceu em Ur/Caldeia/Iraque. Daqui mais à frente, ouviremos falar incessantemente (narrativas) que o Iraque pertence a Israel.
Texto canalha, e ainda se diz filósofo.
Condenar a limpeza étnica praticada por Israel é ser antissemita e apoiar o Hamas! “Jênio”!
Jesus, é uma rebelada lançada “bola dividida” ora pois e conforme:
Abrólhos! (A alma, em jogo!)
J=10=2
E= 5=1
S=19=2
U=21=2
S=19=2
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74X9=666
A soma dos numeros correspondentes a cada letra, na escala alfabética(74), multiplicada pela soma do algarismos dessas mesmas letras(9), resultam ABERRANTEMENTEMENTE em 666, o nûmero da Bêsta, à quem TODOS, com uma mesma idéia, deram um trono e assim enriquecem.
Abrólhos, para o “Fundamento”!
O que importa para ser negociado como troca, nessa concessão?
“E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.” (Lucas 4 : 6)
PS. Adendos, em:
https://hebreuisraelita.wordpress.com/?s=Jesus&submit=Pesquisa
Pondé e seus textos ridículos. Mistura as coisas. Não diz nada sobre os fariseus, que deram as bases ao judaísmo rabínico. JC, hoje, seria taxado de comunista verdadeiro e chamava os fariseus e escribas de hipócritas. Talvez aí tenha surgido o sentimento contra o judaísmo.
Seria JC de esquerda?
Respeito o direito do Pondé escrever esse artigo.
Defendo o direito de Israel existir, são a única democracia naquela região.
https://www.facebook.com/reel/3568552243426606