Lula e Celso Amorim reativam diplomacia de crise diante da escalada no Oriente Médio

Governo avalia impactos da escalada de conflitos

Kellen Barreto,
Túlio Amâncio,
Fernanda Rouvenat
G1

O assessor especial da Presidência da República, embaixador Celso Amorim, conversou por telefone, na manhã desta segunda-feira (2), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a escalada de conflitos no Oriente Médio.

Lula está em Brasília, enquanto Amorim cumpre agenda no Rio de Janeiro. Em entrevista à GloboNews nesta manhã, o chanceler adiantou que ligaria para o presidente. Os dois avaliaram os desdobramentos mais recentes da crise e possíveis iniciativas diplomáticas do Brasil, incluindo a atuação do Itamaraty e a defesa de uma solução negociada para reduzir as tensões na região.

ESFORÇOS DA DIPLOMACIA – Durante a ligação, Celso Amorim lembrou ao presidente Lula os esforços da diplomacia brasileira, em 2010, ao lado da Turquia, para a Declaração de Teerã — iniciativa que teve repercussão internacional positiva, mas acabou rejeitada pelos Estados Unidos (entenda mais abaixo).

A Declaração de Teerã foi uma proposta apresentada em 2010 por Brasil, Turquia e Irã para tentar reduzir a tensão em torno do programa nuclear iraniano. Pelo acordo, o Irã enviaria parte de seu urânio enriquecido para a Turquia, onde o material ficaria sob custódia internacional, em troca de combustível nuclear para um reator de pesquisas médicas. A iniciativa buscava evitar novas sanções e abrir espaço para negociações, mas foi rejeitada pelos Estados Unidos e não avançou.

AVALIAÇÃO DE IMPACTOS –  No momento, o governo brasileiro também avalia impactos da escalada de conflitos e possíveis desdobramentos diplomáticos, inclusive com os Estados Unidos. Celso Amorim afirmou que o Brasil “deve se preparar para o pior” cenário, já que o conflito com o Irã tem potencial de se alastrar.

Até o momento, o governo brasileiro divulgou uma nota em solidariedade as vítimas e pediu pelo fim de ações militares na região do Golfo. Também nesta segunda-feira (2), após a conversa entre Lula e Amorim, o Ministério das Relações Exteriores informou que o ministro Mauro Vieira conversou por telefone com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan.

Os dois trataram sobre os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o fechamento do espaço aéreo na região. Entre as preocupações do Itamaraty ao país árabe é com a situação de brasileiros que estão nos aeroportos de Dubai e Abu Dhabi, diante das restrições de voos.

ENCONTRO ENTRE LULA E TRUMP –  O governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos preparam uma visita de Estado do presidente Lula a Washington ainda no mês de março. As datas cotadas inicialmente são entre os dias 15 e 17 de março, contudo, como adiantou o blog da Ana Flor, esse encontro pode atrasar.

Com os ataques ao Irã e a escalada de conflitos na região, com os Estados Unidos envolvidos diretamente, o Itamaraty não descarta alterações na agenda do encontro entre Lula e o presidente Donald Trump.

CAUTELA –  O Itamaraty também está em contato com as embaixadas de países que registraram ataques ao longo do fim de semana, como Israel, Irã e Emirados Árabes. Segundo interlocutores da área internacional do governo, o momento é visto com “cautela” dentro do governo, por conta da relação com os Estados Unidos e também para não deixar de manter a tradição brasileira de sempre condenar guerras e conflitos.

Além disso, hoje a preocupação de diplomatas, internacionalistas e especialistas no assunto é com relação às regras do direito internacional, e os últimos acontecimentos, como o sequestro de Nicolás Maduro da Venezuela, tem quebrado de convívio entre os países, o que é classificado como retrocesso.

12 thoughts on “Lula e Celso Amorim reativam diplomacia de crise diante da escalada no Oriente Médio

  1. A inépcia sempre reinou na diplomacia MEGALONANICA de Celso Amorzim.

    Perderam todas com seu alinhamento ideológico com o prejuízo

    Desde Gaddafi até Khamenei

    Sem esquecer Maduro

  2. SITE :
    Anatoli Chambuca Henriques.

    A ARMADILHA IRANIANA!
    Dizem que quem entra numa guerra achando que vai dar espetáculo… acaba virando o espetáculo. Foi exatamente isso quando Donald Trump e Benjamin Netanyahu decidiram “surpreender” o Irã.
    O Irã já estava à espera. Enquanto o Ocidente falava em diplomacia, reuniões em Viena e “acordos para amanhã”, o “amanhã” chegou… com mísseis. Segundo o professor iraniano Foad Izadi, ninguém no Irã ficou surpreso. Pelo contrário: já sabiam exatamente com quem estavam a lidar.
    Resultado? O ataque que deveria intimidar… acabou unindo. O céu iraniano virou uma armadilha tecnológica, forçando os EUA a atacar de longe. E quando veio a resposta, não foi simbólica — foi estratégica. Bases americanas no Golfo começaram a sentir o impacto: Iraque, Catar, Arábia Saudita… parecia uma lista de alvos, não de aliados.
    O momento mais irônico? Um radar bilionário no Catar, feito para ver tudo… não viu o próprio fim. E os famosos sistemas de defesa? Bem… assistiram aos mísseis passarem como quem perdeu o controlo remoto.
    Enquanto isso, no terreno, o efeito foi o oposto do esperado: protestos, mobilização e um país ainda mais unido. Porque, como disse Izadi, ataques externos não derrubam o governo — fortalecem a resistência.
    No meio do caos, o Pentágono tenta entender o que aconteceu… e a China observa em silêncio estratégico.
    Lição do dia:
    Não foi só um ataque militar — foi um erro de cálculo. Porque no mundo real, guerra não se ganha com ego, nem com anúncios dramáticos. Ganha quem já estava preparado… enquanto o outro ainda achava que era surpresa.

  3. Trump acredita que os EUA, com a ajuda de Israel, podem enfraquecer o regime em Teerã. Se o regime não se render, ele o considera tão debilitado que o povo iraniano terá a melhor oportunidade em gerações de ir às ruas e tomar o poder.

    “Quando terminarmos, assumam o governo. Ele será de vocês. Esta será provavelmente a única chance que terão por gerações. Durante muitos anos, vocês pediram a ajuda dos Estados Unidos, mas nunca a receberam. Nenhum presidente esteve disposto a fazer o que eu estou disposto a fazer esta noite. Agora vocês têm um presidente que está lhes dando o que vocês querem. Então, vamos ver como vocês reagem.”

    Transferir a responsabilidade pela mudança de regime para o povo iraniano, mesmo quando ele os incentiva diretamente a agir, lhe dá uma possível saída no futuro, caso o regime sobreviva. Mas também pode ser visto como uma responsabilidade moral dos EUA levar o processo adiante, embora seja uma incógnita o quanto isso influenciaria um presidente que acredita que sempre há um acordo possível.

    Não há precedentes para a mudança de um regime ou a vitória em uma guerra contra um adversário bem armado apenas com o uso do poder aéreo. Em 2003, os EUA e seus aliados, incluindo o Reino Unido, enviaram grandes tropas terrestres ao Iraque para depor Saddam Hussein. Em 2011, o coronel Muammar Gaddafi, da Líbia, foi deposto por forças rebeldes armadas pela OTAN e pelos países do Golfo, e protegidas por suas forças aéreas. Trump espera que o povo iraniano consiga realizar essa tarefa por conta própria.

  4. Trump não descarta o envio de tropas dos Estados Unidos ao Irã
    Trump disse nesta segunda-feira (2) que não hesitaria em enviar tropas terrestres ao Irã se fosse necessário e ameaçou a república islâmica com uma nova “grande onda” de ataques.

    “Não me acovardo em relação a tropas no terreno, como todos aqueles presidentes que dizem: ‘Não haverá tropas no terreno’. Eu não digo isso”, declarou Trump ao jornal “New York Post”

    Envie tropas, Trump!

    Mas vá vocé mesmo na frente.

  5. Um país que destroi o próprio cérebro:

    Com cerca de 80% dos cargos vagos, atualmente a ABIN é o órgão federal com o maior percentual de vacância

  6. Barba teme que Laranjão faça com ele o que fez com Maduro e Khamenei.

    Por isso, quer entregar logo para os States os minerais raros e o que mais querem extrair de Pindorama.

  7. O líder supremo do petralhismo o Aiatolá $talinacio tem o seu Béria na figura do megalonanico Celso Amorim, o Cara de Fuinha, que devota ódio virulento contra os gringos.
    Com um intelecto privilegiado as duas figuras dirigem suas posições estratégicas a favor dos amigos no Irã. Os dois gostam de molestar Tio Sam e Israel, esses dois andam cagando na memória do Barão do Rio Branco.

  8. O lado bom dessa guerra dos EUA ,ISRAEL x IRÃ , é o dito líderes dos países do Oriente Médio , revejam sua política confiarem sua ” segurança , defesa e dados sensíveis e estratégicos ” , a outros países , principalmente quando esse país é ” belicoso , beligerante e belicista ” , como é a situação atual , onde EUA e Israel estão literalmente cagando e andando para os países , que hospedam suas respectivas bases e as usam para atacarem a seu ” bel-prazer e bem – entendem ” seus vizinhos ou outros países quaisquer , através do países hospedeiros , legítimos alvos das vítimas de seus países hóspedes .

  9. O lado bom dessa guerra dos EUA , ISRAEL x IRÃ , é que os ditos líderes dos países do Oriente Médio , revejam sua política de confiarem sua ” segurança , defesa , dados sensíveis e estratégicos ” , a outros países deixando-os se instalarem de dentro de suas fronteiras , principalmente quando esse país é ” belicoso , beligerante e belicista ” , como é a situação atual dos EUA e Israel , que estão literalmente cagando e andando para os países e muitos menos se preocupando com suas consequências devidos as retaliações do países atacados , que infelizmente os países hospedeiros também fazer partes das agressões queiram ou não , que hospedam suas respectivas bases e as usam para atacarem ” bel-prazer e quando bem entendem ” seus vizinhos ou outros países quaisquer , através do países hospedeiros , legítimos alvos das vítimas de seus países hóspedes .

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