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Cientista político diz que“atalho cognitivo”foi aberto por Bolsonaro
Rafaela Gama
O Globo
O cientista político Leonardo Avritzer, professor da UFMG e coordenador da pesquisa “A Cara da Democracia”, afirma que foi aberto “um atalho cognitivo” pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, ao ser eleito em 2018, que passou a facilitar a autoidentificação de mais eleitores brasileiros com a direita.
Em seu novo livro, “O golpe bateu na trave” (Autêntica), que será lançado nesta terça-feira, o pesquisador analisa o impacto provocado pelo tempo de Bolsonaro na presidência e como a democracia sobreviveu em meio à tentativa de ruptura institucional após sua derrota em 2022.
O que explica o crescimento da autoidentificação ideológica no país?
Desde 2018, o que praticamente deixou de existir são pessoas que dizem “não sei” quando perguntadas sobre autoidentificação. Esse número era muito grande, e a maioria passou a se identificar com o campo da direita, como um dos grandes resultados do surgimento do bolsonarismo.
Ele criou um atalho cognitivo ao passar a dizer: “Se você é contra o aborto, contra adoção de crianças por casais gays, contra casamento de pessoas do mesmo sexo, você é de direita”. Isso aumentou o contingente de pessoas que se declaram dessa forma e que hoje têm grande representação, por exemplo, no Congresso Nacional.
Como ficam essas forças políticas após a condenação do ex-presidente?
O julgamento tira o Jair Bolsonaro da cena política. A gente já está assistindo isso neste último mês. Ele não aparece, não se expressa, e isso coloca para a direita brasileira a tarefa de se constituir num momento pós-Bolsonaro. Ainda assim, seria ingênuo achar que ele não vai ter influência na eleição. Pelo contrário, as nossas pesquisas mostram que ele é o principal eleitor no campo da direita.
E existe bolsonarismo sem Bolsonaro?
Essa é uma das grandes perguntas da conjuntura. Como eu mostro no livro, Jair Bolsonaro realizou um empreendimento bastante difícil, que a direita brasileira, ao longo dos últimos 60 anos, não conseguia fazer. A questão é: esse movimento vai continuar existindo? Certamente vai.
A dúvida é qual será o papel dele nesse movimento. A gente vê movimentações diferentes, inclusive o próprio governador do Rio, por exemplo, que reconhece sua atuação depois da megaoperação no Rio como um marco da independência em relação ao Bolsonaro. Esse parece ser também o objetivo de Tarcísio de Freitas, Romeu Zema e outras lideranças de direita.
O que esperar da disputa eleitoral do próximo ano?
No campo das forças democráticas, essa eleição vai ocorrer num ambiente político mais estabilizado. Acho que dificilmente, independentemente do resultado, teremos um momento como o de 2022, de mobilização contra o que foi decidido nas urnas. A democracia não é o governo da maioria, é o governo de todos. É importante existir forte aceitação dos resultados.
“”O esquema tem financiado o crescimento das organizações de esquerda até o ponto em que só elas, e mais partido nenhum, podem apresentar candidatos à presidência;
As verbas do Estado brasileiro têm sido usadas generosamente para salvar o movimento comunista na América Latina e na África, injetando vida nova em regimes ditatoriais economicamente moribundos;
Essas mesmas verbas alimentam o crescimento da “revolução cultural” gramsciana em todas as áreas da vida social, promovendo sistematicamente a derrubada dos valores que na perspectiva gramsciana representam a “ideologia burguesa”;
O dinheiro público fomenta o crescimento ilimitado de “movimentos sociais” criminosos, cada vez mais reconhecidos como entidades imunes à aplicação das leis.
E por aí vai. As vantagens financeiras que alguns banqueiros e empresários têm levado nesse esquema não são nada mais que as migalhas que o próprio Lênin recomendava atirar a uma burguesia idiota o bastante para abdicar de todo poder político próprio – e até de um discurso ideológico próprio – em troca de um dinheiro sujo que só serve para escravizá-la cada vez mais à liderança esquerdista.
É só suprimir esses fatos, e pronto: transferida a patifaria lulista para a “direita”, o público está preparado para contentar-se com um antipetismo higienizado, castrado, apolítico, incapaz de trazer qualquer dano às organizações de esquerda, mas bem capaz de salvá-las do desastre que elas mesmas criaram”
— Olavo de Carvalho (2015)
DOM PEDRO II – hoje – aniversário – 02/12/1825 – 200 ANOS – Cognominado “o Magnânimo”. Chame de crescimento da autoidentificação ideológica no país ou encontro com a verdade histórica.
O pesadelo chamado República segue sendo obstáculo para que acionemos alavancas para o desenvolvimento do país.
Hoje, principalmente, temos o que lembrar e recuperar memórias para nossa inspiração.
Trata-se do ESTADISTA maior de nossa história: Dom Pedro II. Monarca SEM FILIAÇÃO PARTIDÁRIA. Incentivador da ciência, educação e artes, da modernização do país com a construção de ferrovias e telégrafos, e da abolição da escravatura. Seu governo foi marcado por um período de estabilidade política, embora tenha enfrentado a Guerra do Paraguai, e foi fundamental para a manutenção da unidade nacional.
O professor… afirma que foi aberto “um atalho cognitivo” pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, ao ser eleito em 2018.
Sério, seu autor? Táí, eu julgava ter sido um desastre moral e intelectual o resultado da presidência do dito cujo.
Nós brasileiros somos cândidos, humildes, mas não tão estúpidos a ponto de aceitarmos o comportamento do famigerado ex presidente como exemplo de perfil de direita ou de esquerda. Ele foi tosco, confuso, mal preparado e complexado. Dito frontalmente.
E o outro? Também se enquadra nos mesmos moldes com a diferença de ter um dedo a menos!
Um petista de carteirinha. Ainda bem que existe o papel que aceita tudo. Até o papel higiênico.
Seu Ricardo, lamento, mas o senhor está equivocado. Leia o último parágrafo.
O outro sem um dedo, seu Ricardo, é o líder do PT! Portanto, eu quis dizer que os dois não têm qualificação para nos representar!
Abraços e viva o Brasil!