Cirurgiões plásticos da capital tentam operar Bolsonaro e Simone Tebet, ao mesmo tempo  

De Bolsonaro a Simone Tebet, já há 11 pré-candidatos ao Planalto

Bolsonaro queimou a cara e Simone queimou a largada

Vicente Limongi Netto

Os cirurgiões plásticos de Brasília estavam disputando dois clientes importantes, mas ainda não conseguiram marcar as operações. A primeira delas seria feita pelo presidente Jair Bolsonaro, que prometer botar a cara no fogo pelo então ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, que permitiu as tramoias evangélicas com prefeitos de todo o país.

Informado por serviçais que plásticas desse tipo são demoradas e custam caro, Bolsonaro voltou atrás. Trocou a cara pela mão, mas na Hora H do Dia D, só colocou no fogo a pontinha do dedo. Assim, não haverá mais plástica e o presidente botou apenas um Band-Aid no indicador.

A senadora Simone Tebet, por sua vez, candidata à presidência da República, que caiu dos 3% para 1%, segundo pesquisa do Datafolha, precisa de uma plástica radical nas ações e no palavreado, na tentativa de sair do descrédito eleitoral e obter a confiança dos eleitores.

Assessores de seu gabinete não informaram se o senadora passará pelo procedimento estético em clínica particular ou se recorrerá ao SUS.

REGUFFE CANDIDATO – O festeiro São João está  feliz. Estrelas brilhando mais. Os anjos cantam e vibram, São Pedro colocou roupa nova e os santos aplaudem a decisão que tornará o inverno menos rigoroso e alegrou o sol, árvores e passarinhos, tudo isso porque o senador Antônio Reguffe (União-DF) anunciou que concorrerá ao governo de Brasília. 

Na minha opinião, Reguffe é um falso paladino. Devolve verba de gabinete, deixa de contratar a maioria dos servidores a que tem direito, que precisam de locação, não usa carro oficial, não utiliza o plano de saúde dos senadores e também não se inscreveu na Previdência do Congresso, prefere se aposentar pelo INSS.  Tudo isso é só para ganhar votos.

Se realmente for candidato ao governo do DF, perde feio para o atual governador Ibaneis Rocha. E olha que perder para Ibaneis, dizem os brasilienses, só se o cabra for mesmo incompetente.

FALTA O GANSO – Atrevo a dizer que a seleção brasileira ficaria completa com a convocação do cerebral meia Paulo Henrique Ganso. Sobretudo agora que a Fifa decidiu que cada seleção pode levar 26 atletas para a Copa do Catar. Ganso não complica. Simplifica e clareia o jogo. Orienta o time com incrível lucidez.  Virtudes difíceis para a maioria dos jogadores.  Descobre brechas inacreditáveis para passes certeiros. Deixa o companheiro na cara do gol.

O futebol elegante, inteligente e objetivo que Ganso tem mostrado no Fluminense, encanta inclusive torcedores adversários. Ganso é joia rara no futebol penta campeão do mundo.

Copa do Mundo é guerra de poucos jogos. Precisa de jogadores inteligentes para encarar adversários fortes. Dentro de campo, ninguém conhece Neymar melhor do que Ganso.

É deplorável a falta de respeito das “autoridades” diante da morte de Bruno Pereira e Dom Phillips

Mourão concentra políticas para a Amazônia nas Forças Armadas - Agência  Pública

Mourão abriu a boca para dizer um monte de bobagens

Vicente Limongi Netto

Autoridades do governo federal e apaniguados, militares e civis, fazem questão de tentar suavizar a situação e tirar o corpo fora dos assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips. Fazem declarações chulas, cretinas e deploráveis. Enchem a boca imunda e cretina para deitar falação sobre a Amazônia. Pregaram na testa que apenas eles conhecem de verdade aquela imensa região.

Com arrogância de berço, mandam mensagens infames para quem discorda deles. Cambada de puxa-sacos e pernósticos.  carrego a vergonha de ter conhecido um desprezível coronel com esta mentalidade doentia e confusa. O coitado não aceita críticas. Só ele conhece a Amazônia, alegando que morou lá. E daí, cara pálida? É m pateta com raciocínio torpe, medíocre e rasteiro. Duque de Caxias revira-se no túmulo.  

PESSOAS NEFASTAS – Desrespeitam, descaradamente, as memórias do indigenista e do repórter que foram assassinados. Ultrajam o sentimento de dor dos familiares e de uma imensa parte da nação, que tem princípios. A começar pela atitude acintosa do próprio presidente Bolsonaro, fazendo motociata em Manaus exatamente quando houve a confirmação oficial de que Bruno e Dom foram assassinados. E levava na garupa um coronel capacho reformado, ambos sem capacete.

Agora, para não ficar atrás do rosário de sandices e imbecilidades, surge das trevas da boçalidade o vice-presidente Hamilton Mourão, chamando Dom Phillips de “gaiato”, por ter entrado, com Bruno Pereira, em área perigosa.

Gaiatos, na verdade, são esses integrantes do desgoverno Bolsonaro. Gaiatos são os gulosos da política que  já começaram a mamar dos bilhões do escandaloso Fundo Eleitoral, deixando o Brasil afrontado, diante da miséria, da fome e do desemprego que devastam o Brasil. Infelizes gaiatos somos nós, que temos que suportar Bolsonaro e serviçais de todos os calibres e gostos. Mas as urnas de outubro darão um pé nos fundilhos desta corja vil, sórdida e infame.

PARADA LGBT+ – Sucesso estrondoso a parada LGBT+ em São Paulo, considerada a maior do mundo. Acredita-se que existam no Brasil muitos milhões de mulheres e homens LGBT+ que não querem compaixão, apenas respeito. E vêm nos lembrar que somos todos iguais como seres humanos.

Ninguém merece ser ofendido,  agredido ou assassinado, porque tem opção sexual diferente da sua. É preciso, urgente, que decaídos de espírito e de sentimentos amadureçam. Fim da linha para a brutal e covarde intolerância. Que o amor e a compreensão perdurem para sempre nos corações.

Por fim, a senadora Simone Tebet, empolgada candidata à Presidência da República, prometeu na televisão “comida mais barata”. Só esqueceu de indicar os nomes dos restaurantes.

Lula diz que o Brasil era “civilizado” na era do PT, quando mandou saquear a Petrobras

Lula defende intervenção na política de preço da Petrobras

Lula literalmente meteu as mãos nos recursos da Petrobras

Vicente Limongi Netto

O boquirroto Lula tem se esmerado em monumentais sandices. Sempre sem máscara, atropela o bom senso e a higiene sanitária. Declarou, com a maior cara lambida, para a plateia de áulicos: “Éramos civilizados”. E indagou, a seguir, com candente hipocrisia e desfaçatez: “O que aconteceu?”.

Quando Lula afirma que “éramos civilizados”, é para enfatizar o balaio de medonhas façanhas dos velhos tempos petistas, como fraudes, lavagem de dinheiro, subornos e envio de dinheiro dos brasileiros para ditadores. O “éramos civilizados” de Lula reflete a saudade que o PT tem dos gloriosos tempos do “petrolão”, pois estão loucos para quebrar novamente a empresa. O cretino “éramos civilizados” mostra que o presidenciável Lula anda ansioso pela volta ao poder. 

EMPATE TÉCNICO – Pesquisa encomendada pelo Correio Braziliense (15/06), deu Lula e Bolsonaro quase abraçados, empatados, em Brasília. Sem novidades. Aqui e no Brasil, em geral. A terceira via continua sofrendo de impaludismo. Candidatos fracos, não amedrontam nem tira o sono de Lula e Bolsonaro. A badalada e falante senadora Simone Tebet, agora com o tucano Tasso Jereissati para vice, estava entre 1 e 3%. Agora, caiu mais, está com 2,1%.   Apenas Ciro Gomes sobe um pouco. Oscila geralmente entre 7,4, 8 ou 9 %.

Há meses que venho martelando, aqui e alhures: quem se atrever a enfrentar Bolsonaro e Lula, sairá chamuscado. São fatos. Não brigo com eles. A pesquisa também mostra números na disputa para o Senado. A deputada Flávia Arruda aparece na dianteira, com 36,9%. A ex-ministra Damares Alves leva lavada, com 10,1%.

ABANDONO TOTAL – Crianças atropeladas por canalhas irresponsáveis. Crianças nas ruas, passando frio e fome. Pedindo esmolas. Crianças morrendo em enchentes e deslizamentos de terras. Crianças esmagadas pela dor.  Sem amor e esperanças. Crianças chorando, desesperadas, distantes ou separadas dos pais, nos conflitos entre países.  Crianças vítimas de estupradores. Crianças que assistem pais serem assassinados. Crianças morrendo nas filas dos hospitais e em tiroteios nas escolas.

Para onde vamos? Aonde chegaremos? O escritor francês Albert Camus tem razão, nada mais escandaloso do que criança morta. Crianças infelizes, sem educação, sem futuro. Crianças que só conhecem amarguras, isoladas de alegrias. Distantes do que realmente merecem e têm direito. Amor, carinho, respeito, conforto, educação e alimentação.

Para ser presidente da República, é preciso respeitar os Dez Mandamentos da Política

Conhecer o cliente não basta! - BANCO DE PALESTRANTES do CLUBE DO VENDEDOR

Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Vicente Limongi Netto e Everaldo França de Ferro

Os partidos políticos, que devem ser os guardiões da democracia, são os primeiros a inviabilizar seus possíveis candidatos, devido ao “olho grande” no Fundo Partidário de R$ 4,9 bilhões. É natural que em cada seleção a escolha tenha que obedecer a algumas regras, que na nossa concepção são básicas para pleitear o cargo de candidato a presidente da República. Alguns exemplos abaixo poderiam ajudar, mas os políticos, em sua maioria, se deixam levar pelo colossal ego, enquanto o povo paga o pato e as contas.

1) O candidato, para ter aceitação da maioria dos filiados do partido, precisa ter liderança pela sua trajetória política;

2) Além disso, o candidato precisar ter aceitação e liderança dos caciques do seu partido, para não despertar dissidências;

3) Ao mesmo tempo, necessariamente, precisa passar por uma pesquisa popular para ver se é conhecido e tem potencial;

4) O candidato precisa ter diálogo com integrante de outros partidos mostrando a capacidade de liderar as coligações;

5) O pretendente necessita de apoio dos setores produtivos, para passar confiança sobre sua capacidade de gestão;

6) O candidato precisa ter uma boa imagem perante a mídia para enfrentamento dos problemas atuais (internos e externos);

7) Deve demonstrar liderança e força em suas bases, mostrando que caso se candidate a outro cargo facilmente terá êxito.

8) Precisa também ter capacidade de influir no sucesso das candidaturas de aliados que disputem outros cargos.

9) Deve ter baixos índices de rejeição que não evidenciem a inviabilidade da candidatura a presidente da República;

10) Precisa ter notório saber e um passado ilibado, sem o menor envolvimento com corrupção ou de enriquecimento ilícito.

Se cumprissem esses 10 Mandamentos, só haveria candidatos de altíssimo nível.

Candidatura de Simone Tebet pode ser um retumbante fracasso para Baleia Rossi

Não queremos heróis fabricados', diz presidente do MDB ao lançar Simone |  VEJA

Baleia Rossi bancou Simone Tebet contra a vontade da maioria

Vicente Limongi Netto

O obscuro presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi, é quem vai pagar caro a conta se houver um retumbante fracasso da candidatura da senadora Simone Tebet à Presidência da república. A frágil candidatura de Tebet poderá levar o MDB a sofrer abalos eleitorais em alguns Estados. Baleia Rossi é figura inexpressiva na política nacional. Com cara de bebê mimado e chorão, Rossi perdeu feio para o deputado alagoano, Arthur Lira, na disputa para a presidência da Câmara.

Rossi coleciona derrotas e, agora, pavimenta mais uma. Desta vez ainda mais estrondosa, a de Simone Tebet, sem nada de relevante que a credencie para concorrer a chefia da nação, pelo grandioso MDB.

TRAIÇÃO EXPLÍCITA – Candidatura fantasiosa, sem eira nem beira. Pesadelo de uma noite de deslumbramento.  Ninguém esquece a traição explícita de Tebet ao senador Renan Calheiros, por ocasião da eleição para presidente do Senado.

Recorde-se que Renan Calheiros havia sido vencedor na reunião da bancada. No plenário, Tebet voltou atrás, puxou o tapete de Calheiros. Declarou-se candidata, mas foi derrotada por David Alcolumbre. Eleição fraudulenta que constrangeu o partido.

O MDB, ex-PMDB, tem história de memoráveis conquistas democráticas. Tem dois ex-presidentes em seus quadros, José Sarney e Michel Temer. Não pode ser ultrajado por uma candidatura que não tem consenso na agremiação, que não atrai nem cativa eleitores e atolou entre 1 e 3 por cento nas pesquisas.  

O MAIOR PARTIDO – O MDB é o principal partido político do país, com maior número de prefeitos e vereadores eleitos por sua legenda.

Quanto a Renan Calheiros, foi presidente do Senado e do Congresso por três mandatos. Sempre pautou suas ações por respeito às instituições e pela independência do Legislativo.

Foi ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso. Tem irmão deputado federal e filho, governador, caminhando para ser eleito senador. Como se vê, Simone Tebet e Baleia Rossi são desimportantes, perto de Renan Calheiros.

SEGUNDA SURRA – O ministro Nunes Marques pegou outra surra dos próprios colegas do Supremo Tribunal Federal(STJ), que restabeleceram a cassação de mandato de outro deputado, Valdevan Noventa, defendido por Marques. Pelo andar das trapalhadas do ministro indicado por Bolsonaro, resta agora a suprema corte votar a cassação do próprio Marques, por excesso de adulação ao chefe da nação. Sem direito de levar a toga para casa.

Finalmente, ufa, demorou, antes tarde do que nunca, aleluia. Os sábios, brilhantes e fantásticos analistas, a maioria deles do SportTv e da Globo, descobriram, depois de queimarem os neurônios, apelar para cartas, tambores,  búzios e flores no mar para Yemanjá, que o Palmeiras é o melhor time do combalido futebol brasileiro.

Ficam, então, restabelecida e salva a fabulosa credibilidade dos valorosos profissionais da crônica esportiva do Brasil varonil. Com direito a polpudo bônus salarial e entrada triunfal no céu. Francamente.

Damares Alves delira, já se sente eleita e avisa que será a primeira mulher a presidir o Senado

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Charge do Rico (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Notícias interessantes, palpitantes e até hilariantes, no Correio Braziliense desta quinta-feira, dia 9.  Pela ordem, ao gosto do leitor. A marrenta e atrevida ex-ministra Damares Alves falou grosso. Botou as manguinhas de fora.  Garante que é melhor candidata ao Senado do que a ex-ministra e deputada Flávia Arruda. Esquece que a decisão será das urnas. Salienta que é amiga da Flávia. Amiga com essas características acredito que Flávia esteja cheia.

Damares prossegue desfiando fanfarrices. Vestida de soberba, diz que será a primeira mulher presidente do Senado. Cruz credo! O busto de Ruy Barbosa, no plenário do Senado, tremeu, quase caiu. Na ânsia de mostrar serviço ao patrão dela, também criticou duramente o Supremo Tribunal Federal(STF).

MAIS BOBAGENS – Outra notícia tipo piada, sobre uma decisão política que pretende abalar os alicerces da disputa para a Presidência da República e tirar o sono dos melhores colocados nas pesquisas, Lula e Bolsonaro, anuncia que Tasso Jereissati, senador do PSDB, será candidato a vice, na chapa de Simone Tebet. Não é nada, não é nada, não é nada mesmo.

Os tucanos e o MDB continuam divididos e Simone Tebet passeia entre 1 e 3 por cento nas pesquisas. PSDB desesperado, pegando Uber para o abismo. A chapa, como diziam antigamente, não frita nem bolinho.

E o senador Fernando Bezerra, do MDB, que levou rasteira na disputa para ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), na disputa com Katia Abreu e Antônio Anastasia, é o relator do projeto que fixa teto para o ICMS. Informa que a gasolina ficará R$ 1,65 mais barata. As idas e vindas do tumultuado jogo político são conhecidas dos brasileiros. É preciso sempre desconfiar. Em todo caso, se verdade, os bolsos dos cidadãos agradecem.

INFERNO ASTRAL – Por fim, prossegue o inferno astral do ex-juiz Sérgio Moro. Massacrado de todos os lados, agora, tomado pelo desespero de quem um belo dia sonhava com a chefia da nação, agora só pode ser candidato pelo Paraná, o Estado onde ganhou visibilidade política com a lava jato, colocando Lula na cadeia por 580 dias.

Moro que abaixe o facho e se prepare para sair candidato a deputado federal. Se disputar o Senado contra o experiente Alvaro Dias (Podemos), que pleiteia a reeleição, será uma tremenda falta de caráter, pois tem sido muito ajudado por ele.

A propósito, o senador Fernando Collor desistiu de disputar a reeleição. Sem traumas, sem conflitos com ninguém. Recuos, na vida e na política, mostram grandeza de atitudes. Será candidato ao governo de Alagoas. Tem trabalhado incansavelmente, com sucesso, alegria e fé, apoiado por Bolsonaro e ministros de Estado, levando benefícios para os municípios alagoanos. Ficará torcendo para Renan Filho vir a ser excelente senador por Alagoas. Sabe que a desunião política atrapalha o desenvolvimento. Quem perde, como sempre, é o povo.

MARIA E HERALDO – Vamos sentir falta da alegria, do carisma e da competência de Maria Beltrão, no comando do “Estúdio 1”, na Globonews. Também é de fácil constatação, com ele presente na tela, que o jornalista Heraldo Pereira, de Brasília, é o profissional mais qualificado para substituir as ausências de Wiliam Bonner, no Jornal Nacional.

Por fim, deploro, a exemplo da colunista Circe Cunha (Correio Braziliense, dia 8) a inacreditável e irresponsável atitude de uma madame, que tirou a máscara dentro da padaria, no Lago Norte, para espirrar. Sem noção. Não é mais mal educada e desrespeitosa por falta de espaço. Nesse sentido, os postos de saúde e farmácias voltaram a ficar cheios, em busca de testes da Covid. A pandemia, que parecia morna, voltou com tudo. Novamente o pânico toma conta das pessoas.

A precaução e o bom senso recomendam que as doses de reforço das vacinas e o retorno do uso da máscara são fundamentais para conter a escalada do vírus.

Lula mudou, não quer saber de festa juninas e não aceita participar de outras quadrilhas

O PT não leva a sério o golpe que denuncia

Antes da Lava Jato, Lula gostava muito de formar quadrilhas

Vicente Limongi Netto

No quartel-general petista é palavrão falar em festas juninas. Lula perdeu o encanto por arraiais. Adorava dançar quadrilha, com dona Marisa. Agora, fica irritado. Arrancou do dicionário a palavra quadrilha. Quer distância das festas com quadrilhas e até de simples aglomerações.

É natural, depois de condenado com acusações pesadas de corrupção e ficar preso 580 dias na cadeia… Agora, Lula alega que pode ser mal interpretado pelos adversários e virar memes.

É TEMPO DEMAIS – Leio, estarrecido e indignado que a Policia Federal tem 30 dias para concluir o inquérito da morte de Genivaldo de Jesus, podendo ainda, acreditem, prorrogar o prazo. É de pasmar o bom senso e envergonhar mais ainda o Brasil aos olhos do mundo.

As imagens são claras, escandalosas e pavorosas, merecedoras de enérgico repúdio da nação.  Os três policiais da Policia Rodoviária Federal (PRF), foram irresponsáveis e incompetentes na abordagem.

Agiram com truculência e despudorada covardia. Assassinaram Genivaldo de Jesus. Resta saber se os policiais serão severamente punidos ou se serão acolhidos, como de costume, pelo corporativismo. Tenho ânsia de vômito.

INDO AO ESPAÇO – “Viagem surreal e emocionante”, comemorou o engenheiro Victor Hespanha, que foi ao espaço dentro de foguete de Elon Musk.

A novidade ficou por conta do foguete. Porque diariamente o brasileiro vai e volta do espaço. Encara viagens amargas e desalentadoras. Vai ao espaço com o cheque especial; vai ao espaço em busca de emprego e de comida; vai ao espaço vítima de golpistas; vai ao espaço atrás de cobertores para não morrer de frio; vai ao espaço sofrendo nos hospitais; vai ao espaço com as prestações que aumentam sem avisar. Vai ao espaço acreditando em políticos inescrupulosos. 

Por fim, não rendeu dividendos políticos para a candidata Simone Tebet sair na capa da “Veja” e declarar amor eterno ao PSDB e ao ex-governador Eduardo Leite. As pesquisas indicam que a senadora não desgruda dos 3%. Até Michel Temer entrou na gelada. Sem êxito. A candidatura de Tebet vai acabar melancolicamente conhecida como nota de 3 reais.

Se Lula é tão popular, por que se recusa a sair às ruas e confraternizar com o eleitor?

Zeca Dirceu on Twitter: "Faltam 342 dias para o fim do governo Bolsonaro." / Twitter

Charge reproduzida do Arquivo Google

Vicente Limongi Netto

Pergunta que não cala, entre eleitores independentes, atentos e que pensam com a própria cabeça: quando Lula vai começar a botar a cara na janela? Quando vai circular nas ruas, nas feiras? Quando vai comer pastel no chinês e cachorro-quente na esquina? Não lidera as pesquisas? Elas não são verdadeiras? Por que, então o medo de sair de casa, da sede do PT ou das solenidades em locais fechados?

Será que o Lula do paz e amor tem receio de ser alvejado por ovos e tomates? Teme ser chamado de ladrão pelo povo, de santo de pau oco, coisas assim.

ALGO ESTRANHO – Para um candidato que já se acha vencedor do pleito de outubro, deve ser terrível ficar enclausurado em casa. Se os gênios da raça que cercam Lula acreditam que ele pode sofrer atentado, como sofreu Bolsonaro, é simples, coloquem nele um colete a prova de bala e tenham coragem de enfrentar a população.

Ou será, então, que são falsas – como o próprio Lula, aliás – as pesquisas dando expressiva margens de diferença para ele, diante dos outros candidatos? Caso seja eleito, Lula vai governar sem ver o sol nascer, como fazia, em Curitiba, quando ficou preso por 580 dias?

Com tantas perguntas sem respostas, muitos já acreditam que as pesquisas que colocam Lula na dianteira, são falsas. Como uma cédula de 3 reais.

DOCUMENTÁRIO – O comentarista e ex-jogador Casagrande virou astro de documentário na televisão.  Saudável e exemplar que Casagrande tenha forças para enfrentar os tormentos do vício. Porém, creio que craques eternos, que encantaram estádios e torcedores, como Gerson, o canhotinha de ouro do tri, também merecem ser focalizados e documentados, pelo muito que fizeram pelo futebol pentacampeão. Para serem eternizados pelas novas gerações. 

Gerson, 81 anos, cerebral meia armador, o famoso “Papagaio”, tem muitas histórias para contar.  Permanece ligado ao futebol. Com página no twiter e comentarista de rádio. Mora em Niterói, onde há anos mantém o Instituto Canhotinha de Ouro, reunindo centenas de crianças e adolescentes. Com direito, também, a educação, saúde e alimentação. Alguns deles, moças e rapazes, já contratados por clubes cariocas.

MENTALIDADE RUIM –  Por fim, não podemos deixar de comentar o baixo nível dessa campanha pesidencial, da qual pouco se aproveita e muito se desperdiça.

Prossegue a demagogia populista, embalada na tal polarização. Cansa a beleza de qualquer um. Falta racionalidade em tudo. Impera o bate-boca inútil, que não interessa ao país.  É de uma pobreza mental insuportável esta campanha para a presidência da República. Mediocridade diária, repetitiva, ocupando espaço na imprensa.

O povo brasileiro está farto de lorotas e bravatas. Merece um futuro melhor. Infelizmente, a esperança está rareando no cenário.

PT jamais perdoará Moro. Se Lula ganhar a eleição, a vida do ex-juiz continuará infernizada

Sorriso Pensante-Ivan Cabral - charges e cartuns: Charge: Moro privilegiado

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Vicente Limongi Netto

Juristas que me perdoem, mas Sérgio Moro foi atacado pelo vírus da burrice e do deslumbramento, ao largar a toga de juiz para fazer supletivo para a carreira política. Nunca escondeu que não tem nenhum apreço pela classe política. Um estranho no ninho, entrando na rinha das pauladas. Serpentário para quem tem couro duro.

Ainda como pré-candidato, o calouro Moro nunca disse nenhuma novidade. Em tom professoral e arrogante, fez promessas enfadonhas que todos os candidatos estão fartos de repetir.

TIRO NO PÉ – Moro deu colossal tiro no pé, aceitando ser ministro da Justiça de Bolsonaro. Jamais esperava enfrentar batalhas inglórias e tacapes pesados dos adversários. Não apenas de Lula, mas também de Bolsonaro.

Moro navegava em aparente mar tranquilo, nariz empinado e voz fanhosa, até Lula, que condenou e passou 580 dias preso em Curitiba, ser “inocentado” pelo Supremo Tribunal Federal(STF) de todas as condenações de corrupção e lavagem de dinheiro.

Crescia o inferno astral de Moro. Agora, leva pedradas de todo lado. Recebe mais flechadas no peito do que São Sebastião. O PT jamais dará trégua a Moro. Caso Lula vença as eleições presidenciais de outubro, a vida de Moro será um inferno. Nem Lexotan dará alívio.  A vingança fica ao gosto do freguês. 

NA FÉ DE SANTIAGO – A jornalista Ana Dubeux foi ao céu na Espanha. (Correio Braziliense – 22/05). Com o olhar permanente de Maria. Na frente. Sempre.  Transbordando em fé e alegria. Realizou o sonho de percorrer o Caminho de Santoago até Compostela. Tornou-se peregrina por amor e adoção. Uma viagem fascinante que Ana detalha na Revista do Correio Braziliense,

Na bagagem, o roteiro da fé. Nos tênis, perseverança. Na mochila, ternuras e reflexões. Nos descansos, nos albergues, nas refeições, o estímulo do encantamento. Nos ponches molhados, garoas de estrelas. Nas camisetas, o afago da emoção. No cachecol, o aroma do céu. Nos bonés, a forte vitalidade. Os guarda-chuvas, com tons de anjos. Ana voltou com a volúpia da conquista da paz interior. Com o sentimento do êxito e da completa realização profissional, pessoal e espiritual.

Por fim, a colunista Ana Maria Campos(Eixo Capital – Correio – 25/05) informou que o partido Republicanos procura local para o lançamento da candidatura de Damares Alves ao Senado. Que tal na aprazível Usina de Lixo de Brasília?

Bolsonaro não contém a índole golpista e repete suas ameaças antidemocráticas

O PREÇO DA RENDIÇÃO DO EXÉRCITO À ESTRATÉGIA GOLPISTA DE BOLSONARO – VISÃO PLURAL

Charge do Miguel Paiva (Brasil 247)

Vicente Limongi Netto

Sábado, em Curitiba, o presidente Jair Bolsonaro não se fez de rogado e novamente acenou para o golpe: “Só Deus me tira do cargo”, ameaçou solenemente. É o jogo eleitoral do mito de barro, que vive a difundir asneiras antidemocráticas para atrair mais irresponsáveis para o lado dele. Jogo sujo. A propósito, escrevi em abril, na Tribuna da Internet e redes:

“Fica cada vez mais claro, na medida em que as eleições de aproximam, que Bolsonaro pretende virar a mesa, ganhar no tapetão, caso venha a ser derrotado por Lula. Resta saber se as Forças Armadas julgam procedentes e democráticas as ameaças do atual presidente”.

BOLO DE NOIVA – Na outra ponta, a pantomima em torno do nome da senadora Simone Tebet (MDB-MS) como salvação da ansiada terceira vida é como bolo de noiva, bonito por fora, oco por dentro. A candidatura de Simone, valorizada por políticos acostumados a fracassos eleitorais, não comove nem dentro do próprio partido dela.

Pega mal para o MDB de lutas e conquistas gloriosas a existência de fortes indícios de que o nome da senadora foi ungido dentro do golpe que aparentemente tirou João Dória do jogo.

Pesquisas marotas e vídeos cor de rosa achocolatados não alavancarão a candidatura de Tebet, porque lorotas embrulhadas com clichês e argumentos rasos não atraem eleitores. Quem é realmente Simone Tebet?

TRÊS ASSUNTOS – Não brigo com fatos. Se deixarmos Simone Tebet por alguns momentos sozinha numa praça pública, não acontecerá nada. Não haverá assédio de eleitores em torno dela. Síntese da ópera bufa: Bolsonaro e Lula permanecem absolutos, na passarela eleitoral de outubro.

O segundo assunto mostra os eleitores cariocas numa enrascada dos diabos. Terão que escolher, para o senado, Romário ou Daniel Silveira. Opções medonhas. Entre o roto e o estragado. Se ficar o bicho come. Se correr o bicho pega. Resta a candidatura de Alessandro Molon, ex-petista, hoje no PSB.

Grupo de decaídos e políticos menores, do PL, de acordo com a colunista Denise Rothenburg (Correio Braziliense- 21/05) conseguiram arrancar o competente deputado Marcelo Ramos(PSD-AM), da vice-presidência da Câmara. O presidente Arthur Lira se curvou às pressões e destituiu também Marilia Arraes (Solidariedade-PE) da 2ª Secretaria, e Rose Modesto (União-MS) da 3ª Secretaria. É o jogo sujo do ano eleitoral, em que inveja e hipocrisia corroem a alma dos medíocres. 

Com o casamento, Lula supera as pedras do caminho na vida pessoal, mas ainda há muitas pedras na política

No casamento de Lula-Janja, celular só do cardiologista e expectativa por comitê suprapartidário da campanha | Blog da Andréia Sadi | G1

Lula deixou de convidar muitos políticos que estão inconsoláveis

Vicente Limongi Netto

No meio do caminho do duplamente viúvo Lula havia as pedras implacáveis da Lava Jato. De repente, no meio do caminho do famoso apenado sumiram as pedras, derretidas pelo sol radiante do Supremo Tribunal Federal. No meio do caminho do Messias de barro apareceram maçantes e sequiosos correligionários, atolados em pedras e vaidades escorregadias

Mas no meio do caminho do boquirroto apareceu também a doce Janja. Visitante habitual na prisão em Curitiba… No meio do caminho, dentro da cadeia, Lula removeu as pedras da solidão e apaixonou-se por Janja. O altar do casamento do ano foi decorado com flores. Longe das pedras, que permaneceram do lado de fora, bloqueando o caminho dos velhos amigos que não foram convidados.

As pedras do casamento foram de algodão doce e chocolate.  O buffet farto saudou o caminho do amor eterno. O caminho do Fundo Eleitoral é rico e generoso. Carlos Drummond de Andrade brindou os noivos e voltou para as pedras luminosas do caminho da eternidade.

NOTAS POLÍTICAS– Nesta terça-feira, o senador capixaba e petista Fabiano Contarato fez irretocável discurso no plenário do Senado. O parlamentar repudiou, energicamente, a completa omissão do Congresso Nacional na defesa dos direitos sociais, em especial o combate à chamada LGBTfobia. Nenhum aparte. Todos calados. Mais preocupados com o próprio umbigo. País de farsantes e omissos. Triste quadra a que vivemos. 

E no telejornal das 18 horas da GloboNews, o apresentador César Tralli foi grosseiro e arrogante, ironizando o ex-presidente e senador Fernando Collor, por fazer campanha eleitoral com o presidente Jair Bolsonaro.

Tralli não é entendido em política e não sabe que Bolsonaro e Collor são correligionários de primeira hora. Collor é do PTB, partido que integra a base aliada do governo, e tem reiterado que o lado dele é o lado do Brasil. Na quarta-feira, Bolsonaro visitou o interior de Sergipe e seu anfitrião foi Collor, que faz política em Alagoas. Este fato demonstra a amizade entre ele e o presidente.

Elegibilidade de Lula e outros criminosos da Lava Jato demonstra que a Justiça não mais funciona a contento

Charge do Casso: Operação Lava Jato | Liberdade! Liberdade!

Charge do Casso (chargeonline.com.br)

Vicente Limongi Netto

Empolgante o texto da colunista Circe Cunha (Correio Braziliense – Visto, lido e ouvido- 13/05), intitulado “Estação da Luz”. Fazia tempo que não lia análise com tanto realismo, argumentos irretocáveis, conteúdo e fortes verdades, que infelizmente doem na alma dos brasileiros, eternos sonhadores por um país mais honesto e produtivo, livre da escolada e descarada escória da bandidagem.

Na passarela das mídias, fazendo planos, iludindo a população, com o chefe da corja insistindo, se achando o salvador da Pátria, com a maior cara lambida. Cidadãos indignados e já mostrando cansaço, com espetáculos de patifarias, ladroeiras, cinismo, canalhices e impunidades. Herança podre que a nação repudia.

A saída, a esperança, é o voto. A melhor e mais candente arma da população. Precisa ser bem usada. A urna eletrônica é a salvação. A chance real para a fuga definitiva do caos.

SOLTOS E FAGUEIROS – Circe Cunha trata, com irretocável precisão, dos gatunos petistas, soltos e fagueiros, agora fantasiados de paladinos da moral e da ética. Na bica para novamente assaltar o Brasil.

“A situação de elegibilidade alcançada por esse candidato, depois de centenas de interpelações e outras chicanas, permite-nos concluir que já não há mais justiça digna do nome, pelo menos contra a elite política e econômica desse país. Há, sim, um arremedo que funciona muito bem apenas contra aqueles que, com justiça, a criticam”, salienta Circe.

A jornalista finaliza, com bravura e isenção: “Não há futuro algum para um país e, principalmente, para uma nação quando aqueles que se autodenominam “homens públicos” não passam de autênticas ratazanas, prontas para mais uma sessão de   rapinagem, dado ao alto grau de impunidade em que vivemos”. 

COISAS DO FUTEBOL – É Bobagem Gabigol estrilar porque deixou de ser convocado para a seleção pelo técnico Tite. A camisa do Flamengo é forte, mas Gabigol não tem futebol suficiente para brilhar com a amarelinha pentacampeã do mundo. Nessa linha, Copa do Mundo é guerra de poucos jogos. Vacilou, sai da disputa.

Os jogadores selecionados precisam ser tarimbados.  Dotados de força física e técnica. Serenos, com forte personalidade.  Acostumados a enfrentar atletas acima da média. Apesar de achar que a conquista do hexa será difícil, creio que as convocações de Tite são corretas.

Os próximos amistosos não modificarão os critérios adotados por Tite.  O jogo é jogado, lambari é pescado. Os melhores jogadores brasileiros atuam no exterior. Não há como fugir da cruel realidade. Na seleção titular brasileira não tem nenhum jogador de clubes brasileiros.  Mesmo entre os reservas, raros jogam no Brasil.

OUTRAS NOTAS – Patética a insistência de narradores da TV Globo em chamar o comentarista e ex-jogador Júnior de “maestro”. Maestro de quê? Por quê? Ganhou algum título pela seleção brasileira? Maestros excepcionais, de fato, o futebol brasileiro consagrou dois eternos meias armadores e campeões do mundo – Didi e Gerson.

Eu gostaria de doar, como pessoa física, pequenas quantias para campanhas eleitorais de alguns candidatos. Porém estou impossibilitado de fazê-lo, porque emprestei meus cartões de crédito para o alegre e pobretão Elon Musk comprar o Twitter, mas ele ainda não devolveu.

Os passos da jornalista Ana Dubeux (“Vou ali em Compostela”- Correio Braziliense – 15/05) têm a benção de Deus. Ana caminha altiva, triunfante e feliz, com os anjos do amor. Seus pés parecem voar de emoção. Ana vai em busca de suas verdades. Cada folha que pisa, transporta sentimentos grandiosos que iluminam a alma. O retorno será saudado com serenatas do Universo. 

Superpopulação e omissão dos governantes tornam Brasília uma capital em decadência

ESPECIAL - A miséria, a exclusão e a fome nas ruas de Brasília

Há cada vez mais moradores de rua espalhados pela capital

Vicente Limongi Netto

A colunista Circe Cunha (“Visto, lido e ouvido” – Correio Braziliense- 06/05) mostrou admirável e irretocável radiografia da cruel realidade dos imensos e preocupantes problemas de Brasília. Não deixou pedra sob pedra na sua análise isenta, detalhada e firme. A verdade e os horrores da ex-capital da esperança precisam ser revelados e enfrentados com competência e grandeza de atitudes. Sem a demagogia, omissão e arrogância costumeiras dos governantes.

“Vive-se na capital um estado de caos permanente e crescente, com o Plano Piloto tomado por problemas sociais de todo o tipo”, diz a colunista. “O paraíso de tranquilidade e paz, que de certa maneira existia em Brasília, acabou com o início da emancipação política da capital. De lá para cá, o clima citadino mudou de água potável para água contaminada, com a cidade se igualando e até superando muitas capitais do país quando o assunto é insegurança pública”, concluiu a jornalista, refletindo a opinião dos moradores de Brasília. 

ARROGANTE E ATREVIDA – É o fim da picada. Era só o que faltava.  A petulante, atrevida e espaçosa ex-ministra Damares Alves declarou ao Valor Econômico que não abre mão da candidatura ao Senado, por Brasília.

Arrogante, Dalmares acrescentou que a deputada e ex-ministra Flávia Arruda, se quiser, pode vir a ser suplente na chapa dela. Ora, a patética Damares é do Paraná. Que seja candidata por lá.

Flávia Arruda que fique atenta, porque Damares vai insistir com Bolsonaro e com a primeira-dama, para que seu inacreditável devaneio eleitoral se concretize. Francamente, é desanimador. É conveniente que os aliados de primeira hora de Flávia Arruda mostrem firmeza pela candidatura dela.

SAUDADE DE HAVELANGE – Domingo passado, Dia das Mães, o brasileiro João Havelange completaria 106 anos de idade. Durante 26 anos presidiu a Fifa. Modernizou a entidade e a tornou milionária. Abriu a Copa do Mundo para países árabes e africanos, uma verdadeira revolução.

Quando deixou o cargo, a Fifa tinha mais países filiados do que a ONU. Como presidente da ex-CBD, hoje CBF, conquistou três títulos mundiais para o Brasil e trouxe para cá a famosa Copa Jules Rimet.

Havelange jamais pode deixar de ser homenageado pelos desportistas, dirigentes, atletas e torcedores que realmente amam o futebol e têm respeito e admiração por aqueles que dedicaram a vida pelo desenvolvimento do esporte mundial.

NO MUNDO DA LULA – Um feliz brasileiro foi contemplado com a cobiçada viagem espacial. O engenheiro Victor Correa Hespanha, de 28 anos, foi sorteado para participar de uma excursão da Blue Origin, de Jeff Bezos. É um fato a ser comemorado, pois ele vai concretizar um sonho que tinha desde menino. A partida será marcada para antes de outubro. Que bom. Os deuses do espaço agradecem.

É pena que o bilionário americano não aproveite a oportunidade e decida também que sua próxima expedição espacial leve no foguete a dupla de lunáticos brasileiros que hoje polarizam as eleições presidenciais. 

Seria uma alívio para os brasileiros, até porque esses dois candidatos sempre viveram no mundo da Lua.

Resposta imediata de Arthur Lira a Lula recolocou o ex-presidente no seu devido lugar

Sem reformas, teto de gastos não adianta, diz Lira | Economia | iG

Lula tentou ridicularizar Arthur Lira,  que devolveu as ofensas

Vicente Limongi Netto

Três assuntos políticos destacados pelo Correio Braziliense do dia 4 chamam nossa atenção. O primeiro é “Lula anda abusado”, destilando rancor, chutando o vento, praguejando e falando pelos cotovelos sobre o que não sabe. Parece tenso com Bolsonaro subindo nas pesquisas. A bola da vez, para satisfazer as diatribes do candidato petista, é o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, a quem chamou de “ditador”, comparando-o com o imperador do Japão. Comparação estapafúrdia, mas deixou Lira orgulhoso. 

O ex-presidente diz asneiras, falastrão e ameaçador. Mete o bedelho em assuntos da Câmara Federal como se fosse o dono da verdade e do Congresso, já como presidente eleito e empossado.

LIRA RESPONDE – O troco, firme e sereno de Lira foi imediato. Chamou Lula de “grosseiro” e “desinformado”, que age com “má-fé”. Frisou que não ia dar cartaz a Lula, a quem não conhece e nunca tomou nem cafezinho com ele.

Outro assunto destacado pelo Correio foi a candidatura da ex-ministra Damares Alves. Particularmente, considero um absurdo, uma intromissão indébita, presunçosa e desaforada, dessa ex-ministra, que sai rodando a saia para querer ser candidata ao senado por Brasília, na vaga que seria da deputada federal e ex-ministra Flávia Arruda (Eixo Capital).

Era só o que faltava. Damares é figura estranha na política de Brasília. Deveria falar grosso e ser candidata no Paraná, de onde veio. Flávia Arruda que fique atenta e firme, porque Damares vai buzinar nos ouvidos de Bolsonaro até conseguir a vaga.

NOTÍCIA BOA – O terceiro assunto do Correio Braziliense foi a oportuna e bem-vinda visita do presidente do Senado e do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, ao presidente do Supremo Tribunal Federal(STF), ministro Luiz Fux, uma reunião saudada pelo Brasil democrático.

O encontro fixou a certeza de que as instituições estarão unidas e não cederão aos apetites doentios de açodados e irresponsáveis a serviço da baderna e da desordem, sedentos para tumultuar as eleições de outubro. O Brasil não é republiqueta e repele truculências de fantoches do caos. 

Por fim, amo Brasília. Os governantes é que não merecem meu respeito. Quem gosta de Brasilia não pode ficar indiferente aos crescentes e assustadores problemas da cidade. 

DEPOIS DA FESTA – A lua-de-mel pelos 62 anos de Brasília acabou. O 21 de abril alegrou corações. Levantou o ânimo da população. Shows e festas para todos os gostos. Agora, é preciso encarar a cruel realidade. Em alguns aspectos, Brasília é uma capital comum igual às outras.

Impostos altíssimo, com crimes, assaltos, feminicídios, roubos, golpistas, sequestros, roubos de carros, assassinatos, tudo isso no dia-a-dia. Em todo canto. O pedestre sai de casa com medo de ser assaltado. Arrastões em ônibus viraram rotina. Faz tempo que o brasiliense não tem mais sossego, paz nem tranquilidade.  O noticiário policial amedronta. O desemprego aumenta. A fome e o esmoléu assustam. O policiamento nas ruas é precário. Céu bonito e concretos majestosos não enchem barriga.

O transporte coletivo é tenebroso. Os hospitais e prontos-socorros humilham o cidadão. Faltam médicos. As escolas são medonhas. Verdadeiros pardieiros. Qualquer chuva fortes destrói casas, carros e alagam trechos importantes. Calçadas, ruas, áreas comerciais, sujas e esburacadas. Segurança, só nas mansões. Mas nem elas escapam da fúria dos marginais.  E os gestores estão se lixando para os graves problemas da população. Botam uma banca danada e adoram posar de operosos. Outubro vai lavar a alma do brasiliense.   

Ao indultar Daniel Silveira, o presidente busca atrair os eleitores mais radicais

Bolsonaro defende perdão a Silveira e diz que Barroso mente

Jair Bolsonaro homenageou Silveira no Palácio do Planalto

Vicente Limongi Netto

Bolsonaro e o pitbull de estimação, o ainda deputado Daniel Silveira, viraram o Brasil pelo avesso. O desatinado mito de barro insiste na defesa de um correligionário irresponsável, arrogante e truculento. Que insultou ministros do Judiciário e incitou à violência. A liberdade de expressão não foi feita para ultrajar a democracia nem para ser usada por fanfarrões, escondidos na imunidade parlamentar. 

Bolsonaro, por sua vez, consegue o que quer com o inacreditável indulto a um criminoso engravatado, pois está atraindo mais adeptos sanguinários e intolerantes, seguidores do quanto pior, melhor.

ATROPELA TUDO – Bolsonaro exagera nos absurdos, visando a reeleição. Atropela o bom senso. Estica a corda. Provoca o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  

Monitorado por Bolsonaro, o rastejante Daniel Silveira continua aprontando e provocando. Anunciou, desta feita, que deixou de usar a tornozeleira eletrônica, refugiando-se dentro da Câmara dos Deputados, onde não pode ser preso, Mais um deboche e afronta do fantoche deputado, contrariando decisão do ministro da suprema corte, Alexandre de Moraes.

Lamentável e inacreditável que um país que luta para ser civilizado e respeitado por outras nações, detenha-se, perca tempo e gaste energias com episódio tão degradante e surreal, deixando de cuidar e procurar solucionar outros problemas graves, como desemprego, fome e insegurança.

CÂMARA É CÚMPLICE – Concluindo, sobre a sujeira e a lama que assolam e coloca em perigo as instituições: a Câmara Federal decidiu apoiar as sandices, falta de escrúpulos e irresponsabilidades do deputado Daniel Silveira, brindando o cão de guarda de Bolsonaro com assentos como titular em diversas comissões técnicas da Casa. Inclusive na Comissão de Constituição e Justiça. Farsante e insolente que ofende leis, agora está cuidando da Constituição. É o fim da picada.

O deboche tomou conta da coerência e do bom senso. Patético, medonho e inacreditável. Provocação ao judiciário e à democracia.

Pelo andar da orquestração da empulhação, da farsa e do cinismo, com o apoio do Centrão, Daniel Silveira breve toma o lugar do presidente Arthur Lira e determina que o parlamentar alagoano use tornozeleira eletrônica. A bagunça comandará a nação. Nessa linha do escárnio descarado, é bom que o vice-presidente, deputado Marcelo Ramos, fique esperto, para também não ser expulso da função.

ABI SEM JERÔNIMO – Eleições democráticas na Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Saudáveis ventos pela liberdade de expressão. Como sócio da ABI há 52 anos, mensalidades em dia, estarei na área, vigilante, para que a entidade não se transforme em QG político eleitoral.

Horas dessas sempre aparecem, dos esgotos, figuras alheias a entidade, fantasiados de patriotas. Deitando falação e querendo monitorar as ações dos novos eleitos. Até José Dirceu dá pitaco na eleição. Já vimos esse filme. Santos de pau oco, patrulheiros do caos e da arrogância.

Lamento que o atual presidente, veterano e respeitado jornalista Paulo Jerônimo, não dispute a reeleição. Dedicou-se com esmero e isenção, dignificando nossa ABI.

Entenda por que Lula demorou tanto para comentar o decreto que “perdoou” Daniel Silveira

Justiça reconhece legalidade de palestras do ex-presidente Lula - Notícias  sobre giro cidades - Giro Marília Notícias

Lula só comentou uma semana depois, e estava pegando mal…

Vicente Limongi Netto

Alguns setores matutando por que Lula demorou tanto a se manifestar diante do indulto de Bolsonaro a seu aliado truculento, desmiolado e ignorante deputado Daniel Silveira. O pré-candidato do PT somente veio a se pronunciar nesta terça-feira e de maneira debochada, dizendo que Bolsonaro fez “graça” ao baixar o decreto.

Lula não queria falar porque agiu exatamente igual, ao impedir a extradição de Cesare Battisti, sob alegação de que era um preso político, e quebrou a cara. Extraditado anos depois por Michel Temer, Battisti confessou na Itália ter assassinado quatro pessoas.

Antes de Lula falar, já se especulava que ele, se for eleito, pretende conceder indulto a José Dirceu, um dos homens mais próximos do candidato do PT, que teve a pena de 27 anos e quatro meses de cadeia recentemente mantida pelo Superior Tribunal de Justiça(STJ).

CADÊ A OAB – A OAB Nacional sumiu, evaporou-se. Perdeu a língua, não tem mais fôlego democrático. Já não participa ativamente dos debates nacionais. Antigamente a Ordem dos Advogados não fugia da raia. Mal ou bem, não se omitia. Divulgava notas contundentes, participando da vida do Brasil.

O jeito é acender velas. Repudiando o silêncio da entidade. Saudades dos tempos gloriosos dos presidentes Bernardo Cabral, Mauricio Correa e Reginaldo Oscar de Castro. 

Agora, diante desse decreto do presidente Bolsonaro para “perdoar” Daniel Silveira, a OAB limitou a emitir uma nova anunciando que iria pedir o parecer de sua Comissão de Assuntos Constitucionais, e até agora, nada.

O OUTRO DRUMMOND – Aristóteles Drummond bem que poderia ter sido parente do maravilhoso poeta Carlos, porque também canta a vida, saúda a fraternidade, idolatra a família e venera os amigos. Todos são puros e gloriosos. Nenhum deles nunca fez nada de errado na vida.

Tudo que é saudável vem de dentro da alma e do coração de Aristóteles. O livro dele é bom de se ler. Pessimismo, ódio e ressentimento nunca marcaram presença nem aporrinharam a existência, pessoal e profissional de Aristóteles Drummond.

Suas memórias de Aristóteles contam casos envolvendo políticos, empresários, jornalistas, intelectuais e militares,  com as quais o autor conviveu. Aristóteles nunca teve problemas para transitar entre poderosos. Respeitado e respeitador, em todo lugar sempre deixou boas recordações e referências. Críticas, elogios, ponderações nos artigos e colunas de Aristóteles têm a marca da elegância, argúcia, clareza e firmeza.

GRANDES AMIZADES – Aristóteles lembra com carinho as amizades de Ana Ramalho, Hildegard Angel, Bernardo Cabral, Sérvulo Tavares, Helio Fernandes, Marcos Villaça, Antônio Olinto, André Jordan, Fernando Collor de Mello, Marco Maciel, Ricardo Boechat, Roberto Campos, Arnaldo Niskier, Evandro Lins e Silva, Paulo Maluf, José Aparecido, Roberto Marinho e Aziz Ahmed, entre tantas outras personalidades que precisariam de espaço gigantesco.   

Nunca deixou de exaltar o trabalho de homens públicos merecedores de aplausos. Sobre Collor de Mello, por exemplo, afirmou:

“Reconheço que o Brasil moderno surgiu com o governo Collor. Mesmo que dentro de um contexto internacional, foi ele quem teve a coragem de quebrar tabus e enfrentar as esquerdas até o ponto de ser derrubado por um golpe parlamentar”.

ZÉ MEDALHEIRO – Aviso aos navegantes adoradores e bajuladores de Palácios e de coluna sociais(boas e ruins), que não diferenciam um grão de café de uma jabuticaba: não ando atrás de mordomias nem de agrados do atual ocupante do governo de Brasília, o famoso Zé das Medalhas.

Dependendo do meu voto, o Zé do Piauí não se elege mais nem para vigia noturno de conjunto residencial.

Fui condecorado por outros governadores de Brasília, todos eles mais qualificados do que o atual. Inclusive recebi a Medalha da Policia Militar do Distrito Federal, que guardo com enorme carinho.

Com a decisão de Bolsonaro, uma nuvem de pólvora e chumbo polui os ares em Brasília

Vote em charges do Governo Bolsonaro em Charges sobre PolíticaVicente Limongi Netto

O mito de barro pirou de vez. Escancarou sua vocação e sede antidemocrática. Extrapolou suas próprias sandices, ultrajando a decisão do Supremo Tribunal Federal, que agiu com rigor, cumprindo a lei e condenando um deputado facínora, truculento e desmiolado, que atacou e ameaçou ministros do STF e do TSE e incitou a violência.

O parvo Bolsonaro aumenta, em ação premeditada, o abismo entre o Executivo e o Judiciário. Insiste em desmoralizar a Suprema Corte. Rasga a constituição. O congresso vai explodir, com debates e brigas, entre sabujos do presidente e parlamentares defensores da democracia e das leis.  Temo pelo cheiro de pólvora e chumbo nos sombrios horizontes do Brasil, além de baionetas sangrando nas ruas, caso o tresloucado Bolsonaro não seja reeleito.

ZÉ DAS MEDALHAS – Brasília é literalmente mal tratada pela atual corja de governantes incompetentes e demagogos. Baixou o santo do Zé Palanqueiro das medalhas no Buriti. Gastos desnecessários, estranhos e estúpidos. O roliço piauiense adora fazer média com poderosos. Travestido de isento e operoso. 

Morro de rir. Você já foi buscar sua medalha no Palácio do Buriti, sede do governo (ou desgoverno?) de Brasília? Não precisa ter feito algo relevante pelo bem estar do brasiliense. Basta chegar lá, entrar na fila, e esperar pelo instante mais radiante da sua vida, o de ser honrosamente condecorado pelo governador Ibaneis Rocha.

Corra, porque as 121 medalhas da primeira enxurrada já estão acabando. Na próxima edição da farra das medalhas mais banalizadas do Universo, Ibaneis garante que não faltará honrarias para ninguém. Ibaneis vai comprar milhares delas. O palanque eleitoreiro do governador vai até outubro. À custa do contribuinte, claro.

BRASÍLIA ABANDONADA – A população exige e precisa de transporte urbano de qualidade, bom atendimento nos hospitais e prontos-socorros. Ruas limpas. Segurança nos bairros e nas ruas. Escolas que orgulhem alunos, pais e professores. A sina de Brasilia é oferecer maus exemplos para brasileiros em geral. Nos hospitais públicos falta comida para os acompanhantes. É comum não haver medicamentos, seringas, gases e esparadrapo.

Não há segurança. A fome e a miséria tomaram conta dos espaços públicos. As pessoas se revoltam com a falta de médicos. O matagal tornou-se paraíso para ratos e marginais. O trânsito é dominado por irresponsáveis e assassinos.

A péssima gestão acabou com o sossego da população.  Nas ruas, avenidas, calçadas e quadras tem mais buracos do que asfalto. O desgoverno atual vai embora sem deixar saudades. Apenas indignação e desapontamento.

Postura indigna do general Mourão mostra que ele não merece ser eleito senador

Mourão riu sobre a possível investigação - Foto: AP Photo/Leo Correa

Mourão debochou de uma situação absolutamente trágica

Vicente Limongi Netto

Lamentável, indigna, sórdida, deplorável, odiosa e inacreditável a declaração debochada e grosseira do vice-presidente, general Hamilton Mourão, sobre os mortos torturados no regime militar. É o fim da picada.

Mesmo sabendo-se que Mourão já demonstrou admiração pelo coronel Brilhante Ustra, que comandou a tortura e assassinato de presos políticos, não se esperava que o general recorresse ao deboche.

As palavras amargas e insultuosas do general, candidato ao Senado no Rio Grande do Sul, deslustram o cargo que ocupa, ofendem as memórias das vítimas e desrespeitam a dor dos familiares. Realmente, não merece os votos dos gaúchos.

VIOLÊNCIA EM BRASÍLIA – Meu amor e gratidão por Brasília são antigos. Nessa linha, perto do Distrito Federal completar 62 anos, recordo trechos do meu depoimento sobre Brasília, há 42 anos, publicado no Correio Braziliense, edição de 21 de abril de 1980,:

O que tenho, o que ganhei, o que formei, o que guardei, o que construir, para mim e minha família foi Brasília que me possibilitou ganhá-lo e conquistá-lo. Palmo a palmo, sem tréguas. Mas com esperanças, lutas, esforço pessoal, obstinação. Não sou leviano nem hipócrita em nada que faço ou digo. Não uso eufemismo.

Que impere o sentimento de ordem. Não só no lar, mas na escola, no convívio com a sociedade. Dentro do respeito à lei, dos direitos humanos, no amor ao futuro e no acatamento aos conselhos do passado. Segurança para adultos e crianças. Não existe segurança nacional sem segurança individual. Pátria que não assegura direitos não pode impor deveres. Vem, então, a galope, o que Oliveira Bastos antevê, com a sabedoria habitual: a violência avassaladora.

A justiça de Brasília tem que ser rápida. Justiça que se arrasta, mesmo quando é reta, avilta o direito. Entre o governo de Brasília e a comunidade, a afinidade deve ser, sempre, mais ampla e aberta. Os interesses se conciliam. Da mesma forma as contrariedades e prejuízos. Entremos nessa. Dando o que o povo quer, Brasília ficará melhor. A recompensa maior, no caso, será para nossos filhos. Este é o legado, a palavra de ordem que deve orientar os governantes. Isto feito, o resto obteremos por acréscimo.

BBB DECEPCIONA – A turba de machistas e preconceituosos ligados no BBB-22, estimulados pelo apoio descarado da direção do programa, ostenta outro ultrajante e melancólico troféu. Finalmente botaram as meninas para fora do jogo.

O BBB tornou-se um enfadonho e revoltante clube do Bolinha. Os dissimulados e galhofeiros Scooby, Pedro André, Gustavo, Arthur e Douglas, jamais engoliram as consagradoras vitórias das mulheres nas edições anteriores.

Linna e Jessi são mulheres simples. Não dispõem de recursos financeiros nem de azeitadas assessorias para defendê-las aqui fora.  A goiabada com queijo será servida em breve.

Caciques do MDB acham que manter candidatura de Simone Tebet prejudica o partido

Após jantar, senador do PT diz que Lula respeita candidatura de Tebet | VEJA

Depois do jantar, Lula tirou fotos com os caciques do MDB

Vicente Limongi Netto

No jantar para Lula, segunda-feira, na casa do emedebista cearense Eunicio Oliveira, em Brasília, o nome da senadora Simone Tebet foi servido em bandejas de prata. De frituras em banho maria. Nessa linha, dia 9, na Tribuna da Internet, analisei a frágil candidatura da senadora. Não tem jeito dela decolar. Hoje, os sábios analistas não falam de outra coisa.

Coitado do forte MDB, colecionador de memoráveis conquistas democráticas, atolado na rinha presidencial com Simone Tebet. Quadro ruim para o partido de grandes conquistas. Caciques do MDB esperam que o fraco desempenho da senadora não prejudique os candidatos da agremiação nas eleições municipais.

SEM CONSENSO – Sobre a medonha terceira via, salientei na ocasião que será difícil, quase impossível, os cardeais da terceira via chegarem finalmente a um nome de consenso. Palavra ardilosa que vem tirando o sono de dezenas de políticos.

Na política existe também, em alta escala, o chumbo trocado. Há quem prefira a vingança servida ao gosto do freguês. Simone traiu Renan Calheiros, em cima da hora, sem nenhum pudor, no plenário, bandeando-se para Davi Alcolumbre, nas eleições para a presidência do Senado.

O pérfido senador do Amapá é aquele que cunhou a candente proposta, revelada pela “Veja”, para as funcionárias fantasmas que mantinha no gabinete, “você me ajuda, eu te ajudo”.  

NOVIDADES NA ACADEMIA – O povo vibrou com o eterno craque da pena, Machado de Assis.  Os corações das almas musicais e teatrais estão glorificados, com Gilberto Gil e Fernanda Montenegro na Academia Brasileira de Letras.

As gabolas e precavidas filhotas da dupla, Fernanda Torres e Preta Gil, já tiraram as medidas dos fardões.

Para a vaga de Lygia Fagundes Teles, os portões da Casa de Machado de Assis permanecem escancarados para ídolos do cancioneiro, artistas, atletas e famosos. É o frescor da vida emocionada. Da eterna juventude em flor, lustrando e energizando a academia. Saudando novos membros. Com ventos de ternura. 

OUTROS IMORTAIS – Figuras amadas serão bem vindas. Como Alcione, Zezé de Camargo, Viviane Araújo, Mion,  Faustão, Neguinho da Beija-Flor, Glória Pires, Fábio Junior, Juliette,  Luciano Hulk, Tiririca, Ivete Sangalo, Juju, Pablo Vittar,  MC Dricki, Motinha, Gabigol,  Boninho,  Martinho da Vila, Silvio Santos,  Bochecha, Fafá de Belém, Ludmilla, Thiago Lafet, Daniel, Sabrina Sato, Galvão Bueno, Patrícia Kuot,  Datena, Raul Gil, Tite, Crioulo,  Chitãozinho e Xororó, Ferrugem,  Casagrande, Patricia Poeta, Cafu, Serginho Groisman,  Diogo Nogueira, Ratinho, Milton Neves,  Rodrigo Faro, Iza, Eliana,  Arnaldo Cesar Coelho, Felipão,  Renato Aragão, Ana Maria Braga, Fátima Bernardes, Willian Bonner, Ancelmo Gois e Gil do Vigor.

Alguns acadêmicos esperam o segundo turno das eleições presidenciais para homenagear o candidato vencedor.  O convite foi providenciado. Com o desenho do fardão com uma ferradura.                                     

BBB-22 E CBF – A turba infame de preconceituosos, homofóbicos, machistas e racistas, tirou do Big Brother Brasil 22 a guerreira Linn da Quebrada. Ultrajante e repugnante. Com direito a infeliz, tolo, patético, desnecessário, injustificável e inacreditável comentário do apresentador Tadeu Schmidt, segundo o qual a presença de Linna no jogo “venceu o preconceito”.

O BBB-22 segue para o final tropeçando e se desmanchando. O mais fraco, medonho e insosso de todas as edições. A ordem é liquidar e afastar as meninas do final. Deixando todas as glórias para o quinteto de marrentos, santinhos de pau oco e debochados marmanjos. Com o cretino e dissimulado reizinho Arthur dando as cartas. 

Por fim, um registro: o novo presidente da CBF, o baiano Ednaldo Rodrigues, promete novos tempos com trabalho, união, isenção e profissionalismo na entidade. Ednaldo comandará a CBF até 2026.

Lula já tem idade suficiente para saber que quem fala demais dá bom dia a cavalo

Lula diz que merece respeito como ex-presidente | Espaço Vital

Fotocharge reproduzida do Espaço Vital

Vicente Limongi Netto    

Dois assuntos: 1) Lula deveria saber que quem fala demais dá bom dia a cavalo, ensina o ditado popular. O triunfalismo exacerbado do candidato petista indica que Lula precisa frear a língua. Dirigiu sandices para deputados, insultou o Congresso e defendeu, açodadamente, a legalização do aborto. Tiros no pé e as eleições ainda estão longe; 2) Assombrosa pantomima a pretensão de parlamentares fantoches de Bolsonaro, querem obrigar o ministro do STF, Alexandre de Moraes, a comparecer ao Senado, para dar explicações sobre os recentes fatos políticos dos quais é relator.

É bobagem. O ministro Moraes não vai servir de palanque nem de pasto para saciar o apetite de demagogos, oportunistas e ressentidos, ávidos por minutos de fama.

SEM VOTOS – Nada contra a terceira via. Todos têm direito a um lugar ao sol. Cada dia mais perto do meio-fio da brigalhada e da vaidade desenfreadas. O busilis da questão é a falência total de votos. As duplas especuladas dão calafrios na espinha. Ciro bate o pé e mantém o estilo raivoso. Prefere correr solto, na escuridão da quarta via.

Moro deu no pé, meteu o galho dentro. Mas não perde a pose. Melhor para Bolsonaro e para o próprio Lula. Dória, por ser do maior e poderoso Estado de São Paulo, é, com todos os defeitos, o que mais pode agregar votos. Vem com tudo, a partir de maio.

Coitado do forte MDB, atolado na rinha com a fraca Simone Tebet. Quadro ruim para o partido de grandes conquistas. No país todo. Caciques do MDB esperam que o fraco desempenho da senadora não prejudique as eleições municipais. Será difícil, quase impossível, os cardeais da terceira via chegarem finalmente a um nome de consenso. Palavra ardilosa que vem tirando o sono de dezenas de políticos. A maioria deles, sem votos suficientes para amedrontar Lula e Bolsonaro.

NOTÍCIA ALVISSAREIRA – Revela o bem informado colunista Eduardo Brito (Jornal de Brasíia – Do Alto da Torre, dia 6) que o ex-senador Paulo Octávio pode vir a ser o próximo candidato à vice-governador na chapa de Ibaneis Rocha, que pleiteia a reeleição.

O bom senso espera que a notícia prospere, porque Paulo Octávio é homem público valoroso, agregador, qualificado, respeitado e tem votos entre o eleitorado brasiliense.