
Ex-primeira-dama também procurou Gilmar Mendes
Luísa Marzullo
O Globo
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) esteve com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira de manhã, poucas horas antes de o relator determinar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Centro de Detenção Provisória do Complexo da Papuda, em Brasília — unidade conhecida como “Papudinha”. Interlocutores do STF confirmaram ao O Globo a realização do encontro, revelado pelo portal Metrópoles. Procurado, Moraes não se manifestou.
Segundo o O Globo apurou, a audiência com o relator foi articulada pelo deputado Altineu Côrtes (PL-RJ). De acordo com relatos feitos sob reserva, Michelle apresentou a Moraes um apelo centrado na situação clínica do ex-presidente e tentou sensibilizar o STF para a concessão de prisão domiciliar.
APOIO – Além do encontro com o relator, Michelle também buscou interlocução com outros ministros. Segundo pessoas a par das tratativas, ela esteve com o ministro Gilmar Mendes nos últimos dias e pediu apoio para reforçar o pleito da defesa. Uma fonte próxima à família relatou que a ex-primeira-dama chegou a pedir que Gilmar falasse com Moraes sobre o assunto.
A movimentação ocorreu em meio à insistência do grupo bolsonarista em vincular o pedido à condição de saúde do ex-presidente. A queda sofrida na semana passada foi classificada como traumatismo craniano leve. Exames feitos no DF Star apontaram apenas lesões em partes moles, sem comprometimento intracraniano. Por este motivo, o médico Brasil Ramos Caiado afirmou que a lesão não era preocupante e Bolsonaro foi reconduzido à custódia.
Após a transferência para a “Papudinha”, Michelle reagiu também publicamente. Em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira, ela pediu para não ser alvo de julgamentos ou “rótulos de conotação política” em razão das tratativas no STF. “Àqueles que também amam e defendem o meu amor, o nosso líder, peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política”, escreveu.
TEMPO OPORTUNO – A ex-primeira-dama afirmou que, no “tempo oportuno”, as pessoas compreenderão os movimentos: “Agimos sempre pedindo o discernimento de Deus. No tempo oportuno, vocês irão compreender todas as coisas. Confiem nele (Jair). Confiem em mim. Confiem em Deus!”, completou.
Paralelamente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também atuou nos bastidores em favor do ex-presidente. Três interlocutores próximos a Tarcísio confirmaram ao O Globo que o governador conversou por telefone com ao menos quatro ministros do STF nesta quarta-feira para tratar do pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro. Procurado, o governador não se manifestou.
QUADRO CLÍNICO – Segundo relatos feitos sob reserva, Tarcísio reforçou junto a ministros a avaliação de que o quadro clínico do ex-presidente agravou a pressão por uma medida menos gravosa. A articulação ocorre num momento em que o bolsonarismo tenta, ao mesmo tempo, reduzir o isolamento jurídico de Bolsonaro e administrar a disputa interna pela reorganização do campo da direita para 2026.
Nos bastidores, bolsonaristas tentam apresentar a transferência para a “Papudinha” como um triunfo político do grupo e atribuem o desfecho à ofensiva de Michelle e Tarcísio junto ao STF. A mudança, porém, ficou aquém do que o entorno do ex-presidente vinha defendendo, já que o objetivo central segue sendo a prisão domiciliar. Ainda assim, aliados passaram a tratar o deslocamento como um “primeiro passo” para uma eventual reavaliação do regime de custódia.
Neste momento o FGC está até bugado de tantos acessos de credores lesados pela PiraMaster do Favorcaro de Moraes.
E quando irão cobrar responsabilidades desse ” marginais ” , quanto a sua deliberada e criminosa ” NEGLIGÊNICIA ” , em socorrer o povo Brasileiro frente á crise ” médico-sanitária da ” COVID-19 ” , onde morreram mais de 600 mil pessoas , com o agravante que de debochava , caçoava e ironizava das pessoas agonizando , além desrespeitar a dor das pessoas , pela perda de seus ente queridos , inclusive todos os governadores , prefeitos e parlamentares de então envolvidos , permanecem impunes até hoje , e usufruindo dos frutos de seus crimes , através do orçamento secreto , como paga para a permanência de Jair Bolsonaro no cargo .