Além das rachadinhas, Bolsonaro e Lira têm algo em comum, – gostam de dar coices na imprensa

Em 2 anos de governo, Bolsonaro deixa de lado ao menos 12 promessas de campanha | Jornal Alto Vale Online

Charge do Nani (nanihumor.com)

Vicente Limongi Netto

Há um ano que a tragédia da covid-19 apavora o Brasil. Dilacera famílias. Carregamos na alma a marca brutal e estarrecedora de 260 mil mortos. O sistema de saúde está em vias de entregar os pontos.  A dor passou a morar na vida da população. A escalada cruel da pandemia maltrata e penaliza. É sangrenta e tormentosa. O povo se desespera. Desgraça pouca é bobagem. Quem sobrevive, pode enfrentar sequelas e contaminar de novo.

A covid-19 caiu no colo de Bolsonaro. O chefe da nação desprezou a fúria assassina do coronavírus. Chamou a moléstia de “gripezinha”. Debocha do uso da máscara. Não cumpre as normas sanitárias. A vida de seres humanos não tem preço

COICES DE MULAS – O esporte de Bolsonaro é dar coices em políticos adversários e na imprensa. Governantes precisam acabar com o clichê “depois que a porta cai, coloca-se a fechadura”. Leis e normas devem ser severas e enérgicas. A devastadora covid-19  cobre de humilhação, tristeza e indignação os corações dos brasileiros. Pelo andar da carruagem, Bolsonaro será lembrado como omisso e incompetente, tipo #insuportável.

Bolsonaro e Arthur Lira são irmãos siameses. Pelo menos no patético e estúpido manual de jornalismo que tiveram o topete de criar. Ambos só gostam de perguntas elogiosas e simples. Se tiverem de puxar pelos miolos, desandam em grosserias. No Acre, Bolsonaro não gostou da pergunta da repórter e bradou, rodeado de áulicos: “Acabou a entrevista”.

Por sua vez, o presidente da Câmara, com a candura dos jagunços, interrompeu e encerrou a coletiva, dirigindo-se ao repórter, com uma bombástica, ultrajante e parva decisão: “Você já fez uma pergunta. É uma para cada um”. 

ORDEM DOS BAJULADORES – Acreditem. Sério. No duro, foi criado um surreal clube de bajuladores de Bolsonaro. O cativante grupo, intitulado Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil (OACB), não permitirá que Bolsonaro seja chamado de feio. Nem de ridículo ou de incompetente. Serão consideradas ofensas imperdoáveis. 

A entidade subirá nas tamancas e mandará o injusto agressor para o pelotão de fuzilamento. A punição será ainda mais severa para aquele que tiver a audácia de chamar Bolsonaro de destrambelhado.  O insolente ficará proibido de saborear pão com leite condensado. Não tomará vacina nem usará máscara. Inútil recorrer ao Papa ou ao dócil e educado deputado Daniel Silveira. 

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A LUZ DIVINA DA VACINA
Vicente Limongi Netto
Ecoam  ventos
olhares fortes
alimenta o corpo
ilumina a humanidade
o líquido incolor
viaja pela pele
crivado de esperança
arando sorrisos
semeia amor
parceira da gratidão
                  
(Sexta-feira. dia 26. encontro emocionante e marcante com  a primeira dose. Benditas três horas na fila.)

Depois de anular as acusações contra Flávio Bolsonaro, não esqueçam de inocentar João de Deus

TRIBUNA DA INTERNET | Defesa de Flávio Bolsonaro tenta de novo paralisar a investigação da 'rachadinha'

Charge do Duke (O Tempo)

Vicente Limongi Netto

Depois que o STJ abriu a porteira da lambança, garantindo o sigilo bancário do senador Flávio Rachadinha Bolsonaro, investigado por prevaricação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, a pátria amada não estranhará as solturas do Fabrício Rachadinha Queiroz, Daniel Brutamonte Silveira e João Farsante de Deus. Seguindo a linha da inacreditável falta de juízo, o Conselho de Ética da Câmara condecorará com o Mérito Legislativo os repugnantes Eduardo Bolsonaro e Daniel Silveira e a desprezível Flordelis.

Encerrando o monumental roteiro da farsa tupiniquim, o governo vai trocar o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, por Fernando Beira-Mar, para finalmente botar ordem no Brasil dos horrores e acabar com o massacrante jogo de empurra em torno da falta de vacinas. No plenário do Senado, o busto de Rui Barbosa amanhecerá com a #nojo.

A CARTA DA VELHA SENHORA – No meio desse tumulto institucional e dessa bagunça ética, podemos imaginar um carta que uma veneranda senhora, que acaba de tomar vacina, deveria escrever para o desquilibrado filho.

Olá, filho amado.

Tudo bem?  Aqui é tua mãe. Criamos você com lições de respeito e amor ao próximo. Procuramos dar a você o norte sábio da vida. Sabíamos que teu temperamento arredio e ácido criaria problemas mais adiante. Desafogue teu coração de rancores. A nação precisa de paz.

Do alto dos meus 93 anos, já vacinada, graças a Deus, digo-lhe que foi uma desgraceira dos diabos tua entrada na política. Você ganhou mais inimigos do que chuchu na serra. Tumultuou tua alma. Longe da política, você não teria sido vítima da sanha de um débil mental. Rezei muito, mais do costume, pela tua recuperação. Jesus ouviu meus clamores. Toda mãe quer o bem dos filhos.

O tempo urge. Filho, cuide com mais esmero da população. Coloque a reeleição na dispensa das coisas para depois. Respeite as normas sanitárias. Mande comprar milhões de vacinas. Recupere o tempo perdido. Sem vacinas, os brasileiros vão morrendo. Inspire-se na alegria e na esperança dos idosos depois de vacinados. Comovem-se corações.

Contenha-se nas atitudes. Aspereza e estupidez não elevam tua jornada. Fico triste e desalentada, vendo na televisão você sem máscara. Olhe para dentro de si. Mãe nunca erra. Reflita.

Adormeça a consciência na serenidade. Deixe de ser açodado. Rodeie-se de auxiliares competentes. Mande às favas os bajuladores. Não exagere no leite condensado. Faz mal ao colesterol. Agasalhe-se bem. Torço por você.

Beijos da mãe que te ama. Olinda. 

SAUDADES DO DJALMA – Meu irmão Djalma foi craque em tudo na vida. No amor, nas convicções, nos ensinamentos deixados para os filhos e netos. Na solidariedade que irradiava aos que a merecessem. Rigoroso e cáustico nas opiniões. Nesta quinta-feira, dia 25, Djalma completaria 75 anos. Partiu exaltado pelos amigos e eventuais inimigos. Pessoas inteligentes e desprovidas de mágoas e recalques intelectuais, gostavam e respeitavam Djalma.

Nelson Motta escreveu bela crônica, no site e no Globo, traçando o perfil do meu irmão, com o singelo título, “Meu comunista favorito”. Eram amigos de fé. Formado em Direção e interpretação pelo saudoso e exigente Conservatório Brasileiro de Teatro, Djalma era querido por consagrados e legítimos artistas. Foi relações públicas da cantina “Fiorentina”, no Leme. “O conversador”, foi o título da matéria, de página inteira, publicada sobre Djalma, pelo O Globo. Beijos e nossa eterna saudade, também das irmãs, Nazaré e Rosina.

Em meio a confusão, o senador do cuecão discretamente assume seu mandato impune e imundo

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Congresso foi higienizado para receber o senador do cuecão

Vicente Limongi Netto

O cuecão do Chico Rodrigues voltou. Com toda pompa.  Com bolinhas verde-amarelas. O frescor do lixão saúda o Senado.   Não há detergente que alivie o cheiro do cavernoso ambulante.  O odor ruim maltrata o olfato. Antes que o cuecão bigodudo de Roraima comece a desfilar fagueiro pelos corredores, o Senado tomou medidas rigorosas de limpeza. Todos serão protegidos. Cachorros e gatos que costumam aparecer nos gramados tomaram banho caprichado com florais.

Serão rígidas as normas sanitárias nas dependências da Câmara Alta. Senadores, visitantes e servidores receberão cartilha com instruções de limpeza, enviadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

TUDO HIGIENIZADO – Aquários foram lacrados. Telas embrulhadas. Flores cobertas de plástico. Alimentos protegidos com papel laminado. E para não contaminar os pedidos, o serviço de delivery  passará a ser entregue de drone.

Aberta licitação. A Mesa Diretora do Senado, atenta aos rigores do meio ambiente e da salubridade, construiu um banheiro exclusivo para o cuecão. Com ducha poderosa, vaso sanitário de ferro e sabonetes internacionais.

Para  não contaminar os motores e estofamentos de couro dos carros dos senadores, o  prestativo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, presenteará Chico Rodrigues com um moderno tanque de 4 portas. Exclusivo. Um luxo. 

Conselho de ética – A sala do Conselho de Ética foi pulverizada, lavada e aromatizada com pétalas de rosas e totalmente envidraçada, guardando distância entre os senadores. Os  teclados dos computadores foram lavados com essência de eucalipto.

Os celulares dos senadores ganharão capa de aço. E os bustos de senadores no “Túnel do Tempo” receberam máscaras fabricadas pelo Instituto Butantã e oferecidas pelo governador João Dória. Chico ganhou de Bolsonaro um pacotes de fraldas geriátricas. Da  cota pessoal do presidente.

Nosso cuecão pretende  usar na próxima batida da Policia Federal, quando for flagrado com dinheiro nos países baixos. Servidores que limpam o plenário, juram que viram o busto de Ruy Barbosa tapar o nariz de vergonha. Com a # nojo.

ACIMA DA LEI? – Criticar é democrático. Ofensa é arma dos bazofeiros. Ninguém está acima da lei. Ultrapassou o bom senso da cordialidade, merece punição exemplar. Nessa linha, enquadra-se o virulento, cafajeste e ensandecido deputado federal Daniel Silveira( PSL-RJ), que de forma vil, torpe, covarde e irresponsável, insultou ministros do STF.

O parlamentar é daqueles irracionais e prepotentes que se julgam no direito de jogar as patas nos outros, escondidos atrás da famigerada imunidade parlamentar. A presidência da Câmara Federal não pode intimidar-se diante da colossal irresponsabilidade do cafajeste parlamentar de Petrópolis.

O prontuário de badernas, ameaças e atos contra a democracia de Daniel Silveira não recomenda que o episódio degradante e anti-democrático seja esquecido. Jamais pode virar pizza. Sob pena do Legislativo ficar submisso aos arreganhos de facínoras engravatados.

Em seu delírio ensandecido, o presidente Bolsonaro pensa que pode fechar os jornais

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Charge do Lane (Charge Online)

Vicente Limongi Netto

Caramba, estava quieto, lendo as maravilhosas “Confissões”, de Santo Agostinho, quando recebi os jornais com o novo disparate do imbecil. É duro, amigo. A omissão enfraquece o espírito, ao ver o presidente da República dizendo: “O melhor é fechar os jornais”. A alma intolerante, truculenta e rancorosa de Bolsonaro finalmente revelou o sonho antigo do mito de barro, enquanto segue a catástrofe varonil. 

Brasil desgovernado. Com marcas assustadores de perto de 270 mil mortos pela covid e 15 milhões de desempregados.  Escassez de vacinas. Maus gestores. Brigalhada pelo poder. Ânimos exaltados. Militares afrontando o Judiciário. Fabricantes de armas em milionária lua-de-mel com o presidente. O guloso Centrão dando as cartas. Horizontes sombrios. A caneta de horrores palaciana está cheia de tinta. Filme ruim, repetitivo e macabro. Oremos.

HIDRA DE LERNA – Alguns textos merecem destaque. Cativam e energizam esperanças e força espiritual. São magníficos e exemplares pela força que irradiam. Como o recado do leitor Pedro Luiz Bicudo, no Fórum dos leitores do Estadão, do dia 14:

“A imprensa é como a Fênix, a ave imortal que sempre renascerá das cinzas, mesmo quando colocada num subsolo. Já os maus políticos são como a Hidra de Lerna: cortada uma cabeça, nascem duas”. Infelizmente.

“VACINA SIM” – Aplausos para a meritória campanha, “Vacina, sim”, lançada pelo Fantástico. Gente bonita, feliz, esperançosa e cativante. Tomando vacina. Dentro  de camisetas coloridas. 

Destoando do grupo, surgem na tela dois colunistas. Desprezíveis e mais feios do que fratura exposta. A seringa quebra. Não entra na pele da asquerosa dupla. Um do Globo, outro do Uol.  Não percam vacinas com eles.  Vasos ruins não quebram.

CHILIQUE NA GLOBONEWS – Desespero entre os notáveis analistas da Globonews: o Senado norte-americano rejeitou o impeachment de Donald Trump. Prantos e chilique nos bastidores do grupo Globo. Alguns mais radicais ameaçam cortar os pulsos. Não admitem nem permitem que Trump e o partido Republicano continuem fortes e influentes na política norte-americana. Odeiam o contraditório.

Não há vacinas contra o patrulhamento doentio.  A vontade da patrulha tem que prevalecer. Moçoilas e rapazolas da extraordinária GloboNews pensam em fazer vaquinha digital para obter recursos para tentar reverter a decisão do Senado na Suprema Corte norte-americana. A esperança é a última que morre.

Um governador abobalhado e um militar desonroso, na visão de um escritor imortal

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Natuza Nery não aguentou tanta tragédia e caiu no choro

Vicente Limongi Netto

“Governador abobalhado” é a mais recente e merecida “condecoração” dada ao nefasto Wilson Lima, governador do Amazonas, em extraordinário artigo escrito no Estadão por Ignácio de Loyola Brandão. Leiam este trecho: “Liguei a tevê, Globonews. Por que fiz? Mergulhei no horror, desumanidade, incompetência e desespero. Achei que era a guerra civil, ocasionado por um governador abobalhado e pela logística do Pazuello, o militar que mais desonra as Forças Armadas. É só vexame.”

Transcrevo, com prazer, o artigo de Loyola Brandão, membro da Academia Brasileira de Letras.

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A NOITE EM QUE NATUZA CHOROU
Ignácio de Loyola Brandão
(Estadão)

Há pouco tempo, na lista de meios já utilizados por mim, faltavam o camburão e a ambulância. Agora, só falta o camburão. Semanas atrás, incomodado por uma constipação intestinal, belo eufemismo da medicina, e pelo que me parecia um quisto em lugar incômodo, me vi no Pronto Atendimento, outra expressão mais tênue, simpática, do que pronto-socorro, que nos dava a sensação de fim de linha. Terminados alguns exames, me assustaram:

“O senhor vai direto para o hospital, a ambulância já está à espera”. Pronto, meu catastrofismo, herdado de minha mãe, aflorou. A vida inteira dona Maria do Rosário, boa e piedosa, teve medo de perder a casa, hipotecada à Caixa durante uma reforma. A casa está na família até hoje.

CADEIRA DE RODAS – Colocaram-me em uma cadeira de rodas, apesar de eu poder caminhar. Cadeira de rodas é boa nos aeroportos, principalmente no de Guarulhos, com seus corredores quilométricos. O motorista da ambulância me devolveu o humor. “Quer com emoção ou sem emoção? Ou seja, a toda velocidade com sirenes abertas ou normal?” Não sabia se eu ia morrer logo ou se dava tempo de chegar ao Einstein, respondi: “Sem emoção”.

Sem? Quem disse? As ruas estropiadas desta cidade são um inferno para quem vai deitado, sofrendo sacudidelas que não nos jogam no chão porque nos prendem com cinturões. Eu me imaginava louco metido em camisa de força.

PLANO DE SAÚDE – Por sorte (ou merecimento, não vá o psicoterapeuta Hiroshi Ushikusa dizer: pare com essa culpa), o convênio médico que a Academia Brasileira de Letras me concedeu cobre tudo e fui entregue ao doutor Alberto Goldenberg, que rápido correu com os procedimentos. Adoro esta palavra, é boa para tudo.

E eu pensava o quê? Aqui terá oxigênio? Ou me angustiava: claro que não conseguirão um diagnóstico. Sou o paciente que não anima nenhum médico. Mas alguém lá em cima – pode ser até no andar superior – olha por mim.

Neste momento, liguei a tevê. GloboNews. Por que fiz? Mergulhei no horror, desumanidade, incompetência e desespero, achei que era a guerra civil, ocasionada por um governador abobalhado e pela logística do Pazuello, o militar que mais desonra as Forças Armadas, é só vexame.

MORTE POR ASFIXIA – Tenebrosas e pungentes mortes por asfixia começaram a saltar da telinha. Tentar respirar e o ar não existir deve ser um horror. Isso de Manaus pode se repetir pelo Brasil, porque o governo garante que está fazendo a sua parte. E, quando ele garante isso, é melhor apanhar o passaporte. Falta de oxigênio deve ser uma morte tão horrorosa quando a provocada pelo gás Zyklon.

Senti-me mal, culpado (atenção Karnal), privilegiado. Estava preocupado com um coisa que acabou sem drama nenhum. E naquele mesmo momento havia pessoas sem respirar e a morrer, enquanto outras nem conseguiam enterrar seus mortos. Quantos Brasis existem dentro de um? Quanta diversidade social e financeira. Eu, privilegiado. Passei por tomografias em máquinas caríssimas, fiz exames laboratoriais cujos resultados saíam em minutos, mas em Manaus – e em tantas outras partes – tinha (e tem) gente sem respirar, sem atendimento, sem respirador e criminosamente sem vacina. Ah, e os fura-filas?

Então, pela primeira vez na minha vida, vi uma jornalista, Natuza Nery, não suportar e explodir em choro, enquanto relatava os fatos daquele inferno amazônico. Diante da crueldade, Natuza chorou. Lágrimas correram, ela parou de falar. Espectadores choraram. Fiquei travado, nunca me esquecerei. Breve cena de poucos minutos.

E OS RESPONSÁVEIS – Mas quem devia chorar, o presidente, os parlamentares, os ministros do Supremo, os generais tão invocados a todo momento, estes pouco se davam, se deram, se dão.

Agora, estou em casa salvo, escrevendo este texto pelo qual posso ser processado pelo ministro da Justiça. E a fila de mortos cresce, avoluma-se, é uma pilha, um Himalaia de pessoas.

Mas tudo bem, o procurador Aras está aí para salvar a pátria, ou o presidente. Passamos dos 215 mil mortos. Toda a população de Araraquara, onde nasci. Uma cidade inteira. Gente, seres humanos que vivem, trabalham, amam, comem, bebem, se divertem, riem, choram, têm prazer e dor, são felizes ou não. Gente que vive, quer viver, porque é bom, apesar de tudo.

Temos medo. Estamos angustiados. Todos, de todas as cores e modos e religiões e ideologias e fantasias e sonhos e desejos, estão na fila para morrer. Não chegou a hora de fazer alguma coisa?

Como Líder da Maioria, Renan vai ajudar Bolsonaro, mas sem se curvar diante dele

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Renan Calheiros aceitou ser Líder da Maioria no Senado

Vicente Limongi Netto

A jornalista Denise Rothenburg tem razão (“Correio Braziliense”- 09/02), ao afirmar que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) “é líder experiente e independente”. Como novo líder da Maioria, Calheiros mostrará as virtudes de sempre, firmeza de atitudes e espírito público. Com Renan Calheiros é bobagem espernear, xingar, berrar, ameaçar. Bolsonaro não vai cantar de galo com Renan. Muitos menos os subalternos do mito de araque. 

A mediocridade política não tem espaço com o parlamentar alagoano.  Renan é forjado em desafios. Está acostumado a enfrentar obstáculos. Sobretudo aqueles que parecem não ter solução. Ainda não nasceu quem vai intimidar ou dobrar Renan Calheiros com histerismo e patetice.

OUVE E DIALOGA – Político calejado, Renan é paciente. Ouve e dialoga com educação. É contundente quando as situações exigem. Ex-ministro da justiça, Renan Calheiros respeita e exige ser respeitado. No grito ninguém consegue dobrá-lo. 

Ex-presidente do Senado e do Congresso por quatro mandatos, o calejado Calheiros faz política com o cérebro e não com o fígado.

A propósito, Deus levou hoje, para o céu, dona Ivanilda, 87 anos, matriarca do clã Calheiros, mãe do senador. Daqui, meu abraço de conforto ao amigo.

FOGÃO REBAIXADO – Uma tristeza o Botafogo, de tantas glórias e alegrias ao futebol brasileiro. Saudades do Botafogo de craques memoráveis como Manga, Garrincha, Gérson, Jairzinho, Didi e Nilton Santos.

Com time medíocre, o atual Botafogo foi novamente rebaixado para a série B do Brasileirão. De cabeça inchada, abatidos e decepcionados, estão torcedores do alvinegro carioca como Agnaldo Timóteo, senador Renan Calheiros, Said Dib, Joberto Sant’Anna, Estevam Guimarães, Petrus Elesbão e Mário Habka. (Acrescente, querendo, algum amigo teu)

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P.S. –
Amanhã, vamos publicar aqui um artigo do imortal Inácio de Loyola Brandão, que me emocionou muito. É um texto definitivo sobre o momento que esse país atravessa. (V.L.N.) 

Bolsonaro sabe que o vice Mourão faria (ou fará) um governo melhor do que o dele

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Jair Bolsonaro não entende que na vida tudo acaba mudando

Vicente Limongi Netto

Com a estupidez habitual fixada e estampada no semblante, Bolsonaro pergunta aos que querem vê-lo fora da Presidência da República: ” Se me tirarem, quem fica no meu lugar?”.  Evidente que é o vice-presidente, Hamilton Mourão. Seguramente mais valorizado e respeitado pelas Forças Armadas do que o mito de latão.

A propósito, leio na Folha de São Paulo, do dia 24 de janeiro, artigo de Augusto de Arruda Botelho, denominado “A hora do impeachment”. Botelho é advogado criminalista e cofundador do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa). 

NENHUMA JUSTIFICATIVA? – O autor pergunta: “É crível imaginar que, dos 61 pedidos já feitos (a essa altura, devem estar perto dos 100), nenhum deles encontre o mínimo fundamento? É crível pensar que após dois anos de um governo com um sem números de conflitos e atos atentatórios à nossa ainda jovem democracia, não haja uma justificativa para se iniciar um processo de afastamento?”.

Em outro trecho, igualmente fundamentado e lúcido, Augusto de Arruda Botelho acentua: ” O componente jurídico para se iniciar um processo de afastamento está mais do que preenchido, está evidente, sob qualquer ótica. Falta ainda o tal componente politico, que infelizmente poderá florescer com o aumento cada vez maior no número de mortes causadas pela pandemia”.

JUSCELINO DE ARAQUE – Em bolorenta entrevista ao Correio Braziliense, o franciscano apoiador de Bolsonaro, o palaciano Rodrigo Pacheco, novo presidente do Senado com apoio da dupla desprezível, nada recomendável, Bolsonaro/Alcolumbre, tenta se fantasiar de Juscelino Kubitschek.

É o fim da picada.  Acintoso e patético. Enche a boca para falar de JK, para ver se ganha adeptos para o seu cansativo oba-oba demagogo e impresso. Também procura holofotes fáceis como pingente das vacinas. Agora é fácil e cômodo apregoar a importância da imunização. Demorou quase um ano para o dócil Pacheco descobrir que a população precisa ser vacinada o quanto antes. É muito cinismo.

Na Câmara, o “rachadinha” alagoano Arthur Lira assumiu demitindo centenas de servidores. Mesquinharia, covardia e ordinarice. Semelhante decisão imunda e torpe do roliço Davi Alcolumbre, quando assumiu a presidência do Senado, ao vencer eleição fraudulenta, com mais votos do que senadores. Os torpes e decaídos engravatados se merecem, o inferno espera por eles.

PRAZO DE VALIDADE – Na Folha de São Paulo, do dia 7, o general Santos Cruz, que conheceu e conviveu com a podridão palaciana bolsonarista, mas que em boa hora pediu o boné para não ser contaminado pelos maus costumes e baixarias, afirmou “que oacordo do presidente com o Centrão não é sólido e não sei até onde vai”. Valeu, general.  Afirmei, observei, antecipei e analisei o fato, dia 3, em artigo aqui na Tribuna da Internet: “Centrão tem goela profunda. Não tem veganos. São leais enquanto ganham tudo que exigem do governo. Com eles, a lua-de-mel tem prazo de validade”.

O DEM ficou de cócoras diante de Bolsonaro.  O partido de sabujos não merece Rodrigo Maia. ACM Neto é o mais novo e fervoroso discípulo de Bolsonaro, Lira e Alcolumbre. Trio melancólico e tenebroso. Amedronta crianças.

Bolsonaro não sabe que a lua-de-mel com o Centrão tem prazo de validade muito curto

Toma lá, dá cá: Centrão ganha cargo estratégico na Agricultura

Líderes do Centrão têm algo em comum: todos são réus

Vicente Limongi Netto

O Legislativo amesquinhou-se. Elegeu dois serviçais do Palácio do Planalto. Não cito os nomes da dupla de capachos engravatados para não poluir meu texto. Tarde/noite melancólica de lições patéticas de sabujismo. Usando métodos deploráveis e nada republicanos, Bolsonaro insultou e debochou das legítimas histórias de lutas democráticas da Câmara e do Senado Federal.

Senadores e deputados, com as raras exceções habituais, ficarão marcados como fantoches das ambições do governo Bolsonaro. Congressistas jogaram princípios, dignidade e virtudes no lixo. Tenho ânsia de vômito.

GOELA PROFUNDA – No Centrão não tem veganos. Seus notáveis membros comem de tudo. Se for para ganhar vantagens, trituram tudo. Roem os ossos até virar palito. Lambem os beiços. Não têm escrúpulos. São diabos gulosos fantasiados de núcleo político. Não veem cara nem coração.

Querem cargos e mil vantagens. Não demora, vão exigir ministérios de Bolsonaro. Apoiam quem estiver no poder. Não faz nenhuma diferença qual seja o partido do poderoso de plantão. Apegam-se a ele esfomeados. Como miseráveis atrás de um prato de comida.

O mito de meia pataca vai penar com a ganância do Centrão. Não se iludam com a discurseira manjada e promessas de Lira e Pacheco. Jogada para acalmar os que ficaram fora do jogo. Mas breve entrarão nele.

GARGANTA PROFUNDA – Cretinos e ensaboados cínicos, estão se lixando para críticas. Têm goela profunda. São leais enquanto ganham tudo O que exigem do governo. Com eles, a lua-de-mel tem prazo de validade. Bolsonaro jogou todas as fichas do cofre do Paulo Guedes para eleger os presidentes do Senado e da Câmara, de forma a afastar qualquer risco e permanecer na Presidência. Acha que não sofrerá impeachment.  

Conversa fiada para enganar incautos é dizer que lutou pelas eleições da dupla Lira-Pacheco para o Legislativo tocar as reformas. Balela. Bolsonaro vai tentar perpetuar-se no poder. Se cumprir todas as ordens e exigências do Centrão, vai longe. Mesmo sem máscara e jogando contra as vacinas. Mesmo xingando os outros e debochando da ciência. Oremos.

BOLSONARO VIBROU – Descobertas atrasadas dos coleguinhas jornalistas. Muitos deles escrevem com o nariz empinado. Sábios por correspondência. Não sabem nada. Demoraram para descobrir, com suas profundas análises, que Bolsonaro não só vibrou e torceu com as eleições de Lira e Pacheco, como trabalhou descaradamente por elas, para evitar o impeachment.

Nessa linha, escrevi dia 23 de janeiro, no meu blog e no Fórum Estadão: Bolsonaro faz das tripas coração para eleger dois subalternos para as presidências do senado e da câmara.

Com a dupla de vassalos no comando do legislativo Bolsonaro realmente espanta o impeachment.  Antecipei também na Tribuna da Internet do dia 26, o jogo imundo de Bolsonaro, que era repudiado por ele na campanha presidencial:  De camarote, o mito de barro garante cargos e emendas para quem for servil, bajulador e fiel aos cantos do Planalto.

Piada do Ano! Cada pessoa vacinada ganhará um chiclete e uma lata de leite condensado

TRIBUNA DA INTERNET | Sem noção, Bolsonaro repete que leite condensado é para 'o rabo' da imprensa

Charge do Aroeira (Portal O Dia/RJ)

Vicente Limongi Netto

A exemplo do consórcio de imprensa, que anunciou uma campanha para mostrar a importância da vacinação contra o coronavírus, o governo Bolsonaro também devia providenciar semelhante iniciativa para imunizar a população.

Enfatizando aos brasileiros o empenho e a sensibilidade que o chefe da nação demonstrou desde o início da pandemia, o próprio Bolsonaro abriria a campanha vacinando o notável trio símbolo da administração federal – os craques das “rachadinhas”, Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e Arthur Lira.

PRÊMIOS PELA VACINAÇÃO – A seguir, Bolsonaro vacinaria a amiga da família Bolsonaro, a famosa Val de Angra dos Reis, vendedora de açaí. E toda pessoa vacinada, ganharia uma caixa de chiclete e uma lata de leite condenado. Aliás, uma imagem que emocionaria o mundo, provando que não existe miséria no Brasil, deveria focalizar um sorridente e orgulhoso Bolsonaro exibindo, como troféu, uma lata de leite condensado, a nova grife do governo.

Por fim, diante da nova agressão vil, torpe, covarde, leviana e irresponsável de Bolsonaro à  imprensa, sugiro que o presidente use o leite condensado para lavar a boca suja, porca e imunda, e o chiclete para lacrar a alma ignorante, rancorosa e analfabeta.

MISÉRIA NO FANTASTICO – O programa “Fantástico” anuncia matéria alertando sobre os malefícios do fim do auxílio-emergencial. Escrevi sobre o assunto bem antes. Dia 22. Em artigo aqui na Tribuna da Internet. Nele, fazia diversas perguntas. 

Recordo duas delas: Algum general precisará desenhar para Bolsonaro que será preciso manter o auxílio-emergencial, sob pena de ver a miséria aumentando no Brasil? Que sem o auxílio-emergencial muitos brasileiros precisarão roubar mercados e catar restos de comida nas latas de lixo?

COMENTARISTAS ESPORTIVOS – Respeitem nossos ouvidos! Socorro! O caos tomou conta do linguajar dos analistas, narradores, atletas, repórteres e dirigentes. Sobretudo agora, na reta final dos campeonatos brasileiros.

Para ver quem tem mais chances no topo e quais clubes serão rebaixados, abusam e fazem caras e bocas, alvejando a “Matemática”, quando o correto é falar em “Aritmética”. Deus nos acuda. Respeitem nossos ouvidos.

Vou desenhar: Matemática é a ciência dos números. Mas quem trata deles, adição, diminuição, divisão e multiplicação, é a Aritmética. Raros, raríssimos profissionais se expressam certo.

 

Mourão está enganado, a queda de Bolsonaro nas pesquisas exibe a indignação popular

Mourão minimiza fala de Bolsonaro sobre papel dos militares - Notícias - R7  Brasil

Rompido com Bolsonaro, Mourão tenta sminimizar a crise

Vicente Limongi Netto

O “ruído” que o vice-presidente Hamilton Mourão usa para minimizar a queda de Bolsonaro nas pesquisas, sem dúvida, é causado pelo sentimento de indignação batendo forte nos corações da população. É o despertar da letargia dos brasileiros. É o desgoverno começando a cair.

E a justiça anda atrás do ministro fujão. A exemplo do chefe dele, não tem freios na língua. Terá que pagar pelas sandices e bravatas. Informações da Policia Federal, do Ministério Público, da Interpol, da CIA e do FBI dão conta que o roliço mago da logística escafedeu-se pelas barrancas do Amazonas, à procura de exílio na tribo mais próxima. Levando tubo de oxigênio e caixas de cloroquina. Deve virar sertanista. O uniforme de general mandará para o fraternal amigo, governador João Dória.

BAILE DAS ELEIÇÕES – Continua animado o baile das eleições na Câmara e no Senado, com manjadas promessas, lorotas, conversas fiadas, juras de amor, lero-leros e clichês surrados dos candidatos. O deputado Rodrigo Maia lidera o bloco dos independentes, carregando nas costas Baleia Rossi. Garantem que usam a fantasia por um Legislativo valorizado. Sem dobrar a espinha para o Palácio do Planalto.

O bloco adversário, liderado pelo deputado Arthur Lira, exibe a original fantasia de sabujos. Bordada com paetês, cristais, plumas, serpentinas e confetes, para agradar Bolsonaro. De camarote, o mito de barro garante cargos e emendas para quem for servil, bajulador e fiel aos cantos do Planalto.

MAIS FANTASIAS – No Senado, o Rei Momo Davi Alcolumbre escolheu Rodrigo Pacheco para porta-estandarte dos fantoches palacianos. Do outro lado, apresenta-se a senadora Simone Tebet. Desfila no sambódromo como mestra de bateria. Jurando que rufa tambores sem dobrar a espinha para Bolsonaro.

Nas arquibancadas virtuais, o povo, que sempre paga as contas, sem jamais ser ouvido nem cheirado, vaia a colossal pantomima.

OMISSÃO E SILÊNCIO – Encerro com uma reflexão do ex-ministro, ex-presidente nacional da OAB, ex-senador e ex-deputado, relator-geral da Constituinte, o íntegro Bernardo Cabral:

“Os que se utilizam do aval da omissão ou a cautela do silêncio, sentirão, um dia, que a omissão e o silêncio foram gestos de covardia. Que acabarão por levá-los ao cadafalso da opinião pública”.

No Brasil, a cada dia aumenta o número de perguntas indiscretas que não querem calar

Pergunta a Bolsonaro dos R$ 89 mil bomba na web; veja posts mais criativos  - UOL TILT

Charge do Laerte (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Perguntas que não calam e assobiam nos ouvidos sensíveis e acurados: Por que  Bolsonaro não desarma o espírito e vai conversar com o embaixador da China, ao invés de mandar quatro ministros? Quando o deputado Eduardo Bolsonaro vai se declarar amigo da família de Joe Biden? Qual o tamanho da vergonha e da indignação de eternos craques, como Gerson, Jairzinho, Afonsinho, Zagallo e Paulo Cesar Caju, que deram glórias ao Botafogo, vendo agora a decadência do time, aritmeticamente rebaixado para a série B do Brasileirão?

Outras perguntas: Será que a justiça não agirá com rigor com os maus brasileiros que estão furando filas da vacinação? Um sortudo americano que ganhou na loteria o correspondente a 3 bilhões de reais, será republicano ou democrata? Por que não saiu o nome do reitor, na boa matéria do Correio Braziliense, recordando que o pai da nova vice-presidente dos Estados Unidos, Donald Harris, fez palestras na UnB, em 1997?

E AINDA MAIS PERGUNTAS – Por que Neymar e outros atletas abonados não colaboram na campanha por cilindros de oxigênio, para aliviar o sofrimento de amazonenses contaminados pela Covid-19? O Brasil já teve ministro das Relações Exteriores mais trapalhão, que gagueja e tropeça nas palavras, do que Ernesto Araújo? Será que aparecerá algum alquimista do Palácio do Planalto, com bons argumentos que desmintam o embaixador Marcos Azambuja, que definiu a política externa brasileira como “desastrosa, ruim e errada”?

 Bolsonaro decidiu elogiar as Forças Armadas, porque botou na cabeça que a reeleição dele não são mais favas contadas? Por que Bolsonaro não bota na cabeça que está perdendo terreno político para João Dória? Será que algum general precisa desenhar para ele que é preciso pegar duro no trabalho para melhorar a imagem do Brasil no exterior?  E que terá que manter o auxílio-emergencial, sob pena de ver a miséria aumentando no Brasil? Que sem o auxílio-emergencial muitos brasileiros precisarão roubar mercados e restos de comida nas latas de lixo? Alguém duvida que em 2021 os brasileiros terão os mesmos temores, amarguras, decepções e dificuldades de 2020?

APENAS UM SERVIÇAL – O governador do Amazonas é ruim de serviço. Serviçal do governo Federal. Incompetente, não tem firmeza, iniciativa nem autoridade para solucionar os graves problemas da população. A tenebrosa quadra da pandemia mostra que Wilson Lima é incapacitado para gerir os pleitos dos amazonenses.

A atual situação do Amazonas humilha o Brasil aos olhos do Brasil e do exterior. Providências demoraram a ser adotadas. Lima é rodeado de outros incapazes, pretensiosos e ineficientes auxiliares. Saídos não se sabe de onde.  Alguns detidos por atitudes na republicanas. Solto porque a impunidade é prato brasileiro.

GOVERNADOR VERGONHOSO – Wilson Lima desmoraliza e infelicita o Amazonas. É inacreditável que centenas de pessoas morram por falta de oxigênio. É vergonhoso para todos os cidadãos de bem as tristes imagens das televisões, mostrando a aflição de famílias destruídas.

Lamentável que o Amazonas não tenha hoje homens públicos do gabarito, credibilidade, carisma e competência de um Gilberto Mestrinho, Plínio Coelho, Omar Aziz, Bernardo Cabral, Eduardo Ribeiro, Alvaro Maia, Eduardo Braga, Arthur Virgilio Neto e Amazonino Mendes. Dispõe, apenas, de um medíocre que atende pela alcunha de Wilson Lima. Xô, traste.

MENOS RECURSOS – O governador é tão serviçal que em nenhum momento revela que, proporcionalmente, o Amazonas foi o Estado que recebeu menos ajuda federal para combater a Covid-19. Apenas o Rio de Janeiro teve menos verbas por habitante, mas está em recuperação judicial, tem muitas fontes de arrecadação e recebe constantes repasses federais.

Por fim, Bolsonaro procura um porta-voz. Principal exigência: ser subserviente. O ministro da Saúde está cotado para a função.  O último general que ocupou o cargo, Barros Rego, arrependeu-se amargamente. Tornou-se feroz e competente crítico do presidente. “Melhor cair das nuvens, do que do 23*andar”, dizia Machado de Assis.

A coleção de asneiras de Bolsonaro cresce mais do que o vírus da covid-19

Entrevistas de Bolsonaro

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Vicente Limongi Netto

Por mais que o Messias por correspondência mereça o absoluto desprezo dos homens de bem, não há como deixar de registrar as parlapatices do chefe da nação. Portanto, vamos a elas. Desprezava a debochava da vacina coronavac. Jogava toda sua colossal ira contra as providências do governador João Dória.

Sabotava e ainda sabota, junto à Anvisa (antro de sabujos) todas as solicitações de Dória, através do Butantã. Decidiu, de vez, politizar a vacinação. Atrasando tudo. Preferindo adotar postura de omisso e insensível. A população sofre, se angustia, à espera da vacinação.

PESADELOS COM DORIA – Mas o Brasil está nas mãos de incompetentes. Nada anda. Nada avança. O povo que se lasque. Morram todos, parece torcer Bolsonaro e áulicos. Desde o início da pandemia, lá se vai um ano, Bolsonaro passou a ter pesadelos com João Doria.

Antecipou, por conta própria e completa irresponsabilidade, o jogo político de 2022. Botou na cabeça oca que Dória é adversário forte nas urnas. Nisso acertou. Mas precisa trabalhar pelo país. Deixar Doria também cumprir as missões dele.

E o governador paulista saiu na frente, disparado, na maratona pela vacina. Faz excelente trabalho a favor dela. Tem, assim, com méritos, a honra histórica de vacinar a primeira cidadã no Brasil. Foi vacinada, aos olhos da mídia mundial, a enfermeira Monica Calazans, que cuida de pacientes com covid-19. 

APLAUSOS AO GOVERNADOR – Mesmo quem não simpatiza com Dória, seguramente aplaude o governador pelo saudável momento. Pela vacinação histórica e também pela coletiva de Dória e eficiente equipe. Dória tirou a máscara de Bolsonaro, Pazuello e demais estrupícios.  Esperam os generais de plantão que o mito de meia pataca não ateie fogo às vestes.

E Bolsonaro com o ego em pedaços.  Já foi chamado de tudo. Debochado, omisso, irresponsável, destrambelhado, incompetente, bravateiro, homofóbico e grosseiro. Faltou mentiroso. Não falta mais.

Motivo: culpou o Supremo Tribunal Federal por não fazer mais para evitar o crescimento da covid-19 no país. Resultado: foi chamado de mentiroso por William Bonner, no Jornal Nacional e ganhou ruidoso panelaço, com as cores de um Brasil indignado, cansado e desesperado. 

BELAS CRÔNICAS – Domingo é dia de alegrar os ouvidos e os olhos. Momentos de saborear o Correio Braziliense em busca de notícias boas, tentando ficar longe das malvadezas dos incapazes e mesquinhos.

Nessa linha, prefiro deliciar o espírito lendo dois grandes cronistas, Paulo Pestana e Alexandre de Paula (“Revista do Correio” – 17/01). Por coincidência, Pestana saudando os 90 anos de idade do pai. Alexandre, recordando os traços marcantes do avô.

Não há nada mais grandioso do que atitudes dignas. O respeito aos mais velhos faz parte das lições que Paulo Pestana e Alexandre de Paula acolheram e cultivam com alegria, gratidão e intensidade.

No meio da mediocridade, surge o nome de Simone Tebet para dar um alento aos brasileiros

Simone Tebet: governo falar em imposto novo polui o debate da reforma  tributária – ES Brasil

Simone Tebet sofre restrições por defender a Lava Jato…

Vicente Limongi Netto

Em artigo do dia 6, aqui na “Tribuna da Internet”, fiz uma triste constatação. Infelizmente nada para alterar – a politicalha grassa e emporcalha o Brasil. O ano novo chegou anunciando que logo seria quebrado assustador recorde de 200 mil mortos pela covid. Amarguras e decepções do ano velho insistem em perdurar em 2021.

Mas há uma notícia positiva. O MDB decidiu lançar Simone Tebet para disputar a presidência do Senado e do Congresso. Ela tem o DNA da boa política. Filha do ex-senador Ramez Tebet, que presidiu com galhardia e respeito o Senado da República. Simone é qualificada para a missão. Mas precisa correr contra o tempo.

PODEMOS E PSDB – Não acredito que o Podemos de Alvaro Dias, e o PSDB, de Tasso Jereissati, adotem a política do entreguismo e da vassalagem decidindo apoiar Rodrigo Pacheco, candidato do obscuro Alcolumbre e do sábio de barro, Bolsonaro.

O MDB tem gloriosas vitórias em memoráveis lutas políticas. É preciso unir forças com Simone Tebet, para o Senado voltar a ser altivo e firme. Apoiando projetos do governo que sejam do interesse coletivo. Decisão que valoriza a atividade política. Sem respingar jamais na subserviência.

ANÁLISES SÓRDIDAS –  Evidente que Trump pegou pesado, incitando o quebra-quebra e a invasão do Capitólio. Mas é inacreditável o arsenal de sordidez, torcida, ódio, rancor e destempero dos notáveis analistas de meia pataca da Globonews. Nesta quarta-feira, o jornalismo isento foi jogado no lixo, por editores, apresentadores, repórteres, tradutores e analistas.

Armaram uma arquibancada colossal e tome paulada no ainda presidente. Inacreditável. Jornalismo de esgoto. Trump pagará por seus pecados. Mas foi um presidente que lutou pela soberania dos Estados Unidos. Deixou a economia em ordem. Combateu terroristas. Valorizou a cidadania. O jogo ainda não acabou para Trump.

No Senado ele dobrará aqueles que o querem ver pelas costas. A verdade é que o legado político de Donald Trump incomoda seus desafetos e adversários. Pode ser até que Trump pegue leve, seja ponderado com eventuais erros do seu sucessor. Apesar dos traidores do Partido Republicano, na Câmara dos Deputados, Trump não pode ser considerado carta fora do baralho na política norte-americana.

MUNDO JOVEM – O novo livro do pensador italiano, Domenico de Masi, ” O mundo ainda é jovem”, chega em boa hora. O título da obra é sugestivo e estimulante para o Brasil e para os brasileiros: “É importante ter coragem”, exorta De  Masi. 

Saiba ele que milhões de brasileiros  dormem vestidos de coragem para enfrentar as adversidades do dia seguinte. Coragem para enfrentar a covid; coragem para tentar conseguir emprego; coragem para enfrentar a bandidagem e a insegurança que tomaram conta do país; coragem para sofrer e ser humilhado nos postos de saúde e hospitais em busca de atendimento médico; coragem para repudiar o racismo e a homofobia; coragem para viver em barracos que são destruídos  pelas enxurradas; coragem para enfrentar o assédio moral e sexual; coragem para andar em ônibus imundos e caindo aos pedaços; coragem para multiplicar diariamente o alimento escasso para os filhos; coragem para se indignar com os governantes ruins e corruptos; e, por fim, ter força e  coragem para, através do voto, mandar para o inferno, de uma vez por todas,  a cambada  de maus políticos que, com a maior cara lambida,  mentem,  desapontam e infelicitam os brasileiros.

ENEM E GERSON – Milhares de estudantes passaram o ano se “matando” para as provas do ENEM. E o MEC insiste pela realização dos exames. Pelo jeito o governo quer que a covid mate literalmente os jovens, aumentando o assustador e trágico número de mais de 205 mil mortos no Brasil.

Por fim, enquanto a maioria dos jornais, digitais e impressos, e televisões se omitiu, mostrando desrespeito, ingratidão e injustiça com o ex-atleta e cidadão, o programa “Bem,amigos”, no canal SporTV deu exemplar lição de bom jornalismo, homenageando os 80 anos de idade do cerebral Gerson Nunes, o “canhotinha de ouro” do tri. Pobre e melancólico Brasil que não tem apreço e não cultiva seus legítimos ídolos.

Os defensores da democracia estão preocupados, mas os militares não apoiam a insensatez de Bolsonaro

Altamiro Borges: Bolsonaro faz novos agrados aos militares - PCdoB

Charge do Nani (nanihumor.com)

Vicente Limongi Netto

A calamidade pública de plantão, instalada no Palácio do Planalto pelo imitador barato de Donald Trump, que a exemplo do mandatário norte-americano resolveu colocar em dúvida a credibilidade e a lisura das urnas eletrônicas nas eleições do Brasil. Tenebrosa patetice. O filme é velho e ruim. Recordo que meados do ano passado, o deputado Eduardo Bolsonaro defendeu o fechamento do Supremo Tribunal Federal e a volta do Ato Institucional nº 5. Ou seja, uma nova ditadura.

Os democratas mais antigos estão preocupados se pode haver reprise. Antes mesmo de 2022. O povo, unido, jamais permitirá agressões ao bom senso nem que se apunhale a Constituição. Urnas são soberanas. Respeitar os resultados delas engrandecem o Brasil. Confio que as Forças Armadas não contribuirão para apequenar, humilhar e envergonhar o Brasil e os brasileiros.

VACINA FAMILIAR – Bolsonaro já decidiu. Primeiro, meus amados. Família unida é assim. Os três formidáveis “rachadinhas”, Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e Arthur Lira, serão os primeiros a serem imunizados com a vacina contra a covid. Imagens e entrevistas do trio correrão o mundo. Depois serão vacinados os outros rebentos do mito de meia pataca. Amigos de infância, porteiros do condomínio, generais, ministros e jornalistas amestrados.

Quando as vacinas estiverem acabando, Bolsonaro lembrará de vacinar os legítimos heróis da pandemia, os profissionais da saúde, maqueiros e motoristas de ambulâncias. Que dedicam a própria vida para salvar os outros.

Por último, caso sobrem vacinas, o birrento e debochado chefe da nação mandará imunizar brasileiros que raciocinam com a própria cabeça. Aqueles que não dobram a espinha para seus abusos e pantomimas autoritárias. Cidadãos que enfrentam a pandemia e as agruras da vida com determinação e altivez. Pessoas que esperam por 2022 para finalmente se verem livres da desgraceira ambulante e incompetente que odeia o contraditório e se julga dono do Brasil. Xô, praga!

DISPUTA DO SENADO – A nação exige que o MDB tenha brios, coragem e patriotismo e dispute com determinação e união a presidência do Senado Federal. O MDB tem maioria, com 13 senadores. Não pode nem deve se acanhar diante das legítimas disputas políticas. Seria deplorável fugir de suas responsabilidades históricas.

É preciso tirar da cena política nacional figuras obscuras e desinteressantes como o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Deslustrou o cargo. Um bajulador engravatado. Usurpou a presidência, vencendo em eleição fraudulenta, com mais votos do que senadores, apoiado pelos alquimistas do mal, do Palácio do Planalto.

Senadores decididos a valorizar o cargo não podem mais ficar atrelados aos interesses do Palácio do Planalto. Muito menos serem eternos vassalos das fanfarrices e sandices de Bolsonaro. Basta de subserviência política.

TAMBÉM NA CÂMARA – Semelhante raciocínio se impõe para as eleições da Mesa Diretora da Câmara Federal. Números, fatos e sinais claros indicam que o candidato de Bolsonaro será derrotado pelo deputado apoiado pelo grupo liderado por Rodrigo Maia.

Nesse sentido, registre-se que o Messias de plástico errou feio, rompendo politicamente com Maia. Mostrou não ter visão política nem sensibilidade humana. Brigou cm Maia porque o deputado do DEM do Rio de Janeiro não tem vocação para capacho. Agora é tarde.

Brasil virou um imenso Carandiru, com 200 mil mortos, e Bolsonaro culpa a imprensa

Mídia NINJA - O HOMEM QUE QUEBROU O PAÍS – Uma das mais... | FacebookVicente Limongi Netto

Bolsonaro assistiu ao filme “Carandiru”, focinho e unha do Brasil. “Não consigo fazer nada. O Brasil quebrou. A mídia potencializa a pandemia” – brada o chefe da nação, chorando pitangas e tolices. Patético país. O governo é um Carandiru. O Brasil é o próprio Carandiru. Ninguém se entende. Não há sintonia entre autoridades. Bolsonaro e áulicos batem cabeça. Enchem os ouvidos da população com bobagens. Botam a culpa em governos anteriores e na imprensa.

Time de incompetentes. A vacina, coitada, virou “Conceição”, a canção de Jair Amorim, canção imortalizada por Cauby Peixoto. “Ninguém sabe, ninguém viu”. A quadra brasileira é dramática. A politicalha grassa e emporcalha o Brasil. O ano novo chegou anunciando para breve o assustador recorde de 200 mil mortos pela covid.  Amarguras e decepções do ano velho insistem em perdurar em 2021.

MEU AMIGO GÉRSON – Com 76 anos, em toda minha longa vida de boleiro, ainda me garanto jogando duas “peladas” por semana. Suspensas por causa da pandemia.  Sei o perfume que a bola gosta, vi grandes jogadores atuando. Destaco cinco deles, a meu ver craques extraordinários, eternos e inesquecíveis: Gerson, Pelé, Garrincha, Nilton Santos e Maradona.

Gerson Nunes, o cerebral meia-armador que encantou o mundo jogando com personalidade, objetividade e inteligência, completa 80 anos de idade, no próximo dia 11. Uma segunda-feira com céu estrelado. Corais de anjos saudarão o formidável Gerson. Niterói em festa.

O “Canhotinha de Ouro” antevia as jogadas. Antes de receber a bola já sabia o que fazer com ela. Seus passes longos e precisos foram fundamentais para a conquista do Tri, no México.

DEPOIS DE DIDI – Há 50 anos Didi, outro fantástico jogador, com quem Gerson aprendeu muito, passou o bastão de meia-armador para ele. Há 50 anos! Hoje, incrível, Gerson ainda não encontrou substituto. Não encontrou tanto nos clubes, nem na seleção pentacampeã do mundo.

Gerson, também conhecido como “Papagaio”, enxergava o jogo como ninguém. Dentro de campo, com maestria, alterava o posicionamento de determinado companheiro, para fugir da forte marcação homem a homem do adversário. Facilitando a penetração e a alternância de jogadas de outros colegas. 

GRANDE COMENTARISTA – Gerson tinha visão de jogo e conhecimento tático. Hoje, como comentarista da rádio Tupi, analisa o jogo com igual precisão. Tem canal no Youtube e página no Instagran. Critica e elogia com autoridade e respeito.

Aliás, seus elogios e críticas servem de forte estímulo para todo jogador que se preza. Gerson é personalidade sempre ouvida e consultada por todos que atuam no futebol e gostam do bom jogo. É cidadão exemplar. Dedicado chefe de família.

Os que conhecem Gerson e convivem com ele sentem orgulho de ser seu amigo e admirador. Entre os quais me incluo, com honra, alegria e prazer. Forte abraço, mermão! Muita saúde e vacinas. A galera da “pelada” “Amaralzão” também te saúda.

ANALFABETO POLÍTICO – Por fim, o jornalão Folha de S. Paulo publicou meu comentário sobre um artigo publicado na seção Tendências/Debates, na segunda-feira, sob o título “Por uma nova Constituição”. Dei a seguinte opinião e não mudo uma vírgula:

“Só mesmo amestrados políticos, como Ricardo Barros (PP-PR), têm o descaramento de defender tal sandice”.

Sem vacinas e sem seringas, o governo lança bordão da incompetência e da desfaçatez

Lançamento do Plano Nacional de Operacionalização da vacina contra a Covid-19 – Foto: Ministério da Saúde

Bolsonaro e seu ministro da Saúde não usam máscaras

Vicente Limongi Netto

O governo anuncia o bordão “Brasil imunizado”. Descarada pantomima bolsonarista. Na realidade, sem vacinas e sem seringas, o país dispõe de outros irretocáveis bordões: Brasil ultrajado, vilipendiado, atrasado, humilhado, castigado, rasgado, destrambelhado, desfigurado, desrespeitado, desatinado, desgraçado, achincalhado, desacreditado, desgovernado, desativado, desonrado, desarticulado e envergonhado.

É de pasmar. Não é piada nem notícia falsa. O governo do incompetente, inconsequente e calamitoso Bolsonaro anuncia que só conseguiu comprar inacreditáveis 2,8% de seringas e agulhas, para começar a vacinar milhões de brasileiros.

VEJAM O QUE ESCREVI – Nessa linha, recordo trecho do que escrevi dia 23, aqui, na “Tribuna da Internet”, saudando a chegada da vacina: “Não esqueça de trazer milhões de seringas. Você conhece a má fama do Brasil. Deixamos tudo para a última hora. A improvisação e o amadorismo estão em todas as partes. Sobretudo nos gabinetes dos graduados burocratas”.

Também escrevi a seguinte nota, em dezembro de 2019, e não mudo uma vírgula: “Discordo do colunista Ancelmo Gois (01/12) quando disse, tratando de cinema, que o então presidente Collor “praticamente acabou com a produção nacional”. Na verdade, Collor acabou com a Embrafilme, antro de picaretas, mesquinhos e gulosos patrulheiros, manjados cineastas e produtores interessados apenas em forrar o próprio bolso”.

E recentemente, escrevi o seguinte: “O técnico português Ricardo Sá Pinto foi demitido do Vasco porque deu mole. Prometeu que os atletas jogariam sempre duros contra os adversários, mas fracassou”.

FELIZ 2021, MAS… – Rogo para que 2021 traga mais realizações e menos desilusões. Mais amor, menos desamor. Mais ternura, menos amargura. Mais paixão, menos compaixão. Mais alegria, menos tristeza. Mais tolerância, menos impaciência. Mais solidariedade, menos rancor. Mais empatia, menos antipatia. Mais educação, menos estupidez. Mais vacinas, menos politicalha e torpeza. Mais abraços, menos despedidas. Mais compreensão, menos arrogância. Mais fé, menos pessimismo. Mais emprego, menos fome e miséria. Mais diálogo, menos deboche. Mais atitude, menos acomodação

No entanto, com o terrível aumento do desemprego e devido ao fim do auxílio emergencial, antevejo, com tristeza, que muitos brasileiros precisarão roubar mercados ou recorrer a latas de lixo, em busca de alimentos, como os norte-americanos na Grande Depressão do século passado. Um Ano Novo nada venturoso.

Enquanto o falso Messias tripudia sobre a tragédia alheia, um anjo chamado Lili renasce no Natal

A charge de Luff mostra como Bolsonaro é visto na Alemanha

Vicente Limongi Netto

Perdão, mas não posso deixar de me indignar com tanta hipocrisia, covardia e incompetência. O apalermado Messias de plástico continua debochando dos brasileiros e tripudiando em cima das normas de saúde. Desta vez, indagado sobre o atraso da vacina no Brasil, o antimáscara praguejou: “Não dou bola pra isso”.

Por sua vez, dezenas de países já começaram a vacinar a população. O Brasil segue comandando o atraso. Saudaremos o Ano Novo humilhados aos olhos do mundo, pela incompetência do irrecuperável “mito” das trevas.

A VITÓRIA DE LILI – Enquanto o falso Messias desprezava a desgraça alheia, que levou para o túmulo até a avó de sua mulher, em Belo Horizonte o anjo Lili voltava para casa, na véspera de Natal. Com 101 anos de idade, Maria Auxiliadora Melo de Aguilar, a Lili, como gosta de ser chamada, venceu o coronavírus.

Mostrou ser fortaleza de ternura, paz, esperança e amor.  Aplaudida, deitada na maca, com gorro de Mamãe-Noel na cabeça e boneca no peito, dona Lili recebeu alta, após passar 2 dias  hospitalizada em BH.

“Melhor presente de Natal, mais do que imaginei”, comemorou aliviada sua filha Naneth Aguilar.

A MORTE DA JUÍZA – Inacreditável e surreal: precisou uma juíza ser assassinada pelo ex-marido, na frente das filhas, para finalmente a atitude covarde e brutal que se alastra pelo país merecer o repúdio e a indignação de vozes poderosas do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça.

Como mais nada causa estranheza e perplexidade no louco, hipócrita e perverso Brasil, é provável que membros do Legislativo e do Executivo também exibam colossal repudio contra o feminícidio, caso ocorra semelhante tragédia com alguém de suas famílias, é claro. Francamente. Oremos.

Quando ela enfim chegar, será festejada pelos brasileiros, e todos dirão: “Vacina, eu te amo!”

NoIgnorancia Nuestra tristeza necesita empatía, no ignorancia Nuestra  tristeza necesita empatía, no ignorancia (con ...

Charge do Adão (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Olá, vacina. Onde você andava? Sei que tua missão é árdua. Tua presença no mundo é mais requisitada do que Papai Noel. Dê um jeito. Coloque o Brasil na agenda. A agonia da pandemia destrói famílias, empregos e sonhos. Até mesmo os mais fortes suplicam por você. Seja generosa. Será bem-vinda. Não se acanhe.

Despreze a brigalhada torpe da politicalha.  Será recebida com glórias. Foguetórios e cantorias. Por anjos e crianças. Por idosos que não perdem a esperança.  Em carreatas de ambulâncias e sirenes de bombeiros. Você poderá entrar em todos os lugares. Sem pedir licença.

DE BRAÇOS ABERTOS – A maioria esmagadora dos brasileiros estará esperando por você de braços abertos. Feliz e emocionada. O Cristo Redentor será teu guia e tua luz. Não esqueça de trazer milhões de seringas, que “as autoridades” esqueceram. Você conhece a má fama do Brasil. Deixamos tudo para a última hora. 

A improvisação e o amadorismo estão em todas as partes. Sobretudo nos gabinetes dos graduados burocratas. O ocupante de plantão do Palácio do Planalto é bizarro e birrento. Bateu o pé, igual criança que não quer comer. Garante que não deixará você chegar perto dos braços dele. Destrambelhado estrupício. 

Não perca tempo com ele. Vá em frente. Vacine quem queira. Venha logo. Não demore. Você é a mensageira do amor. Da paz, da harmonia e do sossego.

NÃO HÁ RACISMO? – Deplorável, cretino e covarde o depoimento do “técnico” Mano Menezes, segunda-feira, no Jornal Nacional, isentando o atleta do Bahia no episódio de racismo contra Gerson, jogador do Flamengo. E pensar que o despudorado e vexaminoso Mano já foi técnico da seleção brasileira…

Por fim, no  editorial “A destruição da política externa”( Estadão- 20/12), Celso Lafer é citado como ex-ministro das Relações Exteriores do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Porém, Lafer também ocupou o mesmo posto no governo Collor de Mello. Por que a informação foi sonegada ao leitor? Por acaso o jornal quer reescrever a história republicana? Ou trata-se, apenas, de reles preconceito e torpe rancor contra o então jovem presidente da República que lutou para tirar o Brasil das amarras do atraso? Francamente, jornalismo ruim é isso aí.

As provas do caso Abin são desmoralizantes e só resta a Bolsonaro atacar a imprensa

Bolsonaro usando a imprensa

Charge do Duke (dukechargista.com,br

Vicente Limongi Netto

Paladinos de barro do Palácio do Planalto usam da intimidação, arma dos fracos e sem argumentos, na torpe tentativa de desqualificar a matéria da revista “Época”, que revelou, com fatos abundantes, que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) forneceu relatórios aos advogados do senador Flávio Bolsonaro, para ajudá-lo no inquérito das “rachadinhas”.

Aos desesperados alquimistas palacianos só resta uma melancólica saída, diante da verdade mostrada na reportagem de Guilherme Amado: exibir ao público e ao Supremo um rosário de falsa e hipócrita indignação, porque os fatos falam por si.

CULPA DA IMPRENSA – Sem poder responder à Época, o destemperado Bolsonaro voltou a atacar a imprensa. Em solenidade na Policia Militar do Rio de Janeiro, recomendou aos policiais que não acreditem no que a imprensa publica. Patética, deplorável e absurda sandice, mais uma, de um chefe da nação que deslustra o cargo.

Escrevi, a propósito, sobre o assunto, em artigo também na Tribuna da Internet do dia 26 de agosto. Ponderei, entre outras coisas, que Bolsonaro deveria respeitar os outros. Se quiser ser respeitado. Aprender a conviver com o contraditório. Adquirir bons modos. Evitar ser grosseiro e mal educado. Cansamos de suas diatribes. Não trate jornalistas como se fossem seus vassalos. Pare de pisar nos outros. Troque de remédios. Tudo indica que os que usa estão vencidos.

E o “mito” aloprado reiterou que não vai tomar vacina. Posso reforçar,  então, o que escrevi, aqui na Tribuna da Internet, dia 2 de dezembro.  Problema dele. Sobrarão vacinas para brasileiros que respeitam as normas sanitárias.

CAFAJESTE ENGRAVATADO – As imagens são claras, repugnantes e irrefutáveis. Local:  plenário da AssemblEia Legislativa de São Paulo.  O cafajeste engravatado, deputado  Fernando Cury (Cidadania).  aproxima-se da deputada Isa Penna( PSOL).

Sorrateiro, pelas costas, esfrega-se no corpo da parlamentar e coloca a mão boba no seio dela. Constrangida, ela repele a torpeza do cretino.

E o trêfego Cury ainda  teve o descaramento de declarar que não fez nada de errado. É a pandemia, gerando ordinários e patifes.

BAGAÇO DE LARANJA – Pense com carinho, sem pressa, esfrie a cabeça. Tem horas que a saúde e o conforto da família são mais importantes. No trabalho, você se dedica, se esfola e, geralmente, no fim, é tratado como laranja. O patrão chupa e joga os bagaços na nossa cara. Jamais passei por tais constrangimentos, embora tivesse gênio explosivo e pouca paciência com serviçais de donos de empresas. Muito menos com poderosos calhordas, encrustados nos ministérios, no executivo e no legislativo, que pretendiam monitorar ou conduzir a informação a gosto deles.

Jamais dobrei a espinha para calhordas, pulhas e falsos democratas. Como chefe, sempre apoiei repórteres. Porque nunca deixei de ser um deles. São eles que colhem notícias. São eles que fazem  o jornal, a revista, o rádio e a televisão. Tive o prazer de conviver e trabalhar com mestres. Aprendi muito com eles. 

Belo dia, por ordem da matriz,  fui sacado da chefia de reportagem porque fiquei do lado do repórter contra exigência torpe e canalha de um estúpido  burocrata do Ministério das Comunicações.

AMADURECIMENTO – Nunca me arrependi da minha atitude.  Com o tempo, com esposa, filhas e netos, vamos amadurecendo.  Respiramos mais, antes de possíveis desatinos. Permaneço, até quando Deus permitir, nos calcanhares dos venais, hipócritas, canalhas, oportunistas e patrulheiros em geral. Estão em todos os lugares.

Ocupam cargos altos. Cretinos, incompetentes e covardes. Inimigos da liberdade de informação. Detestam o contraditório. Ameaçam empresas. Se julgam donos da verdade, éticos e santos. Morro de rir.

A bruxa do mal e da subserviência morde, espanta, ronda e assassina chefes de famílias. Cuidem-se. Tenham saúde, luz e nervos de aço.

A pandemia aumenta a miséria e muitos brasileiros têm de esperar mais um feliz ano velho

DOIDOS ABRIDORES-VERSÃO BLOGGER: FRASES DE MANDELA,GABRIEL GARCIA MARQUEZ,JUNG,KARL MARX,PICASSO,BETINHO,CHARGE DE QUINO,E ETCVicente Limongi Netto

A pandemia aumentou a miséria. Milhões de brasileiros não têm nada para comer. Pesquisa do IBGE revela números assustadores e cruéis. A fome e a miséria liquidam ilusões. Afrontam sonhos. Humilham o ser humano. A ausência de higiene, roupas, moradia e escola aumenta a desesperança. Perpetua a dor. Devora famílias. Destrói o futuro. Desespera a alma. Crianças sujas, com fome e maltrapilhas, choram ouvindo a avó agoniada  dizer que não tem comida em casa.  A aflição de pais desempregados esmaga corações. Doações escassas amenizam o sofrimento e a humilhação.

Criança alimentada é feliz. Criança com fome é consumida pela infelicidade da miséria. Sem forte e urgente ajuda dos governantes, o quadro desalentador não será alterado. Quem tem fome não sabe o que é dia radiante. Desconhece bonanças. Só pede a Deus que os ventos dos anjos tragam pratos de comida. E não pode esperar mais um feliz ano velho.

DUAS NOTAS ZERO – A primeira vai para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, exibe, sem constrangimento nem pudor,  colossal vocação para recadeiro engravatado  do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. A ordem para o recruta Caiado é bater em João Dória.  Caiado ainda não juntou os cacos e os caroços de piqui, da derrota eleitoral para Maguito Vilela, na disputa para a prefeitura de Goiânia. Não devia se meter nessa briga.

A segunda nota zero vai para o jornalismo esportivo francês, que surtou ao anunciar uma inviável  e inacreditável seleção dos sonhos de todos os tempos. Bando de brincalhões fantasiados de papai-noel. O torcedor exigente e isento, que realmente conhece futebol, jamais escalaria uma legítima seleção de eternos craques, sem as presenças de Gerson, Nilton Santos, Garrincha, Rivelino e Di Stefano.

MENSAGEM DE LUZ – Por fim, a presença de uma amizade da vida inteira, que muito me honra e engrandece, com a família do saudoso ex-governador Gilberto Mestrinho. Pela passagem de meu aniversário, d. Maria Emília Mestrinho, a viúva do querido amigo, me enviou uma mensagem de luz:

Receba amigo de fé, dia do seu aniversário, o carinho, admiração e respeito por ser Vicente Limongi Netto da maneira que é. Amigo dos amigos nos bons e difíceis momentos da vida. Entre tantas qualidades, essa me toca muito. Receba um abraço do tamanho do Amazonas. Do coração. (as.) Maria Emília Mestrinho.