Toffoli costuma frequentar o resort que uniu a família ao Banco Master

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Charge do Sponholz (Arquivo Google)

Paulo Ricardo Martins e Lucas Marchesini
Folha

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e seus irmãos, José Carlos e José Eugênio, continuam a frequentar o Tayayá Resort mesmo após a venda do negócio para o advogado Paulo Humberto Barbosa, apurou a Folha.

Toffoli chega ao local, na divisa de Paraná com São Paulo, de helicóptero e pousa em um heliponto exclusivo próximo à casa que mantém numa área próxima ao resort.

SERIAM DONOS? – Entre funcionários e ex-trabalhadores do resort Tayayá, o ministro Toffoli e sua família ainda são citados como os donos do empreendimento, junto a Paulo Humberto Barbosa, advogado que atua para a JBS, dos irmão Batista.

A Folha mostrou que duas empresas ligadas a parentes do ministro tiveram como sócio um fundo de investimento conectado à teia usada pelo Banco Master em fraudes investigadas por autoridades, de acordo com documentos e dados oficiais analisados. Depois, o controle passou para Barbosa.

A reportagem ficou hospedada no resort por duas noites e conversou, sob condição de anonimato, com cinco funcionários, uma ex-funcionária, moradores de Ribeirão Claro (PR) onde está localizado o empreendimento, além de dois hóspedes frequentes do hotel.

FREQUENTADOR – Toffoli é um frequentador regular do resort Tayayá, de acordo com relatos, usando um helicóptero como meio de transporte. O ministro foi observado no local pela última vez no Ano-Novo. Um funcionário disse que, na ocasião, ele foi visto caminhando pelo resort.

Quando está lá, Toffoli fica em uma casa localizada em uma parte mais reservada do Tayayá, em um local chamado Ecoview, uma vila de 18 casas no alto de um morro. O acesso mais recomendado é por carro ou com a van do hotel. O heliponto fica a poucos metros da casa de Toffoli, o que limita a sua exposição pública.

O resort fica às margens do lago de uma represa por onde passa o rio Itararé, e o ministro usa um barco do Tayayá que não está disponível para outros hóspedes para passeios.

TUDO EM FAMÍLIA – O irmão do ministro Toffoli, José Eugenio Toffoli, é quem administrava o local enquanto a família tinha uma participação societária. Ele também tem uma casa no resort.

O resort Tayayá funciona no modelo de multipropriedades. Cada apartamento, flat, chalé ou casa é dividido entre cotistas, que se revezam para frequentar o local. Cada casa do Ecoview é dividida entre 13 cotistas, e cada cota vale pouco mais de R$ 750 mil. As residências seguem um mesmo padrão: possuem três suítes, sala, cozinha e uma varanda com piscina. A maior parte das casas possui vista para a represa.

Um outro irmão, José Carlos Toffoli, que é padre, reza missas no local em datas festivas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Toffoli não tem arrependimento, porque conta seus pecados ao padre da família, que lhe perdoa tudo. (C.N.)

2 thoughts on “Toffoli costuma frequentar o resort que uniu a família ao Banco Master

  1. Quem julga os ministros do Supremo?

    Os Ministros do STF são julgados pelo Senado Federal em casos de crimes de responsabilidade, através de um processo de impeachment, conforme o Art. 52 da Constituição Federal, com o Presidente do STF presidindo (sic) o julgamento no Senado, que exige maioria qualificada de dois terços para condenação.

    No dia a dia, os próprios ministros se julgam (sic) em Turmas ou no Plenário para questões judiciais internas, mas a responsabilização política (impeachment) é do Senado.

    Quem julga (Impeachment):

    Senado Federal:

    É o órgão responsável por processar e julgar os Ministros do STF por crimes de responsabilidade (políticos e administrativos), sob a presidência do Presidente do STF.

    Processo:

    Uma denúncia pode ser apresentada por qualquer cidadão, e o Senado, após análise, pode condenar o ministro por dois terços de seus membros.

    Quem julga (Questões Judiciais Internas):

    Turmas e Plenário do STF: Julgam questões de competência do próprio Supremo (sic) , como recursos e ações, podendo ser em Turmas (cinco ministros) ou no Plenário (todos os 11 ministros).

    Responsabilização Disciplinar:

    Os ministros também se submetem às normas da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) (LC 35/79) para faltas disciplinares.

  2. Toffoli fora do caso Master? Em 26 anos, o STF não afastou nenhum ministro de um caso

    Tribunal nunca aprovou pedidos de impedimento ou suspeição de ministros

    O histórico de decisões do STF não é favorável a quem defende o afastamento de Dias Toffoli da relatoria das investigações do Banco Master.

    Uma pesquisa realizada pelo Estadão mostra que, em 26 anos, não houve nenhuma decisão do Supremo favorável a esse tipo de pedido.

    O Estado de S. Paulo, Política, 20/01/2026 | 06h53 Por Carolina Brígido – Brasília

    https://www.estadao.com.br/politica/stf-nunca-afastou-ministro-de-processo-por-suspeicao-ou-impedimento/

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