Brasil já ganhou alguma coisa nesta Copa, com a escolha do hino mais bonito

O MELHOR HINO DA COPA! 🇧🇷 Em votação popular do Jornal The Athletic (Nova  York), o hino brasileiro foi eleito o melhor da competição. Passa para o  lado para ver os 5Vicente Limongi Netto

A seleção brasileira de futebol está longe de jogar por música, mas já ganhou um valoroso troféu, o do hino mais bonito entre os participantes da Copa do Mundo. De acordo com o Estadão do dia 20, a lista foi elaborada pelo jornalista Tim Spiers, da seção esportiva do The New York Times, que avaliou os hinos das 48 seleções que disputam o Mundial nos Estados Unidos, México e Canadá.

Segundo o jornalista, no hino brasileiro “há muitas palavras cantadas muito rapidamente durante a maior parte da composição, sobre não temer a batalha, sobre um colosso destemido e uma pátria amada. Mas o ponto alto é a sua gloriosa introdução orquestral”. O hino da França foi avaliado em segundo lugar.

REELEIÇÕES –  José Aparecido Freire foi reeleito, com gestão até 2030, para o terceiro mandato como presidente do Sistema Fecomércio do Distrito Federal.

Em setembro, por sua vez, José Roberto Tadros será reeleito, em chapa única, presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

As eleições para entidades empresariais são tão importantes quanto as eleições para cargos no Executivo, porque são as empresas que pagam grande parte dos impostos que os governantes desperdiçam. Ou seja, são tão exploradas quanto os cidadãos.

A sombra poética de Waly Salomão, fazendo versos como quem morde…

Se todas as coisas nos reduzem a zero,... Waly Salomão - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, compositor e poeta baiano Waly Dias Salomão (1943-2003), um dos mais atuantes agitadores do movimento Tropicália, no poema “Amante da Algazarra”, fala sobre uma sombra sobrenatural que se apodera dele, que os espiritualistas chamam de “encosto”.

AMANTE DA ALGAZARRA
Waly Salomão

Não sou eu quem dá coices ferradurados no ar.
É esta estranha criatura que fez de mim seu encosto.
É ela!!!

Todo mundo sabe,
sou uma lisa flor de pessoa,
sem espinho de roseira
nem áspera lixa de folha de figueira.
Esta amante da balbúrdia
cavalga encostada ao meu sóbrio ombro
Vixe!!!

Enquanto caminho a pé,
pedestre–peregrino atônito até a morte,
Sem motivo nenhum de pranto
ou angústia rouca ou desalento.
não sou eu quem dá coices ferradurados no ar.
É esta estranha criatura
que fez de mim seu encosto.
E se apossou do estojo de minha figura
e dela expeliu o estofo.

Quem corre desabrida,
sem ceder a concha do ouvido
a ninguém que dela discorde,
é esta selvagem sombra acavalada
que faz versos como quem morde.              

Pesquisa indica liderança de Lula, enquanto Flávio Bolsonaro tenta contornar caso Dark Horse

Pesquisa mostra estabilidade em relação ao mês passado

Pedro do Coutto

A mais recente pesquisa Datafolha traz um retrato que merece uma análise além dos números. O presidente Lula da Silva continua liderando a corrida presidencial tanto no primeiro quanto no segundo turno, preservando uma vantagem importante sobre o senador Flávio Bolsonaro. No entanto, o dado politicamente mais relevante do levantamento não é apenas a manutenção da liderança do petista, mas a percepção de que o impacto eleitoral do caso Dark Horse sobre a candidatura de Flávio parece ter perdido intensidade, devolvendo competitividade à disputa.

No cenário principal de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 31%. Já em uma eventual segunda etapa da eleição, o presidente venceria por 47% a 43%. Embora a vantagem permaneça favorável ao Palácio do Planalto, a diferença está distante de representar uma situação confortável para qualquer um dos lados, sobretudo diante da polarização que continua caracterizando o ambiente político brasileiro.

FINANCIAMENTO – O episódio envolvendo o filme Dark Horse havia produzido um dos momentos mais delicados da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. A controvérsia surgiu após a divulgação de informações relacionando o senador a pedidos de financiamento para a produção cinematográfica que retrata a trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A repercussão negativa atingiu diretamente a imagem do candidato, alimentando questionamentos sobre sua relação com empresários investigados e sobre os bastidores da produção do longa.

Nas semanas seguintes ao escândalo, pesquisas indicaram uma perda perceptível de apoio ao senador. Entretanto, a nova rodada do Datafolha sugere que esse desgaste foi, ao menos temporariamente, contido. Em linguagem política, trata-se de um sinal de que a candidatura conseguiu impedir que a crise continuasse produzindo danos sucessivos. Não significa recuperação plena da popularidade, mas indica que parte do eleitorado conservador permaneceu fiel ao candidato, relativizando os efeitos da controvérsia.

Para Lula, o levantamento também traz mensagens ambíguas. De um lado, permanece na liderança e mantém vantagem suficiente para vencer uma eventual disputa em dois turnos. De outro, não consegue ampliar essa diferença de forma consistente, mesmo após semanas em que seu principal adversário enfrentou uma crise de imagem. Em qualquer campanha presidencial, espera-se que escândalos relevantes provoquem migrações expressivas de voto. Quando isso não ocorre, abre-se espaço para a interpretação de que a capacidade de convencimento do eleitor já se aproxima de um teto.

PREFERÊNCIAS POLÍTICAS – Outro aspecto importante revelado pelo cenário eleitoral é o elevado grau de cristalização das preferências políticas no país. Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro possuem eleitorados altamente identificados com seus respectivos campos ideológicos. Isso reduz o impacto de acontecimentos isolados e faz com que fatores econômicos, percepção sobre segurança pública, inflação, emprego e renda tendam a exercer peso crescente conforme a campanha avança.

A estabilidade observada pelo Datafolha também evidencia que a eleição continua aberta. Uma vantagem de quatro pontos percentuais em um eventual segundo turno, embora relevante, não elimina a possibilidade de mudanças ao longo dos próximos meses, especialmente considerando a margem de erro da pesquisa e o elevado número de eleitores que ainda podem rever suas escolhas diante dos debates, da propaganda eleitoral e de novos acontecimentos políticos.

NOVAS REVELAÇÕES – O desafio de Flávio Bolsonaro será convencer o eleitor de que o episódio Dark Horse pertence ao passado e impedir que novas revelações tragam o tema novamente ao centro da campanha. Já Lula precisará transformar sua vantagem estatística em uma percepção mais sólida de favoritismo, evitando que a disputa permaneça excessivamente equilibrada na reta final.

Em uma eleição marcada por forte polarização, nenhum dos dois lados pode considerar o cenário consolidado. A pesquisa mostra um presidente que segue liderando, mas sem margem confortável, e um adversário que sobreviveu ao maior desgaste de sua pré-campanha e permanece competitivo. A partir de agora, mais do que escândalos isolados, será a capacidade de cada candidato de apresentar respostas convincentes para os problemas concretos do país que poderá definir o resultado das urnas em outubro.

Processo judicial para suspender as bets destaca que Lula prometeu fechá-las

Charge 24/09/2024 - Marco Jacobsen

Charge do Marco Jacobsen

Carlos Newton

O advogado Luiz Nogueira, que representa o ex- deputado paulista Afanasio Jazadji na ação popular para suspender as apostas em bets, encaminhou nova petição à 18ª Vara Federal Cível de Brasília, pedido celeridade no exame e julgamento do processo, devido aos prejuízos causados aos brasileiros, especialmente às camadas mais carentes.

No requerimento, a defesa classifica o esquema de apostas como ilegal, imoral e lesivo ao erário público. Em seguida, transcreve trecho de editorial do jornal “O Estado de S. Paulo”, enfatizando que “enquanto critica apostas, o governo Lula impede que o País saiba como foram autorizadas”.

DISSE LULA – Segundo o “Estadão”, há dois meses o presidente Lula aventou a possibilidade de proibir as bets no Brasil.

“Se dependesse de mim, a gente fecha as bets”. A declaração de Lula sugere um governante alarmado com os efeitos de um setor que se transformou em problema de saúde pública, alimenta o endividamento de famílias e já começa a cobrar sua conta do Estado. Pena que o próprio governo não demonstre o mesmo entusiasmo quando o assunto é lançar luz sobre esse mercado. “Lula diz que fecharia as bets, por enquanto, parece mais empenhado em fechar os olhos”.

O advogado Luiz Nogueira lamenta-se que a 18ª Vara não tivesse, em tempo, atentado para a retificação da petição inicial e do objeto da ação, na qual tenta-se impugnar a Portaria SPA 1231/2024, do Ministério da Fazenda, que regulamentou a jogatina.

AÇÃO POPULAR – A título ilustrativo, a defesa argumenta que, para diversas e conceituadas correntes jurídicas “a Justiça admite a ação popular para atacar leis de efeitos concretos, que embora tenham a forma de lei (geral e abstrata), na verdade, possuem destinatários específicos e finalidades certas, quando a lei materialmente se confunde com um ato administrativo e que pode ser combatida pela Ação Popular”.

E mais: “A existência de um decreto de regulamentação (Portaria SPA no. 1231/2024) reforça a ideia de que a lei está saindo do mundo abstrato e operando no mundo prático e produzindo efeitos concretos”.

Com base nessa justificativa, a defesa afirma ser cabível a ação popular, porque a portaria e as consequências da lei violaram a moralidade administrativa

SUSPENDER AS BETS – Em seguida, a petição requer que seja suspensa a comercialização das bets e sua “mendaz propaganda”, assim como a posterior condenação da União e de outros citados, ressarcindo-se o erário público dos danos sofridos, a ser apurado em regular execução de sentença.

Por fim, cita o princípio da razoável duração do processo (art. 5º., inciso LXXVIII da Constituição Federal), que exige celeridade. E argumenta que, ações que tutelam a moralidade administrativa ou interesses difusos (como a Ação Popular), “o juiz não pode usar a sobrecarga de trabalho como justificativa para o atraso de decisões de urgência e de proteção de 210 milhões de brasileiros”.

###
P.S.
1 1029773-82.2026.4.01.3400 – este é o número do importantíssimo processo que a grande imprensa está desprezando, pois apenas a Tribuna da Internet vem cobrindo sua letárgica tramitação. Por óbvio, o juiz tem obrigação de dar prioridade a uma causa de tamanha importância. Mas quem se interessa?
(C.N.)

P.S. 1 – Não perca amanhã, com absoluta exclusividade:
Parecer de Nunes Marques (a favor) fará
a condenação  de Bolsonaro  ser anulada

Um desesperado poema de amor, dedicado a Castro Alves por Adélia Prado

Frases diárias: “O sonho encheu a noite Extravasou pro meu dia Encheu minha  vida E é dele que eu vou viver Porque sonho não morre.” — Adélia PradoPaulo Peres
Poemas & Canções

A consagrada professora, escritora e poeta mineira Adélia Luzia Prado de Freitas, no poema “Bilhete em Papel Rosa”, faz uma bela declaração de amor à Castro Alves.

BILHETE EM PAPEL ROSA
Adélia Prado
(A meu amado secreto, Castro Alves)

Quantas loucuras fiz
por teu amor, Antônio.
Vê estas olheiras dramáticas,
este poema roubado:
“O cinamomo floresce
em frente ao teu postigo.
Cada flor murcha que desce,
morro de sonhar contigo”.

Ó bardo, eu estou tão fraca
e teu cabelo é tão  negro,
eu vivo tão perturbada,
pensando com tanta força
meu pensamento de amor,
que já nem sinto mais fome,
o sono fugiu de mim.

Me dão mingaus, caldos quentes,
me dão prudentes conselhos,
eu quero é a ponta sedosa
do teu bigode atrevido,
a tua boca de brasa, Antônio,
as nossas vias ligadas.

Antônio lindo, meu bem,
ó meu amor adorado,
Antônio, Antônio.
Para sempre tua.                          

Crise de credibilidade que cerca Jaques Wagner se agrava por falta de explicações

Operação apreendeu US$ 55 mil e € 33,5 mil ligados ao senador

Pedro do Coutto

Há momentos em que uma investigação criminal produz efeitos políticos muito antes de qualquer sentença. Não porque a culpa tenha sido estabelecida, mas porque a credibilidade das explicações passa a ocupar o centro do debate público. É exatamente esse o estágio em que se encontra o senador Jaques Wagner,.

A apreensão, pela Polícia Federal, de US$ 55 mil e € 33,5 mil em endereços ligados ao parlamentar acrescentou um novo componente a uma investigação que já vinha ganhando dimensão nacional em razão das suspeitas envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, o Banco Master e supostas vantagens indevidas concedidas a agentes públicos.

A operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, integra mais uma fase da Operação Compliance Zero, que apura possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

CONTRADITÓRIO – Em qualquer democracia madura, a simples apreensão de valores em espécie não constitui prova de crime. O devido processo legal exige investigação, contraditório e julgamento. Entretanto, quando se trata de um dos principais articuladores políticos do governo federal, a exigência de transparência torna-se ainda maior. Foi justamente nesse aspecto que a defesa apresentada pelo senador encontrou dificuldades.

Jaques Wagner afirmou que os dólares e euros apreendidos correspondem, em grande parte, a diárias recebidas em viagens oficiais ao exterior ao longo dos últimos anos, além de moeda estrangeira adquirida legalmente para compromissos internacionais.

Segundo ele, como costuma utilizar cartão de crédito durante essas viagens, o dinheiro permaneceu guardado em espécie, inclusive em envelopes do próprio Senado Federal. A explicação, embora juridicamente possível, abriu novas frentes de questionamento.

PERÍCIA – O montante apreendido equivaleria a aproximadamente R$ 482 mil, valor superior às diárias oficialmente recebidas pelo senador desde o início do atual mandato. Além disso, a Polícia Federal pretende submeter as cédulas à perícia, verificando a numeração de série das notas para identificar sua origem, o período em que foram emitidas e eventual compatibilidade com os saques realizados pelo parlamentar em viagens oficiais. Trata-se de um procedimento técnico que poderá confirmar ou afastar a versão apresentada pela defesa.

Esse detalhe talvez seja o mais relevante de toda a investigação. Ao contrário de declarações políticas, documentos e perícias possuem objetividade. As cédulas carregam uma espécie de identidade própria. A sequência numérica permite rastrear lotes, períodos de emissão e, em determinadas circunstâncias, reconstruir parte de sua circulação. Caso a perícia demonstre compatibilidade com os saques informados pelo senador, sua versão ganhará consistência. Caso contrário, as dúvidas naturalmente aumentarão.

Enquanto isso, o problema deixa de ser apenas jurídico para assumir uma dimensão política. Governos dependem de confiança para exercer liderança no Congresso. O líder do governo não representa apenas seu partido; representa a própria Presidência da República nas negociações legislativas. Quando essa figura passa a concentrar sucessivas manchetes relacionadas a investigações policiais, o desgaste inevitavelmente ultrapassa sua esfera pessoal.

LEGITIMIDADE – Não se trata de antecipar condenações, mas de reconhecer um princípio elementar da vida pública: a autoridade política também repousa sobre a percepção de legitimidade. Esse aspecto ganha ainda mais importância porque a investigação não se restringe ao dinheiro encontrado.

A Polícia Federal também apura suspeitas de que Jaques Wagner teria recebido outras vantagens, como a promessa de aquisição de um apartamento em Salvador, viagens em aeronaves privadas, ingressos para eventos internacionais e eventual atuação parlamentar em temas de interesse do Banco Master. Todas essas suspeitas são negadas pelo senador, que afirma jamais ter praticado qualquer ato ilegal e sustenta que poderá esclarecer integralmente os fatos ao longo da investigação.

Do ponto de vista institucional, talvez o maior desafio recaia agora sobre o presidente Lula da Silva. Segundo diferentes veículos de imprensa, Lula deverá discutir pessoalmente com Jaques Wagner sua permanência na liderança do governo. A decisão não será simples.

ASSOCIAÇÃO – Mantê-lo no cargo transmite confiança em um aliado histórico, mas prolonga a associação entre o Palácio do Planalto e uma investigação criminal em curso. Substituí-lo, por outro lado, poderia ser interpretado como reconhecimento de fragilidade política antes mesmo da conclusão das apurações.

Esse é um daqueles momentos em que a política precisa equilibrar dois valores igualmente importantes. De um lado, a presunção de inocência, fundamento indispensável do Estado de Direito. Nenhum agente público deve ser tratado como culpado antes da decisão definitiva da Justiça.

RESPONSABILIDADE – De outro, existe o princípio da responsabilidade política. Cargos de elevada relevância institucional exigem não apenas inocência jurídica, mas também capacidade de preservar a credibilidade das instituições que representam. O caso de Jaques Wagner evidencia exatamente essa tensão.

A investigação seguirá seu curso, a perícia poderá confirmar ou refutar as justificativas apresentadas e caberá ao Judiciário decidir se existem elementos para eventual responsabilização criminal. Até lá, permanece uma realidade incontornável: em política, muitas vezes, a força de uma liderança não depende apenas da legalidade de seus atos, mas também da capacidade de convencer a opinião pública de que suas explicações resistem ao escrutínio dos fatos. É justamente nesse terreno — o da confiança — que se trava, neste momento, a principal batalha política do líder do governo.

Trump debocha de Lula, que responde duramente, e as relações se complicam

Trump ameaça dobrar a aposta se Lula retaliar tarifaço

Trump e Lula já têm 80 anos, mas ainda agem como crianças

Vicente Limongi Netto

Assisti  na TV a uma entrevista em que Donald Trump debocha de Lula, chamando-o de “volátil” e dizendo não dar a mínima para ele.  Interessante lembrar que Trump já recebeu lula na Casa Branca duas vezes. Numa delas até elogiou a boa química que havia entre eles.

Agora, Trump quer descontar em Lula a condenação pelo Supremo Tribunal federal (STF) do ex-deputado fujão Eduardo Bolsonaro.

OUVIR CALADO? – Não está escrito em nenhum manual de boas condutas que Lula tem que ouvir calado as diatribes de Trump.

O presidente brasileiro havia comentado que Trump não deve se meter nas eleições no Brasil. Foi seco e enfático.  Mas Trump tenta desgastar Lula com opiniões que também servem para ele. Típico tiro no pé.

Chamou Lula de volátil. Isso significa que precisa mandar colocar um espelho grande no salão oval da Casa Branca. As ações de Trump, muitas delas recuando e voltando atrás em exageradas declarações, equivalem dizer que também é tão volátil quanto Lula. Ainda em doses maiores.

DOIS VELHINHOS – Trump e Lula são oitentões. Ambos costumam falar bobagens pelos cotovelos.  Brasil e Estados Unidos não se equivalem em grandeza, mas são nações soberanas e respeitadas no mundo. Como presidente da república brasileira, Lula não pode nem deve admitir grosserias ou ironias de outros governantes.  Nada deve ficar sem resposta.

Sem respeito mútuo e cordialidade, não existe civilidade, não é possível estreitar relações diplomáticas e comerciais. As eleições estão perto, no Brasil e nos Estados Unidos. Trump que cuide dos problemas norte-americanos e deixe lula cuidar dos dramas brasileiros. 

Cada um no seu quadrado.  Trump e Lula têm pavio curto. Melhor assim. Leviandades e exageros verbais dos dois lados não ficarão sem resposta.

LIXO POLÍTICO – Para demonstrar a que ponto chegamos, é revoltante ver o roto Davi Alcolumbre elogiando o esfarrapado Jaques Wagner.

Os dois representam a escória imunda de canalhas que desgraçadamente dominam a vida pública brasileira. 

Erro do Supremo é interpretar a Constituição e as leis, ao invés de obedecê-las

Associações criticam busca e apreensão de Moraes contra jornalista | Blogs | CNN Brasil

Moraes manipulou claramente algumas leis e descumpriu outras

Carlos Newton 

Ao assumir o cargo, em compromisso solene na sessão de posse, antes da assinatura do termo que oficializa o início do mandato, todo presidente brasileiro promete “manter, defender e cumprir a Constituição da República, observar as suas leis, promover o bem geral do Brasil, sustentar-lhe a união, a integridade e a independência“.

Vejam como é importante a chamada Carta Magna, expressão latina que designa o documento assinado em 1215 pelo rei João da Inglaterra, conhecido historicamente como “João Sem-Terra”.

PRIMEIRA CONSTITUIÇÃO – Inicialmente chamado de Carta das Liberdades, o documento foi a primeira Constituição criada na História, e tinha objetivo de pacificar o país, que sofria uma rebelião dos nobres ingleses, insatisfeitos com os impostos, abusos de poder e derrotas militares.

Sob a ameaça da guerra civil, João Sem-Terra preferiu assinar um acordo que limitava os poderes da Coroa e garantia direitos fundamentais aos “homens livres”.

O texto protegia a Igreja, proibia prisões arbitrárias, garantia o direito a julgamento justo e estabelecia que ninguém — nem mesmo o rei — estava acima da lei. Tornou-se, assim, a base do futuro regime democrático, que passaria a ser adotado cinco séculos depois, através da Teoria dos Três Poderes, criada em 1748 pelo barão de Montesquieu, um dos filósofos do Iluminismo, ao lado de John Locke, Jean-Jacques Rousseau, Denis Diderot, Adam Smith e François-Marie Arouet, conhecido como Voltaire.

NADA FÁCIL – Pode-se até pensar que seria fácil manter uma democracia, pois basta seguir a Constituição, mas na verdade ainda é muito difícil. Entre os 193 países que compõem a ONU, no máximo 80 podem ser considerados democráticos, e entre eles está o Brasil, com a segunda Constituição mais extensa do mundo, superada apenas pela indiana.

É lamentável que a Constituição e as leis do Brasil tenham passado a ser desprezadas a partir de 2019, quando o então ex-presidente Lula da Silva foi libertado ilegalmente pela Suprema Corte, após ser condenado por corrupção em três instâncias, por 10 magistrados e sempre por unanimidade.

O pior é que os descumprimentos às leis foram num crescendo, até culminar com a incriminação de mais de 1,5 mil manifestantes do 8 de Janeiro, ridiculamente considerados como terroristas, e depois houve a condenação também ilegal dos envolvidos no golpe que não houve.

INOVAÇÃO BRASILEIRA – No Direito Universal, não existe punição para planejamento de crime, e o Supremo então atropelou as leis para condenar os chamados golpistas.

Na verdade, esse exagero do STF não era necessário, porque existem normas legais determinando punição para quem planeja golpe de estado, mas não o concretiza. É a Lei 1079, de 1950 (governo Eurico Dutra).

Bolsonaro infringiu claramente três dispositivos: 1) Provocar animosidade entre as classes armadas ou contra elas, ou delas contra as instituições civis; 2) Incitar militares à desobediência à lei ou infração à disciplina; 3) Praticar ou concorrer para que se perpetre qualquer dos crimes contra a segurança interna.

NA FORMA DA LEI – Por excesso de rigor e desprezo às leis vigentes, o relator Alexandre de Moraes levou o Supremo a infringir a Constituição, quando deveria fazer cumprir a legislação atual, que puniria Jair Bolsonaro com suspensão dos direitos políticos por 8 anos.

A mesma condenação deveria ser estendida aos generais Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, ao almirante Almir Garnier e aos outros militares e civis comprovadamente envolvidos na trama golpista, aquela que foi planejada, mas não se concretizou.

Se preferisse agir assim, dentro da lei, o ministro Moraes teria alcançado o mesmo impacto de desmoralização de Bolsonaro e seus cúmplices, sem esse abuso de condená-los a longas penas de prisão, um absurdo que radicalizou perigosamente a polarização já existente no país.

###
P.S. 1 –
Para chegar a penas longas, o relator Moraes agiu de forma totalmente irregular, ao duplicar várias leis excludentes entre si (ou se comete um crime ou o outro, jamais os dois simultaneamente).

P.S. 1 – O que Alexandre de Moraes deveria ter feito era  alertar o Congresso para a necessidade de regulamentar mais adequadamente os crimes de responsabilidade do presidente da República, para criar penas de prisão que não existem na legislação em vigor e foram inventadas pelo Supremo. Realmente, não dá para entender que não haja pena de reclusão para crimes de responsabilidade que coloquem em risco a democracia. Mas quem se interessa? (C.N.)

“Desilusão, desilusão… Danço eu, dança você, na dança da solidão”   

Desilusão, desilusão, na dança da solidão

O cantor e compositor carioca Paulo César Batista de Faria, o Paulinho da Viola, é tido como um dos mais talentosos representantes da MPB. A letra de “Dança da Solidão” retrata quando a pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento, ou seja, quando ela percebe a sua condição humana de ser ou ficar sozinha em seus sentimentos e em seus pensamentos.

A música foi gravada por Paulinho da Viola no LP A Dança da Solidão, em 1972, pela Odeon.

DANÇA DA SOLIDÃO
Paulinho da Viola

Solidão é lava
que cobre tudo,
amargura em minha boca
sorri seus dentes de chumbo
Solidão, palavra
cavada no coração,
resignado e mudo
no compasso da desilusão.

Desilusão, desilusão.
Danço eu, dança você
na dança da solidão

Carmélia ficou viúva,
Joana se apaixonou,
Maria tentou a morte
por causa do seu amor.
Meu pai sempre me dizia
meu filho tome cuidado,
quando penso no futuro
não esqueço meu passado.

Desilusão, desilusão.
Danço eu, dança você
na dança da solidão.

Quando chega a madrugada
meu pensamento vagueia,
corro os dedos na viola
contemplando a lua cheia.
Apesar de tudo existe
uma fonte de água pura,
quem beber daquela água
não terá mais amargura.

Desilusão, desilusão.
Danço eu, dança você
na dança da solidão.   

Damares Alves quer ver Moraes bem longe do Brasil e poderia ir junto com ele

Durante sessão da Comissão de Segurança Pública do Senado, realizada nesta quarta-feira (30/4), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) causou polêmica ao sugerir que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (

A senadora bolsonariana poderia pegar carona 

Vicente Limongi Netto 

A colunista Denise Rothenburg (Correio Braziliense – 17/06) informa que a senadora Damares Alves jogou praga no ministro Alexandre de Moraes, depois de saber da condenação de Eduardo Bolsonaro. Para Damares, frisou Denise,  o relator do STF precisa fazer exame de saúde mental.

A parlamentar diz que “a única saída para Alexandre de Moraes é se afastar do Supremo e do Brasil, de preferência para uma ilha bem longe”.

Bem, na minha opinião, acredito que a senadora bolsonariana poderia pegar carona com o ministro Alexandre de Moraes e ir embora junto com ele.

MENSAGEM DE IGNÁCIO – Sobre o apodrecimento dos Três Poderes e as imundícies que caracterizam hoje a política brasileira, recebi nova mensagem do escritor Ignácio de Loyola Brandão, da Academia Brasileira de Letras, mostrando sua revolta em relação à crise ética que atinge o país:

“Vicente, não tenho mais o que vomitar. Começaram a sair e fugir de mim os órgãos vitais – fígado, estômago, pâncreas, rins, intestinos, estou me esvaziando.  No entanto, como tudo que nos causa enjoo e repulsa física e emocional acaba sendo expelido, espero que esses políticos que dizem representar os eleitores sejam atirados aos esgotos da vida, que no Brasil estão quase explodindo de tanta sujeirada.”

O escândalo do Banco Master aumenta a corrosão da representação política

Investigações da PF atingiram o senador Jaques Wagner

Pedro do Coutto

A democracia não se sustenta apenas pelo voto. Ela depende, sobretudo, da confiança de que os representantes eleitos atuam em nome do interesse público e não em benefício de grupos econômicos específicos. Quando surgem suspeitas de que o poder político pode ter sido colocado a serviço de interesses privados mediante vantagens indevidas, o dano ultrapassa a esfera criminal. Atinge diretamente a credibilidade das instituições e alimenta a percepção de que a influência financeira passou a ocupar um espaço cada vez maior na definição dos rumos do Estado.

As investigações que envolvem o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, inserem-se exatamente nesse contexto. A Polícia Federal sustenta que há indícios de que o parlamentar teria recebido vantagens indevidas, entre elas um apartamento avaliado em aproximadamente R$ 2,45 milhões, em troca de atuação favorável aos interesses do Banco Master durante a tramitação de matérias legislativas.

CONSISTÊNCIA – A apuração foi considerada suficientemente consistente para justificar mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal. O senador, por sua vez, nega qualquer irregularidade e afirma que jamais recebeu propina ou atuou em benefício do banco.

Independentemente do desfecho judicial, que deve respeitar integralmente o devido processo legal e a presunção de inocência, o episódio lança luz sobre um problema estrutural da política brasileira: a crescente capacidade de grandes grupos econômicos de influenciar decisões públicas. O risco não reside apenas na existência de corrupção comprovada, mas também na simples possibilidade de que agentes privados possam adquirir acesso privilegiado aos centros de decisão política.

O poder econômico sempre exerceu influência sobre a política. Financiamentos eleitorais, lobby, relações empresariais e articulações institucionais fazem parte de qualquer democracia moderna. O problema surge quando essa influência deixa de ocorrer dentro de regras transparentes e passa a depender de benefícios ocultos, favores pessoais ou vantagens patrimoniais. Nesse cenário, o representante deixa de responder prioritariamente ao eleitor e passa a responder aos interesses daqueles capazes de oferecer contrapartidas.

RELEVÂNCIA DO CASO – A suspeita envolvendo um dos principais articuladores políticos do governo amplia ainda mais a relevância institucional do caso. O líder governista no Senado desempenha papel central na construção de consensos, na negociação de projetos estratégicos e na interlocução entre Executivo e Congresso. Qualquer investigação sobre eventual captura dessa função por interesses privados inevitavelmente produz reflexos sobre a imagem do próprio governo e sobre a confiança na atividade parlamentar.

Mais preocupante do que um episódio isolado é a percepção de recorrência. O Brasil convive há décadas com sucessivas operações policiais que revelam esquemas nos quais decisões públicas, contratos, medidas provisórias, projetos de lei ou benefícios regulatórios passam a integrar uma lógica de troca de favores. Mudam os personagens, mudam os partidos, mas permanece a sensação de que parte da política continua excessivamente vulnerável ao peso do dinheiro.

Esse fenômeno produz efeitos profundos sobre a democracia. O cidadão comum passa a acreditar que sua participação eleitoral vale menos do que a capacidade financeira de determinados grupos de exercer influência sobre autoridades públicas. A consequência natural é o crescimento da desconfiança institucional, da polarização e do descrédito nas próprias regras democráticas.

DESAFIO SISTÊMICO – É importante reconhecer que as investigações não atingem apenas integrantes da atual base governista. Nos últimos meses, a apuração sobre o Banco Master também alcançou figuras ligadas à oposição, demonstrando que o problema não pode ser reduzido a uma disputa entre esquerda e direita, mas deve ser compreendido como um desafio sistêmico à integridade das instituições.

Por isso, a resposta não pode limitar-se à responsabilização individual, caso as acusações venham a ser confirmadas. É necessário fortalecer mecanismos permanentes de transparência, ampliar o controle sobre conflitos de interesse, aperfeiçoar as regras de relacionamento entre agentes públicos e setores privados e garantir maior capacidade de fiscalização por parte dos órgãos de controle e da sociedade.

LIMITES – A política sempre exigirá diálogo com o setor produtivo, instituições financeiras, empresas e organizações da sociedade civil. O problema não é a interlocução em si, mas a ausência de limites claros que impeçam sua transformação em moeda de troca. Quando decisões públicas passam a ser percebidas como consequência do poder econômico, e não da deliberação democrática, instala-se uma crise silenciosa de legitimidade.

O caso envolvendo Jaques Wagner ainda será submetido ao crivo da Justiça, e somente uma decisão definitiva poderá estabelecer responsabilidades. Entretanto, independentemente da conclusão processual, a investigação já evidencia uma realidade que merece reflexão: em democracias fragilizadas pela desconfiança, a simples suspeita de que o dinheiro possa comprar influência política é suficiente para corroer um dos ativos mais valiosos de qualquer República — a confiança do cidadão de que seus representantes governam em nome do interesse público e não dos interesses daqueles que possuem maior capacidade de financiar poder.

Soberania é disputada antes do voto, no desentendimento entre Lula e Trump

Com Lula em idade avançada, petistas sonham em eliminar Alckmin da chapa

Quem inventa muito nome é porque não tem nenhum, afirma Lula sobre candidatos da direita para 2026 | Política | Valor Econômico

Janja esqueceu de mandar fazer uma plástica no pescoço de Lula

Carlos Newton

Lula da Silva é um nome na História e está disputando sua derradeira eleição. Se perder, ficará eternamente marcado pela rejeição dos brasileiros, porque o país se desenvolveu pouco durante o longo período sob administração do PT. Mas se vencer, ele terá mais quatro anos para reverter esse quadro.

Lula vai disputar o segundo turno com 81 anos, a mesma idade que fez o americano Joe Biden desistir da candidatura em 2024. Se vencer, será o mais velho político do mundo a desfrutar do poder, eleito em país tido como democrático.

FUTURO SOMBRIO – Por enquanto, Lula é favorito para ganhar a eleição, porque o principal adversário Flávio Bolsonaro é muito fraco e inexperiente, e o país precisa de um gestor que racionalize os gastos públicos e diminua o endividamento, o que jamais acontecerá caso Lula vença.

Caso o vencedor seja o filho Zero Um do ex-presidente Jair Bolsonaro, o futuro também será sombrio, porque o candidato do PL é tão inapto quanto Lula, com um passado tão nebuloso quando o dele, ambos envolvidos em corrupção e sem demonstrar condições de lutar contra a criminalidade e a insegurança.,

Lula não tem sucessor, porque jamais permitiu o surgimento de uma segunda liderança no PT, boicotando todos os que podiam se destacar, conforme as denúncias de dois importantes fundadores do partido – o jurista Hélio Bicudo e o sociólogo Francisco de Oliveira.

VICE DE DIREITA – O fato concreto é que Lula precisa de alguém de direita em sua chapa. Por isso, em 30 de março, confirmou o falso socialista Geraldo Alckmin (PSB) como vice, e desde então não fala no assunto, embora nos bastidores os dirigentes petistas rejeitem Alckmin, por temerem que Lula não tenha condições de saúde para mais quatro anos de mandato.

A maioria dos petistas acha que, se Lula deixar o cargo, Alckmin será presidente e pode trair o partido, que então entraria em processo de extinção.

Lula realmente está em fim de carreira. Em outubro, completa 81 anos, com histórico de comorbidades e desgaste da máquina, digamos assim. Portanto, a probabilidade de não completar o mandato é real e motiva os dirigentes petistas a pretender que Lula reconsidere a questão e um novo vice seja escolhido entre eles.

ALCKMIN NA MIRA – Lula chegou a confirmar Geraldo Alckmin em 30 de março, mas agora é pressionado para rever a posição, devido ao futuro incerto do partido. Os pretendentes são três ex-ministros: Rui Costa, da Casa Civil, e Gleisi Hoffmann e Alexandre Padilha, da Articulação Política. 

O assunto, importantíssimo, tem de estar resolvido até 15 de agosto e vai depender da evolução das pesquisas.  Faltam dois meses, e a briga no galinheiro petista tem o mesmo valor da sucessão presidencial. Pensem nisso.

###
P.S.
Já existem mais de dez pré-candidatos dispostos a disputar o primeiro turno, daqui a três meses e meio. Se estiver correta a pesquisa Alfa, que indicou 14% para a dupla Caiado/Zema (ou vice-versa), pode será um primeiro turno eletrizante, com um duplo azarão atropelando por fora. Caso contrário, recairemos naquele velha e apodrecida polarização. (C.N.)    

Teimoso, Ancelotti repete a escalação equivocada, vence, mas não convence

SERÁ QUE TEREMOS ENDRICK CONTRA O HAITI? 👀 ⁣ ⁣ Questionado sobre a possibilidade de utilizar o atacante de 19 anos no jogo contra o Haiti, Carlo Ancelotti afirmou que todos precisamCarlos Newton

A torcida esperava um time ofensivo, com Endrich fortalecendo o ataque, mas o técnico Carlo Ancelotti mostrou novamente sua opção pela retranca e praticamente repetiu a fraca escalação do primeiro jogo, apenas trocando Igor Thiago por Matheus Cunha e Ibanez por Danilo.

A seleção venceu, mas a exibição deixou a desejar, digamos assim. O Brasil, que é atualmente o 5º colocado no ranking mundial da Fifa, conseguiu vencer o fraco Haiti, que está na 85ª colocação, mas não convenceu, apresentando um futebol sem condições de competitividade cem relação a outros fortes concorrentes.

“BOTA OS PONTAS” – Lembrando o personagem de Jô Soares que pedia ao técnico Zagallo para escalar pontas ofensivos, agora se repete o drama. Quando Raphinha, que não tem se apresentado bem, sentiu e teve de ser substituído, a torcida pensou que entraria Endrich ou Luiz Henrique, dois atacantes dribladores do maior gabarito, mas o retranqueiro Ancelotti preferiu Rayan, um bom jogador, mas com características menos ofensivas.

O grande craque Tostão já avisou que ninguém pode querer ganhar a Copa sem laterais que se lancem ao ataque, mas o treinador parece não concordar com essa realidade. Escalou na lateral direita o zagueiro Danilo, que é reserva no Flamengo e não apareceu em campo. O volante Éderson, improvisado, poderia ser uma melhor opção.

MAIS EQUÍVOCOS – Os zagueiros centrais – Marquinhos e Gabriel Magalhães – novamente cometeram erros bisonhos e essas posições na defesa precisam dar segurança ao time.  

Novamente, Casemiro também não apareceu em campo. Ao invés de tirá-lo para colocar Martinelli, que é brilhante no ataque e na defesa, o treinador preferiu substituir Lucas Paquetá, que também joga muito e corre o campo inteiro. No final, o fraco time do Haiti se agigantou e deu um sufoco no Brasil, conseguindo várias oportunidades de marcar.

Nossa torcida comemorou muito, por óbvio, porque o importante mesmo é a vitória, mas temos de rezar para o Ancelotti acordar e escalar os melhores, antes que seja tarde demais.

###
Lembra deles? Brasileiros que viralizaram em 2014 recordam meme: 'Não nos conhecíamos' - Lance!O MELHOR DE TUDO É A ALEGRIA DO GOL
Vicente Limongi Netto

A alegria do gol é o espírito da alma navegando no vento. É a porta do céu recebendo sorrisos.  É o grito preso na garganta acenando para o abraço do desejo.  É a agonia saindo do peito.  É a emoção bailando entre flores.

A alegria do gol carrega gotas de emoção e amor. O pulo saudando o gol é o maior sentimento do futebol. A alegria do gol rejuvenesce o coração. A alegria do gol acena para o paraíso e passeia nas nuvens, de mãos dada com a ternura.  Na vibração que emociona, a alegria do gol é obra-prima dos anjos. 

“Tô com saudade de tu, meu desejo; tô com saudade do beijo e do mel…”

Nando Cordel - Pesquisa Escolar

Nando Cordel, grande músico pernambucano

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor, instrumentista e compositor pernambucano Fernando Manoel Correia, nome artístico Nando Cordel, expressa o que acarreta a saudade de um amor na letra de “Gostoso Demais”, parceria com Dominguinhos. A música foi gravada por Maria Bethânia no LP Dezembros, em 1987, pela Universal Music.

GOSTOSO DEMAIS
Dominguinhos e Nando Cordel

Tô com saudade de tu, meu desejo.
Tô com saudade do beijo e do mel,
Do teu olhar carinhoso,
Do teu abraço gostoso,
De passear no teu céu.

É tão difícil ficar sem você,
O teu amor é gostoso demais.
Teu cheiro me dá prazer,
Quando estou com você,
Estou nos braços da paz.

Pensamento viaja
E vai buscar meu bem-querer
Não posso ser feliz assim
Tem dó de mim,
O que eu posso fazer?                     

Lula acertou ao responder Trump: soberania nacional não admite tutores estrangeiros

Lula cobrou respeito à soberania nacional

Pedro do Coutto

A política externa raramente decide eleições no Brasil. Mas, quando um presidente dos Estados Unidos resolve comentar a disputa presidencial brasileira, o debate deixa de ser apenas diplomático e passa inevitavelmente para o terreno eleitoral. Foi exatamente isso que ocorreu quando Donald Trump classificou o Brasil como um país “politicamente perigoso” e voltou a demonstrar preferência pelo campo político ligado à família Bolsonaro.

A resposta do presidente Lula da Silva foi direta: “Não se meta nas eleições no Brasil.” Acrescentou que as eleições brasileiras dizem respeito exclusivamente aos brasileiros e cobrou respeito à soberania nacional.

NÃO INTERVENÇÃO – Independentemente das preferências partidárias de cada eleitor, é difícil contestar o princípio que orientou a resposta presidencial. Desde a redemocratização, um dos pilares da política externa brasileira tem sido justamente a defesa da não intervenção nos assuntos internos dos Estados. O Brasil historicamente rejeitou ingerências estrangeiras, fossem elas vindas de Washington, Moscou, Pequim ou de qualquer outro centro de poder internacional.

Esse princípio não pertence à esquerda nem à direita. É uma tradição diplomática construída ao longo de décadas pelo Itamaraty. A declaração de Trump, portanto, produz um efeito político curioso. Ao demonstrar simpatia por um dos campos da disputa eleitoral brasileira, o presidente americano oferece a Lula a oportunidade de ocupar um terreno historicamente sensível para o eleitorado nacional: a defesa da soberania.

O nacionalismo brasileiro possui características próprias. Diferentemente de outros países, ele costuma emergir quando há percepção de pressão externa. Em momentos assim, divergências ideológicas frequentemente cedem espaço à ideia de que decisões nacionais devem ser tomadas exclusivamente dentro das fronteiras brasileiras.

REAÇÕES – Não é a primeira vez que esse fenômeno aparece. Ao longo da história recente, manifestações de governos estrangeiros sobre temas internos brasileiros quase sempre provocaram reações de defesa institucional, inclusive entre grupos políticos que normalmente divergem em praticamente tudo. A percepção de que uma potência estrangeira tenta influenciar decisões nacionais costuma gerar resistência muito maior do que apoio.

Sob esse aspecto, Trump acabou oferecendo a Lula uma pauta politicamente confortável. Ao responder que o presidente americano pode ter suas preferências pessoais, mas não deve interferir nas eleições brasileiras, Lula evitou transformar o episódio em confronto ideológico com os Estados Unidos. Em vez disso, deslocou a discussão para um princípio amplamente aceito nas relações internacionais: o respeito à soberania dos Estados.

Isso não significa que as declarações de Trump tenham potencial para alterar significativamente o resultado das urnas. O peso eleitoral de um presidente americano sobre o voto do brasileiro sempre foi limitado. Questões como inflação, emprego, renda, segurança pública e qualidade dos serviços costumam exercer influência muito superior na decisão do eleitor. Entretanto, episódios internacionais podem moldar narrativas políticas.

ARGUMENTOS – Neste caso, Lula ganha argumentos para reforçar o discurso de que seu governo defende a autonomia nacional diante de pressões externas. Já a oposição enfrenta um desafio adicional: demonstrar que eventuais aproximações com Washington não representam subordinação política nem aceitação de interferências em assuntos internos.

O episódio também evidencia um aspecto mais amplo das relações internacionais sob Donald Trump. Ao longo de sua trajetória política, o presidente americano rompeu diversas convenções diplomáticas tradicionais ao manifestar preferências por candidatos, partidos e lideranças de outros países. Esse estilo personalista produz repercussões internas que nem sempre favorecem aqueles que recebem seu apoio. Em democracias consolidadas, demonstrações explícitas de preferência por parte de líderes estrangeiros frequentemente despertam reações nacionalistas e fortalecem o discurso da autonomia política.

No caso brasileiro, essa lógica parece especialmente evidente. Ao dizer que o Brasil se tornou “politicamente perigoso”, Trump buscava criticar o ambiente institucional brasileiro. No entanto, ao fazê-lo durante um período pré-eleitoral e ao associar suas declarações ao contexto envolvendo aliados da família Bolsonaro, acabou permitindo que Lula respondesse ocupando uma posição institucionalmente difícil de contestar: a defesa da independência do processo eleitoral brasileiro.

DECISÃO NAS URNAS – No fim das contas, a principal lição desse episódio talvez seja menos sobre Lula ou Trump e mais sobre a natureza das democracias. Países soberanos escolhem seus governantes nas urnas, por decisão de seus próprios cidadãos. Preferências internacionais sempre existirão, assim como afinidades ideológicas entre líderes. O que não pode se tornar normal é a expectativa de que governos estrangeiros influenciem processos eleitorais que pertencem exclusivamente às sociedades nacionais.

Nesse ponto específico, a resposta de Lula transcendeu a disputa entre governo e oposição. Reafirmou um princípio que antecede qualquer eleição, qualquer partido e qualquer presidente: a soberania popular não admite tutela externa. É esse princípio, e não uma conveniência circunstancial, que sustenta a legitimidade de qualquer democracia.

Maioria do STF precisa desistir de apoiar Moraes e Toffoli, que já perderam a moral

Mendonça se reúne nesta segunda-feira com a PF para nova rodada de conversas sobre caso Master

Mendonça conseguiu colocar Gilmar no seu devido lugar

Carlos Newton

Depois que um grupo de ministros, unidos pelo caráter duvidoso e por decisões controversas, passou a controlar a maioria do Supremo, o país entrou numa crise que parecia não ter fim. Porém, não mais que de repente, como diria Vinicius de Moraes, aconteceu o escândalo do Banco Moraes, e o vento virou.

Surgiu, de forma concreta, uma possibilidade de fazer uma nova limpeza ética nos três Poderes. Evidentemente, não pegará a todos os envolvidos em corrupção e lavagem de dinheiro, mas pode colocar muitos deles na cadeia e restaurar um mínimo de moralidade pública.

CISÃO NO STF – A divisão é cada vez mais nítida. De um lado, estão Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes; do outro, postam-se André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux, num placar empatado, de 3 a 3, que não levará o Supremo a nada.

E no olho do furacão, em meio ao caos à sua volta, estão os outros quatro ministros que vão definir se haverá ou não essa imprescindível limpeza ética – Edson Fachin e Cármen Lúcia, que já até tentaram fazer um Código de Conduta, e Cristiano Zani e Flávio Dino, que ainda são calouros e precisam definir de que lado pretendem estar.

Tudo indica que, na hora da verdade, Fachin e Cármen se liguem a Mendonça, Nunes e Fux. Portanto, é preciso que um dos que restam indecisos – Zanin ou Dino – apoie a renovação, formando maioria de 6 a 4, pelo menos.  

PRIMEIRO ROUND – Essa disputa já corrói o Supremo há tempos, desde o início da demolição da Lava Jato. Mas só começou a vir a público esta semana, com o duelo inicial entre os dois líderes das facções – André Mendonça e Gilmar Mendes, que atuam na Segunda Turma.

Os dois se enfrentaram no julgamento da prisão preventiva do pai e do primo de Vorcaro, que Gilmar tentou desesperadamente libertar, com os argumentos rotos e encardidos que usou em benefício dos criminosos da Lava Jato.

Mas levou uma educada lição de moral de Mendonça, que apontou a gravidade do erro pretendido por Gilmar, deixando-o de saia justíssima no plenário da Segunda Turma, só faltou sair pelo ralo, como se dizia antigamente.

VIÉS POSITIVO – Agora, com Mendonça à frente e Fux dando-lhe sustentação, pode-se até dizer que a crise do Supremo tem condições ideais para ser debelada, porque a maioria pode chegar a 7 a 3. Tanto Zanin quanto Dino não têm nada a ganhar nada caso continuem obedecendo a Gilmar Mendes, que mantém controle sobre Moraes e Toffoli.

Até por instinto de sobrevivência, para não se contaminar com apoio aos três Cavaleiros do Apocalipse, Zanin e Dino podem aderir de corpo e alma à maioria ética.

Os dois novatos só têm a ganhar com essa iniciativa. Especialmente, Flávio Dino, que tem alma de político e pode ser sucessor de Lula na esquerda, pois o espólio do PT é rico e sólido, mas precisa de um nome politicamente forte para ocupar o vácuo pós-Lula.

###
P.S. –
Desculpem o otimismo, que presumo não ser exagerado. O Brasil tem jeito. É o país emergente de maior viabilidade socioeconômica. Se os ocupantes dos três Poderes não atrapalharem, podemos ir em frente, em alta velocidade. E o caso do Banco Master veio em boa hora e é ideal para fazermos uma limpeza no estábulo. (C.N.)

Piada do Ano! Aliados organizam jantar para levantar o ânimo de Ciro Nogueira…

Ciro Nogueira ganhou jantar de consolo

Bela Megale
O Globo

O senador Ciro Nogueira ganhou um jantar para “melhorar seu ânimo”, depois de ser alvo da operação da Polícia Federal que apura irregularidades envolvendo Daniel Vorcaro. O encontro aconteceu recentemente na mansão de uma ex-liderança política no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

Os convidados foram poucos, mas envolveram presidentes de partidos políticos de centro-direita. Segundo presentes, o encontro foi uma espécie de “jantar de consolo”, já que o senador está no centro do escândalo do Master e foi alvo de buscas da Polícia Federal.

PREOCUPAÇÃO – No jantar, o presidente do PP se mostrou “abatido” e “muito preocupado”, conforme relatos de pessoas que estavam no local. Ciro ainda disse acreditar que Vorcaro não traria novas informações sobre a relação de ambos e reforçou que Vorcaro era seu “amigo-irmão”.

Ciro, no entanto, não mostrou disposição de abrir mão da sua candidatura à reeleição do Senado pelo Piauí. Na conversa, disse acreditar que medidas como uma condenação ou uma prisão não ocorreriam, ainda mais antes do pleito eleitoral.

No inquérito que investiga os dois pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, a PF destaca que o “vínculo de amizade transcende a mera relação pessoal”. O relatório policial diz que Vorcaro mantinha uma “relação instrumental” com Ciro Nogueira para atender a interesses do Master no Congresso Nacional. Em contrapartida, a PF aponta que o parlamentar recebia vantagens financeiras, como o pagamento de despesas no exterior. O relatório da PF lista uma série de fotos em que Vorcaro aparece com Ciro em viagens internacionais.

Depois de Wagner, a fila anda e chegará a vez de Rui Costa e de Davi Alcolumbre

VORCARO CITA 30 MILHÕES DE DÓLARES PARA ALCOLUMBRE E RELAÇÃO COM PT DA BAHIAVicente Limongi Netto

Jorge Amado não merecia saber da colossal sujeira e roubalheiras do baiano, ex-governador Jaques Wagner.  É claro que Gilberto Gil, Caetano Veloso e Bethânia tentam disfarçar o constrangimento.  Dia 16 a Tribuna da Internet publicou meus sonhos possíveis, com delações de Wagner e Rui Costa, também ex-governador. 

A vez de Rui Costa chegará. Orelhas dele ardendo mais do que carvão de sauna. No mesmo artigo, também frisei meus sonhos vendo, finalmente, Davi Alcolumbre na cadeia. E a batata do cretino roliço também está assando.

LAMA DO CINISMO – Esta escória da política brasileira, infelizmente se afundando mais na imundície. Na lama do cinismo.  A sujeira de Wagner é arma poderosa para adversários. 

O Tariflávio Rachadinha Achocolatado vai calibrar muita munição. Guerra de chumbo trocado. Wagner é do PT, líder do governo, mas a desgraça política de Wagner não pode nem deve respingar em Lula.  O presidente não tem nada a ver com a sujeirada do senador baiano. 

 Notas oficiais pipocando. Jurando que Wagner é puro e santo. Quase foi padre.  Senadores e deputados ligados ao senador também entram na ladainha cretina destacando que o senador é decente. 

É UM DESCLASSIFICADO – O povão está perplexo e indignado. Wagner deveria raspar a barba branca que cultiva há décadas. Não merece mais ser tratado como bom político.   Pobre Brasil, desonrado   por homens públicos desonestos.

Foram-se os áureos tempos de Marcos Freire, Mario Covas, Bernardo Cabral, Nelson Carneiro, Franco Montoro, Vírgilio Távora, Henrique La Roque, Jarbas Passarinho, José Sarney, Josafá Marinho. Convivi com eles. Altivos e bravos. O busto do senador Ruy Barbosa, no plenário do senado, abençoa todos eles. 

Como Oswaldo Montenegro, faça uma lista dos amigos que você não vê mais

Quando a gente ama Simplesmente ama É... Oswaldo Montenegro - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O cantor e compositor carioca Oswaldo Viveiros Montenegro, na letra de “A Lista”, fala sobre lembranças que todos já tiveram. Além disso, o compositor ainda faz uma comparação com o que fazia e o que faz hoje. A música foi gravada por Oswaldo Montenegro no Álbum “A Lista”, em 2001, pela Jam Music.

A LISTA
Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos.
Quem você mais via há dez anos atrás.
Quantos você ainda vê todo dia,
Quantos você já não encontra mais.
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!

Quantos amores jurados pra sempre,
Quantos você conseguiu preservar.
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora,
Hoje é do jeito que achou que seria?

Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava,
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer?

Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assovia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

Faça uma lista de grandes amigos,
Quem você mais via há dez anos atrás.
Quantos você ainda vê todo dia,
Quantos você já não encontra mais.
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos, ninguém quer saber.
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você.