Credibilidade da Corte brasileira vem sendo abalada
Diogo Schelp
Estadão
Em dezembro de 2021, Ann-Christine Lindeblad, juíza da Suprema Corte da Suécia, foi flagrada tentando sair de um supermercado, sem pagar, com um pacote de almôndegas, um presunto natalino, salsichas e queijos. Foi aberta uma investigação policial e, menos de dois meses depois, Lindeblad renunciou ao cargo que exerceu por quase vinte anos.
Posteriormente, ela foi punida com multa (uma decisão anterior da própria Suprema Corte considerou de menor gravidade furtos a lojas com valores abaixo de 1.250 coroas suecas, algo como 710 reais). O episódio das almôndegas, um escândalo raro na Suécia, foi tratado com transparência e sem a condescendência dos colegas de Lindeblad.
CÓDIGOS DE CONDUTA – Essas são características comuns nos tribunais superiores dos países escandinavos — e a maneira como elas são reforçadas por códigos de conduta e mecanismos de prestação de contas poderia servir de inspiração para o nosso Supremo Tribunal Federal (STF).
A credibilidade da Corte brasileira vem sendo abalada por sua própria “almôndega”: uma mistura composta por transações comerciais, viagens em jatinhos, honorários milionários para familiares e supostas trocas de mensagens informais com um investigado, formando um bolo cuja liga é dada por um único ingrediente, o Banco Master.
No centro da crise estão dois ministros do STF. É cedo para tirar conclusões sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro. Não há dúvida, porém, de que faltou transparência por parte deles e sobrou complacência de seus pares.
EXEMPLOS – Dois exemplos vindos da Noruega poderiam ajudar a evitar situações como essa. O primeiro é a exigência de que todos os juízes, inclusive os da Suprema Corte, divulguem suas atividades paralelas em um registro público de empregos secundários. Ali, descobre-se de quais associações e conselhos os magistrados fazem parte, em que empresas aparecem como sócios ou investidores e quando recebem pagamentos por qualquer trabalho extra, como cursos, arbitragens e edições de livros.
O segundo é o “dever de intervenção”, contido no 15º princípio ético da Associação de Juízes do país, segundo o qual o magistrado que tome conhecimento de um desvio de conduta cometido por um colega “deve tratar do assunto de forma apropriada e intervir se a violação for significativa”.
O Brasil está longe de ser uma Suécia ou uma Noruega, mas a transparência total e o desestímulo ao corporativismo são dois bons pontos de partida para a recuperação da imagem do STF.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O pior de tudo isso é que os ministros do Supremo são tão vaidosos que não estão nem aí para o democrático exemplo que os países escandinavos têm dado ao resto do mundo. E o pior analfabeto é aquele que não quer aprender, digamos assim, na desesperança nossa de cada dia. (C.N.)
Sr. Newton
O povo que saber.
Será que o Don Narcoleone Nine Fingers sabe qual é o destino dos cães e gatos no Páis do Carniceiro Sanguinário Xing Pinga….??
aquele abraço
“Não almoço à custa do dinheiro do contribuinte”, me disse certa vez o juiz sueco Göran Lambertz, em tom quase indignado, na Suprema Corte da Suécia.
“Não consigo entender por que um ser humano gostaria de ter tais privilégios. Só vivemos uma vez e, portanto, penso que a vida deve ser vivida com bons padrões éticos. Não posso compreender um ser humano que tenta obter privilégios com o dinheiro público”, acrescentou Lambertz.
“Luxo pago com o dinheiro do contribuinte é imoral e antiético”, completou o juiz sueco.
Aqui o exemplo democrático que esses canalhas nos empurram goela abaixo todos os dias, é dinheiro fácil no bolso deles e um emprego vitalício na empresa chamada Brasília.
Um negócio dos sonhos: ficar milionário sem investir um único centavo do próprio bolso, só com o nosso.
Pode roubar, mentir, trair, aprontar e se lambuzar inteiro que a holding Brasília entra em campo com tudo pra te livrar da cadeia, limpar tua ficha e ainda te dar um tapinha nas costas.
É um sistema podre, feito sob medida pra proteger a própria corja.
Dá nojo. Um nojo profundo, visceral e cada vez mais difícil de engolir.
José Luis
Amigão
é desanimador
Ser roubado todos os dias neste País .
E veja que temos a “maior oposição” do Planeta e de todos os tempos….
Mas…..tem gente que acredita…
aquele abraço
🙋🏻♂️🤗
JL
PRORROGA A CPI DO INSS OU NÃO
Ontem, assisti a votação de um Mandado de Segurança, com pedido de liminar, interposto por Partido Politico, em plenário, sobre o tema: Prorroga ou não prorroga a CPMI do INSS. O Relator foi o ministro André Mendonça, que votou pela prorrogação com fulcro no artigo 54 da CF.
O primeiro, ministro a votar, Flávio Dino abriu a divergência , acompanhado por Zanin, Nunes Marques, Alexandre de Morais, Dias Toffoli, Carmem Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fackin.
O ministro Luiz Fux votou acompanhando o Relator André Mendonça, pela prorrogação da CPI.
DUELO DE TITANS
Valeu a pena perder o jogo da seleção canarinho, por vários motivos, além do farto material para futuras análises, mas o fato principal foi o embate entre Luiz Fux e Gilmar Mendes, um duelo de TITANS.
Gilmar se retirou do recinto para para o lanche, quando Fux iniciou a leitura de seu voto. O ministro Fux, super vaidoso , que gosta de ser chamado de ministro com o mais notável saber jurídico entre seus pares, trouxe a baila, um voto de Gilmar Mendes favorável a prorrogação da CPI das Fake News, em mandato de Segurança interposto pelo deputado Eduardo Bolsonaro, para demonstrar a incoerência do Tribunal, de ter votado favoravelmente a prorrogação naquela ocasião e agora já com maioria formada pela denegação da prorrogação.
Pois bem, o ministro Gilmar assistindo pela telona da lanchonete, o argumento de Fux, voltou rapidamente para sua cadeira, pediu um aparte ao ministro Fux e em tom acima do normal, passou uma reprimenda em Fux, que ficou pálido, atônito com a veemência de Gilmar Mendes.
Em síntese, Gilmar, que foi o Relator do Mandado de Segurança, que Fux não citou, disse que o ministro poderia falar o nome dele, sem problema nenhum e argumentou que não existiu incoerência, porque no voto, Mendes devolve para o Congresso, no caso as presidências da Câmara e o Senador, a decisão pela prorrogação ou encerramento de CPIs, que terminam o prazo certo para seu funcionamento.
No Mandato de Segurança, relatado por Gilmar, o pedido era para encerrar a CPI, neste agora foi para prorrogar, portanto, em ambas prevaleceu que a decisão cabe ao presidente do Senado, quando se tratar de CPMI mista e CPI da Câmara, a decisão cabe ao presidente da Câmara.
Gilmar deu um gol de letra em Luiz Fux, que é um excepcional processualista, mas, não tem o mesmo notável saber jurídico, quando o assunto é o Regimento Interno do Congresso.
Tentando consertar, o ministro Luiz Fux alegou que não teve tempo de ler na totalidade , os argumentos do ministro Gilmar Mendes, preservando as prerrogativas da presidência do Senado, quanto a prorrogar e terminar a CPI dentro do prazo estabelecido.
O STF, precisa respeitar a interdependência dos demais Poderes da União, sob pena de contrariar o sábio Montesquieu, que concebeu o arcabouço da República na sua obra clássica: O Espírito das Leis.
Neste julgamento, tem mais embates com punhos de renda, que deixaremos para outra ocasião propícia.
No Brasil, de tédio, ninguém morre.
Não seriam, luvas de renda?
José Luis
Espectro, luvas de pelica, de renda, de crochê, tudo para uma luta intestinal entre os togados supremos.
Abunda e nauseabunda, os termos: eminente ministro, vossa excelência, parecer notável, voto iluminado e bem elaborado e no final, peço vênia para abrir divergência e votar contra seu relatório irretocável a luz dos preceitos constitucionais e da jurisprudência, amplamente reconhecida pela Corte Constitucional.
Perfeito!
👏👏👏👏👏👏
José Luis
O gênio polímata Xandão.
Este membro da MENSA internacional.
Superdotado.
Com QI de 129 milhões.
Além de ostentar o seu CRM, além do registro médico em 129 países, em decisão recente.
Agora ostenta a sua patente militar.
No DF, em Israel, no Líbano, no Irã, em todos os Estados Americanos.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/28/moraes-proibe-sobrevoo-de-drones-nas-proximidades-da-casa-em-que-jair-bolsonaro-esta-preso.ghtml
Com 129 milhões de votos para imperador da república.
Rei de 129 países.