Pai de Vorcaro, é preso pela PF por ser cúmplice do filho e ameaçar adversários

Quem é Henrique Vorcaro, pai de Daniel preso nesta quinta-feira

Henrique Vorcaro era mandante dos atos de “Sicário”

Mônica Bergamo
Folha

Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso na manhã desta quinta (14) em Belo Horizonte (MG) pela PF (Polícia Federal). Ele está sendo investigado por participar do grupo conhecido como “A Turma”, usado pelo dono do Banco Master para ameaçar adversários e definida pela PF como “organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos”.

Henrique Vorcaro, segundo investigação da PF, demandava serviços, efetuava pagamentos e também pedia serviços a um outro grupo, “Os Meninos”, que reunia hackers que tentariam derrubar do ar reportagens para o grupo Master, publicando conteúdos positivos para Vorcaro.

DELEGADA E AGENTE – Uma delegada da PF foi afastada e um agente da instituição foi preso na mesma operação. Eles são investigados sob a suspeita de integrarem o grupo de Vorcaro vazando informações sigilosas à organização. Além deles, mais dois policiais federais aposentados foram alvos de mandado de busca e apreensão, e um deles também de detenção.

Foram cumpridos sete mandados de prisão, e mais 17 de busca e apreensão em todo o país. A decisão da prisão foi do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça.

Em seu despacho, o magistrado afirma que dados extraídos dos telefones celulares dos investigados “indicam que Henrique permaneceu solicitando serviços ilícitos e providenciando recursos para a manutenção do grupo [Ä Turma”] mesmo após as primeiras fases da Operação Compliance Zero”.

REPASSES VULTOSOS – Alega Mendonla que há menções a repasses vultosos, necessidade de pagamentos para viabilizar o atendimento das demandas, uso de número estrangeiro e troca frequente de terminais, o que reforça a contemporaneidade e a sofisticação do agir investigado”.

Em nota, a PF afirma que “a Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (14/5), a 6ª fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de aprofundar as investigações em face de organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos”.

24 MANDADOS – Policiais federais cumprem sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e bloqueio de bens. Estão sendo investigados os crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional”.

“A Turma”, como o grupo se identificava em material apreendido pela Polícia Federal em março, conversou sobre “quebrar todos os dentes” do jornalista Lauro Jardim, de O Globo. A sugestão da sova foi dada pelo chefe e então dono do Master, Daniel Vorcaro, a Luiz Mourão, o “Sicário”, apelido que remete a matadores de aluguel.

AÇÕES DE  SICÁRIO – De acordo com as ordens de prisão decretadas naquele mês pelo ministro André Mendonça, “Sicário” e um ex-policial também invadiam sistemas de órgãos federais, monitoravam e espionavam alvos do dono do banco e agiam para limpar a imagem pública da empresa financeira e de Vorcaro, por meio de pedidos forjados a plataformas digitais e pagamentos a editores por veiculações amistosas.

“Sicário” morreu logo depois de ser preso. A PF afirma que ele cometeu suicídio.

Em março também foi preso preventivamente Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro suspeito de organizar pagamentos de “A Turma”.

PAI E FILHO – Henrique Vorcaro era um participante ativo da rede de movimentações financeiras do Master e do filho. Eles participavam juntos de empresas que, segundo as investigações, teriam sido usadas para ocultar patrimônio do esquema.

A Folha revelou, por exemplo, que uma empresa da família chamada Multipar movimentou mais de R$ 1 bilhão em cinco anos exclusivamente entre contas ligadas ao dono do Banco Master.

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou que a movimentação sugere uma tentativa de esconder o patrimônio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como se vê, o ministro André Mendonça está mesmo disposto a fazer cumprir a lei. Espera-se que atue com mesmo rigor em relação aos amigos de Vorcaro que são ministros do Supremo, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Vamos aguardar. (C.N.)

“Quem quer brigar com o Supremo?”: Caso Master pode não alcançar ministros

Expulsão de delegado que dedurou Ramagem mostra que o asilo dele será concedido

O delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho deixará os Estados Unidos após atuar como oficial de ligação com o ICE em Miami. A decisão ocorre poucos dias após a prisão

Delegado Marcelo Carvalho “armou” a prisão de Ramagem

Deu no 247

O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental da Casa Branca, dos Estados Unidos expulsou do país de um funcionário brasileiro, que, segundo o comunicado, teria ‘manipulado’ o sistema de imigração para driblar pedidos de extradição e promover uma ‘caça às bruxas’ nos EUA. O órgão é ligado ao Departamento de Estado dos EUA.

“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA. Por isso, solicitamos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação por tentar fazer isso”, disse a publicação oficial na rede social X. O tuíte foi repostado pela conta oficial da embaixada dos EUA no Brasil.

OFICIAL DE LIGAÇÃO – O site Metrópoles informou que tratava-se do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atuou na prisão do ex-chefe da Abin Alexandre Ramagem. Ivo exercia a função de oficial de ligação da PF junto ao ICE, órgão de repressão à imigração nos EUA.

Ramagem foi preso nos EUA e solto dois dias depois. À época de sua prisão, a PF informou em nota que ela foi decorrente de cooperação policial internacional entre Brasil e EUA, mas a informação não se confirmou.

Ramagem, que fugiu para os EUA, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por envolvimento na trama golpista.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, isso significa que Ramagem não será expulso do país e terá aceitação de seu visto de permanência como asilado político. Sua condenação no Brasil foi perseguição pura e simples, pois ele deixou o governo Bolsonaro e foi morar no Rio em abril de 2002. Portanto, não poderia ter participada das articulações do golpe, pois estava a mil quilômetros de distância de Brasília, onde atuava o grupo conspirador liderado por Jar Bolsonaro e Braga Neto. O resto é folclore, como dizia nosso amigo Sebastião Nery. (C.N.)

Prisão da “Papudinha” hospeda personagens da trama golpista e do caso Master

Batalhão concentra presos da elite política investigada

Rafael Moraes Moura
O Globo

Conhecido como “Papudinha”, o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal ganhou um outro apelido dos próprios presos após abrigar em suas instalações o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados da trama golpista.

O batalhão, que acaba de receber mais um detento notável — ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, acusado de corrupção passiva no caso Master — tem sido chamado de “Tremembé de Brasília”, em referência ao presídio de mesmo nome no interior de São Paulo, onde cumpriram pena alguns presos que ficaram célebres nas páginas policiais, como Suzane Von Richthofen, Elize Matsunaga, os irmãos Cravinhos, e Anna Carolina Jatobá, todos condenados por casos de homicídio de grande repercussão na mídia.

NOTÁVEIS – Os notáveis da Papudinha, porém, são de outra turma. Entre os presos que farão companhia ao ex-presidente do BRB estão ainda o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, todos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nas investigações da trama golpista.

Enquanto a Tremembé de São Paulo, localizada a 150 km da capital, é administrada pela secretaria da Administração Penitenciária (SAP-SP) do governo paulista, a “Tremembé de Brasília”, apesar de geograficamente localizada na área da Papuda, é gerenciada pela Polícia Militar.

O batalhão da PM em Brasília oferece aos detentos condições melhores do que o resto do complexo prisional de Brasília, com chuveiro quente, cozinha com possibilidade de preparo e armazenamento de alimentos, geladeira, armários, cama de casal e TV. Os presos podem também tomar banho de sol na área externa da própria cela sempre que quiserem.

ESCUTAS AMBIENTAIS –  A transferência de Costa para uma prisão especial em “sala de estado maior” foi pedida por seus advogados, Eugênio Aragão e Davi Tangerino, ao sinalizar “interesse em cooperar com as autoridades competentes, possivelmente por meio de colaboração premiada”. Eles alegaram que as instalações da Papuda não garantem o sigilo das conversas.

O entorno de Costa temia que haja escutas ambientais para monitorar as conversas dos presos na Papuda, o que poderia comprometer as suas tratativas, já que ele deve implicar o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) em sua delação. A governadora Celina Leão (PP), que pretende concorrer à reeleição em outubro deste ano, é considerada outro alvo em potencial.

Caso Master expõe estratégia de sobrevivência política em Brasília

Charge do Fred Ozanan (Paraíba Online)

Dora Kramer
Folha

Há algo de mito, daqueles que facilitam o raciocínio, na história de que Brasília “treme” a cada expectativa de delação premiada de investigados presos.

O pessoal que sabe o que fez em verões e invernos passados não perde o sono nem tempo com aflições comuns aos inocentes. Trata mesmo é de se mexer para encontrar um jeito de escapar dos infortúnios do porvir.

NULIDADES FUTURAS – Nessa hora entram em cena advogados especializados em cavar situações propensas a nulidades futuras e aparecem propostas de pactos reformistas com intuito de normalizar as anormalidades. É assim que funciona: ninguém fica embaixo da cama roendo as unhas. A palavra de ordem é atividade.

Quando acertos para a contenção da sangria se avizinham difíceis —como parece ser o caso agora, quando a Polícia Federal reúne provas que podem atropelar a delação de Daniel Vorcaro—, a torcida passa a ser para que a lama se espalhe a ponto de se validarem versões sobre perseguições do “sistema” de forças ocultas interessadas em desmoralizar as instituições.

Dessa receita fazem parte as reações genéricas sem acusações pessoais e que ressaltam a gravidade dos fatos. Pontuam a necessidade de apuração rigorosa, prescrevem total apoio às investigações e condenação dos ilícitos porventura cometidos e dos quais, claro, seus autores estariam muito distantes. Das malfeitorias, inclusive, nunca ouviram falar.

FUGA – Brasília não treme nem se amofina; Brasília age em direção à fuga. Procura novas formas de escapar, de contornar o cerco que desde o mensalão as instâncias e fiscalização fazem sobre as mais variadas formas de corrupção. Essa modalidade de crime se sofistica, adota novas artimanhas, como vemos agora no golpe do Banco Master, cujos descaminhos ainda estão por ser desvendados.

Os métodos de investigação também se modernizam: já não dependem só de delatores, prescindem de recibos ou de grampos telefônicos; as coisas estão no zap e no exibicionismo das redes digitais. Resta a observar quem cruzará primeiro a linha de chegada.

Recuperação de Lula nas pesquisas acende alerta na campanha de Flávio

Flávio traça empate técnico como meta até agosto

Jussara Soares
CNN

A melhora na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobretudo entre eleitores independentes e mulheres, acendeu um alerta na pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP). A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra Lula com 42% das intenções de voto no segundo turno, e Flávio, 41%.

No levantamento anterior, era o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro que aparecia à frente numericamente com 42%, enquanto o petista tinha 40%. Embora o empate técnico permaneça mesmo diante das “bondades” anunciadas pelo Palácio do Planalto, auxiliares do senador avaliam que o principal risco é o potencial de recuperação do petista até o início oficial da campanha.

“CAIXA DE FERRAMENTAS” –  O receio é o quanto o governo ainda pode tirar da chamada “caixa de ferramentas” da máquina pública para elevar a aprovação de Lula e, consequentemente, impulsionar suas intenções de voto. A meta da pré-campanha, segundo interlocutores de Flávio, é manter o empate técnico até a largada oficial da disputa presidencial, diante da polarização. O pior cenário, na avaliação do entorno do senador, seria Lula abrir uma vantagem de cinco pontos percentuais antes do início da campanha.

O levantamento da Quaest ainda mostra que o governo Lula conseguiu melhorar sua aprovação. Os índices dos que aprovam o governo subiram três pontos percentuais em comparação com abril, revertendo a tendência de queda que se apresentava desde janeiro. Agora, o presidente é desaprovado por 49% dos eleitores, enquanto 46% aprovam o trabalho do petista. Em abril, a desaprovação estava em 52%, e a aprovação, em 43%.

NOVO DESENROLA – A melhora ocorre após o governo anunciar medidas como o novo Desenrola, voltado para renegociação de dívidas, a defesa do fim da escala 6×1 e a visita de Lula para reunião com Donald Trump na Casa Branca. O novo plano de combate ao crime organizado e a medida provisória que pôs fim à “taxa das blusinhas”, anunciados nesta quarta-feira (13), ainda não impactaram a sondagem.

Na pré-campanha de Flávio, os mais otimistas citam que o empate permanece mesmo após Lula ter gastado muita energia para evitar o crescimento do senador nas pesquisas de intenção de voto. A preocupação, por parte daqueles mais reticentes, é o quanto mais o governo buscará medidas para tentar se descolar do filho de Bolsonaro nas pesquisas.

NICHOS – A pesquisa da Quaest desta quarta-feira aponta que a melhora de Lula foi puxada por mulheres e eleitores independentes. Justamente os dois nichos do eleitorado que Flávio vem se esforçando para alcançar ao reforçar a imagem de moderado. O esforço do filho mais velho de Bolsonaro é se distanciar do perfil radical e não herdar a rejeição do pai.

Entre as mulheres, a aprovação do governo Lula aumentou de 45% em abril para 48% em maio, enquanto a desaprovação caiu de 49% para 44% no mesmo período. Já entre os eleitores independentes, a aprovação subiu de 32% para 37%.0 seconds of 0 secondsVolume 45%

Trump se impressionou com história de Lula e chamou petista de “figura única”, diz ministro

Presidentes conversaram sobre vida pessoal durante reunião

Lorenzo Santiago
CNN

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se sensibilizou com a história do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a reunião entre os mandatários, o petista teria contado sobre a sua infância por curiosidade do estadunidense, o que gerou surpresa para o estadunidense.

A reunião aconteceu na última semana na Casa Branca. Segundo Durigan, Trump começa a reunião perguntando sobre a infância do brasileiro. Foi então que o brasileiro relatou sobre sua vida e isso teria “mexido” com o mandatário americano. “O Lula disse ao Trump que comeu um pedaço de pão pela primeira vez com 7 anos de idade. Isso mexeu com o Trump. E o Lula ainda disse que era o único presidente que não tem diploma, mas que se somar todas as entregas de universidades públicas de todos os presidentes, eles não têm o mesmo número de entregas do que eu”, contou Durigan.

VIDA PESSOAL – As declarações foram dadas em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da TV Brasil. Ele também disse ter ficado impressionado com a “deferência” de Trump a Lula. De acordo com Durigan, os dois conversaram sobre a vida pessoal e o petista também contou sobre a experiência preso, o que também teria chamado a atenção do estadunidense.

“Os dois falaram sobre questões pessoais, o que é bom para estabelecer um contato de pessoas reais. São pessoas que têm história. Quando o Lula disse que passou mais de 500 dias preso, o Trump perguntou: ‘como você vive com isso?’ E ele responde: ‘com muita serenidade’.

Lula reforçou que ganhou as eleições e disse que se recusou a colocar a tornozeleira porque queria provar a inocência. E o Trump fala com os assessores ‘isso é uma figura única’”, concluiu Durigan. 

Ibaneis diz não temer delação e que Vorcaro só pagou “duas garrafas de vinho” na Suíça

Flávio Bolsonaro resgata aliados escanteados por Jair e redesenha núcleo para 2026

Equipe reúne nomes que passaram por disputas internas

Luísa Marzullo
O Globo

A montagem da equipe que fará parte da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência inclui nomes que perderam espaço ao longo do governo de Jair Bolsonaro, pai do parlamentar.

A leitura no PL é que Flávio tenta reorganizar o bolsonarismo para 2026 com uma estrutura menos concentrada no núcleo familiar do ex-presidente. A coordenação executiva, por exemplo, ficou com Vicente Santini, ex-secretário nacional de Justiça e ex-assessor da Presidência.

AVIÃO DA FAB – Santini foi demitido do governo Bolsonaro em 2020 após usar um avião da FAB para uma viagem oficial à Índia. O voo, porém, incluiu escalas na Suíça e na Espanha, fora da agenda principal. O episódio gerou desgaste público do governo.

O movimento mais simbólico, porém, foi o resgate do publicitário Marcos Aurélio Carvalho, que participou da campanha presidencial de Bolsonaro em 2018 e ajudou a construir a estratégia digital do então PSL, partido pelo qual o ex-presidente se elegeu. Após a eleição, Carvalho perdeu espaço com a ascensão do grupo ligado a Carlos Bolsonaro, que passou a centralizar a comunicação digital e a estratégia política do entorno presidencial.

CONTROLE DA COMUNICAÇÃO – Nos bastidores do PL, aliados afirmam que a volta de Carvalho é vista como uma tentativa de Flávio de tirar parte do controle da comunicação das mãos do núcleo familiar e reconstruir uma estrutura mais profissionalizada para 2026.

Outro nome citado por aliados como atuante na pré-campanha é o do economista Marcos Cintra, ex-integrante da equipe econômica de Paulo Guedes. Cintra deixou o governo em 2019 após desgaste provocado pela defesa de um imposto sobre transações digitais semelhante à CPMF — tema rejeitado publicamente por Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

A diferença entre Brasil, Suíça e Japão é a cultura que eles trazem na alma…

BELA, RECATADA E ENVERGONHADA" SOBRE A CHARGE ACIMA RESPONDA: O SIGNIFICADO DA PALAVRA DEMOCRACIA ESTÁ - brainly.com.br

Charge do Duke (Arquivo Google)

José Paulo Cavalcanti Filho
Jornal do Commercio

Em 1992, na eleição contra o então presidente dos Estados Unidos George W. Busch, o estrategista–chefe da campanha de Bill Clinton, James Carvílle, disse frase que acabou famosa: “It’s the economy, stupid” (É a economia, estúpido).

Queria referir, para aquela eleição, ser mais relevante a situação da economia do país; que, depois da guerra do Golfo, sofria recessão severa. Daí ao vício de alargar seu sentido para dizer que tudo no mundo se resume à economia, foi um pulo.

CALDO DE CULTURA – Nesse artigo, pretendo afirmar algo diferente. Que os países se explicam por uma espécie de caldo de cultura que corre dentro deles. No sangue. No coração. Por dentro da alma.

Na linha da definição de Ortega y Gasset (“Rebelião das Massas”), para quem essa cultura seria um “o sistema de ideias vivas que cada época possui”.

Mais amplamente dizia Fernando Pessoa (texto sem título e publicado, em 1926, na Revista de Comércio e Contabilidade) ser “uma interpretação artística e filosófica das sociedades, quando os povos atingem seu ápice”. Isso, o “ápice” dos países. Aqui, comparo nosso amado Brasil a dois outros. Vamos juntos

EXEMPLO SUÍÇO – Em 05/06/2016 realizou-se referendo, por lá, para que a população definisse uma questão. É algo comum, no país. Entre os últimos referendos, por exemplo, tivemos a definição pelos eleitores dos horários em que hotéis poderiam fechar suas portas, à noite. Ou idade mínima para o serviço militar.

Agora se decidiria sobre uma “Renda Mínima”, que seria garantida a todos os suíços e também aos estrangeiros residentes no país. Trata-se de uma ideia antiga, pela primeira vez lembrada por Thomas Morus no seu livro “Utopia”. Depois Morus perdeu a cabeça, literalmente, mas essa é outra história.

O que se discutia, no parlamento suíço, era uma desassociação entre o trabalho e a renda, algo que para muitos será inevitável no futuro. A partir da tecnologia que, pouco a pouco, irá substituir a atividade humana, começando pelos países desenvolvidos. Nesse quadro, a Suíça seria o primeiro país a sagrar a tal “Renda Mínima”. Depois, acreditavam, outros a seguiriam.

SALÁRIO MENSAL – A proposta era de 2.500 francos suíços (9 mil reais) para cada habitante do país. Crianças, 625 francos (2.300 reais). Argumento contrário é que a medida seria cara demais, exigindo aumento de impostos, desorganizando a economia e desencorajando a população de trabalhar.

Seja como for, cada suíço deveria dizer, no tal referendo, se o governo lhe deveria pagar, todo santo mês, quase 10 mil reais. Resultado, 76,9% votaram NÃO à medida. Indicando que recusavam essa dádiva.

Volto ao Brasil e pergunto qual seria o percentual do SIM, por aqui. E já respondo, quase 100%.

EXEMPLO JAPONÊS – Finda a Segunda Guerra, era um país destroçado. O general Douglas MacArthur, Comandante Supremo das Forças Aliadas entre 1945 e 1951, liderou sua reconstrução. E fez muito. Implantou uma Reforma Agrária avançada (ela e a do México, pouco depois, foram as últimas vistas no mundo; sem contar a do Brasil, mais tarde), definiu novos direitos para as mulheres (incluindo o do voto), desfez os poderosos Zaibatsus locais (conglomerados industriais), legalizou os sindicatos. Mas faltava uma nova Constituição.

Não há registros históricos de quem a redigiu. Conta-se que foi um amigo de MacArthur, professor de Harvard. Quando estudei nessa universidade tentei saber qual seria seu nome, sem sucesso. Não há registros históricos por lá do feito, pois.

Certo é que, em 03/11/1946, acabou aprovada pelo parlamento japonês a tal Constituição trazida, dos Estados Unidos, por MacArhur. Substituindo a antiga Constituição Meigi, de 1889.

PAÍS DESARMADO – Entrou em vigor logo depois, em 03/05/1947. Entre seus artigos estranhos, o 9º, pelo qual o país renuncia à guerra. Tanto que não pode, até hoje, ter forças armadas, único país do planeta em que isso ocorre.

E esse Japão, um país arruinado pela guerra, é agora uma das 5 maiores potências do mundo. Mas o que aconteceu à sua Constituição?, eis a questão. Nada, é a resposta. Não foi tocada, nesses 80 anos contados desde sua promulgação. Nem um artigo solitário. Trata-se da única Constituição, do mundo, que não teve uma só alteração a partir da Segunda Guerra.

Penso no Brasil. E logo imagino líderes populistas, de parte a parte (da direita ou da esquerda), em discursos nacionalistas e inflamados, que já teriam exigido uma nova Constituição. Em defesa da soberania, diriam. E da Democracia. Só que o Japão não precisou disso, para se desenvolver.

Nos dois casos, Suíça e Japão, subsiste uma razão simples e fundamental. O de haver, dentro desses dois países, o tal caldo de cultura que vai além das regras formais. Um sentimento coletivo do que é, e não é, importante para o país. Do que realmente precisa ser feito. E do que não deve ter mudado. Suíça e Japão sabem.

O Brasil, algum dia, saberá?

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Excelente artigo, enviado por Duarte Bertolini. O autor José Paulo Cavalcanti Filho é advogado, escritor, ex-ministro da Justiça e membro da Academia Brasileira de Letras. Comparado a países como Suíça e Japão, o Brasil mostra ser uma esculhambação ambulante. É pena. (C.N.)

Áudio revela cobrança de R$ 134 milhões de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro

Dnheiro seria para a produção de filme sobre Jair Bolsonaro

Renato Souza
Correio Braziliense

Em um áudio divulgado nesta quarta-feira (13/5), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, cobra um montante de R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O dinheiro seria para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na conversa, Flávio chama o executivo de “irmão” e diz que estará sempre com ele.

A conversa, publicada pelo portal Intercept Brasil, ocorreu em novembro do ano passado, um dia antes de Vorcaro ser preso pela Polícia Federal (PF) por envolvimento em um mega esquema de corrupção que envolve o pagamento de propina, lavagem de dinheiro e lobby no setor político, de mídia e econômico.

TRANSFERÊNCIAS – Parte do dinheiro teria sido paga por meio de transferências da Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, Estados Unidos, e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro, de acordo com a reportagem.

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, afirmou Flávio, em um trecho da conversa Questionado sobre o áudio, na manhã desta quarta-feira, em visita ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, Flávio rebateu um jornalista e negou a existência da gravação. “De onde você tirou essa informação? É mentira”, disse ele.

A reportagem afirma que pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio do ano passado por meio de seis operações. A produção do filme seria nos Estados Unidos, coordenada por Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e que está em solo norte-americano.

PRINCIPAL INVESTIGADO – Daniel Vorcaro é o principal investigado no esquema, até o momento. Entre as instituições envolvidas está o Banco de Brasília (BRB), que teve um prejuízo bilionário ao comprar títulos imprestáveis do Master. Houve também tentativa de compra do Master pelo BRB, operação que levou para a cadeia o ex-diretor do banco público Paulo Henrique Costa.

De acordo com informações obtidas pelo Correio junto a fontes na Polícia Federal, o fato apontado no áudio ainda não está sendo investigado pela corporação, mas deve entrar no rol de diligências a serem incluídas no âmbito da Operação Compliance Zero.

Flávio Bolsonaro vê aliados estratégicos entrarem na mira da PF no escândalo do Master

João Cabral de Melo Neto sonha um poema, mas é apenas um poeta dormindo

A vida não se resolve com palavras. João Cabral de Melo Neto - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O diplomata e poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920-1999), que tinha dores de cabeça crônicas, em seu “Poema de Desintoxicação”, fala sobre o que se passa com ele, quando sonha um poema, mas é apenas o vulto de um homem dormindo.

POEMA DE DESINTOXICAÇÃO
João Cabral de Melo Neto

Em densas noites
com medo de tudo:
de um anjo que é cego
de um anjo que é mudo.
Raízes de árvores
enlaçam-me os sonhos
no ar sem aves
vagando tristonhos.
Eu penso o poema
da face sonhada,
metade de flor
metade apagada.
O poema inquieta
o papel e a sala.
Ante a face sonhada
o vazio se cala.
Ó face sonhada
de um silêncio de lua,
na noite da lâmpada
pressinto a tua.
Ó nascidas manhãs
que uma fada vai rindo,
sou o vulto longínquo
de um homem dormindo.

Rejeitado para o STF, Jorge Messias se afasta da AGU e mergulha em “silêncio político”

Quaest mostra Lula numericamente à frente de Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno

Nunes Marques assume o TSE, defende urnas e promete blindar eleições de IA e desinformação

Paixão por ideologias já deveria ter sido considerada como patologia psiquiátrica

Mas o que é mesmo a "Ideologia de Gênero"? - ANF - Agência de Notícias das Favelas

Charge do Laerte (Folha)

Luiz Felipe Pondé
Folha

A adesão a ideologias deveria já ter sido elencada como uma forma de psicopatologia, causando perda cognitiva, humor histérico, inibição afetiva, incontinência verbal, redução da capacidade semântica, bipolaridade maníaco-depressiva.

Um exemplo claro dessa psicopatologia social é a obsessão com a palavra “fascista” em certos meios, assim como na pandemia existia a obsessão com a defesa da cloroquina como medicamento que salvaria o mundo.

TUDO É FASCISTA – Hoje em dia, para muitos, existem galinhas fascistas, elevadores fascistas, sistemas solares fascistas. Na outra margem do rio dos idiotas, existem galinhas esquerdistas, elevadores esquerdistas, sistemas solares esquerdistas. Minha birra pessoal com essa gente infantil é que perdemos muito do nosso tempo com eles.

De forma mais sistêmica, penso, na base, o equívoco é maior do que parece. Trata-se de um erro filosófico que, como todo processo cultural, tem uma contrapartida nas palavras, textos, gestos, ideias que, com o passar do tempo e a circulação das pessoas, se transformam numa visão de mundo. Este processo se assemelha ao mecanismo epidemiológico de contágio por contato, via o ar que se respira.

Este equívoco específico gira ao redor da invenção da ideia de autonomia. Aliás, um livro que narra este processo de forma magnífica é “A Invenção da Autonomia”, de J.B. Schneewind. Falar da história da filosofia moral moderna é falar de Immanuel Kant, sendo o filósofo o seu grande clímax.

AUTONOMIA MORAL – A ideia é que a autonomia moral humana é uma invenção, fruto de um longo processo europeu de pensamento e debate acerca da concepção de ser humano. Essa história atravessa gigantes da filosofia e teologia desde o século 16 até o século 18. De Maquiavel, Montaigne, Lutero, Calvino, Grotius, Hobbes, Locke, Rousseau, entre tantos outros, até chegar a Kant no final do século 18.

Erguendo-se contra a ideia de “miséria do pecado”, a herança maldita agostiniana, este processo busca superar o marasmo da repetição infinita do mal em nós, para seguir em direção à possibilidade de um aperfeiçoamento da natureza humana via o uso da razão, sem vê-la como um pássaro de asa quebrada, como era vista ao longo da Idade Média.

Enfim, a coruja, ave da filosofia, parceira da deusa romana da sabedoria, Minerva, poderia voar livre, mesmo que só ao entardecer, como diria Friedrich Hegel já no século 19.

LEI RACIONAL – Kant afirmará que somos capazes de introjetar a lei moral racional e agir a partir da condição de “maioridade”. Só devo fazer o que todos podem fazer —imperativo categórico— e, portanto, realizar a razão prática.

A autonomia será, justamente, a superação do trauma de uma crença num livre arbítrio danificado pelo pecado original, em favor da crença numa livre escolha do bem moral, que, por ser um bem moral racional, só pode ser, portanto, de vocação universal.

Trocando em miúdos, somos seres individuais autônomos por sermos racionais, e não movidos por paixões, superstições, fé religiosa cega ou instintos. Este é o indivíduo liberal da economia, crente num homem que faz escolhas racionais em favor da otimização do bem-estar. Liberalismo e utilitarismo de mãos dadas.

ESTÁ PARA NASCER – A utopia socialista crê que só após a superação do capitalismo esse sujeito racional autônomo, de fato, nasceria.

Agora, venha cá. Voltemos ao que falávamos no início desta coluna. Dá para sustentar que empiricamente, ou seja, olhando o mundo à nossa volta, exista esse sujeito autônomo? Não que em alguns momentos, alguns de nós, não consigamos ser racionais em certa medida. Mas é difícil não suspeitar de que esse sujeito racional autônomo seja uma “bela” invenção “colonial” europeia, que nunca existiu, universalmente, nem na própria Europa.

Nelson Rodrigues, me parece, desvendou o mistério da racionalidade quando a comparou a uma ascese dolorosa como a santidade, cujo processo pode mesmo aniquilar o asceta, o devoto.

JAMAIS NA POLÍTICA – Esse sujeito autônomo pode parecer que existe quando escolhe um desodorante em detrimento de outro. Mas, na política, por exemplo, crer num sujeito que vota racionalmente e de forma autônoma é a mesma coisa que crer que a Terra é plana.

Adesão a ideologias é a prova da irracionalidade humana. Todo aderente a ideologia é um infantilizado. Crer que numa empresa a hierarquia escolha uns em detrimento de outros de modo racional, fazendo uso de uma racionalidade meritocrática, é a mesma coisa que crer em lobisomens.

O Homo sapiens é, afinal, uma espécie psicótica estruturalmente, delirante — e a modernidade é o pior dos seus surtos.

Kassio assume o TSE sob ameaça de guerra das urnas e pressão bolsonarista em 2026

Pesquisa aponta que maioria dos brasileiros teme agressões por posição política

Charge do Jônatas (Política Dinâmica)

Samuel Lima
O Globo

O nível de preocupação dos brasileiros com a violência política não reduziu de forma significativa desde a eleição presidencial passada, aponta pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública junto ao Datafolha.

A cinco meses de exercerem novamente o direito ao voto, 60% dos brasileiros dizem ter medo de sofrer agressões físicas em razão das suas escolhas políticas ou partidárias. A taxa era similar, de 68%, há quatro anos.

POLARIZAÇÃO – O relatório aponta que essa preocupação se manteve elevada no período, mesmo quando comparada a um cenário desolador em 2022, com uma “eleição presidencial altamente polarizada, marcada por episódios de violência política, discursos de confronto e dúvidas lançadas sobre o próprio processo eleitoral”. De acordo com a organização, “esse ambiente tende a elevar a percepção de risco para além da experiência objetiva imediata”.

A pesquisa aponta ainda que 2,2% dos entrevistados disseram ter sofrido violência política nos últimos 12 meses. Apesar de estatisticamente menos frequente do que outros crimes, é possível estimar, a partir desses números, que algo entre 2,6 milhões e 4,7 milhões de brasileiros passaram pela situação no espaço de apenas um ano, considerando a margem de erro do levantamento.

O medo de ser agredido por razões políticas é mais frequente entre as mulheres — público em que alcança 65%, contra 53% dos homens. As classes mais pobres (D e E) também apresentam maior prevalência nesse cenário (64%) em comparação com a classe média, ou C (59%), e principalmente em relação ao eleitorado mais rico, das classes A e B (55%).

INFLUÊNCIA DO CRIME – Outro indicador relevante passa pela influência do avanço do crime organizado pelo território. Dentre os 41% dos entrevistados que relatam a presença de grupos ligados ao tráfico de drogas e milícias nos bairros onde moram, mais da metade (59%) respondeu que procura evitar se manifestar politicamente por receio de contrariar esses grupos e sofrer algum tipo de represália ou punição.

— De certa forma, virou um tabu, porque muitas vezes as facções e as milícias tentam influenciar os resultados eleitorais — afirma o presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e professor da FGV, Renato Sérgio de Lima, que se refere a essa prática como mais um exemplo de “governança criminal” estabelecida de modo direto ou indireto nas localidades.

A pesquisa foi realizada pelo Datafolha através de entrevistas presenciais em pontos de fluxo, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, distribuídas em 137 municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, com nível de confiança na amostra de 95%.

Lula se humilhou diante de Trump e mostrou ser marionete de Joesley 

Charge de Genildo: Trump provoca Lula com ironia sobre aposentadoria por  invalidez - Sobral Online

Charge do Genildo (Arquivo Google)

Paula Sousa
Site Brasilagro

O Brasil assistiu, em choque e silêncio constrangedor, ao que a história registrará como o maior vexame diplomático de todos os tempos. O que era para ser uma visita de Estado transformou-se na “Operação Salva-Joesley”. Esqueça a retórica de soberania ou o “pai dos pobres”; a verdade nua e crua, revelada pela agência Reuters e pela mídia mundial, é que o presidente do Brasil atravessou o Atlântico como um “carrapato insistente” para servir de escudo humano a bilionários investigados.

Enquanto o Palácio do Planalto tentava vender a imagem de um encontro entre iguais, a Reuters jogava um balde de água gelada: o jato da J&F Holding, de Joesley Batista, saiu do Colorado direto para Washington. Os irmãos Batista não estavam lá a passeio; eles eram os verdadeiros diretores do espetáculo. Segundo o colunista Lauro Jardim (O Globo), Joesley estava em Washington especificamente por causa do encontro Lula-Trump.

DESPRESTÍGIO – A humilhação começou antes do aperto de mão. A Casa Branca só confirmou a audiência na noite de terça-feira, no que a diplomacia chama de desprestígio institucional. Lula foi mantido no vácuo até o último minuto, enquanto seus donos, os Batista, operavam nos bastidores.

Assim, o “pai dos pobres” virou o “garoto de recados” da JBS, empresa que, segundo a Época, mantinha contas na Suíça com 300 milhões em propina do PT.

A recepção de Donald Trump foi marcada por um climão vergonhoso. Lula chegou à Casa Branca às 11:21 e foi recebido pela Porta Sul. Como bem notado pela imprensa internacional, essa é a porta dos fundos, onde se tira o lixo e se recebe o delivery. Nada de tapete vermelho na Ala Oeste. Foi a portinha dos rejeitados, a mesma dada a líderes de menor expressão.

DESGRAÇA SELADA – O vídeo do encontro é de dar vergonha alheia: Lula, como um bêbado de rodoviária, tentou tocar o braço de Trump, que se esquivou como quem evita ter a carteira roubada. E para coroar a vergonha, Lula deu o primeiro passo em solo americano com o pé esquerdo. Literalmente e figurativamente, a desgraça estava selada.

A humilhação não parou por aí. Em um gesto de desprezo absoluto pelas instituições brasileiras, Trump simplesmente expulsou o Diretor-Geral da PF, Andrei Rodrigues, da Sala Oval.

O chefe da polícia brasileira foi mandado esperar no corredor como um estagiário sem convite. E o que fez o nosso “Presidente”? Abanou o rabo e aceitou a ordem do homem de verdade na sala, o laranjão.

MEDO DA VERDADE – Se o encontro foi a “vitória” que Lula contou na embaixada, por que ele proibiu a imprensa? A delegação brasileira pediu para fechar as portas e cancelou a coletiva. O motivo? O pânico de perguntas reais.

Segundo o Daily Wire, os jornalistas americanos estavam prontos para massacrar Lula sobre a perseguição política contra Jair Bolsonaro, as condenações arbitrárias do STF e as falas passadas onde Lula chamou Trump de “fascista” e “nazista”.

Lula “amarelou”. Fora do aquário controlado da GloboNews, da Daniela Lima ou do ICL (Instituto Chupa o Lula), ele entra em modo de defesa e foge. O correspondente David Alandete e o canal France 24 mataram a charada: Lula foi lá tentar salvar sua imagem derretida no Brasil, onde a água já bate no pescoço.

TEATRO NA EMBAIXADA – Após sair escondido “pela porta dos fundos”, sem foto oficial e sem comunicado conjunto (apenas um post seco de Trump mencionando tarifas — um sinal de guerra comercial), Lula correu para o ambiente seguro da embaixada brasileira. Lá, longe do “xerife de Washington”, ele inflou o peito.

Disse que “peitou” Trump sobre terras raras, sobre o Pix e até sobre Cuba. Mentira descarada. Alguém acredita que o sujeito que não teve coragem de defender seu próprio chefe da PF na Sala Oval daria bronca em Trump a portas fechadas?

O que ocorreu foi uma rendição. Como o New York Times descreveu, foi uma “trégua frágil” de um líder politicamente enfraquecido.

JBS NA BERLINDA – Para refrescar a memória do brasileiro: a JBS não é uma potência por mérito. É uma empresa que, segundo o Estado de Minas, “sugou o BNDES” para se expandir. É a empresa que, de acordo com o El País, pagou a maior multa da história por corrupção.

A Secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, foi cirúrgica: a JBS tem um histórico documentado de corrupção, cartéis e, pasmem, trabalho escravo. A investigação americana (Seção 301) está fechando o cerco. Trump ofereceu recompensas de até 30% da multa para quem denunciar as práticas ilícitas dos frigoríficos brasileiros (JBS e Marfrig).

O desespero de Joesley é financeiro. Ele sabe que se o Departamento de Justiça americano apertar, o castelo de cartas cai. E a especulação que corre nos bastidores de Washington é que a JBS é a grande financiadora da perseguição contra a direita no Brasil.

IMPÉRIO DA CARNE – O dinheiro que banca o luxo de delegados em Miami e a estrutura que tenta asfixiar Bolsonaro viria do império da carne. Trump, percebendo isso, resolveu atacar a fonte. Sem o dinheiro de Joesley, o “esquema PT-STF” perde o oxigênio.

O resumo da ópera é devastador. O Brasil tem um presidente que é uma marionete de bilionários corruptos. Lula foi aos EUA não como chefe de Estado, mas como um capacho dos irmãos Batista.

Voltou humilhado e com o bolso cheio de tarifas punitivas, o álibi perfeito para o discurso populista de 2026: culpar o ‘imperialismo’ de Trump pelo desastre econômico que a subserviência de Lula aos bilionários provocou.

IMPRENSA AMESTRADA – Enquanto a mídia nacional “comprada” tenta dourar a pílula, a mídia mundial — Reuters, CNN Ekonomi, El País, Guia do Investidor, Diário do Poder — mostra a realidade: Lula é um personagem imprevisível (o “dinâmico” de Trump é código para instável) que vende a soberania nacional (Pix e minerais) para ganhar um afago de quem ele chamava de nazista há meses.

O covarde tentou posar de gigante, mas a história não perdoa quem rasteja na sombra da própria farsa. O Brasil foi rifado no balcão de negócios da Casa Branca em troca de um post vazio no Instagram, sem foto oficial e sem honra.

Acorde, militante petista: o ‘pai dos pobres’ é, na verdade, o funcionário do mês do cartel da carne e o capacho de luxo dos bilionários da propina.

LULA AJOELHADO – Enquanto os petistas defendem o indefensável, Lula blinda seus senhores, entrega nossa soberania mineral de joelhos e estende o tapete para facções criminosas.

É estarrecedor e abjeto que, na era da informação livre, você ainda escolha ser massa de manobra de um projeto de poder que fede a traição.

A “sanguinidade de Lampião” das palestras morreu em Washington; o que sobrou foi um pseudo líder acuado, entregando as joias da coroa para salvar a pele de seus donos. Não é apenas cegueira ideológica; é um atestado de submissão vergonhoso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Matéria espetacular, enviada por Mário Assis Causanilhas, sempre atento aos bastidores da política. A análise da historiadora Paula Sousa mostra que os irmãos Batista são os poderosos chefões desse governo mafioso e usam o presidente para defender os interesses da organização criminosa empresarial JBS. (C.N.)