Fim da picada! Salário de R$ 46,3 mil é insuportável, afirma líder sindicalista

Contexto Geral - 01.05.2022 - Alison Souza ( Presidente do Sindilegis)

Presidente do Sindilegis quer enriquecer com salário 

Andre Shalders
Metrópoles

Para o presidente do Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis), Alison Souza, o teto constitucional do serviço público, hoje em R$ 46,3 mil, “não é suportável” pelas carreiras do serviço público, e algumas parcelas adicionais, como as funções comissionadas, deveriam estar fora do teto.

“Eu fui enfático na defesa de que não é mais suportável, pelas carreiras, a não recomposição inflacionária (reajuste) ao teto remuneratório”, disse Alison durante uma reunião online com servidores representados pelo Sindilegis nesta terça-feira (24).

FORA DO TETO – “A outra questão que a gente defendeu é que as funções de confiança sejam consideradas fora do teto, embora devam ser consideradas remuneratórias”, diz ele. A diferença é que verbas indenizatórias não pagam Imposto de Renda. Cargos de confiança incluem um pagamento adicional que alguns servidores recebem para exercer funções de chefia ou de assessoramento.

À coluna do Metrópoles, Alison disse que levou essas propostas do Sindilegis ao grupo de trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF) que tratou do teto constitucional e dos penduricalhos.

Nesta quarta (25), o STF fixou regras mais rígidas para os penduricalhos de magistrados e integrantes do Ministério Público. Agora, esses penduricalhos só poderão chegar, no máximo, a 35% do teto atual.

CHEGAR AO TETO – “Se o teto tivesse sido reajustado pela inflação, não reclamaríamos do teto. Não fomos nós que chegamos ao teto, foi o teto que chegou até nós”, disse ele à coluna.

“O que nós defendemos é que a política remuneratória do Estado brasileiro garanta a justa recomposição inflacionária, que é o que todo trabalhador defende; não é nada diferente do que todos os trabalhadores do país querem, inclusive para os que ganham o teto”, disse Alison.

O presidente do Sindilegis disse também que os salários no Poder Legislativo estão perdendo a atratividade. “De 2016 a 2025, a inflação foi de cerca de 64% no acumulado (IPCA). O aumento dos servidores do Legislativo federal foi de 44%. Ou seja, em 10 anos, tivemos reajuste salarial 20% abaixo da inflação. Nós não estamos tendo, portanto, nenhum aumento extraordinário”, disse ele.

GANHAR MAIS – Segundo Alison, é natural que os servidores do Legislativo federal ganhem mais do que os servidores que atendem o público.

“Nós estamos falando de servidores que trabalham com leis complexas para o nosso país, para o setor produtivo, para a indústria, para a área de serviços, para o agro. Estamos falando de servidores desse nível, meu caro. Você não está falando de um servidor que está sentado atrás de um balcão fazendo atendimento”, disse ele.

No entanto, segundo o presidente do Sindilegis, não se trata de desvalorizar os servidores que fazem atendimento ao público.

COMPLEXIDADE – “Eu disse que a complexidade do trabalho realizado por essas pessoas exige remuneração adequada. Entendeu? Exige remuneração adequada. Um advogado na iniciativa privada, por exemplo, se for mediano, ganha muito mais de R$ 40 mil por mês. Mediano. Se ele pegar uma causa complexa, ganha milhões”, disse ele.

À coluna, Alison também argumentou que as remunerações no serviço público precisam ser altas para evitar a corrupção.

“Eu desejo que um auditor (do TCU) que vai fazer uma auditoria na Petrobras seja um profissional com um salário que o torne independente, menos corruptível, menos capturado. Porque, senão, isso é o quê para o país? Um atraso de vida. Esse cara vai, na verdade, começar a fazer o quê? Acordos por fora para poder ganhar dinheiro”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Enviada por José Perez, sempre atento aos interesses nacionais, a reportagem é estarrecedora.  Chega a ser inacreditável a insensibilidade desse líder sindical.  E o pior é que ele não está sozinho. Os juízes, procuradores, promotores e defensores públicos têm a mesma opinião. Aliás, os servidores do Executivo não ficam atrás. Também querem mamar nas tetas da Viúva, como se o leite jamais fosse acabar. (C.N.)

7 thoughts on “Fim da picada! Salário de R$ 46,3 mil é insuportável, afirma líder sindicalista

  1. Presidente do Sindilegis quer enriquecer com salário

    Sr, Newton

    Essa raça maldita sanguinolenta e sanguinária estão se lixando para o preto, branco, pobre e favelado que sobrevivem com um aumento de 103,00 no salário minimo…

    Aquele papo de vamos cuidar dos pobres fica apenas no palanque nos discursos diarrelicos do Pai da Mentira…

    E podem esquecer a picanha, com certeza não vai fazer parte do cardápio dos pobres….

    O que esperar de um pelego desgraçado desse.??

    desanimador

    aquele abraço…

  2. Boa tarde, agradeço a citação. Esse sujeito completamente alienado da real situação do país e do sofrido trabalhador brasileiro deveria pedir as contas e mostrar que não é mediando vindo a faturar seus milhões também na advocacia. Chega a ser desumana uma fala dessa. Esse teto já é muito alto. 20 vezes maior que o salário médio do trabalhador brasileiro.

  3. Os juízes e promotores brasileiros vão muito além.

    Não são servidores, mas agentes políticos vitalícios acima da Lei, da Constituição e da moral.

    O STF é apenas a ponta do iceberg.

    Hoje o Judiciário do Brasil funciona apenas para a fraude processual e o confisco particular do patrimônio de inocentes.

    É o Estado nas mãos de bandidos vitalícios, sem nenhum limite ao poder arbitrário e sem voto.

    • E o CNJ é uma piada.

      Uma aberração.

      Pior até do que as Corregedorias viciadas e dominadas por bandidos de toga.

      Um puxadinho do STF.

      A Reforma do Judiciário de 2004 foi fake, para inglês ver.

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