
Lula mira eleitores fora da bolha
Jeniffer Gularte
O Globo
Com o crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenções de voto ao Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aposta no endurecimento do discurso sobre segurança para buscar uma aproximação com o eleitor de centro. O petista já fez uma inflexão para incorporar um tom punitivista nas falas, e o movimento vai aumentar.
De acordo com a avaliação, a mensagem dialoga com o temor de grande parte da população: uma pesquisa Quaest do final do ano passado mostrou que 30% dos brasileiros afirmam que a violência é a sua principal preocupação.
EMPATE TÉCNICO – Um outro levantamento despertou mais preocupação: o Datafolha divulgado no último sábado mostrou Flávio numericamente à frente pela primeira vez, com 46% no segundo turno, contra 45% do petista, uma situação de empate técnico. Os dados revelaram ainda que 48% dos eleitores dizem não votar em Lula de jeito nenhum, enquanto 46% rejeitam o senador.
Na semana passada, em entrevista ao ICL Notícias, o presidente adotou a lógica do “prende e solta”, frequentemente usada pela direita para criticar a impunidade em crimes violentos: “Precisamos ter uma discussão profunda sobre o papel do Poder Judiciário. Os governadores todos se queixam: a polícia prende um ladrão, e dependendo da fama dele, é solto no dia seguinte”.
Dias antes, ao abordar o aumento no preço dos combustíveis, alguns abusivos, em decorrência da guerra no Oriente Médio, o presidente já havia afirmado que seria necessário “colocar alguém na cadeia”.
VIOLÊNCIA DE GÊNERO – Lula também deve passar a defender o endurecimento de penas para agressores de mulheres. Embora tenha incluído em suas falas públicas o combate à violência de gênero, o entorno avalia que o petista precisa ser mais enfático quando abordar a punição dos agressores, algo defendido pela maioria da população.
Auxiliares veem essa fase como um teste para o discurso estar repaginado ao longo da corrida eleitoral. Tratar criminosos com mais rigor tornou-se ponto central da estratégia que busca eleitores não tão alinhados a Flávio. As falas mais veementes devem ser direcionadas a pedófilos, integrantes de facções e agressores, afastando a imagem de benevolência da esquerda com o crime.
Roubos de celular também vão entrar no discurso. Internamente, a campanha fala em “modernizar” o diálogo, o que, na prática, tem sido lido como o desafio do PT de atenuar a defesa de bandeiras históricas, voltadas para questões humanitárias de presos.
MINISTÉRIO – O presidente voltou a defender a criação do Ministério da Segurança Pública, o que já havia prometido em 2022. O argumento é que agora a pasta pode sair do papel depois da aprovação da PEC da Segurança, que já passou pela Câmara e aguarda a análise do Senado.
“Estamos aspirando soluções de segurança baseada em evidência e em diálogo com Congresso. Ainda que isso signifique uma espécie de ênfase na expectativa da população, não é algo gratuito. É política baseada em evidência, com rigor e austeridade no combate ao crime organizado”, afirmou o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.
AGILIDADE – Integrantes da base do governo no Congresso afirmam que o movimento precisa ser feito com mais velocidade. “Lula precisa rapidamente começar a falar para fora da bolha e trazer o discurso de punitividade na segurança”, afirma o líder do PDT na Câmara, Mário Heringer (MG).
Outro grupo de aliados vê a mudança como um “cavalo de pau” arriscado, mas concorda com a necessidade de Lula explorar temas que a direita pauta com mais facilidade, como segurança, família, religião e propriedade.
Outro corruPTo…
Ex-presidente da OAB recebeu R$ 1,5 milhão do Banco Master
Felipe Santa Cruz recebeu dois pagamentos de R$ 776 mil cada
https://pleno.news/brasil/politica-nacional/ex-presidente-da-oab-recebeu-r-15-milhao-do-banco-master.html
Castro diz que faltará à CPI do Crime Organizado por ‘lombalgia aguda’
Tradução:
Tá sentindo furando no lombo…
A polarização continua só que de outra forma: entre Barba e o Antipetismo.
Ponto fraco: Flávio tem muitos ‘esqueletos’ no armário
Não demorou para que o passivo do senador – sobre rachadinhas e milicianos – começasse a aparecer. E o candidato, ao dizer que não sabia de nada, escolheu ofender a inteligência do eleitor
Até aqui, Flávio estava muito confortável na condição de principal candidato da oposição à Presidência.
Ungido pelo pai, o ex-mito, Flávio nem precisou se mexer muito para alcançar pontuação nas pesquisas de intenção de voto, a ponto de instaurar o pânico nas hostes petistas e de alimentar prognósticos otimistas sobre suas chances de vitória.
O problema, para Rachadinha e seus animados cabos eleitorais, é que em algum momento o candidato começaria a ser questionado sobre seus projetos, suas qualidades e, não menos importante, seus esqueletos no armário.
E nem demorou muito: em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., no dia 6 passado, Flávio foi questionado sobre as investigações que apontaram a prática de “rachadinha” em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) quando era deputado estadual.
Ao contrário do que o nome pitoresco pode sugerir, “rachadinha” não é prática desimportante. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu denúncia contra Flávio sob a acusação de que ele seria o líder de uma organização criminosa dedicada à apropriação de salários de assessores.
Calcula-se que a “rachadinha” tenha desviado R$ 6 milhões em recursos públicos para os bolsos de seus beneficiários. No centro do esquema criminoso estava, segundo o MPRJ, o notório Fabrício Queiroz, principal assessor de Flávio na Alerj, ex-policial militar e longa manus do clã Bolsonaro.
Tudo isso está fartamente documentado, conforme revelou o Estadão quando trouxe o caso à luz, em 2018, Reforçando ainda mais a suspeita de que Flávio participou diretamente de um esquema de peculato, entre outros crimes.
Flávio não foi “inocentado” de nada, pois ele nem sequer foi julgado, também graças a filigranas jurídicas.
Mas há outros esqueletos relevantes no armário de Flávio. Por exemplo, sua perturbadora relação com milicianos do Rio de Janeiro.
Em discurso em 2007, o então deputado estadual qualificou a milícia como “novo tipo de policiamento”, em que “um conjunto de policiais (…), regidos por uma certa hierarquia e disciplina”, busca, “sem dúvida, expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos”.
E acrescentou: “Eu, por exemplo (…), gostaria de pagar R$ 20, R$ 30, R$ 40 para não ter meu carro furtado na porta de casa, para não correr o risco de ver o filho de um amigo ir para o tráfico, de ter um filho empurrado para as drogas”.
Em outras palavras, Flávio Bolsonaro considera legítimo que policiais se juntem para cobrar de moradores de favelas pelo serviço de segurança que eles já recebem salário do Estado para executar. É o elogio à máfia.
Não bastasse isso, Flávio condecorou diversos policiais suspeitos de pertencerem às milícias e aboletou em seu gabinete na Alerj a ex-mulher e a mãe de um dos mais cruéis milicianos do País, Adriano da Nóbrega.
Parece claro que a zona de conforto de Flávio é bem menor do que ele imaginava.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Opinião, 13/04/2026 | 03h00 Por Editorial
Além de muitos outros.
Segundo dirigentes do próprio PL, o telhado de vidro da campanha de Flávio é a sua relação com o advogado Willer Tomaz.
De acordo com informações da PF, Tomaz pagou R$ 120 mil a Milton Salvador de Almeida Júnior, um dos operadores financeiros do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Fonte: O Globo, Política, 13/04/2026 11h00 Por Thomas Traumann
2026: a eleição da rejeição
Resumo da pesquisa Datafolha: 48% não querem votar em Barba; 46% não querem votar em Rachadinha e 2% não sabem.
São esses 2% que vão decidir o resultado em outubro.
Fonte: O Globo, Política, 13/04/2026 11h00 Por Thomas Traumann
Segundo dirigentes do próprio PL, o telhado de vidro da campanha de Flávio é a sua relação com o advogado Willer Tomaz.
De acordo com informações da PF, Tomaz pagou R$ 120 mil a Milton Salvador de Almeida Júnior, um dos operadores financeiros do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Fonte: O Globo, Política, 13/04/2026 11h00 Por Thomas Traumann
Ao fim e ao cabo todo esquerdista tem o viés científico de verificar como antropologista e ortopedista as ossadas humanas mais conhecidas com esqueletos.
O que é um esqueleto na visão de um esquerdista? Ele é algo que se pode denunciar para atender algum fim, na hipótese do esqueleto denunciar um crime que possa ser usado como prova contra o próprio antropologista, é descartado de imediato.
O bom esqueleto é aquele em que o delegado sabe procurar o cadáver do afogado rio abaixo. quando o esqueleto é péssimo o esquerdista manda o delegado procurar o mesmo cadáver rio acima.
Fonte, eu mesmo, James.
Cinco mandatos (20 anos), e não resolveu o problema da Segurança e nunca vai resolver…
Tem várias diárreias que o Ladrão soltou pela boca em defesa dos bandidos que tocam o terror na população..
Como vai “”endurecer” contra o crime que o próprio Ladrão é o crime em pessoa e protege seus “parças”….?
Lula diz: “Não posso ver mais jovem de 14 e 15 anos assaltando e sendo violentado, assassinado pela polícia, às vezes inocente ou às vezes porque roubou um celular”.
Roubo de celular será observado na campanha do pai exemplar de todos os ladrões do objeto. E se for seguido pela compra da cervejinha com a venda do produto do roubo ?