
Charge reproduzida do Arquivo do Google
Pedro do Coutto
Na entrevista concedida na última sexta-feira à jornalista Natuza Nery na GloboNews, a economista Zeina Latif chamou atenção para um ponto que raramente é compreendido de forma clara pelo público: o tamanho do endividamento brasileiro.
Disse que a dívida bruta do país alcança cerca de 78% do Produto Interno Bruto, o que é tecnicamente correto, mas percentuais, quando não traduzidos em números absolutos, acabam criando uma discussão abstrata, distante da realidade concreta.
DÍVIDA BRUTA – Para que essa proporção seja compreendida, é necessário atravessar o cálculo: o PIB brasileiro está hoje em torno de R$ 10 trilhões; portanto, a dívida bruta se aproxima de R$ 7,8 trilhões. É um montante que não se paga da noite para o dia, tampouco sem uma estratégia de crescimento consistente. Quanto maior a dívida, maior o peso dos juros; quanto mais se gasta com juros, menos sobra para investimento em áreas essenciais como infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento produtivo.
É nesse ponto que entra a política monetária. O Banco Central, agora sob a presidência de Gabriel Galípolo, mantém a taxa de juros em patamar elevado para garantir atratividade dos títulos públicos, controlar expectativas de inflação e assegurar que o governo consiga rolar sua dívida. Juros altos, porém, têm um custo social.
Encarecem o crédito, inibem o investimento produtivo e limitam a capacidade de expansão do setor privado. A economia real — aquela que pesa no bolso do trabalhador, no preço do alimento, no financiamento da casa, na pequena empresa que decide contratar ou não — sente esse impacto de forma direta.
TENSÃO POLÍTICA – É por isso que o tema dos juros volta e meia gera tensão política: o governo Lula, que criticou duramente Roberto Campos Neto por manter taxas elevadas, agora vê que a troca de comando não significou automaticamente uma mudança de orientação. Há aí um desconforto compreensível, porque a política monetária segue uma lógica que não se move no ritmo das expectativas políticas.
Ainda assim, há sinais de dinamismo na economia. O desemprego caiu para 5,6%, segundo o IBGE, o menor índice em anos, representando cerca de 6 milhões de pessoas sem trabalho — número ainda alto, mas muito inferior aos quase 14% registrados durante a pandemia.
Além disso, o rendimento médio subiu para cerca de R$ 3.500, o maior da série histórica desde 2012, indicando que parte das famílias voltou a ter algum fôlego no consumo. Isso não significa prosperidade plena, mas indica um país que respira, que se reorganiza, que tenta retomar seu ritmo.
DIMENSÃO REAL – O ponto central, no entanto, permanece: indicadores percentuais, sozinhos, não revelam a dimensão real dos problemas ou avanços. Como dizia Roberto Campos, números só ganham sentido quando traduzidos em valores absolutos. E essa tradução é indispensável para que a sociedade compreenda para onde o país está indo e quais escolhas serão necessárias.
O Brasil, portanto, vive um paradoxo: ao mesmo tempo em que melhora indicadores sociais importantes, carrega uma âncora fiscal pesada e difícil de administrar. Não é possível sustentar indefinidamente juros elevados e dívida crescente sem comprometer o futuro.
Também não é possível resolver o problema com ajustes bruscos que destruam empregos e renda. O caminho exige crescimento sustentado, produtividade, reforma tributária eficiente e, sobretudo, planejamento de longo prazo — algo que ultrapassa governos, ciclos eleitorais e interesses momentâneos. A questão que se impõe, então, é simples, ainda que difícil: queremos continuar discutindo percentuais ou finalmente encarar o tamanho real da conta?
Assentando-se, as “bases”, conforme as arapucas:
https://resistir.info/patnaik/patnaik_02nov25.html
Adendos, em:
“A fórmula,!
https://www.facebook.com/share/p/1Czby3c9H4/
A obediência n a implementação do “Mapa de 1952.”
https://www.espada.eti.br/n2546.asp
Como se constata, trata-se de uma multilateral e colaboracionista “querência” havida “idéia fixa” determinada como “serviço à ser prestado”, por terem sido khazarianamente alçados e LOCUPLETOS!
Reflitam!
O desemprego caiu para 5,6%, segundo o IBGE.
FAKE NEWS
No Brasil, aproximadamente 54,3 milhões de pessoas são beneficiadas pelo programa Bolsa Família.
IA
Bolsa família virou emprego no Brasil.
OS AMERICANOS TAMBÉM TÊM O SEU ‘BOLSA FAMÍLIA’
O programa americano mais semelhante ao Bolsa Família é o Supplemental Nutrition Assistance Program (SNAP), conhecido informalmente como “Food Stamps”, com cerca de 42 milhões de beneficiários.
Ele oferece assistência para a compra de alimentos para famílias de baixa renda, embora seja mais focado em segurança alimentar do que em transferência de renda condicionada como o programa brasileiro.
• Supplemental Nutrition Assistance Program (SNAP):
Função: Oferece auxílio financeiro, geralmente em um cartão eletrônico, para a compra de alimentos.
Semelhança com o Bolsa Família: Destina-se a famílias de baixa renda e pode ser considerado um “Bolsa Família” americano devido ao seu foco em ajudar a suprir necessidades básicas de alimentação.
Diferença: Não exige contrapartidas em saúde e educação, como o Bolsa Família, mas é focado estritamente em assistência alimentar.
Além do SNAP, o governo dos EUA já implementou outras iniciativas, como o Opportunity NYC, que foi um programa piloto de transferência de renda condicionada com regras semelhantes ao Bolsa Família e ao programa mexicano Oportunidades.
“O Brasil (…) melhora indicadores sociais importantes.”
Não seria por ilusionismo de Marcio Pochmann, atual presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística?
Dívida Pública
Em setembro (2025), o saldo da Dívida Pública Federal (DPF) superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões.
De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), revisado em setembro, o estoque da DPF deve encerrar 2025 em torno de R$ 8,8 trilhões.
AGÊNCIA BRASIL, BRASÍLIA, 29/10/2025 – 16:44 POR WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER
Senhor Panorama , só que o programa norte-americano de assistência social , ” Supplemental Nutrition Assistance Program (SNAP), conhecido informalmente como “Food Stamps”, esta sujeito a ” chuvas e trovoadas ” manipulando-o politicamente , dependendo do presidente plantonista do momento , como Donald Trump , acredito que a única diferença esteja numa melhor fiscalização que no Brasil , ou seja , atendem de fato as pessoas que dele precisam e não é avacalhado como no Brasil , onde até Brasileiros morando em outros países recebem , com o agravante de que até parlamentares e pessoas sem necessidades recebem no país .
Lá, muito provavelmente sim, Senhor José Carlos.
Mas em Pindorama, no entanto, é programa escancaradamente eleitoreiro de ‘compra de votos’, tendo seu valor sido praticamente triplicado no governo anterior, sob título de Auxílio Brasil/Emergencial.
Uma verdadeira “farra do boi”.