
Charge do Baggi (Jornal de Brasília)
Vicente Limongi Netto
O Senado Federal mostrou, novamente, que trabalha com sentimento de brasilidade, colocando sempre em primeiro lugar o interesse público, ao aprovar por unanimidade a lei que isenta de Imposto de Renda de quem ganha até 5 mil reais mensais.
Relator da matéria na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e em plenário, o senador alagoano do MDB, Renan Calheiros, quatro vezes presidente do senado e do congresso, trabalhou com invulgar espírito público, isenção e patriotismo.
Calheiros frisou que a medida vai beneficiar milhões de trabalhadores. Em Alagoas, salientou, 95% da população será beneficiada. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre também foi importante para a aprovação da matéria, facilitando, acelerando e garantindo a tramitação da proposta.
O tema foi promessa de campanha presidencial do candidato Lula da Silva. A isenção começa a vigorar a partir de janeiro de 2026.
PEGANDO CARONA – Já estava demorando. O falastrão Cesar Tralha começou as botar mangas de fora. Insiste em pegar carona em todas as matérias. Entra de pingente. Precisa travar a língua.
Discreta, como deve ser, Renata Vasconcelos já percebeu o Tralha fora do tom. Fica constrangida. Segura as pontas. O formato do Jornal Nacional não é para observações candentes e conversas fiadas. William Bonner já faz falta.
Com Tralha a audiência do Jornal Nacional está sendo tragada pelos rios da Amazôna.
GASTRONOMIA – O chamado Sistema S – SENAI (indústria), SENAC (comércio), SEBRAE (micros e pequenas empresas) e SESC (serviço social do comércio) – é completo: cuida de esporte, cultura, turismo, lazer e gastronomia.
O Senac do Distrito Federal vai abrir curso técnico de pizzaiolo com especialização na pizza napolitana. A primeira turma começa em março de 2026. O Senac decidiu investir em capacitação profissional para atender o mercado que cresce muito em Brasília.
São mil bares e restaurantes do ramo de pizzas, empregando mais de 90 mil trabalhadores. Brasília é o terceiro polo gastronômico do país.
Defasagem acumulada da tabela do IRRF desde 1996 ultrapassa os 150%
A defasagem na correção da tabela do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) no Brasil é um problema histórico e significativo, que faz com que os contribuintes paguem mais imposto ao longo do tempo, pois seus salários são corroídos pela inflação, mas as faixas de tributação não são ajustadas proporcionalmente.
Percentual da Defasagem
Estudos recentes (final de 2024 e início de 2025) de entidades como o Sindifisco Nacional e a Unafisco apontam que a defasagem acumulada da tabela do IRRF desde 1996 (ano em que o reajuste automático pela inflação foi interrompido) ultrapassa os 150%, podendo chegar a 167% dependendo do período e índice de inflação considerados.
Essa defasagem penaliza principalmente a classe média e os trabalhadores de rendas mais baixas, que acabam entrando em faixas de tributação mais elevadas, ou até mesmo na faixa de contribuição, mesmo com o poder de compra do seu salário diminuído.
Imposto à ser cobrado acima de 5 mil e do que deveria ser o “religioso dízimo” de um então digno SALÁRIO MÍNIMO!