
Charge de Fred Ozanan (Instagram)
Malu Gaspar
O Globo
Em pleno recesso, a articulação de integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU) para reagir a uma eventual liminar do ministro Jhonatan de Jesus para reverter a liquidação do Master pelo Banco Central (BC) ganhou corpo. A costura, que atravessou o recesso da Corte e até mesmo o Natal, se intensificou com a proximidade da acareação determinada por Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Isso porque o ministro, relator do caso no Tribunal, não conta com o apoio da maioria dos nove ministros para desfazer a liquidação do Master. Mas uma liminar durante o recesso provocaria uma reviravolta que, na prática, restabeleceria o funcionamento da instituição financeira até o retorno das atividades do plenário, em fevereiro de 2026, com consequências imprevisíveis.
REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA – Daí a ideia de fazer uma reunião extraordinária para deliberar sobre uma liminar, conforme informou o colunista Lauro Jardim. Nesse caso, deliberar e derrubar, segundo ficou acordado entre parte dos ministros. Alguns delese em “constrangimento” em relação às diligências determinadas pelo colega.
O Master foi liquidado em novembro passado depois que o Banco Central e a Polícia Federal (PF) desvendaram uma fraude de R$ 12,2 bilhões na aquisição de papeis sem lastro do Master pelo Banco BRB, que tentou comprar a instituição em meio a um intenso lobby político e teve o pleito rejeitado pelo BC em setembro passado.
“MEDIDA EXTREMA” – A queda do Banco Master entrou na mira do Tribunal de Contas da União no último dia 19, quando Jhonatan de Jesus determinou que o BC explicasse, sob pena de sanções administrativas, os critérios técnicos e a cronologia das decisões que levaram à liquidação do banco.
O ministro chegou a falar em “precipitação na adoção de uma medida extrema” por parte do Banco Central, o que levantou temores de interferência na autonomia da instituição.
O BC também foi instado a esclarecer se outras alternativas menos gravosas previstas em lei, processos de reorganização societária, foram consideradas e as razões pelas quais não foram adotadas, e a informar ao TCU se houve divergências nas áreas técnicas do regulador.
ANÁLISE – Na última segunda-feira (29), o BC entregou ao tribunal documentos sobre o processo de liquidação. O material será analisado pela ala técnica do órgão e, na sequência, encaminhado ao relator. A exemplo do processo do Master no Supremo, o caso corre em sigilo no Tribunal por determinação de Jhonatan.
Apesar disso, magistrados avaliam que, diante da repercussão do caso e da possibilidade de ser , o relator pode optar pela cautela diante da possibilidade de ter uma liminar derrubada pelo plenário. Um dos principais fatores que pesariam contra Jhonatan nesse cenário é que, em caso de derrota, o regimento do TCU prevê que a relatoria do processo seja distribuída para outro ministro.
Indicado para o TCU em 2023 na cota da Câmara dos Deputados, o ministro foi deputado federal de Roraima pelo Republicanos e é filho do senador Mecias de Jesus (RR), também filiado ao partido. Sua nomeação foi apadrinhada pelo então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que incluiu a vaga aberta pela aposentadoria da ministra Ana Arraes no rol de propostas de sua campanha pela recondução no comando da Câmara naquele ano.
ACAREAÇÃO – O suspense no tribunal se somava à expectativa em torno da acareação entre Vorcaro, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa e o diretor de Fiscalização do BC Ailton de Aquino Santos, que atuou no processo de liquidação do Master e não é investigado, por determinação de Toffoli. O confronto de versões ocorreu na última terça entre o banqueiro e Paulo Henrique – Ailton foi dispensado pela PF após uma série de desentendimentos entre o gabinete de Toffoli, o BC e a Polícia Federal, como mostramos no blog.
CONFRONTO – Embora nenhum depoimento tenha ocorrido até agora, o ministro do STF negou pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do próprio BC para suspender a acareação, instrumento usado para confrontar versões entre investigados, testemunhas e vítimas apresentados com o argumento de que não havia o que acarear.
Só na véspera do procedimento foi divulgado que Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa prestarão depoimentos à Polícia Federal imediatamente antes da acareação, conforme antecipou o Valor Econômico. O caso Master inicialmente tramitou na Justiça Federal de Brasília, mas “subiu” para o STF em um despacho monocrático de Dias Toffoli.
O ministro acatou uma tese defendida pelos advogados do banco de Vorcaro de que a menção ao deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) nas investigações da PF tornavam o Supremo o foro competente para o caso em função do foro privilegiado.
O Brasil refém do centrão e dos gatunos do norte e nordeste.
Malu, jornalista
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/demetriomagnoli/2026/01/malu-jornalista.shtml
Sr. Newton
Os jumentos adestrados pelo Encantador de Jumentos de Nove Dedos.”” querem “provas”….
se não tem provas , não vale nada…
aquele abraço
Olhem a que ponto chegou o lupanário estatal, comandado pelo ex-corrupto Lula.
https://m.youtube.com/watch?v=-7fseZ6cLQ0
Um Ministroabrir mão do recesso para que outras não soltem os criminosos que assaltaram os velhinhos.
Acho que é pocilga e não lupanário, pois as dignas profissionais do sexo não merecerem ser comparadas com este tipo de pilantras.
O “mordomo”, ordenou!
Esse caso da arapuca do Master, uma fraude bancária monumental, demonstra que o TCU é um órgão que não serve para nada. Serve a classe política para abafar escândalos como esse. O ” ministro”Jonathas, meteu o bedelho nesse vespeiro sem considerar o interesse público, pediu esclarecimento para abafar o caso e impedir que as labaredas atinjam o seu padrinho Arthur Lira, que o indicou e o Davi Alcolumbre. Jaques Wagner do PT precisa explicar seu relacionamento com o Vorcaro.
O Congresso está metido nisso, por isso o silêncio de todos.
Ninguém critica o engavetador geral do Supremo, o incrível, cara de pau , ministro Dias Toffoli. Sua atuação no caso é inconstitucional. Não pode ser juiz, investigador e procurador. A Constituição não previu o Três em Um.
Está merecendo um processo de impeachment. Mas, no caso de Toffoli, os senadores não estão interessados
Querem demitir Flávio Dino, por causa das Emendas Parlamentares.
Quanto ao ministro Alexandre de Morais, somente a família Bolsonaro e meia dúzia de senadores extremados do PL essa sigla de monstros, que só pensam no próprio umbigo.