
Eduardo virou réu por articular sanções a autoridades
Mariana Muniz
O Globo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira a citação por edital do deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. A denúncia foi integralmente recebida pela Primeira Turma da Corte em novembro do ano passado.
Na decisão, Moraes afirma que o parlamentar se encontra, de forma transitória, fora do território nacional. Segundo o ministro, conforme descrito na denúncia, a saída do país teria ocorrido para “reiterar na prática criminosa e evadir-se de possível responsabilização judicial”, evitando a aplicação da lei penal.
EVASÃO – “No caso dos autos, o réu, de maneira transitória, encontra-se fora do território nacional, exatamente, conforme consta na denúncia, para reiterar na prática criminosa e evadir-se de possível responsabilização judicial evitando, dessa maneira, a aplicação da lei penal”, escreveu Moraes.
O relator registrou que, não sendo encontrado o acusado, a legislação prevê a citação por edital. Com base no Código de Processo Penal, Moraes determinou a medida pelo prazo de 15 dias.
Na prática, a citação por edital é utilizada quando o réu está em local incerto e não sabido ou cria dificuldades para ser localizado. Após a publicação do edital, abre-se prazo para que o acusado apresente resposta à acusação.
SANÇÕES – A acusação se baseia na atuação do parlamentar durante sua permanência nos Estados Unidos, onde ele teria trabalhado para articular sanções contra autoridades brasileiras — incluindo tarifas de exportação, suspensão de vistos e até a aplicação da Lei Magnitsky — num esforço para pressionar e intimidar o STF às vésperas do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
A ação penal contra Eduardo Bolsonaro foi formalizada na última quinta-feira. Com isso, começou a tramitação do processo no STF, que poderá resultar em condenação e, eventualmente, em pena de prisão, caso ele seja considerado culpado.
Pela anistia, a desfaçatez de Dudu Bananinha não tem fronteiras
Do exterior, Bananinha pede união e apoio a Flávio Rachadinha, mas o pano de fundo é o desespero de um clã que vê na anistia sua única salvação
Bananinha, o filho que vive um autoexílio estratégico para escapar das garras da justiça brasileira, resolveu ressurgir com um figurino novo: o de pregador da união.
É de uma desfaçatez constrangedora.
Logo ele, que passou anos insuflando o ódio, tratando adversários como inimigos a serem eliminados e exaltando torturadores da ditadura militar, agora pede “senso de responsabilidade” aos brasileiros para eleger o irmão, Flávio.
No mundo de fantasia dos Bolsonaro, a união só existe se for em torno da própria sobrevivência.
O discurso, claro, é pura manipulação. Bananinha tenta vender a ideia de que o Brasil vive uma “página sombria” de censura, enquanto omite que o pai está preso justamente por tentar rasgar a Constituição e impor um golpe de Estado.
Para os bolsonaristas, liberdade de expressão é a liberdade de mentir, caluniar e conspirar contra a democracia sem ser incomodado. Pedir apoio para Flávio em nome de uma suposta anistia não é patriotismo; é um plano de fuga familiar disfarçado de projeto político.
O uso da fé cristã para validar essa empreitada é o ponto mais baixo do espetáculo. É para além de surreal ver quem armou a população, flertou com milícias e atacou a ciência durante uma pandemia posar agora como defensor de valores cristãos.
Agora, foragidos ou acuados, tentam usar a memória curta de parte do eleitorado para se passarem por vítimas. O Brasil já conhece esse roteiro e sabe onde ele termina.
A união que eles pregam é, na verdade, um pacto de impunidade.
Fonte: Metrópoles, Opinião, 25/02/2026 08:00 Por Ricardo Noblat
Flávio virou réu por articular sanções a autoridades
Sr.. Newton
O da foto é o Eduardo, vulgo bananinha ou chapeiro humburgueiro….
aquele abraço
Gratíssimo pela correção, que já está feita.
Forte abraço,
CN
Será que os filhos de Jair Bolsonaro , já nasceram drogados , como o da foto acima ?