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Edinho Silva diz que sistema eleitoral está falido
João Pedro Abdo
Folha
O presidente do PT, Edinho Silva, defendeu, nesta quinta-feira (9), reformas no Poder Judiciário em jantar com Gilberto Kassab, presidente do PSD. O evento foi organizado pelo grupo de empresários Esfera Brasil e aconteceu no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo.
“Fulanizar é muito fácil. As pessoas são falíveis. O importante é você ter instituições fortes”, disse o presidente do PT. Segundo ele, “deveríamos estar debatendo reforma do Poder Judiciário para que as falhas deixem de acontecer”. O dirigente petista ponderou, entretanto, que mudanças devem fortalecer a Justiça: “Não adianta nós enfraquecermos o Judiciário se não há democracia sem Judiciário”.
IDADE MÍNIMA – Kassab, por sua vez, defendeu a idade mínima para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo ele, seria bom que membros pudessem entrar na corte após os seus 60 anos, o que garantiria um mandato de 15 anos tendo em vista a idade máxima de 75.
Edinho Silva é a terceira liderança petista nacional a fazer comentários críticos ao Judiciário na última semana, em meio à crise do caso Banco Master. Integrantes do governo Lula (PT) têm avaliado que o desgaste de ministros do Supremo com o escândalo financeiro pode atingir eleitoralmente a candidatura petista.
DESGASTES – Em entrevista ao ICL Notícias, na quarta (8), o presidente Lula já havia comentado os recentes desgastes do STF. Ele afirmou que sugeriu ao ministro Alexandre de Moraes que se declarasse impedido nos casos envolvendo o banco para não “jogar fora sua biografia”.
No último fim de semana, o ex-ministro e pré-candidato ao Congresso José Dirceu também defendeu mudanças no Poder Judiciário. Em entrevista à Folha, ele afirmou que o STF precisa se autorreformar pois “o rei está nu”.
O presidente do PT foi questionado também sobre a ação judicial do partido que discute reformas nos acordos de delação premiada e que voltou a ter andamento por decisão de Moraes nesta semana. A medida ocorre em meio à negociação de colaboração do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
DELAÇÃO – Edinho afirmou não saber por que o ministro colocou o caso em pauta neste momento, mas disse que “aprimorar a legislação da delação não é ruim”. “Vivenciamos uma tragédia no Brasil —muitos aqui vivenciaram de perto— quando empresários foram presos, e a prisão foi utilizada como instrumento de delação. Isso não é correto. Você não pode prender alguém para que essa pessoa delate”, disse.
Além da Justiça, as lideranças partidárias comentaram no evento os projetos de reforma para outras áreas e teceram críticas ao Legislativo. Ambos convergiram em alguns pontos, como a defesa do voto em lista para discussões no Congresso.
SISTEMA ELEITORAL – Edinho defendeu mudanças e disse que o “atual modelo político eleitoral do Brasil está falido, não responde mais as necessidades da sociedade brasileira”. O apoio eleitoral do PSD na corrida ao governo paulista foi abordado em entrevista ao final do evento. Kassab reafirmou o apoio à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e disse que o governador faz parte do “nosso campo na política de São Paulo”.
O apoio envergonhado do PSD a Tarcísio se dá em virtude de desgastes entre o governador e Kassab, que deixou a Secretaria de Governo e Relações Institucionais no final de março. Na mesma semana, o vice do Executivo estadual, Felício Ramuth, trocou o PSD pelo MDB.
VAGA DE GOVERNANDOR – O desgaste entre Kassab e Tarcísio aconteceu também pelo interesse que o presidente do PSD tinha em disputar a vaga de governador em 2030. Na outra ponta, o presidente do PT paulista, Kiko Celeguim, chegou a defender publicamente o nome do chefe do partido como vice de Lula.
Edinho foi questionado sobre a definição das vagas para o Senado na chapa encabeçada pelo pré-candidato a governador Fernando Haddad (PT) em São Paulo. Disputam a indicação Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede), além de Simone Tebet (PSB), a quem Lula pediu que deixasse o Ministério do Planejamento para concorrer.
“O apoio não é só chapa. Uma vaga é da Simone. Quem não ocupar a segunda vaga, certamente, terá outro papel no processo eleitoral”, afirmou. Edinho disse que Haddad vai “abrir diálogo” com todos os partidos que queiram se aliar. Neste ano, cada estado vai eleger dois senadores.
Adendos, em:
https://youtu.be/-89YGTZ7Poc?si=fURI9SRP8PkCnux6
Maré negativa
O isolamento de Lula a seis meses da eleição
Os canais do governo com o comando do Congresso se mostram obstruídos. É como se o Executivo fosse um mero espectador da agenda do país
As trocas nos ministérios esvaziaram a já precária articulação política de seu terceiro mandato, Lula (…) não tem diálogo fluente nem com o Congresso, nem com os setores da economia que mais se envolvem nas conversas preparatórias para as eleições.
Nesse ambiente marcado pela anemia política de Lula, acumulam-se riscos de derrotas parlamentares, a discussão de medidas emergenciais em ritmo diário demonstra a preocupação que tomou conta do Palácio do Planalto e, para culminar, começam a fermentar expectativas que, se ganharem tração, são altamente perniciosas para Lula, como aquela segundo a qual ele próprio disse que pode desistir de disputar um novo mandato.
Conversas de bastidores trazem o nome de Fernando Haddad como possível substituto de Lula na chapa presidencial.
O simples fato de esse assunto começar a ser tratado em voz alta por políticos, empresários e especialistas de marketing, entre outros atores, já é uma pista eloquente das dificuldades inéditas enfrentadas por Lula.
Para onde quer que se olhe, há adversidades no caminho para o quarto mandato. Nas pesquisas, nenhuma área do governo aparece bem avaliada. Diante disso, qualquer campanha publicitária esbarra, de saída, no muro de má vontade erigido pelo eleitor.
O Planalto vai a reboque do noticiário, em vez de ter o protagonismo da agenda política.
Fonte: O Globo, Política, 10/04/2026 08h33 Por Vera Magalhães
Após Barba falar que não sabe se vai ser candidato, Edinho fica tentando desmentir
Barba anunciou dias atrás que não sabe ainda se vai ser candidato.
E, com isso, o presidente do PT, Edinho Silva, tem que passar o tempo todo tentando desmentir para a imprensa que Barba não vai desistir da reeleição
A “reforma” que os narcotraficantes petistas querem é igualzinha àquela feita pelo Chaves na Venezuela.
Acredito que antes de haver quaisquer reformas no judiciário , deveriam primeiro promoverem uma verdadeira e real ” reforma e limpeza ” na política do pais , tais como , redução pela metade nas três esferas políticas (federal , estadual e municipal) no número de parlamentares e proibição de se inscreverem e candidatarem de quaisquer pessoas que tenham contas a prestarem a ” polícia e a justiça ” , mesmo que não tenham ido á juízo .