Com a chave do cofre, o novo santificado Ciro Nogueira fará preciosos milagres eleitorais

Renato Aroeira | Humor Político – Rir pra não chorar

Charge do Aroeira (Portal O Dia/RJ)

Vicente Limongi Netto

Paulo Guedes foi excluído do cofre do orçamento. O combustível das bombas do posto Ipiranga, as verborragias e os cursos de mestrado do ministro da Economia foram atropelados pelos tratores do vale-tudo da política. Os deuses da fortuna passaram a chave e o bastão do tesouro para o caridoso senador e ministro Ciro Nogueira.

O Piauí está orgulhoso com o prendado e humilde filho. O Santo Ciro distribuirá os pães da última ceia de Bolsonaro com sentimento patriótico. Ninguém receberá migalhas. A distribuição será farta.

MILAGREIRO – O novo santificado acabará com o desemprego e com a fome de milhões de crianças. Nenhum brasileiro ficará sem vacina.

Precavido, no livro dos mandamentos cívicos do Palácio do Planalto, o Santo Ciro mandou escrever que ao contrário dos pães que serão distribuídos para a população esfomeada, os pães dos apóstolos do Centrão, sejam reforçados com manteiga, queijo e mortadela.

Parecer que a estrada do Santo Ciro para vice de Bolsonaro não terá pedregulhos no meio do caminho. 

QUERIDOS NETINHOS – A colunista Ana Dubeux cuida da neta com ternura, amor e dedicação (“Conversa com Liz”- Correio Braziliense – 16/01). Netos são anjos iluminando nossas vidas.

A relação de Ana com Liz é sublime, cativante e afetuosa. Conversam abraçadas. Riem alto. A vovó Ana Dubeux se derrete todos os dias com Liz, de 5 anos. Procura deixá-la em paz. Longe de tristezas e dos sufocos dos adultos. 

Netos quando exclamam as doçuras mágicas, “vó” ou “vô”, afastam dissabores e temores da alma dos orgulhosos e corujões coroados da família.

Sabemos que são eles que salvarão o mundo da intolerância, da má-fé, da estupidez, da mesquinharia e da barbárie de sentimentos.

PONTO FINAL – Os jornais noticiam que Lula visitou Dilma. Filme velho e macabro.  Vai começar tudo de novo.  

Uma imaginária carta de uma mãe aflita, triste e preocupada com as diabruras de seu filho

Mãe de Jair Bolsonaro recebe a segunda dose da vacina contra a Covid-19 |  Santos e Região | G1

Mãe de Jair Bolsonaro, ao receber a vacina contra Covid-19

Vicente Limongi Netto

Olá, filho amado. Aqui é tua mãe, Olinda. Volto a escrever. Pesarosa. Tentando sacudir teu coração. Estou triste e preocupada.  Pare de dizer bobagens. Evite procurar sarna para se coçar.  O povo cansou das tuas diatribes.

Criamos você com lições de respeito e amor ao próximo. Eu e teu pai procuramos dar a você o norte sábio da vida. Sabíamos que teu temperamento arredio e ácido criaria problemas mais adiante. Desafogue teu coração de rancores. A nação precisa de paz. Não tem cabimento abrir arestas com a Anvisa. Muito menos com ministros do Supremo Tribunal Federal. Abaixe o facho. Teus filhos maiores andam quietos. Permaneçam assim. Boca fechada não entra mosca.

Do alto dos meus 95 anos, já vacinada, graças a Deus, digo-lhe que foi uma desgraceira dos diabos tua entrada na política. Você ganhou mais inimigos do que chuchu na serra. Longe da política você não teria sido vítima da sanha de um débil mental. Rezei muito, mais do costume, pela tua recuperação. Jesus ouviu meus clamores. Você já fez outras operações. Mas toda vez que sai do hospital, volta mais ranheta. Dando caneladas em todo mundo. Contenha-se, filho. Você já é crescidinho.

Toda mãe quer o bem dos filhos. O tempo urge. Cuide com mais esmero da população. Da população que perdeu tudo com as enchentes. Das crianças que passam fome.

Coloque a reeleição na dispensa das coisas para depois. Respeite as normas sanitárias. Deixe de ser intolerante. Apoie a vacinação para crianças. Vacine pessoalmente dezenas delas. Coloque-se no lugar do médico que perdeu a filha, de 6 anos, para a covid. Leve minha neta caçula para vacinar. Abra o coração. 

Inspire-se na alegria e na esperança dos idosos depois de vacinados. Comove corações. Contenha-se nas atitudes. Aspereza e estupidez não elevam tua jornada.

Fico triste e desalentada, vendo na televisão você sem máscara. Olhe para dentro de si. Mãe nunca erra. Reflita. Adormeça a consciência na serenidade. Deixe de ser açodado. Rodeie-se de auxiliares competentes e mande as favas os bajuladores. Procure guiar-se pelo bom senso. Respire fundo para evitar dizer tolices. Fique esperto para as tramas do guloso Centrão. Caso você não cresça nas pesquisas, logo passarão a apoiar Lula.

Não exagere no leite condensado. Faz mal ao colesterol. Mastigue bem os alimentos. Onde já se viu engasgar com camarão? Agasalhe-se bem. Torço por você. Beijos da mãe que te ama. Olinda.

GÉRSON E HERALDO – Respeito e aplausos para Gerson Nunes, o inigualável canhotinha de ouro do Tri, que completou 81 anos de idade. Niterói em festa. Ser humano irretocável, Gerson encantou estádios e torcedores, com futebol inteligente e objetivo. Ainda hoje, passados 60 anos, o futebol penta campeão do mundo ainda não encontrou um meia armador a altura de Gerson. Inacreditável.

Chefe de família exemplar, Gerson tem multidão de amigos e admiradores no mundo inteiro. Saúde e felicidade para ele.

Parabéns ao jornalista, também “peladeiro” dos bons, Heraldo Pereira, por ter sido o único profissional do Grupo Globo, em Brasília, entre tantos outros também excelentes repórteres, a ser lembrado e destacado nas mensagens de Ano Novo exibidas nas vinhetas da emissora. 

ANÁLISE ISENTA  – Não é forte coincidência, mas apenas uma boa e isenta análise. São 50 anos de vivência política. Longe de ser domador de animais, mas convivendo com feras de todos os tipos.

Nesse sentido, diante da constatação do experiente colunista Luiz Carlos Azedo (Correio Braziliense 13/01),segundo a qual,  “com muitos candidatos, a terceira via é um fracasso anunciado”, recordo o que escrevi, em junho de 2021, na Tribuna da Internet e Correio Braziliense: “O tempo passa e caciques de partidos contrários a Bolsonaro e Lula parecem distantes da sabedoria política. Não têm grandeza nem desprendimento para chegarem a um candidato que sensibilize e atraia o eleitorado, na disputa com Lula e Bolsonaro”. 

Por fim, uma pergunta inquietante: Você deixaria seu filho, ou neto, ser vacinado contra a covid, pelo destrambelhado e serviçal ministro da Saúde, Marcelo Queiroga?

Covarde e vergonhosa a atitude da TV Globo ao “esquecer” a morte de Helio Fernandes

Noticiário - Jornalismo sério, ético e atualizado.

Helio Fernandes, um nome para ser lembrado

Vicente Limongi Netto

Lamentável, odiosa, covarde, impiedosa, intolerável e vergonhosa a falta de respeito com Helio Fernandes, neste domingo, dia 2, no programa de Luciano Hulk, pela TV Globo, no quadro homenageando personalidades que partiram durante a pandemia.

Foram lembrados jornalistas, cantores, atores, humoristas, atrizes, atletas, médicos, empresários etc. Foi tocante. Porém, não tiveram a decência, a grandeza, a dignidade, o desprendimento e a retidão de focalizar, ou pelo menos citar Helio Fernandes.

AOS 100 ANOS – O valoroso repórter (como ele próprio se denominava) era o decano do jornalismo mundial e partiu com 100 anos de idade. Até o fim, não deixava de escrever no blog e dava entrevistas a cineastas e pesquisadores.

Helio Fernandes foi o jornalista que mais vezes foi preso ou detido para averiguações no regime militar, confinado três vezes – em Pirassununga, Campo Grande e Fernando de Noronha. Foi também o único jornalista a ser julgado no Supremo, quando o presidente João Goulart quis prendê-lo por divulgar um documento secreto do Exército, sem revelar sua fonte, que tinha sido o general Cordeiro de Farias.  

A vida inteira  efendeu a liberdade de imprensa e a democracia. Jamais se submeteu aos caprichos de poderosos de plantão.

CONSELHEIRO DA ABI – Por décadas foi conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa. Escrevia com coragem, destemor e isenção. Sobre todos os assuntos. Tinha memória privilegiada.

Oportunistas e demagogos tinham pavor das verdades e denúncias de Helio Fernandes, que não se intimidou nem mesmo quando falsos democratas jogaram bombas no prédio da Tribuna da Imprensa, em 1981.

Detalhe importante: Rodolfo Fernandes, um dos filhos de Helio e Rosinha, foi respeitado e qualificado diretor de redação de O Globo. Triste e inacreditável a torpeza e a mesquinharia da emissora platinada com Helio Fernandes. Desrespeitaram a memória de um patriota autêntico.

TRATAR AS FERIDAS – Ana Dubeux (Correio Braziliense – 02/01) mostra que permanecerá com pena vigorosa, serena e atenta, no ano novo. A atilada jornalista pondera: “Para seguirmos juntos e adiante, vamos precisar olhar as feridas e tratá-las com o devido peso e respeito”.

Para Ana, as urnas serão válvula de escape do sofrido e guerreiro povo brasileiro. É preciso votar com fé e equilíbrio.  Crescer como cidadãos. Os resultados das eleições, em todos os níveis, mostrarão se continuaremos infelizes, parados no tempo, politicamente, ou se Deus, o maior dos Estadistas, nos concederá graças com direito a esperanças para o país e para as novas gerações. Oremos.

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P.S. –
Por fim, julgo colossal estupidez tripudiar sobre a saúde de Bolsonaro. Politizar e debochar com a doença de quem quer que seja é covardia e falta de respeito. O mal acaba voltando contra quem o faz. Deus repudia baixarias. (V.L.N.)

Ano novo é rito de passagem para exercitar o perdão, como diz a jornalista Dad Squarisi

Jornalista Dad Squarisi

Vicente Limongi Netto

Com o coração alegre e esperançoso em dias melhores, tive oportunidade de ler, emocionado, um cativante texto da competente Dad Squarisi, “Rito de passagem”, destacado na coluna “360 Graus”, da jornalista Jane Godoy (Correio Braziliense – dia 1º). Recomendo. Imperdível. Merece ser compartilhado e alçado as estrelas.

Dad Squarisi é um anjo que vive entre os deuses do afeto e do amor ao próximo. Em seu artigo, recomenda desapegar de tudo que soa ou representa amarguras e tolices. E a doce Dad é enfática: “Perdoar. Ódios rancores e ressentimentos são cadáveres que clamam por sepultura”.

FILTRAR HÁBITOS – A consagrada jornalista tem razão. É preciso levar os corações para perto da paz. A solidariedade precisa manter lugar cativo na vida das pessoas. Para Dad Squarisi, “perdoar faz bem a quem perdoa. Deus dá o exemplo. Perdoar é o vício do Senhor”.

Assim, precisamos filtrar hábitos. Respeitar as pessoas. Espíritos serenos e pacificados atraem bons fluídos. Rejuvenesce o sorriso. Uma das missões do ano novo é reinventar o ser humano. Lutar para expulsar de dentro de si os sintomas do medo, do egoísmo, da vaidade, da exploração do pânico e do pessimismo.

O texto da competente Dad Squarisi tem a energia dos sonhos. Ensina que ninguém merece viver atormentado e preso a tristeza. É necessário vestir a alma de branco. Com flores e carinhos. Recheados de amor e sol.

PLANO SINISTRO – Mas é claro que existe o outro lado da moeda. A bem informada coluna “Do alto da Torre”(Jornal de Brasilia – 29/12) revela plano sinistro da medonha, ressentida, repugnante e deplorável deputada Bia Kicis.

Segundo a notícia, a patética deputada pretende acelerar a tramitação da emenda constitucional que reduz de 75 para 70 anos de idade, a data de aposentadoria compulsória dos servidores públicos.

A pressa da serviçal e degradante parlamentar atende interesses espúrios do presidente Bolsonaro, visando atingir ministros do STF, considerados desafetos do chefe da nação. Bia Kicis é uma das expoentes da tropa de sabujos enfurecidos que Bolsonaro alimenta.

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P.S.
Por fim, agradeço às mensagens recebidas a propósito da perda de nosso grande amigo Said Dib, uma pessoa muito conhecida e admirada aqui em Brasília. Como disse o advogado Manoel Alexandre, do Sebrae, Said se foi de corpo, mas está e estará sempre entre nós. Mesmo assim, vamos sentir muito sua ausência. (V.L.N.)

Neste mundo tão desencantado, ter amigos é renascer todo dia, para poder seguir em frente

O grande amigo Said Dib, com os filhos Miguel e Manuela

Vicente Limongi Netto

“Ter amigos é renascer todo dia”. A síntese perfeita do belo artigo de Ana Dubeux (Correio Braziliense-  26/12) floresce a alma e ilumina o coração. É o amigo que fortalece nosso espírito. “A amizade real não acaba por bobagem, nem por distância nem por morte”, salienta a jornalista. Nos momentos difíceis os amigos surgem como bálsamo.

Estão sempre do teu lado. Desinteressados, generosos e desprendidos. Amigo vale mais do que ouro. Parabéns, Ana Dubeux, pela ternura das palavras. Vamos separar, de uma vez por todas, os verdadeiros amigos e os falsos. Cretinos, bajuladores e oportunistas. Estou farto deles.

NATAL TRISTE – Senti o conforto dos amigos neste Natal, um dos mais amargos que já passei. Desolação completa. Tristeza absoluta. Deus levou para perto de si, na véspera de nossa reunião familiar, um valoroso ser humano que nós amaremos para sempre, Said Dib, meu querido genro.

Said foi um bravo a vida inteira. Trabalhador, leal, competente e corajoso. Tive orgulho e prazer de ser amigo e sogro dele. Compartilhando emoções, lições e solidariedades que jorravam da sua alma abençoada.

Said Dib deixa um buraco em nossos corações, mas estará para sempre nas melhores lembranças de todos aqueles que o conheceram e amaram. 

REPETIÇÃO E MONOTONIA – É triste também constatar que Roberto Carlos já sente o peso da idade. Seu programa natalino na Globo decepcionou. Monótono. Convidados patéticos. Repetitivo. Como toda a Globo, de maneira geral. Sandy ainda levou o marido. Faltou o maninho Júnior no pacote de chatices. Ou Chitãozinho e Xororó. Francamente. Dose cavalar.  Todo ano a mesma chatice.

Roberto Carlos nunca teve grandeza de convidar Agnaldo Timóteo, que sempre teve carinho e respeito por ele. Muito menos Agnaldo Rayol. Artistas completos e inesquecíveis. 

“Reencontro do tédio e da chatice”, seria a melhor chamada do medonho programa. Roberto fala com dificuldade, não se expressa bem. Pior, não canta mais com a mesma emoção. Desse jeito, vai acabar fazendo shows na barca Rio-Niterói.

Davi Alcolumbre vai ser o novo líder do governo. Ou seja, o cargo continuará vago… 

Alcolumbre sonha (?) em continuar presidente do Senado, alterando a Constituição - Flávio Chaves

Charge do Genildo (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

O mundo apavorado com a pandemia, novas variantes causando pavor e mortes, fome e miséria aumentando, a ciência trabalhando incansavelmente para evitar mais transtornos e tragédias. Enquanto isso, Jair Bolsonaro prossegue em campo oposto, agindo ardorosamente contra a saúde e o bem-estar da população.

A nova estupidez do mito de barro, no seu já extenso rosário de sandices, visa diminuir e desmoralizar o trabalho e as ações da Anvisa. Bolsonaro representa o atraso. É irrecuperável. Incapaz de gestos de grandeza. Apequena o cargo.

CONTRA A VACINA – Como palanque eleitoreiro, o capitão Cloroquina coloca-se contra a vacinação de crianças de 6 a 12 anos, já em prática, com sucesso, em dezenas de países.

E tem o apoio incondicional do capacho que se diz ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Ambos trabalham contra milhões de vidas. Unidos pela infelicidade dos brasileiros. 

A maioria esmagadora dos brasileiros conta nos dedos, ansiosa pelas eleições de 2022, para enfim conseguir mandar Bolsonaro de volta à sua vidinha medíocre.

LIDERANÇA VAZIA – O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) será o novo líder do governo, no lugar do senador Fernando Bezerra (MDB-PB). Ou seja, o cargo continuará vago.

E depois dessa notícia-bomba sobre o vazio da liderança do governo, surge uma pesquisa esquisita e despropositada do DataFolha, montada especialmente para apontar Lula como o melhor presidente de todos os tempos, apesar de ter comandado o maior esquema de corrupção da História Universal. E coloca Fernando Collor como um dos piores presidentes do Brasil. Logo Collor, que derrotou Lula e foi quem tirou o Brasil das amarras do atraso, além de deixar leis que permanecem vigorando e servindo aos brasileiros. 

SONHOS E DEVANEIOS – Aos incansáveis sonhadores e otimistas, torço para que 2022  traga mais pão e feijão e menos canhão; mais amor, menos desamor; menos desencontro, mais emoção; mais ternura, menos hipocrisia; mais ação, menos opressão; mais ousadia, menos covardia.

E mais consideração, menos mutilação; mais cortesia, menos empulhação; mais fineza, menos indelicadeza; mais alegria, menos tristeza; mais certeza, menos dúvidas; mais emprego, menos desespero; mais fé, menos desalento; mais espiritualidade, menos vigarice.

Mais lealdade, menos traição; mais inteligência, menos burrice; mais entusiasmo, menos apatia; mais coragem, menos bazófia; mais eficiência, menos maledicência; mais candura, menos ilusão; mais responsabilidade, menos torpeza; mais flores, menos espinhos; mais conquistas, menos derrotadas; mais delicadeza, menos estupidez; mais amizade, menos oportunismo.

Antes tarde do que nunca, Fux agiu acertadamente, ao mandar prender os réus da boate Kiss

Boate Kiss: dois réus se entregam à polícia para cumprir prisão - Massa News

Na rua, painel com as fotos das vítimas do incêndio na Kiss

Vicente Limongi Netto

Notícias boas espantam maus espíritos. Notícias ruins trazem melancolia e desânimo. Ambas se entrelaçam. É preciso força e fé para não sermos surpreendidos nem sufocados pela tormenta da mediocridade. Nesse sentido, aplausos para a decisão do presidente do Supremo, ministro Luiz Fux, determinando a imediata prisão dos quatro réus condenados pela tragédia da boate Kiss.

Louvores também para outro ministro da Suprema Corte, Luiz Roberto Barroso, por exigir passaporte da vacina para passageiro que vier do exterior, porque não se deve facilitar. Além disso, ministros do STF deram boa e necessária enquadrada no dissimulado procurador-geral da República, Augusto Aras.

ANASTASIA NO TCU – O qualificado senador mineiro Antônio Anastasia foi eleito, com méritos, para ministro do Tribunal de Contas da União. Deu uma lavada de votos nos adversários, Fernando Bezerra e Kátia Abreu.

Aliás, no Senado há um sinal tenebroso dos tempos atuais. A bancada do Rio de Janeiro, que já contou com Afonso Arinos, Nelson Carneiro e Saturnino Braga, por exemplo, agora tem Romário, Flávio Bolsonaro e um suplente desconhecido.

E as pesquisas eleitorais começam a dar o ar da graça. Eleições ainda distantes, mas o momento político e os números revelados indicam crescente evolução de Lula, e a terceira via não existe. Reitero, a maioria dos candidatos, não são de nada. Querem mesmo é ser lembrados para vice de candidatos com fôlego eleitoral. Forte coincidência ou não, a próxima série da Globo, “Passaporte para a liberdade”, pode significar, para a maioria dos brasileiros, a esperança de cravar o voto certo, nas eleições de 2022.

SEM REAJUSTE – Fantasiado de vestal grávida, o relator do orçamento de 2022, deputado Hugo Leal, afirma que não há chances de reajuste salarial para servidores. Acrescentou ser preciso cortar gastos e excessos. O finório parlamentar não tem moral nem autoridade para ser contrário aos pleitos dos servidores. A classe está há seis anos sem reajuste.

Nessa linha, se realmente encontra-se imbuído de bons propósitos, o deputado deveria começar cortando seus próprios gastos. Mordomias de gabinete, cotas de serviços gráficos, para divulgar baboseiras, moradia de graça, cotas de passagens e de correios; cartões de alimentação e combustível para carro oficial e particular e plano de saúde, para si e dependentes.

CURTAS E GROSSAS – E vamos a algumas pequenas informações, sempre curtas e grossas. Por exemplo, chuvas são sinônimos de desolação e tragédia. Alagamentos, carros quebrados, buraqueira no asfalto e calçadas em ruínas aqui em Brasília.

Em todo o país, normas e leis desmoralizadas: cães brabos sem focinheira continuam matando inocentes; donos relapsos que não recolhem os detritos dos animais. Motoristas que não dão seta para mudar de faixa ou atravancam o trânsito estacionando nos encostamentos das comerciais.

Desavisados e mal educados que cortam caminho pisando nos canteiros. E marginais que perturbam o sono alheio, com gritarias e músicas além do horário permitido. Tudo indica que a vigilância trabalhará dobrado com as festas de final do ano.

Por fim, espetaculares e bem escritas as matérias da Editoria de Esportes do Correio Braziliense.

Tirem as crianças da sala! O Congresso criou novos programas de partidos políticos na TV

AINDA ESPANTADO: agosto 2012

Charge do Luscar (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

De volta o medonho e patético espetáculo do rádio e televisão, o famigerado horário político. Teremos de tirar as crianças da sala, para evitar contaminação. É uma glamourizada pantomima de lorotas, promessas ocas e desfile de calhordas e canastrões. Não poupam a paciência do eleitor. Mentem e pedem votos com cinismo e cara lambida.

O cidadão recordará, entre indignado e envergonhado, por exemplo, no cardápio dos horrores, personagem diluviana flagrado pela polícia federal com dinheiro na cueca, assim como o filósofo do muro baixo,  “eu te ajudo e você me ajuda”, ensinando as mumunhas das “rachadinhas”.

01 EM CENA – Veremos também o ensaboado e achocolatado filho 01 do sábio de proveta, outro craque no mesmo ramo das rachadinhas, que enricou comprando e vendendo imóveis em dinheiro vivo, exibindo agora a mansão que comprou por 6 milhões de reais, depois da lavagem do dinheiro na loja da Kopenhagen.

Nesses filmes de terror, também surgirá um ex-ministro dando aulas de como se paga tapioca com cartão corporativo, além de um balaio de sorridentes e finórios parlamentares com dicas como viajar para o exterior, para não produzir nada em benefício da coletividade. Tudo à custa do bondoso erário.

O show de patetices que invade os lares brasileiros, costuma deixar pontas de esperanças para figuras surrealistas com qualidades além da política. Serve também para inspirar humoristas, figurantes de novelas e astros e estrelas de pornochanchadas.

PARA NADA – O empresário e ex-senador Paulo Octávio foi o anfitrião do senador Rodrigo Pacheco, no almoço do Lide (LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, criado por João Doria antes de entrar na política), que reuniu cerca de 100 empresários no Brasília Palace.

Evento simpático, farta distribuição de medalhas e discurseira manjada e surrada. Presença inútil e evasiva de Rodrigo Pacheco, do ponto de vista político-eleitoral. Ou seja, não foi nada, não serviu nem acrescentou nada mesmo. 

 

Enfim, o bom senso está prevalecendo, com cancelamento de réveillon e carnaval

Desciclopédia:Os melhores artigos/Réveillon - Desciclopédia

Charge do Kemp (humortadela.com.br)

Vicente Limongi Netto

Unidos contra o risco do avanço da nova cepa, e em respeito aos alertas da ciência, governadores e prefeitos cancelaram festas de réveillon e carnaval. Pela prudência e bom senso, merecem fogos de artifícios, máscaras, confetes e serpentinas. Nessa linha, os políticos mostram também que estão de olhos bem abertos para as vozes das urnas.

Em 2022, os eleitores estarão vigilantes e atentos aos governantes que atenderam e respeitaram as normas sanitárias, nos momentos difíceis da pandemia. As urnas responderão aos que debocham da ciência, do uso da máscara e das vacinas. E certamente serão penalizados os governantes que demoraram a comprar vacinas e poderiam ter salvo milhares de brasileiros.

TUDO COMBINADO – No Senado, teatrinho da farsa, com roteiro demagógico, patético e cretino. Só faltou algum senador aparecer vestido de Papai Noel.  Quinta-feira. Plenário com quórum alto. Dia da votação da polêmica PEC dos Precatórios. Antes, votações para aprovar diplomatas para embaixadas no exterior.

As atenções da imprensa voltadas para o desfecho da conclusão dos trabalhos. Como combinado, o senador Rodrigo Pacheco deixa a presidência da mesa, desce para conversar com colegas.  Fica então presidindo à sessão o obscuro e sorridente Flávio Bolsonaro — livre, por ora, das acusações de rei das “rachadinhas”.

Desde o início, Flávio Bolsonaro já estava inquieto. Ao assumir a direção dos trabalhos, o filho 01 cresce e aparece, estufando o peito honrado e medalhado. Pela televisão, o Brasil fica focado no filhote do mito de barro. E ele pede, com ar brincalhão, que senadores votem pela aprovação de cargos diplomáticos.

O líder do governo, Fernando Bezerra, toma a a palavra e insiste, pedindo que senadores compareçam ao plenário. E a discussão da PEC começa com discurso do senador Márcio Bittar. Cumprindo à risca o roteiro eleitoral traçado pelos dóceis bolsonaristas, o senador do MDB acreano saúda Flávio Bolsonaro: “Parabéns por presidir sessão tão importante”. Arrematando a pantomima de corar anjos, Bittar aplaude o senador Eduardo Braga, por entrar na honrosa confraria dos avós. 

Depois, enfastiados do árduo trabalho e com a consciência do dever cumprido, vão todos para os restaurantes da moda ou para seus amplos e modernos apartamentos funcionais, até a próxima sessão de marionetes.

DAD PARA A ABL– Novo e belo livro da jornalista Dad Squarisi, “Maravilhas de Brasília”. Textos enxutos e irretocáveis. Dad é amada, respeitada e competente. Tem obras como “A arte de escrever bem”, “1001 dicas de português” e “Redação para concursos e vestibulares”. Integra a Academia Brasiliense de Letras e engrandeceria, também, por méritos literários conquistados, ser acolhida pela Academia Brasileira de Letras.

Nesse sentido, é saudável observar a grafia correta do jurista Miguel Reale Júnior (Estadão-04/12), em   “A aritmética de Hitler”. Lamentável que a maioria esmagadora dos jornalistas troque a aritmética pela matemática. Enchem a boca para informar errado. Não admitem a falha irritante porque se julgam sábios e gênios. Entre eles, narradores, colunistas e analistas de futebol. O Brasileirão não terminou, os equívocos continuarão e permanecerão durante as eleições de 2022.

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P.S. –
Por fim, Hulk campeão, artilheiro e craque do Brasileirão, evidencia hoje a colossal mediocridade do futebol pentacampeão do mundo. (V.L.N.)

Batalha final entre Lula e Moro pode ser mano a mano, no segundo turno da eleição

O elo entre Moro e LulaVicente Limongi Netto

Os rios correm para o mar. Não se pode lutar contra o destino, que está pregando uma peça em Lula e Sérgio Moro. O ex-juiz condenou, humilhou e mandou o ex-presidente para a cadeia, onde ficou preso por 580 dias.

Depois Lula obteve no Supremo Tribunal Federal o cancelamento de duas condenações de Moro e uma da juíza Gabriela Hardt. A anulação ocorreu por “incompetência territorial” da 13ª Vara Criminal de Curitiba. Segundo o STF, os processos deveriam ter corrido  em outra comarca. No caso, a Justiça Federal de Brasília. 

ATESTADO DE PUREZA – Assim, Lula ganhou da Justiça um atestado de honestidade e pureza. E o apreço de Lula por Moro é menor do que um selo de 10 centavos. Por sua vez, o respeito de Moro por Lula não vale um grão de areia. 

Por algum tempo pensou-se que a vida pública de Sérgio Moro, ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça, estivesse arruinada. Pesquisas eleitorais agora mostram que Lula e Moro têm chances de disputar o segundo turno, deixando Bolsonaro morrer na praia. Será a batalha final entre os dois.

BOA INFORMAÇÃO – Cumprimentos ao jornalista Leandro Mazzini, pelos valorosos 10 anos de boa informação como destaque no Jornal de Brasília.  Sua coluna “Esplanada” é recheada de notícias exclusivas, de todos os segmentos da vida nacional.  É, a meu ver, disparada, a melhor coluna do gênero na imprensa de Brasília.

Não desaponta ao leitor com notas requentadas, tolas, plantadas ou bajuladoras, como é comum no jornalismo brasileiro. São do tipo bolo de noiva: bonitas por fora, ocas por dentro. Feitas na base de releases.

TRÊS À MESA – Uma nota estranha no jornal sobre um encontro a três, que teria sido solicitado por Cristovam Buarque (Correio Braziliense – Eixo Capital – 02/12).

Bem, desde quando o ex-senador Paulo Octávio precisa recorrer ao obscuro Cristovam Buarque para solicitar algum pleito ao atual governador Ibaneis Rocha?

Eis uma informação absurda. Sem nexo. Aliás, se o trio agendou almoço, Paulo Octávio tem mesmo estômago forte.

De repente, passou a ser um bom negócio entrar na disputa como vice de Sérgio Moro

Pin em Históricos

Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Vicente Limongi Netto

O senador Álvaro Dias, nome respeitado dentro do Podemos, declarou, nesta terça-feira, na Rádio Bandeirantes, que a possível composição do governador João Doria com Sérgio Moro, “só tem espaço para vice-presidente”. 

A declaração de Álvaro confere com o que escrevi, dia 29, aqui na Tribuna da Internet: É surrada a marola de alguns pré-candidatos. Almejam, na verdade, ser lembrados para vice-presidente. Doria é um deles. Rodrigo Pacheco, Simone Tebet e Alessandro Vieira, também.

Os quatro, como não chegam ao segundo turno pelas próprias pernas, sonham em ficar na vitrine dos reservas de luxo. Esperando ansiosos pelo aceno de fé, amor e solidariedade dos candidatos com mais chances de vencer o pleito.

LEI DE SEGURANÇA – Quem não quiser passar festas de fim de ano na delegacia ou na cadeia, evite xingar Bolsonaro. Foi o que aconteceu com uma cidadã, na via Dutra, perto da cidade fluminense de Resende, por ter a audácia de rogar pragas para Bolsonaro, que acenava docemente para quem passava de carro.

Jurisprudência criada. Valorosos policiais que levaram a atrevida senhora para a delegacia serão medalhados pelo Palácio do Planalto, receberão aumento salarial e cesta com produtos natalinos. Onde já se viu, xingar um presidente tão puro e educado. 

É TUDO PROIBIDO – Blasfemar, gastar energia, praguejar, jogar ovos, cuspir, gastar tinta com faixas e cartazes contra o santo mito passou a ser perigoso. O maluco que arriscar será enquadrado na Lei de Segurança Nacional e passará a usar tornozeleira eletrônica pelo resto da vida. 

Diante da detenção da senhora que xingou o presidente, os alquimistas palacianos planejam mandar fazer um manual de boas maneiras para os policiais em geral.

O primoroso e democrático livro-guia recomendará aos briosos homens da lei que agora o povo só pode chamar Bolsonaro de lindo, trabalhador, agradável, respeitoso, gostoso, maravilhoso, único, grande presidente e renomado cientista, além de mito, é claro.

CANHOTINHA DE OURO –  Peço ao leitor (não guardei o nome dele) que respeite o nome do eterno Gerson Nunes, o cerebral canhotinha de ouro do tricampeonato.

Em carta do dia 26 ao Jornal de Brasilia, o afoito cidadão teve a infeliz ideia de chamar o Brasil atual de “Gersolândia”. Nada mais ridículo, injusto e deplorável. Gerson não pode nem merece ser lembrado e cobrado por uma propaganda de cigarro que fez há 60 anos.

Gerson é homem de bem. Perto de completar valorosos e dignos 81 anos de idade.  Excelente chefe de família, pai e avô. É  respeitado no mundo inteiro, pelo exuberante futebol que encantou torcedores. O leitor acertaria, por exemplo, se chamasse o Brasil atual de “Bolsonorândia”.  Ou, quem sabe, “Lulândia”.

NEO PORCARIA – Diante das constantes e irritantes quedas de energia, o consumidor brasiliense quer resposta para a dúvida atroz: a empresa responsável (que Deus perdoe-me a blasfêmia) é mesmo, no duro, Neo Energia?

Ou será apenas Neo Porcaria?

Costa Neto e Ciro Nogueira dão gargalhadas, porque sabem que estão garantidos no poder

Legendas avaliam se juntar em federações para fazer frente ao novo União Brasil - Jornal O Globo

Costa Neto e Ciro Nogueira aderem a qualquer presidente

Vicente Limongi Netto

Vejo uma foto em O Globo, mostrando Valdemar Costa Neto e Ciro Nogueira dando gargalhadas. “Rico ri à toa”, dizia o bordão do saudoso humorista Brandão Filho, no programa “Balança, mas não cai”, contracenando com Paulo Gracindo. Na política atual, os dois notáveis do Centrão mostram que a vida é bela – para eles, claro.

As águias da política devem achar graça do desemprego e da fome batendo na porta de milhões de brasileiros, com 615 mil mortos pela covid-19. Devem rir também com a certeza de que o Brasil jamais saberá os nomes dos deputados beneficiados com a excrescência chamada emendas do relator.

RISO FROUXO – Ciro e Valdemar exibem riso frouxo porque vem aí a imoral PEC dos Precatórios e eles estão bolando planos diabólicos, juntos com Arthur Lira, outro gênio do mal, tentando diminuir poderes do Supremo. Estão conscientes de que permanecerão dando homéricas gargalhadas, porque têm Bolsonaro sob controle, sob as rédeas do guloso Centrão.

Sabem que ri melhor quem ri por último. Nas eleições de 2022, caso Bolsonaro esteja mal das pernas, não terão nenhum pudor em se bandear para o colo do candidato que vencer a disputa. (Posso desenhar esse tópico, caso Jair Bolsonaro, Augusto Heleno, Eduardo Ramos e Braga Netto queiram entender)

FALSO JUSCELINO – O senador Rodrigo Pacheco tornou-se um patético imitador de Juscelino Kubitschek. É o fim da picada ver mais um engravatado ciscando na rinha como pré-candidato a presidente. Grandalhão, apessoado, terno alinhado, voz de locutor, o presidente do Senado tenta passar ao público silhueta e características diferentes de outros concorrentes. Morro de rir.

Bobagem, chove no molhado. Sua falsa e enfadonha indignação e a preocupação com dificuldades do Brasil não comovem mais ninguém. São todos do mesmo saco sem fundo.  O figurino é o mesmo.

O eleitor atento e tarimbado não cai mais em conversas fiadas, nem espera que promessas mirabolantes sejam cumpridas. É manjada e surrada a marola de alguns pré-candidatos. Almejam, na verdade, ser lembrados para vice-presidente ou ministro.

TUDO ENSAIADO –  O script da disputa política é cômico e falso. Brigam, ameaçam, trocam xingamentos e empurrões, berram pelos cotovelos e narinas. Depois do pleito, juntam os cacos, lavam a lama e trocam juras de amor. Seguem a máxima de Davi Alcolumbre, “eu te ajudo e você me ajuda”.

O eleitor, por sua vez, volta a ocupar o lugar de costume. Com a alma de eterno figurante, ultrajado e esquecido. Chupado como laranja. Não fica nem com os bagaços. Novamente percebe que foi enganado. O estômago fica embrulhado. Caso precise recorrer ao político que votou, é crivado com as costumeiras desculpas: Viajou”, “Está em reunião”, ” Ligue depois”, “Quer deixar recado?”.  Até quando, meu Deus?

PÉ FRIO – Bolsonaro, que sempre se declarou palmeirense, por ser descendente de italianos, desta vez revelou que estava torcendo pelo Flamengo no jogo final das Libertadores. Deu no que deu.

Por fim, estou bestificado com a genialidade do Tostão, colunista esportivo da Folha, que fez a seguinte afirmação: “O Brasil tem técnicos bons e ruins, como no mundo todo”.

Caramba! Deveria patentear a descoberta.

Pela primeira vez, terei o desgosto de não votar em ninguém, porque nenhum deles merece

Charge do Bello (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Graças aos céus, pela idade, não tenho mais obrigação de votar. Não irei colocar azeitona na empada de cretinos, falastrões e ingratos. Só procuram você em época de eleição. Não merecem meu apreço.  Foi-se o tempo em que, esperançoso e entusiasmado, fazia a barba e colocava roupa nova para votar.

O balaio de candidatos medíocres e oportunista não para de crescer. Todos empenhados em tirar Brasília e o Brasil do caos sáfaro. Todo dia aparece um cara-de-pau fantasiado de salvador do Pátria.  Raríssimos se salvam.

NINGUÉM MERECE – Não votarei em ninguém. Ninguém, mesmo. Nem para a Câmara Legislativa, Senado, Câmara Federal, governador, tampouco e sobretudo para presidente da República.

De antemão aviso que a caixa dos correios de casa e minhas redes sociais não merecem ser entupidas com papeluchos eleitoreiros. Não são latrinas.

Para produzir medicamentos e salvar vidas, o Brasil precisa produzir mais cannabis e menos canalhas, venais, demagogos, oportunistas, farsantes, cretinos e covardes.

PARABÉNS, AMIGO – Tenho a honra e o prazer de ser amigo de fé de um cidadão, militar, general, altivo, sereno, lúcido, firme e forte, chamado Agenor Francisco Homem de Carvalho. Na terça-feira, dia 23, o bucólico e cativante bairro carioca da Urca esteve em festa, comemorando mais um aniversário da grande figura, humana e profissional.

Agenor exerceu funções relevantes, com destemor, isenção e competência, como militar graduado e homem público. Entre elas, Adido Militar na embaixada do Brasil na Itália, Comandante do Colégio Militar do Rio de Janeiro e chefe do Gabinete Militar do presidente Fernando Collor de Mello.

Votos para que as luzes de Deus continuem marcantes no lar do querido amigo, com alegria e saúde para todos seus entes queridos. 

DE BEM COM A VIDA – O jogador Arrascaeta está feliz como pinto no lixo. Para a decisão da Copa Libertadores da América, neste sábado, contra o Palmeiras, em Montevidéu, o craque do Flamengo contará com duas torcidas expressivas e contagiantes –  a nação rubro- negra e a atraente cantora Anitta.

Dois incentivos nada desprezíveis em busca do troféu de melhor time do mundo.

Pandemia volta a assustar o mundo, mas 25 milhões de brasileiros recusam-se a tomar a segunda dose…

Casos disparam na Áustria e na Alemanha

Áustria, Alemanha e outros países descuidaram da vacinação

Vicente Limongi Netto

Recolho do Correio Braziliense de domingo ( dia 21) uma  memorável  alegria e uma avassaladora e inevitável preocupação. A boa nova, ao ler Ana Dubeux exaltando a deusa das letras e do jornalismo, nossa amada e doce mestra Dad Squarisi, que próximo dia 27 lança novo livro, “Maravilhas de Brasília”.

E a preocupação, que passou a incomodar meu coração, veio por conta do oportuno editorial “Pandemia dos não vacinados”. O texto salienta o recrudescimento da Covid na Europa e o temor do jornal e da Fiocruz, assim como a mesma inquietação de milhões de cidadãos, para o risco das flexibilizações “equivocadas com a proximidade das festas de fim de ano, férias e carnaval”. 

Pelos números oficiais, 25 milhões de brasileiros ainda não tomaram a segunda dose. Em Brasília, são 300 mil pessoas sem a segunda aplicação. Santo Deus! É inacreditável tanto desleixo e irresponsabilidade. Pensam (foi mal) que a pandemia acabou.

Melancólica síntese: o virus da covid vibra com a estupidez do brasileiro. Já providenciou fantasias diferentes para o carnaval. Nada de máscara, mas bastante confete e serpentina. Oremos.

O CLAMOR DAS RUAS – “Tem uma moeda aí, tio?”. É o clamor sofrido das ruas. Vindo de crianças, adultos e adolescentes. Mãos estendidas. Caixinhas e latas de leite compõem o cenário frio, humilhante, melancólico. Vozes trêmulas. Pés descalços. A fome anunciada pelos olhos tristes.

É o Natal chegando. Significa esperança de ganhar algum trocado para comer. Quem sabe, um natal menos amargo e dolorido. As “caixinhas” também são vistas em balcões de lojas, padarias, lavanderias, papelarias e bancas de jornais. Embora empregados, ninguém se acanha, o dinheiro é curto. Caixas e latas marcam a linha da fome e da miséria. Andam juntas.

A fome não tem hora para chegar.  Semáforos, estacionamentos, portas de bares, restaurantes e de lanchonetes, fazem das caixinhas e latas o porto da esperança. Esperando a caridade de bondosos corações.

ENEM PARA CANDIDATOS – O Tribunal Superior Eleitoral deveria exigir que os sabidões pré-candidatos à Presidência da República, façam o ENEM. O índice de reprovados seria avassalador.

A propósito, o aplicativo do PSDB foi criado (Newton, a grafia é essa???) por bolsonarista, petista, morista ou cirista? Na dúvida, a tucanada deveria pedir socorro ao gênio Fernando Henrique Cardoso, que imediatamente ofereceria uma solução liberal e  privatizante para resolver a trapalhada das prévias do partido. Francamente, foi (e ainda é) um vexame.

“A mulher é a chama infinita do amor clareando o dia”, diz o poeta Vicente Limongi Netto, que completa 77 anos hoje

Limongi e sua esposa Wrilene, em noite de gala

Paulo Peres

Poemas e Canções

Nascido em Manaus, Vicente Limongi Netto foi morar em Brasília há mais de 40 anos e se tornou um dos jornalistas e poetas mais queridos da cidade, famoso peladeiro e autor de “Brasília, parceira amorosa do vento”.

Neste sábado, dia 20, Limongi completou 49 anos de casado com a cearense Maria Wrilene, e hoje, dia 21, comemora seus 77 anos, junto com a família e os amigos. Sobre esses aniversários seguidos, o jornalista diz que são momentos em que recorda Adélia Prado: “Não tenho tempo para mais nada/ ser feliz me consome”. Em homenagem ao amigo, publicamos o mais recente poema que fez para sua doce Maria Wrilene.

MULHER, A RAZÃO DE VIVER
Vicente Limongi Netto

A mulher é o céu,
a nuvem, o vento,
o sol que não se apaga.
É o fogo brilhando,
o encantamento,
o sublime nos olhos.

É a luz eterna,
o fôlego que ensina,
o perfume da alma.
É a flor valorosa,
o estalo da vida,
o prazer do convívio.

É o sonho acalentado,
a pureza da vida,
o sentimento do amor.
É o culto da ternura,
o bálsamo que alivia,
o sorriso que comove.

É a paz que nos vence,
o sopro que fascina,
o castelo da fé.
É o berço da ternura,
o porto divino do amor,
é conviver no paraíso.

É a chama infinita do amor
clareando o dia.

Há provas abundantes das rachadinhas de Alcolumbre, mas ele está confiante em escapar ileso

Charge do Son Salvador (Estado de Minas)

Vicente Limongi Netto

A “Veja” trouxe mais informações e detalhes minuciosos e irretocáveis das ações nada republicanas do capo das “rachadinhas” no Senado, o filósofo destrambelhado de beira de estrada Davi Alcolumbre. O bondoso e deselegante ex-presidente do Senado estuda convites para ensinar, em palestras, as manhas do aforismo escancarado que criou, em prosa e verso, para o Brasil: “Eu te ajudo e você me ajuda”.

Fofo Davi. Mesmo diante de fatos e denúncias apuradas pela revista, com contracheques e depoimentos das ex-funcionárias que eram obrigadas a entregar a maior parcela dos salários, o franciscano Alcolumbre blasfema jurando que o idealizador das “rachadinhas” era o chefe de gabinete dele, advogado Paulo Boudens.

Como nos filmes policiais, o calvo Boudens será o mordomo das insanas peraltices do guloso senador. A matéria da “Veja” finaliza, pesarosa, que Alcolumbre acabará como santo de pau oco da escabrosa história, deixando a fama de bandido, sozinho, para o ex-operoso auxiliar.  Realmente, a Polícia Legislativa já arquivou a investigação.

LOBISTA DO BEM – Valorizei meu precioso tempo e conhecimento, lendo o excelente e oportuno livro de Jack Corrêa, “Lobby Stories”, com ilustrações de Elitan David.  Texto bom, leve, agradável. Esclarecedor e divertido. Jack é respeitado profissional do ramo do relacionamento governamental. No Brasil e no exterior. Também craque na complicada arte de cultivar amigos. 

A profissão de Jack é dura e fascinante. Requer perspicácia, charme, cultura, elegância pessoal e no trato, paciência, azeitado jogo de cintura e bastante conhecimento da alma humana. Para Fernando Sabino, Jack é o único mineiro nascido em Curitiba. A galeria de fotos de personalidades nacionais e internacionais, mostrando a trajetória profissional de Jack Corrêa vale pelo livro. Tem de tudo. Um zoo completo de seres humanos. Desde o Papa João Paulo Segundo, Roberto Carlos, Chico Anysio, passando por Lula, Collor, Pelé, FHC, Francelino Pereira (quando nasceu o dom de Jack para o lobby institucional), Bolsonaro, João Carlos Martins, Popó e Dilma.

ATLETICANO – Jack lançará o livro em outros Estados. Na agenda, Manaus, onde fez muitos amigos e colaborou, durante várias edições do belo espetáculo, pelo sucesso do Festival de Parintins, quando era graduado executivo da Coca Cola.

No momento que finalizava estas bem traçadas linhas, fui informado por fontes do Galo mineiro que o atleticano Jack já foi convocado para desfilar, no carro de bombeiros de Belo Horizonte, com jogadores do merecido campeão do brasileirão.

GRANDES ADVOGADOS – A coluna Eixo Capital (Correio Braziliense – 17/11) destaca, na notícia “Da OAB para a política”, os nomes ilustres e saudosos dos advogados Maurício Corrêa e Sigmaringa Seixas, além do atual governador Ibaneis Rocha. Gostaria, nessa linha, de recordar e salientar idêntica trajetória do advogado Bernardo Cabral.

Foi secretário-geral e presidente da OAB Nacional. Ingressou na politica como deputado estadual no Amazonas,  depois foi deputado federal e relator-geral da Constituinte, senador e ministro da Justiça. Cabral, 89 anos, há pouco foi homenageado pela OAB, em cerimônia virtual, com as participações do presidente do STF, ministro Luiz Fux e do ministro do STJ, Mauro Campbell.

Bernardo costuma afirmar que entre todos os cargos que ocupou, a função de advogado é a que lhe dar mais orgulho.

PROMESSAS — Exibindo a patetice habitual, o bisonho Cristovam Buarque repetiu, para Roberto D’Ávila, na Globonews, suas costumeiras lorotas.

Única parte boa da melancólica entrevista, foi as promessas de que não será mais candidato a nada (as urnas agradecem), e nunca mais escreverá (escreverá? Credo, foi mal) bolorentos artiguetes para jornais. 

Festa do interior, com o Planalto festejando a anulação das provas sobre rachadinhas

TRIBUNA DA INTERNET | MPF recorre para STF reverter decisão do STJ que  anulou quebras de sigilo de Flávio no caso das “rachadinhas”

Charge do Nani (nanihumor.com)

Vicente Limongi Netto

O mundo político vibrou; os católicos iluminaram os céus com preces e velas gigantes. Os franciscanos lavaram a alma, acabaram com o estoque de detergentes nos mercados. Os sinos das igrejas repicaram. O Palácio do Planalto ajoelhou-se e chorou. No Rio de Janeiro, Fabrício Queiróz soltou foguetes, distribuiu santinhos com o rosto do amado afilhado e bebeu todas, enquanto milicianos soltavam rajadas de fuzis. 

As comoventes manifestações de memorável felicidade têm justificável motivo: impolutos ministros do Superior Tribunal de Justiça(STJ) inocentaram o senador Flávio Bolsonaro das denúncias de “rachadinhas” dos tempos em que o filho 01 foi deputado estadual no Rio de Janeiro. Alegaram que as ações estavam anuladas.

PROVAS INVÁLIDAS – Os isentos e sábios magistrados decidiram que as provas robustas apresentadas pelo Ministério Público eram conversa fiada. Fruto de imaginação e inveja que atingem o outrora incansável comerciante de chocolates.

Não paira mais dúvidas. O parlamentar passará a ser conhecido como Dom Flávio. O STJ já enviou para o Vaticano a papelada para a canonização do senador. Não mandaram, por puro esquecimento, o relatório da CPI da Covid, onde o senador é indiciado. Breve o prendado 01 será conhecido por São Flávio.

Eufórico com a honestidade e pureza do colega, comprovadas pelo STJ, o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco, mandou construir um Fláviomóvel, idêntico ao Papamóvel do Santo Pontífice, à prova de ovos e tomates. O pai orgulhoso do filho imaculado mandou trocar o slogan “Pátria amada, Brasil”, para “Pátria amada do Santo Flávio”.

MICROFONE ABERTO – Deselegante, para dizer o mínimo, a postura do Ministro Francisco “Faltão”, digo, Falcão, na sessão de julgamentos de quarta-feira, dia 10,  no STJ, na qual o sábio e notável magistrado esqueceu o microfone aberto e chamou a ministra Assusete Magalhães de” velha,” acrescentando que “ninguém a aguentava mais”. 

Quem conhece os meandros do judiciário sabe que o insigne Ministro chegou ao judiciário por causa do pai, Djaci Falcão, que foi respeitado ministro do STF.

À época que fazia campanha para chegar ao Superior Tribunal de Justiça, houve uma séria resistência por parte dos ministros da Corte com a indicação de Falcão para o cargo.

APELIDO EXATO – Profetizaram com motivo, pois todos sabem que o ilustre ministro leva o apelido de “Faltão”, por estar sempre viajando e não comparecer às sessões de julgamentos.

O nobre magistrado também não atende advogados. Ou seja, descumpre mandamento legal do Estatuto. Todos os anos, uma famosa publicação jurídica avalia o desempenho dos magistrados dos tribunais superiores e o airoso juiz sempre leva nota zero dos advogados.

Concluindo, o estupendo jurista tem um filho advogado, Djaci Falcão Neto, que convive, leve e faceiro, nas dependências do STJ abordando os colegas do pai com suas causas. Quando está enfastiado, o brioso advogado vai descansar no apartamento que tem, em Miami. Afinal, ninguém é de ferro. 

DOIS PONTOS – O primeiro é sobre o presidente Bolsonaro, que indagou candidamente: “Se eu não for para o centrão, vou para onde?”. Eu e milhões de brasileiros sabemos para onde mandar Bolsonaro. Mas é bom tapar os ouvidos das crianças.

O segundo ponto é sobre nossa colega Cristiana Lobo, que exerceu o jornalismo com correção e dignidade. Respeitada por colegas e políticos, com quem conviveu durante anos de profissão, deixa muitas saudades. 

Ao acusar o TSE de estupro, o presidente Bolsonaro violenta e arromba a opinião pública

Bolsonaro arrebenta a corda e fascismo avança rumo à ruptura violenta:  Bate-papo com Hélio Doyle - Expresso 61

Bolsonaro estupra a ciência, o bom senso e a honorabilidade

Vicente Limongi Netto

O mito de araque estrebuchou porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato do deputado Fernando Francischini, por espalhar notícias falsas. Do alto de sua infinita e irretocável boçalidade, Bolsonaro chamou de “estupro” a decisão do TSE (Estadão – 5/11).

Bolsonaro fala de cátedra. Estupra e deslustra o cargo diariamente. Mesquinho, revogou títulos de grão-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico concedidos a dois pesquisadores. Repudiando e protestando contra o gesto torpe do presidente, diversos cientistas devolveram a comenda que haviam recebido.

ESTRUPADOR NATO – Bolsonaro tem vasto histórico de estupros na chefia da nação. Estuprou a ciência, debochando da importância da vacina no combate ao vírus da covid-19; estupra jornalistas com grosserias, ameaças e patadas; estupra o bom senso, tirando fotos com criança armada com fuzil; estupra a verdade, fazendo discurso mentiroso na ONU; e estupra a vacina, insinuando que ela causa aids.

Bolsonaro também estupra a dignidade da boa e qualificada política, tornando-se refém do guloso e nada republicano Centrão. Agora, no colo de Valdemar Costa Neto, o estupro é completo. Tudo dominado. Resta a certeza de que os brasileiros vão enxotar Bolsonaro do cargo nas urnas de 2022.

MAIS DOIS FELINOS – Em festa o zoológico de Brasília, com o nascimento de dois filhotes machos de onça-pintada (Correio Braziliense- 9/11).  O público animado votou para escolher nomes para os felinos. Amigos-da-onça despejaram votos em figuras públicas manjadas. Pilantras querendo estragar a votação. Confundiram os bichos. Imaginavam que votavam para dar nomes a duas hienas nascidas no mesmo zoo. 

Nesse sentido, apareceram votos para Arthur Lira, Valdemar Costa Neto, Jair, Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonaro, Davi Alcolumbre, Onyx Larenzoni, Marcelo Queiroga, Eduardo Pazuello, Cid Nogueira,  Eduardo Girão e Marcos Rogério.

Perderam tempo, porque as onças nasceram com pedigree de boa família e ganharam outros nomes mais dignos: George e Peter.

Quieto no seu canto, Collor ainda recebe alguns ataques gratuitos e injustificáveis 

Ex-presidente Fernando Collor é suspeito de receber propina de R$ 800 mil -  Época Negócios | Brasil

Collor não incomoda ninguém, mas vive sendo incomodado

Vicente Limongi Netto

De quando em vez aparecem na imprensa textos ressentidos e desinformados, contra a gestão do presidente Collor de Mello. Agora surgiu, de tacape em punho. o cidadão Orlando Thomé Cordeiro (Correio Braziliense- 5/11) que se intitula Consultor em Estratégia. Palmas para ele.

O glorioso senhor chamou a gestão de Collor de “desastrada”, com “escândalos de corrupção”. É mais um que não se enxerga. Que não tem grandeza de recordar, pelo menos de passagem, os benefícios que o curto governo Collor deixou para o Brasil e para os brasileiros. Foi Collor que abriu a economia brasileira ao mercado internacional. Hoje todo cidadão tem celular. Inclusive o notável Orlando. A maioria dispõe de computadores. Médicos, dentistas e fisioterapeutas utilizam instrumentos modernos para atender pacientes.

MODERNIZAÇÕES – Foi Collor que possibilitou todas estas vantagens aos brasileiros. Não foram os bravateiros e gênios de araque, fantoches de interesses contrariados das muretas dos cartéis, que Collor enfrentou com coragem e firmeza. Refresco a memória do açodado Orlando Thomé Cordeiro com outras leis do governo Collor que permanecem servindo aos brasileiros, como o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Código de Defesa do Consumidor e os colégios CIACs.

Collor valorizou trabalhadores rurais, dinamizou o SUS. Na gestão Collor nasceu a Lei Rouanet.  Sob o comando deler, o Brasil sediou a vitoriosa e pioneira Rio+20, com a presença de 150 chefes de Estado.

Apearam Collor do cargo através de um torpe impeachment, orquestrado por brasileiros derrotados por Collor nas urnas. No final da colossal empulhação política da qual foi vítima, Collor foi inocentado das acusações de corrupção em dois julgamentos pelo Supremo Tribunal Federal. Não serão balas de festins de decaídos patrulheiros e luminares por correspondência que esmorecerão o espírito e a vontade de Collor de prosseguir trabalhando pelo Brasil.

AULA DE REDAÇÃO – Errar é humano. Insistir no erro é burrice ou má-fé. Ou ambas as coisas. Nessa linha, volto ao tema por rigoroso interesse gramatical. Em benefício da correta redação. Matemática ou aritmética?

Virou rotina falar ou escrever errado. Os equívocos são frequentes. Batem tanto na mesma tecla que a falha tornou-se vício de linguagem. Escrever errado virou charme.

Lamentável e patético. Justiça aos raros que grafam certo ou falam corretamente. Sobretudo agora, no final do Brasileirão, série A e B, quando é preciso avaliar as chances numéricas dos adversários.

UM ERRO COMUM – Programas esportivos nas televisões e rádios e matérias nos impressos anunciam “Hora da matemática”, “Projeção da matemática”, “Cuca avalia a matemática”. Um horror. Pavoroso erro. Sumiram com os manuais de redação. Céus.

Matemática, refrescando a cachola dos sabidões. é a ciência dos números. Mas quem trata deles, diminuindo, somando e multiplicando, é a aritmética. Fica a esperança de que até a rodada final das séries A e B, a rapaziada aprenda a lição. A diferença entre a matemática e a aritmética. Sem medo e traumas da aritmética. Leitores e telespectadores exigentes agradecerão.

A família Bolsonaro bobeou e Alcolumbre agora pensa em patentear as “rachadinhas”

Rachadinha no Senado: Davi Alcolumbre teria ficado com parte de salários de servidoras fantasmas - Jornal Opção

Alcolumbre jura que consegue provocar que é tudo mentira

Vicente Limongi Netto

Tem razão a letra do samba “Pois É”, consagrado por Ataulfo Alves: “A maldade dessa gente é uma arte“. Que o diga o probo senador Davi Alcolumbre. Nuvens sombrias, o fogo do inferno e a inveja tiraram o sossego do roliço amapaense.

Não serviu para nada o ex-presidente do Senado ser “terrivelmente israelita”, porque o momento é dos evangélicos, cujos votos Bolsanaro tenta manter ao indicar ao pastor presbiteriano André Mendonça para ser ministro do Supremo Tribunal Federal(STF).

FIM DO DESEMPREGO – O motivo para insistirem em tirar o couro do Davi Alcolumbre para fazer cuíca, não se sustenta. Tudo porque o bondoso Davi caiu na esparrela de colaborar com o governo, na sublime tentativa de diminuir o desemprego e a miséria no Brasil. Por isso caiu nas garras da “Veja”.

O então presidente do Senado contratou para seu gabinete as doces desempregadas Marina, Érica, Lilian, Larissa, Adriana e Jessyca. Fez um pedido cativante para elas, adotando a versão moderna de São Francisco das rachadinhas, “Eu te ajudo e você me ajuda”. Slogan abençoado para as próximas eleições.

Em pouco tempo, já faturou R$ 2 milhões. Se patentear esse tipo de campanha beneficente contra o desemprego, que aprendeu ao conviver com a família Bolsonaro, Alcolumbre ficará rapidamente rico e poderá aposentar-se da política, que dá muito trabalho, provoca inveja e críticas despropositadas. ´

PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO – O guloso, infame, serviçal e nada republicano bloco do Centrão, engatilha nova excrescência política para socorrer o ainda presidente Jair Bolsonaro diante de uma possível derrota nas eleições de 2022.

Querem violentar a Constituição para transformá-lo em senador vitalício, junto com os ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer, para que Bolsonaro continue tendo foro privilegiado e possa escapar da série de indiciamentos criminais impostos pela CPI da covid-19.

Esperamos que o bom senso do Congresso repudie esse desonroso e sinistro “prêmio de consolação”.