
Pedido foi protocolado após Flávio se reunir com Moraes
Pedro Penteado
Estadão
Um grupo de 178 deputados federais recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passe a cumprir a pena em prisão domiciliar. A petição tem como argumento central o estado de saúde do ex-presidente, descrito no documento como “grave, evolutivo e multifatorial”.
O pedido foi protocolado pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO) após o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), se reunir com o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Preso desde sua condenação a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, Bolsonaro está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a “Papudinha”. Na madrugada do dia 13, passou mal e foi levado a um hospital de Brasília, onde permanece internado.
PROBLEMAS CLÍNICOS – Os parlamentares elencam uma série de problemas clínicos para justificar o pedido: câncer de pele, doenças renais, sequelas intestinais das cirurgias feitas após o atentado sofrido em 2018, hipertensão, complicações cardiovasculares e pneumonias de repetição. O quadro, segundo o texto, demanda acompanhamento médico permanente e acesso imediato a exames, o que o sistema prisional não ofereceria.
A fundamentação jurídica se apoia no dever do Estado de garantir a integridade física de pessoas sob custódia. Caso a domiciliar seja negada, o grupo pede, ao menos, que o STF determine uma perícia médica oficial para atestar as condições de Bolsonaro.
Entre os signatários estão Carlos Jordy (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG), Julia Zanatta (PL-SC), Ricardo Salles (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF), Sargento Fahur (PSD-PR) e Marcel van Hattem (Novo-RS).
Prisão domiciliar para esse cara!?
Tenho certeza de duas coisas na vida: da morte, que é certa, e da falta de seriedade das nossas autoridades.
Crimes devem ser punidos, não por castigo, mas para tolher abusos. Que saco!
O cenário político em Brasília, neste março de 2026, oferece uma lição amarga sobre as prioridades de quem deveria representar o povo. Um grupo de 178 deputados federais mobilizou-se para protocolar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro passe ao regime de prisão domiciliar. O argumento? Um estado de saúde descrito como “grave, evolutivo e multifatorial”.
Enquanto esses parlamentares gastam energia e influência jurídica para retirar um aliado do 19º Batalhão da Polícia Militar — uma unidade com estrutura diferenciada conhecida como “Papudinha” —, eles parecem sofrer de uma cegueira conveniente sobre o que acontece a poucos quilômetros dali, nos presídios onde sobrevivem os “menos iguais”.
A Realidade que os 178 Escolhem Não Ver
Não é este Blog que afirma, são os dados oficiais de 2025 e 2026: o sistema prisional brasileiro é um “Estado de Coisas Inconstitucional”, conforme reconhecido pelo próprio STF na ADPF 347. Mas, curiosamente, para os 900 mil presos do Brasil, não há 178 deputados assinando petições de urgência.
O Suplício Diário do Preso Comum:
Superlotação Endêmica: O Brasil registra um déficit superior a 174 mil vagas. Unidades operam com média de 150% de ocupação. Enquanto o ex-presidente dispõe de assistência médica imediata, milhares de detentos dividem celas úmidas, sem ventilação e infestadas de doenças.
Degradação Humana: Falta água potável, a alimentação é frequentemente inadequada e a “violência térmica” (calor extremo ou frio intenso) é uma tortura constante.
O Controle das Facções: A ausência do Estado nas celas superlotadas entrega o comando aos criminosos. O preso comum não luta apenas contra a doença; luta para não ser executado em guerras de facções.
A Saúde como Privilégio de Castas
O pedido liderado pelo deputado Gustavo Gayer foca na saúde de Bolsonaro. Ora, se a saúde “multifatorial” de um detento em unidade especial justifica a domiciliar, o que dizer de milhares de presos com tuberculose, HIV e doenças de pele que apodrecem no sistema sem ver um médico por anos?
O que se vê é uma zombaria com a inteligência do eleitor. Esses parlamentares não estão defendendo o princípio da dignidade humana; estão defendendo um CPF específico. Se estivessem preocupados com a “degradação humana”, estariam propondo reformas estruturais no sistema que hoje funciona como um depósito de gente, com taxa de reincidência de 46%.
O “Estado de Coisas Inconstitucional” e a Hipocrisia
A Constituição Brasileira proíbe tratamentos cruéis e degradantes. No entanto, para o “centrão” e a ala radical do parlamento, o cumprimento da pena só é “cruel” quando o condenado é um dos seus.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Está detido em um batalhão da PM. A disparidade entre a sua situação e a de um jovem negro preso com pequena quantidade de entorpecente em um presídio superlotado é o retrato de um Brasil que ainda não superou seus privilégios de casta.
Conclusão: Quem Luta pelos “Invisíveis”?
A história julgará esses 178 deputados. Não pelo pedido em si, mas pela omissão covarde diante do massacre diário que é o sistema prisional brasileiro. Quem não se indigna com a tortura de 900 mil não tem autoridade moral para pedir clemência para um só.
A justiça deve ser cega, mas o parlamento não pode ser caolho, enxergando apenas a dor de quem lhe garante votos e ignorando a miséria de quem não tem voz.
Blog do Montalvão: Denunciando a hipocrisia e defendendo a justiça para todos.
“A história julgará esses 178 deputados. Não pelo pedido em si, mas pela omissão covarde”
Seu autor, você tem razão: o povo tem representantes, mas não valem papel higiênico usado, a julgar pela utilidade pública desses digníssimos.
E o que mais nos desanima é que eles não serão julgados pela história porque nem isso temos!
Porque esses desgraçados e patife não se uniram para promover uma verdadeira justiça em favor das pessoas que estão presas , sem sequer terem idos a juízo e muito menos terem uma acusação , com o agravante de que muitos desses inocentes , sofreram todos os tipo de sevícias e maus tratos , dentro das cadeia e dos presídios Brasil afora , ao invés de se unirem para livrar esse pilantra , canalha jair bolsonaro , que desonrou e desrespeitou o cargo e o povo Brasileiro .
Mensalão, Petrolão e “Aposentão” devem ser esquecidos ? Ah, ainda há o Big Master.
Esse caso da prisão domiciliar de Bolsonaro, que ao que tudo indica e até às pedras das ruas sabem, será concedida a qualquer momento pelo ministro Alexandre de Morais, muito mais pela articulação da esposa, Michele Bolsonaro e do governador Tarcísio de Freitas, que tem uma contrapartida. Cessar os ataques do PL, na figura do ministro Morais na imprensa e nas redes sociais. Realmente, até Flávio 01 e Carlos Bolsonaro 02 e Eduardo 03, estão na muda, quando se trata do ministro Morais.
Quando Bolsonaro sair da UTI, vai para a prisão domiciliar na sua mansão em Brasília, para fazer campanha presidencial para o filho Flávio e articular as candidaturas a governador e ao Senado para obtenção da maioria no Congresso.
Bolsonaro sabe, que muitos políticos não querem conversar com ele na prisão da Papudinha, porque isso tira votos em ano de eleição. O povo vai associar o político que entra na prisão como um réu visitando outro réu.
Na mansão de Brasília, aí é outra história. Fazem tudo de caso pensado para enganar o eleitor
Os 178 deputados da oposição lutam desesperadamente pela prisão domiciliar de Bolsonaro em causa própria. Porque querem ele apoiando a candidatura dessa gente mesquinha e aproveitadora e na outra ponta esquecem a gente simples, a Débora do Batom, o pedreiro que destruiu o relógio suíço, a velhinha de Ubatuba, que sentou na cadeira do ministro do STF, esses presos e essas presas, podem mofar na cadeia, porque os 178 da oposição, a maioria do PL , não estão nem aí, para essa gente tosca, que acreditou em Golpe de Estado com Bolsonaro no Poder. E se deram mal, literalmente, de arrependimento. Mas, agora nada há mais o que fazer. Foram abandonados à própria sorte. Que sirva de lição.
Impossível esquecer: o ladrão visitou o Complexo do Alemão (*), a gorda porca o Complexo da Maré e o xerife corrupto veio ao RJ tomar satisfações porque 121 bandidos morreram em uma operação policial.
(*) Entende-se, portanto, o empenho “comovente” (ou “comomente”) nas defesas de PCC e de CV.