Promiscuidade indica que delação de Vorcaro poderá se tornar uma farsa brutal

Moraes e PF antecipam conclusão ao atrelar atentado ao 8/1 - 17/11/2024 - Poder - Folha

Andrei (investigador) e Moraes (investigado) na mesma mesa

 

Carlos Newton

A colaboração premiada, prevista na Lei 12.850/2013, nasceu como instrumento de revelação da verdade. Mas não foi isso que ocorreu na operação Lava Jato. Foi  anulada uma quantidade enorme de delações e os colaboradores passaram a gozar de impunidade junto com os delatados. No final do filme, todos escaparam.

José Luís Oliveira Lima, o experiente advogado de Daniel Vorcaro. conhece bem essa realidade, pois coordenou a delação de Leo Pinheiro, que comandava a OAS. O empreiteiro delatou nada menos que Lula, mas anos depois confessou que era tudo mentira.

TOFFOLI, TAMBÉM – O mesmo empreiteiro Léo Pinheiro já havia delatado o Ministro Dias Toffoli e deve ter se retratado nisso também, porque não gerou investigação alguma.

Agora. Vorcaro promete delatar prefeitos, governadores, deputados, senadores, dirigentes do Banco Central, e provavelmente vai entregar até seus sócios e secretárias. O difícil mesmo será vermos Vorcaro delatar ministros do Supremo Tribunal Federal perante o procurador-geral da República e o diretor da Polícia Federal.

Em recente festividade, na comemoração do aniversário do ministro aposentado Luís Roberto Barroso, em sua residência, em Brasília, lá estavam Alexandre de Moraes e o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues,  na mesma mesa, junto com o deputado Hugo Motta e o senador Rodrigo Pacheco, como se o ministro do STF não tivesse relação alguma com as investigações em curso pela PF. 

MINISTROS INTOCÁVEIS – Não é fácil realmente o papel do advogado de Vorcaro. Melhor delatar o Congresso Nacional inteiro e deixar ministros do STF de fora. A delação garante o direito de retomar para casa e uma substancial redução da pena.

Provavelmente nenhuma autoridade estará preocupada com questões patrimoniais secundárias, como a devolução dos recursos desviados. Dirão que é um problema cível, enquanto a delação seria apenas criminal.

O fato concreto é que não se pode descartar que Vorcaro ainda saia bilionário desse imbróglio. E quem sabe tenha participação em direitos na venda de informação para produzir alguma série para a Netflix, onde as festas, orgias, sexo, drogas e rock and roll farão muito sucesso.

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P.S.
  – Sinceramente, Luís Roberto Barroso prestou um tremendo desserviço ao país. Como se atreveu a convidar para a mesma festa o investigador e o investigado? Por que colocá-los na mesma mesa? Essa promiscuidade é altamente lamentável e perigosa, pois demonstra que a delação de Vorcaro pode ser uma farsa monumental. O festivo episódio indica que as autoridades carecem de dignidade, de dedicação à lei e de respeito ao interesse público. É única leitura que se pode fazer desse tipo de episódio. (C.N.)

Kassab, o senhor dos anéis, sempre dá um jeito de levar vantagem nas eleições

Charge: Vencedor - Blog do AFTM

Charge do Cazo (Blog do AFTM)

Carlos Newton

Na política brasileira, há muitos “donos” de partidos, mas não existe ninguém como Gilberto Kassab. Ele entrou na política em 1989, pelas mãos de Guilherme Afif Domingos, que presidia em São Paulo o PL, partido criado pelo deputado Álvaro Valle. Depois, foi para o PFL, que se tornou DEM, e nele ficou até 2011, quando era prefeito de São Paulo, uniu-se a dissidentes de diversas siglas e recriou o  Partido Social Democrático (PSD).

Desde então, Kassab é o presidente e vive às custas da sigla, que se tornou o partido de maior crescimento no país. Em 2024, conquistou a prefeitura de 887 municípios, sendo cinco capitais, o que representou aumento de 35% em relação ao pleito de 2020.

DONO DO PARTIDO – Kassab vive em função do PSD e levou o partido a uma política adesista, sob a justificativa de que “o PSD não é de direita nem de esquerda”. Essa vocação de equilibrista faz com que o partido sempre apoie presidentes, governadores e prefeitos de outras siglas, e assim o PSD vai dominando cada vez mais os cabides do poder.

Nas eleições de 2022, a sigla lançou uma quantidade expressiva de candidaturas próprias a governos estaduais, resultando na eleição de dois governadores no primeiro turno.

E agora, na eleição presidencial, pela primeira vez Kassab muda de estratégia, por sentir que há espaço para uma terceira via que enfrente a polarização entre bolsonaristas e lulistas. Com a desistência de Ratinho Júnior, o próprio Kassab, que no PSD é uma espécie de senhor dos anéis, vai decidir se escolhe Ronaldo Caiado, de Goiás, ou Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e a candidatura será para valer, no primeiro turno.

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P.S. –
Não importa o candidato que venha a ser escolhido, seja Caiado ou Leite. O objetivo maior de Kassab é sempre marcar presença. Vai trabalhar pela vitória, é claro. No entanto, caso o candidato do PSD não chegue ao segundo turno, não tem problema, porque o partido vai retomar o velho hábito de não apoiar nenhum dos candidatos e esperar a apuração das urnas, para então declarar seu amor eterno ao vencedor, não importa se for Lula da Silva ou Flávio Bolsonaro. De uma forma ou outra, o grande vencedor será sempre Kassab, que então vai ficar à frente de algum ministério importante. E vida que segue, como dizia João Saldanha, que faz uma falta danada em ano de Copa. (C.N.)

Fábio Faria se arriscou no Caso Master operando para o seu tio, que chefia o clã

Ricardo Faria, chefe do clã, só é fotografado de surpresa

Carlos Newton

Causam estarrecimento as revelações do conteúdo do primeiro celular do banqueiro Daniel Vorcaro a ser periciado, por exibir suas ligações com políticos e autoridades dos três Poderes. A expectativa é enorme e ainda faltam ser examinados outros sete celulares, inclusive o telefone usado pelo capanga Sicário, que morreu ou foi suicidado na Polícia Federal de Belo Horizonte, digamos assim, porque até hoje as imagens dele não foram exibidas, embora não haja o menor motivo para sigilo.

Conforme informamos aqui na Tribuna da Internet nesta segunda-feira, dia 23, um dos políticos citados pela Polícia Federal é o ex-deputado federal Fábio Faria (PP-RN), cujos diálogos mostram ser íntimo do dono do banco Master.

ENORME REPERCUSSÃO – As notícias do envolvimento do ex-parlamentar estão tendo enorme repercussão no Rio Grande do Norte, porque a família de Fábio Faria é uma das mais atuantes e poderosas da política estadual, rivalizando na direita com os tradicionais Maia, Rosado e Alves, enquanto a esquerda é dominada pelo PT.

O chefe do clã é o empresário Ricardo Mesquita de Faria, tio de Fábio, que nas últimas décadas comanda o espantoso enriquecimento da família.

Para garantir influência política, em 1986 Ricardo elegeu o irmão Robinson, pai de Fábio, como deputado estadual. Foram sete mandatos seguidos, até Robinson conquistar o governo estadual em 2015, enquanto o filho Fábio se elegia deputado federal em quatro legislaturas.

NA ERA SARNEY – As informações que recebemos aqui na Tribuna são de que o enriquecimento começou lá atrás, no governo Sarney, quando o empresário Ricardo Faria tornou-se diretor financeiro da Embratur, presidida por João Dória, e a gestão deles acabou sendo investigada pelo Tribunal de Contas da União. Aliás, por coincidência, é claro, Dória também é ligado a Vorcaro e aparece no celular dele.

Assim, a família Faria sempre esteve envolvida em corrupção e escapou por pouco da Lava Jato, quando foi investigada por determinação do procurador-geral Rodrigo Janot. Nas planilhas da Odebretch, Fábio era apelidado de “Bonitão”, e seu pai Robinson aparecia como “Bonitinho”.

Na mesma época, o Ministério Público Estadual chegou a denunciar Robinson Faria por desvios e lavagem de dinheiro, mas ele também conseguiu escapar. Receosa, a família então passou a operar cada vez mais discretamente, o chefão Ricardo Faria mudou-se para o eixo Rio-São Paulo, raramente volta a Natal e não gosta de ser fotografado.

COM VORCARO – O grande erro da família foi essa ligação com Daniel Vorcaro. A perícia no primeiro celular exibe diversas conversas com Fábio Faria, que se mostra íntimo do banqueiro e também de Dias Toffoli, a ponto de se oferecer para fazer a reaproximação entre os dois, que estavam meio agastados desde a negociação do resort Tayayá.

Nas mensagens, Vorcaro diz que Toffoli poderia mudar o voto numa ação indenizatória da usina Alcídia, que pertence à Odebrecht.

“Quem foi esse cara que te falou que o Toffoli mudou?”, perguntou Fábio Faria, e o banqueiro então citou o advogado Carlos Vieira, filho do atual presidente da Caixa Econômica Federal, vejam a que ponto de promiscuidade chegamos.

PROPINA DA JBS – Em Natal, o jornalista Rafael Duarte, da agência Saiba Mais, diz que as acusações à família Faria se acumulam. Ele conta que, em meio ao escândalo protagonizado por Joesley Batista durante o governo Temer, em 2017 o delator Ricardo Saud revelou o acerto de uma propina de R$ 10 milhões para o então deputado Fábio Faria.

Em troca, segundo a delação, uma empresa do grupo JBS privatizaria a empresa estadual de água e esgotos (CAERN).

No Supremo, a ministra Rosa Weber arquivou a questão, alegando falta de provas, porque o negócío não se concretizara, embora o próprio Joesley Batista tenha confirmado em juízo a propina, que fora feita num jantar em sua casa, em São Paulo, que ele ofereceu a Fábio, sua mulher Patrícia Abravanel e o pai dele, Robinson Faria, então governador.

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P.S. –
A conclusão de tudo isso é que Fábio Faria é um pobre menino rico, casado com uma mulher mais rica ainda. Portanto, não tem o menor motivo para se corromper, mas se arrisca a ser incriminado nessa investigação do Master, enquanto seu tio, Ricardo Mesquita Faria, que leva a maior parte da pilhagem, acredita que nunca poderá ser alcançado pela lei. (C.N.)

Tudo por dinheiro! PF investiga um genro de Silvio Santos, envolvido no caso Master

PGR pede reabertura de inquérito contra Fábio Faria por propinas da Odebrecht – CartaCapital

Fábio Faria atuava no STF em defesa de Daniel Vorcaro

Carlos Newton

A política brasileira está cada vez mais surrealista, devido à abrangência do escândalo do banco Master, que incrimina autoridades dos Três Poderes, incluindo dois ministros do Supremo – Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. E as apurações a cargo da Polícia Federal estão enveredando por cenários verdadeiramente inesperados.

É o caso da investigação sobre o ex-deputado Fábio Faria (PP-RN), casado com Patrícia Abravanel, apresentadora de programas no SBT. Segundo a força-tarefa que apura o escândalo, o genro de Silvio Santos era íntimo do banqueiro Daniel Vorcaro e aparece diversas vezes nas mensagens dos celulares do dono do Master.

FARIAS OU FARIA? – O ex-deputado Fábio Faria é filho do político Robinson Farias, que passou a assinar “Faria” para simular parentesco com Wilma Faria, então governadora do Rio Grande do Norte, e ganhar votos dos eleitores dela. Com essa manobra, cresceu na política como deputado, presidiu a Assembleia, foi eleito vice-governador e depois tornou-se governador.  

Robinson Farias (ou Faria) elegeu seu filho Fábio deputado federal em 2006 e lhe garantiu mais três mandatos. Em 2022, porém, Robinson sentiu que perderia a eleição ao Senado e decidiu se candidatar à Câmara, fazendo com que o filho abandonasse a política e passasse a se dedicar exclusivamente aos interesses da família Farias (ou Faria).

Na Câmara, Fábio foi um fracasso e só conseguiu aprovar um projeto que considera relevante – a lei 13.111, em 2015, obrigando as agências a informar ao comprador a situação de regularidade dos carros e motos usados, como eventuais multas, impostos e taxas a pagar etc. E era chamado de galã, devido a seu sucesso com mulheres famosas, como a atriz Priscila Fantin e as apresentadoras Adriane Galisteu e Sabrina Sato, antes de se casar em 2017 com Patrícia Abravanel.

TUDO EM FAMÍLIA – A Polícia Federal já levantou que Fábio operava diretamente para o Master representando não somente o pai, mas também o tio, Ricardo Mesquita de Faria (ou Farias), responsável pelos nebulosos negócios empresariais da família, que incluem projetos conjuntos com Vorcaro, como a empresa Super Empreendimentos e Participações S/A.

Esta sociedade anônima é sediada em São Paulo, atua no setor de participações societárias e era administrada por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, embora esteja registrada em nome dos diretores Leonardo Augusto Furtado Palhares e Ana Claudia Queiroz de Paiva.

Os peritos da Polícia Federal já decifraram mensagens entre Fábio Faria e Vorcaro, que comprovam a atuação do ex-deputado como operador do banqueiro no Supremo e revelam sua intimidade também com o ministro Dias Toffoli. E surgem cada vez mais informações sobre a família Faria (ou Farias)

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P.S. –
É difícil saber se a arte imita a vida ou se ocorre o contrário, com a vida imitando a arte. Nesse intrigante episódio, é certo que vida e arte se misturam, com Fábio Faria demonstrando admiração enorme por Silvio Santos, a ponto de dar o nome de Senor Abravanel a um de seus filhos e também seguir o lema “Tudo por Dinheiro”. (C.N.)

Ao atacar o “JN”, advogado de Lulinha deixou Lula em uma péssima situação

César Tralli decide ir a evento na hora do JN e Globo teve que tomar atitude

Tralli foi o principal alvo dos ataques do advogado de Lulinha

Carlos Newton

Uma das organizações mais negativas, deploráveis, abjetas e repugnantes já criadas no Brasil, sem a menor dúvida, é o Grupo Prerrogativas, fundado em 2014 a pretexto de se tornar um “coletivo de advogados, juristas e acadêmicos progressistas”, que inicialmente se dizia focado na defesa das prerrogativas profissionais dos advogados.

Carinhosamente passou a ser chamado pelos mais íntimos de “Prerrô”, nome usado em seu site na internet – “https://prerro.com.br” – que divulga artigos, análises e editoriais de integrantes do grupo.

PODIA DAR CERTO – À primeira vista, a iniciativa tinha tudo para dar certo, caso cumprisse sua finalidade “progressista”, que indica um compromisso com um futuro melhor, mais justo e menos desigual.

Além disso, diz atuar “na defesa do Estado Democrático de Direito, da democracia, das instituições e do direito de defesa”. Mas todos esses ideais meritórios “non eczistem”, diria Padre Quevedo, que se orgulhava de ser desmistificador, um mestre em denunciar e desmascarar tudo o que é falso, enganoso ou ilusório.   

Na verdade, o Grupo Prerrogativas foi criado exclusivamente para defender os ardilosos direitos dos políticos e empresários corruptos, que foram apanhados em flagrante delito pela Operação Lava Jato e até confessaram seus crimes e devolveram bilhões de reais surripiados aos cofres públicos.

PRÓ-CORRUPÇÃO – Ainda não satisfeitos pela iniciativa de defender abertamente a corrupção, esses advogados do Prerrô passaram também a defender a libertação de Lula.

Com esse objetivo político, agiam como se aquelas condenações unânimes, decididas por magistrados diferentes, tivessem sido erros judiciários inaceitáveis, cometidos por dois juízes, três desembargadores do TRF e cinco ministros do STJ.

Assim, ficou comprovado que os integrantes do Prerrô jamais se empenharam no aprimoramento da Justiça; muito pelo contrário, eram meros defensores da corrupção como todo, para garantir polpudos honorários aos escritórios de advocacia.

IRONIA DO DESTINO – Lula ficou devedor desses enganadores que compõem o Grupo Prerrogativas e os ajudou como pôde, inclusive costuma recebê-los com toda honra e mordomia no Planalto e no Alvorada.

É claro que o presidente jamais poderia imaginar que fosse ser traído pelo insensatez do próprio líder do grupo de advogados, Marco Aurélio de Carvalho, que se ofereceu para defender Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na CPI do INSS.

Na semana passada, o ilustre causídico deu entrevista à revista petista Fórum e desancou a TV Globo, afirmando que a emissora está retomando os velhos métodos da Lava Jato e usa a imagem do filho para desgastar o presidente Lula e evitar sua reeleição.

ATAQUE AO JN – Carvalho desancou o Jornal Nacional, por ter exibido uma reportagem baseada a partir de “uma coincidência entre repasses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’, à empresa de uma amiga de Lulinha e pagamentos feitos por ela para uma agência de viagens”.

O advogado acusou a emissora de se associar ao bolsonarismo para repetir os tempos ‘tenebrosos’ da Lava Jato: “A Globo está tentando desgastar o governo atingindo a imagem do filho do presidente para novamente, de uma forma absolutamente inadequada, retomar o tema da corrupção”, afirmou Carvalho.

O resultado? É claro que Lula ficou furioso e obrigou o advogado a dar outra entrevista, no dia seguinte, para tentar diminuir o estrago provado pelo ataque gratuito à maior rede de comunicação do país. Porém, o mal já estava feito.

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P.S. – Já dissemos aqui que o falso defensor de prerrogativas mostra ser irresponsável e inconsequente, não tem a menor noção de política. Se tivesse um mínimo de discernimento, não compraria uma briga aberta contra a Organização Globo em pleno ano eleitoral. Com isso, vai dar uma ajuda formidável a Flávio Bolsonaro, do PL, e a Ratinho Júnior, do PSD, que devem ser os principais adversários de Lula. Comprem pipocas. (C.N.)

Tese de Gilmar é fazer com que vazamentos “anulem” processos contra Toffoli e Moraes

Tribuna da Internet | Gilmar errou! Não há “jurisprudência” para evitar absolvição de BolsonaroCarlos Newton

Em meio à gravíssima crise institucional do país, uma coisa é certa – a criatividade do ministro Gilmar Mendes não tem limites, na ânsia desesperada de salvar os amigos Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que estão envolvidos diretamente no escândalo do banco Master, enriqueceram ilicitamente e não têm a menor condição de serem integrantes do Supremo.

O decano do STF começou essa campanha na segunda-feira, dia 9, quando publicou um texto nas redes sociais para atacar os vazamentos de informações. E bateu pesado, dizendo que a exposição de conversas privadas sem qualquer relação com crimes é uma “gravíssima violação ao direito à intimidade” e uma “barbárie institucional” que extrapola os limites da lei e da Constituição.

LINCHAMENTO MORAL – “Ao transformar o que deveria ser uma investigação técnica em um espetáculo e em um verdadeiro ato de linchamento moral, o sistema incorre em nítida afronta à dignidade humana e aos direitos fundamentais”, acrescentou.

Na mesma postagem, Gilmar destacou a “necessidade inadiável” da aprovação de uma Lei Geral de Proteção de Dados Penais, para garantir que o tratamento das informações na esfera criminal não seja “subvertido em ferramenta de opressão”.

O ministro, que antes havia elogiado Dias Toffoli, na semana passada voltou à carga e fez um discurso em homenagem ao ministro Alexandre de Moraes, dizendo que “o Brasil deve muito a ele”, numa clara tentativa de fortalecer o corporativismo do Supremo, que está cada vez fragmentado. 

VOTO SOBRE PRISÃO – Em meio à crise era aguardado com ansiedade o voto de Gilmar sobre a prisão de Vorcaro, abordando a questão dos vazamentos. Porém, o ministro demorou a redigir o texto e, neste ínterim, o banqueiro do Master resolveu fazer delação premiada, alterando inteiramente o quadro.

O ministro então mudou a estratégia e passou a criticar o uso de prisões preventivas para forçar delações. “O apelo a conceitos porosos e elásticos para a decretação de prisões preventivas recomenda um olhar crítico. Afinal, em um passado recente, essas mesmas fórmulas foram indevidamente invocadas pela força-tarefa da Lava Jato para justificar os mais variados abusos e arbitrariedades contra aqueles que, ao talante dos investigadores, eram escolhidos como alvos de persecução penal ancorada em razões políticas e ideológicas”.

Mas Gilmar não deixou de mencionar a possibilidade de anulações. Disse ter sido provado que “juízes e procuradores [da Lava Jato] se desviaram da lei em nome de um messianismo punitivista” e “conduziram [os processos] a uma enxurrada de nulidades e, portanto, ao desperdício de investigações e decisões proferidas pela Justiça Federal de Curitiba”.

SONHO DE GILMAR – O fato concreto é que Gilmar Mendes se comporta como se o Brasíl fosse um país juridicamente atrasado e precisasse coibir qualquer vazamento, sob risco de possibilitar a anulação de inquéritos, incriminações, denúncias e processos. Mas isso não é verdade.

Basta conferir o que acontece em países desenvolvidos, especialmente em nossa matriz USA, onde vazamentos de informações sigilosas não anulam inquérito criminal ou processo, embora possam gerar consequências graves, incluindo sanções aos responsáveis e até exclusão de provas, em casos extremos.

Quando documentos secretos são vazados, o Departamento de Defesa ou o FBI geralmente abrem uma investigação criminal para identificar a fonte da falha de segurança.

SEM ANULAÇÕES – Somente se o vazamento resultar de uma busca e apreensão ilegal, sem mandado, é que a defesa pode pedir que as provas obtidas dessa forma sejam excluídas, o que não significa, de forma alguma, a anulação de inquéritos ou processos.

O foco do sistema judicial na matriz USA é punir quem vazou e avaliar se pode prejudicar um julgamento justo, sem necessariamente arquivar o caso por conta do vazamento, como Gilmar Mendes sonha implantar na filial Brazil.

REPARAÇÃO DE DANOS – Tanto na matriz quanto na filial , quem for prejudicado por vazamentos de dados confidenciais (por exemplo, fiscais) pode processar o governo, como tem ocorrido nos USA em ações contra a Receita Federal.

No momento, o presidente Donald Trump está processando a Receita Federal e o Departamento do Tesouro em US$ 10 bilhões, sob acusação de não terem impedido o vazamento de informações fiscais para veículos de imprensa entre 2018 e 2020.

O caso é muito diferente do inquérito sobre o banco Master. Em 2024,  Charles Edward Littlejohn, contratado da Booz Allen Hamilton, empresa de tecnologia de defesa e segurança nacional, que trabalhava para a Receita, foi condenado a cinco anos de prisão após se declarar culpado de vazar à imprensa uma série de informações fiscais sobre Trump e outras pessoas a ele ligadas.

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P.S.
Em tradução simultânea, Gilmar Mendes pretende que a Justiça da filial ande novamente para trás, como aconteceu em 2019, quando o STF, para libertar Lula, proibiu prisão de criminoso condenado após segunda instância, algo que não existe em nenhum dos outros 192 países da ONU. Depois, em 2021, para limpar a ficha de Lula e permitir sua candidatura no ano seguinte, o STF inventou a “incompetência territorial absoluta”, que também não existe em nenhum outro país. Ou seja, com tanta teratologia, é até possível que Gilmar Mendes realize esse sonho/pesadelo de anular processos por causa de vazamentos. (C.N.)

Mendonça não pode aceitar delação meia-sola que poupa Moraes e Toffoli

Quem é José Luís de Oliveira Lima, novo advogado de Vorcaro que atuou em delações na Lava Jato

Oliveira Lima espalhou na imprensa a proposta indecente

Carlos Newton

A gente pensava que proposta indecente era apenas um belo filme de Hollywood, dirigido e estrelado por Robert Redford, mas na vida real pode haver proposições ainda mais ignóbeis e imorais. Basta ver a atitude do advogado José Luís de Oliveira Lima, que mal assumiu a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro e já foi logo apresentando propostas indecorosas e desprezíveis.

De início, o ilustre causídico foi mais cauteloso e fez contato com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestar o interesse do investigado em firmar acordo de delação premiada.

VISITA AO SUPREMO – Até aí morreu Neves, como se dizia antigamente, isso já era esperado. E nesta terça-feira, dia 17, o dr. Oliveira Lima foi ao gabinete do relator do processo do banco Master, ministro André Mendonça, também para conversar sobre o acordo de delação premiada que o banqueiro pretende firmar.

Como se sabe, o pacto permite redução na pena do investigado em caso de eventual condenação. Em troca, ele precisa revelar detalhes sobre o esquema fraudulento e apresentar provas que corroborem suas informações acerca dos crimes cometidos.

Tudo isso, repita-se, já era esperado, pois no Supremo até o batom na estátua da Justiça já sabia que Vorcaro não tem outra saída, a não ser colaborar com as autoridades e entregar todos os que estiverem envolvidos, sem exceção.

VAZANDO “NOTÍCIAS” – O que ninguém esperava é que, após encaminhar a delação premiada, o experiente advogado resolvesse acelerar a marcha, avançar o sinal e mandar que fosse “vazada” aos jornalistas a informação de que a delação de Vorcaro vai atingir apenas a classe política, deixando de fora o Planalto e o Supremo.

A proposta mostra-se infantil e ignóbil. É claro que os governadores do Distrito Federal, do Rio de Janeiro, da Bahia e do Amapá (pelo menos esses quatro) terão de ser delatados, junto com uma série de autoridades estaduais e muitos parlamentares.

Também não pode haver leniência em relação ao Banco Central e ao Planalto. E sabe-se, ainda, da ligação íntima de Vorcaro com membros do Executivo, como o próprio Lula, que o recebeu fora de agenda, e o chefe da Casa Civil, Rui Costa, outros ministros e ex-ministros, como Guido Mantega e Ricardo Lewandowski.

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P.S. –
Essa delação meia-sola que o advogado pretende é inaceitável, intolerável e insuportável. Deve ser rechaçada com desprezo pelo relator André Mendonça. A força-tarefa do Supremo precisa cortar na carne, exigindo que os anexos a ser apresentados pela defesa contenham relatos de Vorcaro sobre fatos concretos, com detalhes capazes de contribuir para o trabalho dos investigadores em relação a todos os envolvidos, especialmente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que não merecem a toga que exibem. (C.N.)

Para defender Toffoli e Moraes, o voto de Gilmar será uma tese contra vazamentos

Tribuna da Internet | Tentativa de blindagem vai fracassar e a CPI conseguirá incriminar Toffoli

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Carlos Newton

​Como diria o jornalista, publicitário e compositor Miguel Gustavo, nosso vizinho no Edifício Zacatecas, o suspense é de matar o Hitchcock… Em Brasília não se fala em outra coisa e todos aguardam com ansiedade o voto que o ministro Gilmar Mendes tem de apresentar até esta sexta-feira, dia 20, à Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sobre um pedido para colocar o banqueiro Daniel Vorcaro em prisão domiciliar.

Processualmente, este voto é inócuo, porque Dias Toffoli se absteve e os outros três ministros (Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques) já decidiram manter o estelionatário em penitenciária de segurança máxima. O placar está em 3 a 0 e o máximo que pode acontecer é passar para 3 a 1, nada de novo no front ocidental.

FAZER PRESSÃO – O objetivo de Gilmar Mendes, portanto, não é libertar ou não Vorcaro, ele pouco está ligando para o banqueiro corrupto. Seu propósito é apenas defender uma tese que possa justificar o anulamento de provas do inquérito sobre o banco Master, para ajudar a defesa dos ministros envolvidos – Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Gilmar está dedicado ao assunto desde a semana passada, quando publicou um texto nas redes sociais que já apontava o caminho que pretende seguir. Disse o ministro que a exposição de conversas privadas sem qualquer relação com crimes investigados é uma “gravíssima violação ao direito à intimidade” e uma “barbárie institucional” que extrapola os limites da lei e da Constituição.

E apoiou entusiasticamente a decisão de Martha Graeff, ex-namorada de Vorcaro, que anunciou a abertura de processo contra a exposição de suas trocas de mensagens com o dono do banco Master.

DANDO RECADO – Segundo a jornalista Roseann Kennedy, do Estadão, Gilmar Mendes tem dito nos bastidores que a gravidade do vazamento de informações de inquéritos transcende a situação individual da prisão de Vorcaro. A tendência, portanto, é que o decano produza um voto para servir de recado à Polícia Federal e ao Judiciário como um todo, incluindo o Supremo.

O detalhe é que a investigação do escândalo do banco Master é diferente da Lava Jato, porque atinge autoridades dos três Poderes, inclusive do Judiciário, com envolvimento de ministros do Superior Tribunal de Justiça e do próprio Supremo, algo jamais ocorrido na História Republicana.

Como desta vez não existe qualquer relacionamento entre procuradores e juízes, não vai colar o argumento usado contra a força-tarefa de Curitiba, que teve as condenações anuladas por artimanhas do Supremo, que apontou “incompetência territorial absoluta”, alegando ilegalmente que os réus foram julgados em Curitiba e não nas cidades onde moravam. Ou seja, teria havido um erro de CEP…

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P.S. – O Supremo é criativo e a justificativa foi aceita em 2021 para anular as condenações de Lula e possibilitar sua candidatura no ano seguinte. Acontece que “incompetência territorial absoluta” não existe na legislação brasileira nem de qualquer outro país, pois no Direito Universal a incompetência só é “absoluta” em caso de ações imobiliárias. Em processos criminais, como os da Lava Jato, a incompetência é sempre “relativa” e não provoca anulação de condenações, como a que beneficiou Lula em 2021, limpando sua ficha suja. Recordar é viver, e eu não esqueci. (C.N.)

Áudios de oficiais envolvidos provam que Jair Bolsonaro desistira de dar o golpe

"É o ápice da fragilização de Moraes", diz Deltan Dallagnol

Deltan Dallagnol provou que as penas foram exageradas

Carlos Newton

As redes sociais são surpreendentes. Determinadas postagens fazem tanto sucesso que continuam a ser acessadas dia após dia, conforme acontece com um vídeo gravado há mais de um ano pelo ex-procurador e ex-deputado Deltan Dallagnol, um dos astros da falecida Operação Lava Jato, a maior iniciativa anticorrupção já ocorrida no mundo, mas  inapelavelmente destruída e sepultada com incrível velocidade pelo Supremo Tribunal Federal, ao implantar a chamada “Ditadura do Judiciário”.  

Enviado somente agora à “Tribuna da Internet” pelo sempre atento comentarista José Guilherme Schossland, o vídeo foi gravado por Dallagnol em fevereiro de 2025, mas não perdeu atualidade, porque aponta o desprezo do relator Alexandre de Moraes em relação a provas concretas que deveriam ter reduzido todas as penas do 8  de Janeiro.

PROVAS ESCLARECEDORAS – Trata-se de áudios extraídos de celulares e computadores a partir de apreensões e quebras de sigilo, mostrando conversas entre oficiais do Exército que se envolveram na trama golpista.  Esses arquivos, que constam do processo no Supremo, foram exibidos pelo “Fantástico” em fevereiro do ano passado.  

A reportagem foi montada pela TV com objetivo de revelar “a participação de militares e civis no plano de tentar pôr fim à democracia brasileira”, segundo o site g1, editado pela própria Organização Globo. E o objetivo realmente foi alcançado, com enorme repercussão.

Na época, somente o ex-procurador Dallagnol chamou atenção para o surrealismo jurídico, por se tratar de provas importantíssimas e que, ao invés de provar a existência do golpe, demonstravam exatamente o contrário. Ou seja, o golpe chegou a ser planejado, mas o então presidente Jair Bolsonaro desistiu de tentar, devido à reprovação pelo Alto Comando do Exército.

GOLPE DISSOLVIDO – Um dos áudios foi enviado pelo tenente-coronel Sérgio Cavaliere ao coronel Gustavo Gomes: “Acabei de falar com o Cid, cara. Ele falou que não vai ter nada. Tá pronto (o decreto do estado de emergência), só que ele (Bolsonaro) não vai assinar, por conta disso que eu falei, que o Alto Comando está rachado e não vai encampar a ideia

E acrescentou: “Então, é assim, tio. Deu ruim, tá? Acabei de falar com nosso amigo lá, ele falou que não vai rolar nada. O Alto Comando não vai topar. A Marinha topa. Mas só se tiver outra Força com ela, porque ela não aguenta a porrada que vai tomar sozinha. E é aquilo que eu tinha conversado contigo…”

Outro áudio, enviado pelo coronel Bernardo Corrêa para o coronel Fabrício Bastos, confirma a desistência: “Oh, cara, pode esquecer, o decreto não vai sair. O presidente não vai fazer, só faria se tivesse apoio das Forças Armadas, porque ele está com medo de ser preso. Falei com ele agora de manhã.”

OUTRA MENSAGEM – Houve outro áudio, no mesmo sentido, enviado pelo tenente-coronel Sérgio Cavaliere ao coronel Gustavo Gomes:

Agradeçam aí aos nossos líderes, formados naquela escola de prostitutas (Escola de Comando e Estado-Maior do Exército), né? E o presidente não vai embarcar sozinho, porque ele está com o decreto pronto, ele assina, e aí ninguém vai, e ele é preso. Então, ele não vai arriscar. E bem-vindos à Venezuela...”.

Portanto, ao contrário do que afirmou o “Fantástico”, os áudios não provam que existiu o golpe. Eles demonstram que realmente houve planejamento, mas o presidente Bolsonaro desistiu, apesar da insistência dos militares golpistas, como esses que enviaram as reveladoras mensagens.

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P.S.
Os jornalistas do “Fantástico” não têm formação jurídica e desconhecem que, no Brasil e no mundo, “planejar crime não é ato punível, caso haja desistência, antes da concretização”. E o mais incompreensível é que os advogados de Bolsonaro e de outros envolvidos ainda não tenham apresentado recurso de revisão criminal, pois todos têm direito de fazê-lo. Se apresentarem, esse recurso será julgado na Segunda Turma e pode sair vitorioso, pois Bolsonaro contaria com os votos de Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques, formando maioria. Mas quem se interessa? (C.N.)

Primeiro, Gilmar protegeu Lulinha e agora pretende blindar Toffoli e Moraes

Lulinha, o fenômeno, acha preferível morar na Espanha

Carlos Newton

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deve anunciar nesta segunda-feira seu voto sobre o pedido de libertação do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Só ele sabe se será a favor ou contra, porque seu propósito é apenas marcar posição sobre anulações de inquéritos. O julgamento já tem três votos para manter o criminoso em penitenciária de segurança máxima, proferidos por André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. Portanto o placar final será de 3 a 1 ou 4 a 0, o voto do decano não muda nada.

Conforme já comentamos aqui na Tribuna da Internet, Gilmar Mendescestá empenhado em defender os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, embora os dois sejam juridicamente indefensáveis nas acusações respectivas de corrupção e tráfico de influência, entre outros crimes.

DEFESA DE TESE – Gilmar Mendes quer deixar bem claro que, em sua interpretação, a atual legislação permite que sejam anulados os inquéritos policiais sempre que ocorra vazamento de informações sigilosas ou íntimas.

Sua teoria é uma falácia, arquitetada habilmente para ajudar a livrar Dias Toffole e Alexandre de Moraes, deixando Daniel Vorcaro segurar sozinho a descarga. Se aplicada for aceita, não haverá mais prisão de investigados de elite, que tenham alto poder financeiro. É claro que os próprios investigados podem providenciar os vazamentos, com apoio da  corrupção existente na Justiça e na Polícia, e assim os inquéritos seriam anulados em série.

É claro que essa tese de Gilmar & Cia não pode prosperar. Embora o país esteja claramente funcionando sem respeito à harmonia dos Três Poderes, prevista pelo colossal Montesquieu, é preciso que haja limites para tudo, a esculhambação institucional não pode prevalecer.

SIGILO DE LULINHA – Gilmar Mendes não  sossega e não se intimida  ao atuar na defesa dos amigos de ocasião. Era grande admirador da Lava Jato, até seus amigos tucanos começarem a ser investigados. Depois, com o ocaso do PSDB, passou a ser amigo pessoal de Lula.

Na sexta-feira, pediu destaque no julgamento da decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu quebras de sigilo em bloco, aprovadas pela CPMI do INSS.

Entre os beneficiados por Gilmar Mendes está o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, aquele filho fenômeno que cuidava de animais no zoológico e ficou rico de uma hora para a outra no primeiro governo do pai. É semelhante ao caso do ministro Benedito Gonçalves, do STJ, que também tem um filho desempregado que vive exibindo nas redes sociais seu enriquecimento ilícito.

EM SUSPENSO – Com a decisão de Gilmar, o assunto fica em suspenso até o presidente Edson Fachin agendar uma sessão presencial dos dez ministros. Foi um alívio para a família Lula da Silva.

Enquanto o caso não é pautado, continua valendo a decisão liminar de Dino que suspendeu as quebras de sigilo aprovadas pela CPI do INSS.

Para culminar, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que vive às turras com o presidente Lula, não está aceitando prorrogar os trabalhos da CPI do INSS. Com essa omissão, o corruptíssimo Alcolumbre conseguirá inviabilizar a incriminação de Lulinha e outros fenômenos petistas e de outros partidos. Como todos sabem, o senador ajuda os amigos, mas cobra muito caro a reciprocidade.

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P.S. –
Em meio a essas calhordices de sempre, em pleno ano eleitoral, permanece a sinistra e patética polarização entre lulistas e bolsonaristas, deixando o eleitor naquela obrigação de escolher o menos pior. E assim la nave va, cada vez mais fellinianamente. (C.N.)

Vorcaro troca de advogado e assusta os três Poderes ao sinalizar a delação

Defender a esquerda tem muito mais charme' para ter apoio público, diz  advogado de Braga Netto - Estadão

Oliveira Lima conduziu a delação que pôs Lula na cadeia

Carlos Newton

Não se fala em outra coisa neste domingo em Brasília. Explodiu como uma bomba a notícia de que o banqueiro Daniel Vorcaro havia trocado de advogado, passando a ser defendido por um especialista em delação premiada, José Luís de Oliveira Lima.

Foi eleito duas vezes entre os cem brasileiros mais influentes pela revista Época e, conforme o site do escritório do qual é sócio, Oliveira Lima & Dall’Acqua Advogados, é considerado um “dos quinze mais importantes advogados do Brasil”. Com 30 anos de experiência, Oliveira Lima já conduziu delações premiadas delicadas, como a do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, no auge da Operação Lava Jato, que foi usada para condenar Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro.

PODE DELATAR? – No meio da confusão instaurada pelo escândalo do caso do Banco Master, têm sido divulgadas algumas informações distorcidas, supostamente baseadas em lei, mas que na verdade não têm nada a ver com a situação dos investigados. Uma dela é a notícia de que Vorcaro não poderia fazer delação premiada, por ser o líder da organização criminosa.

A delação premiada está hoje regulamentada pela Lei 12.850, de 2013, que ficou conhecida como Lei de Organização Criminosa, e essa hipótese de haver colaboração de investigado, réu ou condenado foi nela incluída pela Lei 13.964, de 2019.

No caso do banqueiro Daniel Vorcaro, ele pode e deve fazer delação premiada, porque será a única forma de reduzir as longas penas de prisão que lhe serão aplicadas.

CHEFE DA QUADRILHA – A lei permite que o líder da organização criminosa colabore com as investigações, porém terá de ser julgado e condenado, sendo beneficiado pela delação apenas com a redução da pena, como aconteceu com o então presidente da OAS.

Com acúmulo de provas que estão sendo encontradas nos celulares de Daniel Vorcaro, o responsável pelo Banco Master não tem a menor chance de responder às acusações que estão sendo preparadas pela força-tarefa do ministro-relator André Mendonça.

As maiores preocupações são com a segurança do investigado. Por isso, o próprio ministro Mendonça tomou o cuidado de transferi-lo para um presídio de segurança máxima, onde não haverá risco de ser suicidado, digamos assim, a exemplo do que aconteceu com seu capanga Luiz Philippi Mourão, o “Sicário”.

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P.S.
Como se dizia antigamente, perguntar não ofende. Quando é que a Polícia Federal pretende exibir as imagens de Luiz Mourão na cela onde teria “praticado” suicídio? Primeiro, usando uma camiseta, que depois foi trocada por uma camisa social… Essa suspeita permanecerá em aberto para sempre? O que impede a exibição das imagens? O povo quer saber. (C.N.)

Em matéria de pecados capitais, até agora Moraes só se arrependeu de um deles

Tribuna da Internet | Moraes não sabe como irá responder ao embargo infringente de Bolsonaro

Charge do Schmock (Revista Oeste)

Carlos Newton

Envolvidos no Brasil nas investigações do escândalo do Banco Master e processado nos Estados Unidos pelo imprevisível presidente Donald Trump, através de duas empresas que controla, a rede social Rumble e a Trump Media, o ministro Alexandre de Moraes está desesperado com seu futuro.   

Afinal, de que adianta ser multimilionário, enriquecido ilicitamente, e assim se tornar um jurista de conduta reprochável e absolutamente desonrado? É claro que seria muito melhor viver de forma menos luxuosa, cumprindo seu dever de integrante da Suprema Corte e desfrutando de fama, paz, honra, dignidade, respeito e tudo o mais.

PECADOS CAPITAIS – No entanto, Alexandre de Moraes não soube resistir à tentação da maioria dos pecados capitais, que eram oito e agora são sete – soberba, avareza, luxúria, inveja, gula, ira e preguiça. O oitavo era a melancolia, que deixou ser pecado quando se percebeu que se tratava apenas da consequência altamente negativa da prática das sete iniquidades principais.

No caso de Moraes, ele pecou muito, não há dúvida. A primeira transgressão no campo da soberba foi abrir ilegalmente o inquérito das fake news, a pedido de Dias Toffoli, que junto com Gilmar Mendes tinha sido flagrado pela Receita Federal em sonegação de impostos nas declarações das respectivas mulheres. E com agravante de Toffoli receber mesada de R$ 100 mil da mulher, sem declarar o ganho.

Essa investigação irregular do Supremo tornou-se cada vez mais ilegal e ficou conhecida como “inquérito do fim do mundo”, um verdadeiro depósito de lixo jurídico, que incluiu a acusação ridícula ao bilionário Elon Musk, agora arquivada pelo arrependido Moraes.

NÃO ADIANTA MAIS – Todavia, não adianta mais o ministro se arrepender apenas de um dos pecados, tentando esquecer os demais, que são muito mais graves, como mandar prender 1,5 mil pessoas de uma só vez e classificá-las perversamente como “terroristas”, a pretexto de aumentar suas penas.

Da mesma forma, duplicou crimes que tinham de ser excluídos entre si e jamais poderiam ser somados, como “invasão de prédio público” e “depredação de patrimônio tombado”. Não satisfeito, fez o mesmo contorcionismo para somar as penas de “tentativa de golpe de Estado” e “abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, porque ou se pratica um ou o outro.

Ainda não satisfeito em sua ira, condenou esses 1,5 mil falsos terroristas por “associação criminosa armada”, embora eles não se conhecessem entre si e nenhum deles empunhasse uma arma…

PECANDO ADOIDADO – Como diria Roberto Carlos, nesse jeito estúpido de ser, o ministro do Supremo continuou pecando adoidado. Nesta quinta-feira, por exemplo, prendeu na Papuninha cinco coronéis da PM do Distrito Federal, para cumprirem 16 anos de cadeia, por terem “se omitido” na repressão ao 8 de Janeiro, embora apenas um deles estivesse de serviço naquele domingo.

O pior é que, entre eles, Moraes condenou o coronel Jorge Barreto Naime que estava de férias e, ao saber do ocorrido, prontamente se dirigiu à Praça dos Três Poderes, para enfrentar os “terroristas”. Se estivesse de férias em Copacabana, não teria sido preso e perdido o cargo.

Essas tresloucadas decisões do relator foram aceitas e confirmadas pelos outros ministros da Primeira Turma: Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Luiz Fux, que somente se arrependeu ao julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro, quando apresentou um voto tardio pela “inocência” dele, com 429 páginas.

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P.S.
Fux demorou demais para se arrepender, mandou muitos inocentes para a cadeia. Havia manifestantes que não invadiram nenhum prédio nem depredaram nada, inclusive idosos e pessoas doentes, porém os irresponsáveis ministros da Primeira Turma não fizeram nenhuma distinção, comportando-se como se fosse um julgamento coletivo, prática que é mais um pecado grave, porque a Constituição proíbe. Nesta quinta-feira, mais um pecado do Supremo, ao ordenar busca e apreensão na casa do jornalista que denunciou irregularidades de Flávio Dino. Mas quem se interessa? (C.N.)

Na prisão dos coronéis da PM, mais um erro clamoroso de Moraes e do STF

PGR rejeita tese de "apagão de inteligência" no 8 de Janeiro

Coronel Naime estava de férias e foi condenado por omissão

Carlos Newton

Nesta quarta-feira, o Supremo ratificou mais um erro clamoroso do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo do 8 de janeiro, e mandou para a penitenciária da Papudinha cinco coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal, por crime de omissão no enfrentamento à vandalização da Praça dos Três Poderes.

Os coronéis foram condenados a 16 anos de prisão e perda do cargo. O entendimento da Primeira Turma seguiu o voto de Moraes, considerando que eles não somente se omitiram na repressão ao 8 de Janeiro, como também cometeram os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

EXCESSO DE RIGOR – Os erros no julgamento de Moraes foram múltiplos, a começar pelo rigor excessivo, que redundou numa condenação em grupo, como se formassem uma quadrilha, quando a realidade era totalmente diversa.  

Para Moraes, houve uma atuação “omissiva, dolosa e estruturada” da Polícia Militar do Distrito Federal nos atos do 8 de Janeiro e a ação golpista não foi resultado de “falhas pontuais ou imprevistos operacionais”. Esse parecer genérico e mambembe foi seguido por unanimidade pelos outros ministros da Primeira Turma – Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

O erro na generalização do crime principal – de omissão – chega a ser grotesco, porque um dos coronéis (Jorge Barreto Naime) estava de férias. Ao assistir na TV à transmissão do ato público, ele percebeu a gravidade da situação e imediatamente se dirigiu à Praça dos Três Poderes para se integrar à tropa que enfrentou os manifestantes. Assim, como condená-lo por omissão, se ele agiu prontamente, durante as férias? Se tivesse viajado para fazer turismo, não teria sido condenado, é óbvio, nem teria sido citado no inquérito.

CONTORCIONISMO – O relator Alexandre de Moraes fez um espalhafatoso contorcionismo jurídico para condenar os coronéis por omissão, adicionada aos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Ou seja, considerou que os cinco coronéis da PM integraram a suposta “organização criminosa” que teria sido liderada pelo então presidente Jair Bolsonaro. “Cabe destacar, ainda, que a horda criminosa golpista atuava desde a proclamação do resultado das eleições gerais de 2022, em intento organizado que procedeu em escalada de violência até culminar no lamentável episódio do início de janeiro deste ano”, justificou Moraes.

MONSTRUOSIDADE – Essa conclusão do relator é uma monstruosidade, porque não há notícia de que nenhum desses oficiais tenha algum dia dirigido a palavra a Bolsonaro, pois sequer se conheciam pessoalmente.

Além disso, se realmente houve omissão, era preciso que Moraes provasse ter sido “imprópria/comissiva” (art. 13, § 2º, Código Penal), em que o réu é considerado “garante” (pelo dever de cuidado/proteção) e responde pelo resultado que deveria evitar.

Portanto, mesmo considerando-se que tenha havido omissão, teria sido apenas dos oficiais que estavam de plantão naquele domingo e não cuidaram de evitar o quebra-quebra.

E o coronel Jorge Barreto Naime, que estava de férias, deveria ter sido homenageado por sua dedicação ao serviço público, ao invés de perder o cargo e pegar 16 anos de prisão.

PENA ESTICADA – Além disso, no caso dos cinco coronéis da PM, há a questão da dosimetria da pena, que parece ser um erro contumaz nos relatórios draconianos do ministro Alexandre de Moraes.

Na forma da lei, no caso mais grave de omissão, que é a imprópria/comissiva, a pena vai de 2 meses a 12 anos, dependendo das provas apresentadas em juízo, segundo o artigo 136 do Código Penal.

Portanto, a pena foi esticada impiedosamente até alcançar 16 anos e perda do cargo. É mais uma decisão vergonhosa da Primeira Turma, adotada por unanimidade, para impossibilitar a apresentação de Embargo Infringente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Os condenados já estão cumprindo pena, mas ainda podem recorrer, requerendo “revisão criminal”. Porém, até agora não há notícia de que nenhum condenado no 8 de Janeiro tenha exercido o direito de recorrer, nem mesmo Bolsonaro ou os generais de quatro estrelas, vejam só como os advogados de defesa são omissos. Mas quem se interessa? (C.N.)

Aumentam as suspeitas de que Sicário pode ter sido ‘suicidado’ na PF mineira

Superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais, Richard Murad Macedo, comenta sobre a deflagração da Operação Rejeito realizada em 17/9.

Murad, superintendente da PF, sonega divulgação das imagens

Carlos Newton

Sem a menor dúvida, desde a Operação Laja Jato, em 2014, a Polícia Federal está se firmando como a mais importante e confiável instituição nacional, combatendo com firmeza a corrupção e outros crimes de colarinho imundo cometidos por autoridades dos Três Poderes, além de seguir enfrentando a criminalidade como um todo.

A disposição dos integrantes da PF é tamanha que recentemente seu diretor-geral, Andrei Rodrigues, quebrou todos os protocolos que blindam os integrantes do Supremo Tribunal Federal e entregou pessoalmente ao presidente Edson Fachin um relatório com mais de 200 páginas contra o ministro Dias Toffoli, exigindo que ele fosse afastado da relatoria do caso Master.

Foi uma denúncia fora do padrão e das regras, algo jamais visto na História Republicana, mas a Suprema Corte foi obrigada a atender.

HÁ CONTROVÉRSIAS – No entanto, como diria o grande ator Francisco Milani, há controvérsias, pois a Polícia Federal está sofrendo uma campanha de descrédito na imprensa amestrada e nos múltiplos espaços petistas na web.

Tenta-se menosprezar e desmoralizar a Polícia Federal, apontando supostos excessos e abusos de poder. Já se fala até em “República da PF”, como se isso não fosse salutar para quem trabalha e procura progredir, sem cair na tentação do enriquecimento ilícito, depois de aturar Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e de novo Lula, em sequência, e com possibilidade de uma nova  “reprise” nefasta na eleição deste ano.

A meu ver, a “República da PF” seria bem-vinda, para liquidar com a patologia criminal nos três Poderes, acabar com os penduricalhos e reduzir nossa desigualdade social, a maior do mundo civilizado, que aumenta cada vez que é concedido o mesmo percentual de reajuste para o menor e o maior salário, uma prática que nada tem de cristã, republicana, democrática ou civilizada.

HÁ PROBLEMAS – Mas é claro que nem tudo é acerto na Polícia Federal. Existem também graves problemas. Por exemplo: a corporação está em dívida com a opinião pública, porque até agora não revelou as imagens do tal suicídio do Sicário Luiz Mourão, aquele que tentou se matar na cadeia, morreu no hospital, foi ressuscitado e acabou morrendo de novo dois dias depois…

O superintendente da PF em Minas, Richard Murad Macedo, disse que o suicídio foi inteiramente gravado “sem pontos cegos”. Mas cadê as imagens? No domingo, o “Fantástico” disse ter recebido imagens da gravação na cela, mas era conversa fiada, só exibiu duas “simulações”. 

Ora, se até no caso de Vladimir Herzog, existiu uma foto mostrando a encenação do “suicídio” dele, porque no caso de Vicário as imagens são sigilosas? Isso não faz o menor sentido.

QUEIMA DE ARTIGO – Diante desse mistério, as suspeitas de queima de arquivo aumentam cada vez mais e foram reforçadas com a notícia  de que Daniel Vorcaro, do Banco Master, ordenou a seus capangas que fizessem intimidações e agressões contra uma empregada doméstica e um chefe de cozinha.

Sobre a doméstica, Vorcaro enviou mensagens ordenando “tem que moer essa vagabunda”, sob alegação de que ela estaria fazendo ameaças contra ele. Após a frase, ele teria instruído o grupo a “puxar o endereço” e dados pessoais dela.

Em outro episódio, após descobrir que um chefe de cozinha teria feito uma gravação considerada indesejada, Vorcaro sugeriu intimidação, escrevendo em seu linguajar trôpego: “o bom de dar sacode no chefe de cozinha. Primeiro o outro já vai assustar”.

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P.S.
Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Federal está devendo importantíssimas informações à opinião pública. É preciso encontrar a empregada e o chefe de cozinha para saber se estão bem ou sofreram agressões. Além disso, não se pode desprezar o poder que a família de Vorcaro tem em Minas Gerais, pois seu pai operava na lavagem do dinheiro. Portanto, a PF tem obrigação de exibir as imagens do suicídio de Sicário, que era um homem que sabia demais, como diria Alfred Hitchcock. E as imagens devem ser exibidas sem pontos cegos, como disse no início o esquivo delegado federal Richard Murad Macedo, e nunca mais tocou no assunto. O povo quer saber. (C.N.)

Supremo vive o momento mais vergonhoso desde sua fundação em 1829

André Mendonça toma posse como ministro efetivo do TSE | CNN Brasil

Cármen e Mendonça são os únicos com reputação ilibada

Carlos Newton

Jamais se viu nada igual na história do Supremo , criado em 1829, durante o período imperial, quando ainda era denominado como Supremo Tribunal de Justiça. Quase 200 anos depois, a vergonha e o arrependimento da maioria de seus ministros chegam a ser comoventes, jamais imaginaram que a situação chegasse a tamanha gravidade.

Hoje, entre os dez ministros do STF, pelo menos oito deles estão envolvidos diretamente em episódios de enriquecimento ilícito, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ou então ajudaram a montar a impressionante indústria de escritórios de advocacia com sobrenomes famosos, que se faz presente nos tribunais superiores, especialmente no Supremo e no Superior Tribunal de Justiça.

BARROSO ESCAPOU – Na verdade, até o ano passado eram nove ministros praticando esses desvios de caráter, mas Luís Roberto Barroso sentiu o cheiro de queimado e repentinamente se aposentou, apresentando uma justificativa patética.

Disse que havia prometido à mulher deixar o Supremo para viajarem pelo mundo. Porém, como ela ficou doente e morreu, o ministro então resolveu se aposentar e viajar sozinho, em homenagem à memória dela. Sinceramente, teria sido melhor Barroso não dar qualquer justificativa e simplesmente sumir de Brasília.

Assim, no início de 2026 pelo menos oito ministros têm parentes advogando em processos na corte, totalizando mais de uma dezena de familiares atuando no tribunal. Os integrantes do STF que incentivam essa prática indecorosa são Dias Toffoli, Nunes Marques, Luiz Fux, Edson Fachin, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.

SOBRARAM DOIS – Por incrível que pareça, apenas dois ministros – Cármen Lúcia e André Mendonça – adotam o procedimento correto e jamais permitiram que seus parentes, especialmente cônjuges e filhos, abrissem escritórios em Brasília para defender causas no Supremo.

Assim, como as exceções apenas confirmam a regra, Cármen Lúcia e André Mendonça são obrigados a conviver com ministros que decididamente preferiram enriquecer do que seguir as regras de sua profissão, a magistratura, que deve ser considerada a mais importante das atividades.

Afinal, a sociedade só existe e funciona porque há leis e normas a serem obedecidas por todos, sem distinção. Cabe aos juízes a tarefa de exigir que não haja infrações, para que a vida transcorra da melhor maneira possível para todos os cidadãos. Mas no Brasil isso ainda é apenas um sonho. Aqui reina a esculhambação.

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P.S. –
O fato concreto é que a  magistratura não somente se corrompeu, como também criou os penduricalhos salariais, que foram aprovados pelo Supremo nos últimos anos. Agora, é preciso lavar, enxovalhar e passar a limpo os três Poderes. Essa tarefa hercúlea está entregue a Carmen Lúcia e André Mendonça, os únicos em que podemos confiar. Eles sabem o que fazer, o exemplo que devem dar a nação. Quanto aos demais ministros, o futuro deles já está na lata de lixo da História. (C.N.)

Moraes e a mulher Viviane pensam (?) que todos os brasileiros são estúpidos

Saiba o que Moraes e esposa recuperam após saída da Lei Magnitsky

São dois pilantras, que já perderam o direito de sair às ruas

Carlos Newton

É preciso ter inesgotável paciência para ser brasileiro, continuar honesto e com a reputadação ilibada, em meio a uma administração pública infestada por trambiqueiros de todos os níveis nos Três Poderes.

Os exemplos de corrupção se amontoam, denunciados a cada dia pela imprensa, e a coisa mais rara é ver um milionário na cadeia, como está acontecendo com Jair Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ambos enriquecidos ilicitamente, embora o ex-presidente só cumpra pena (exageradíssima1)  por um golpe que planejou dar, mas não concretizou.

As pilantragens do Supremo chegaram a tal ponto que transformaram o Brasil no único país do mundo em que criminoso não é preso após condenação em segunda instância, quando se esgota juridicamente a discussão do mérito, fica estabelecido se o réu era culpado ou não.

ILEGALIDADES – Para libertar Lula da Silva da prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, crimes pelos quais nunca foi inocentado judicialmente, mas condenado em três instâncias, sempre por unanimidade, em 2019 o Supremo (presidido pelo Dias Toffoli) decidiu sujar o nome do país no cenário mundial e adotou essa estranha tese jurídica.

Julgava-se que tivesse sido uma iniciativa extraordinária do STF, tomada para evitar a reeleição de Bolsonaro, um presidente esquisito, que não acreditava em vacinas e avanço da ciência. Mas não era um fato isolado, pois a bizarrice jurídica passou a comandar o país.

E as patuscadas pareciam não ter fim. Moraes multiplicou crimes e penas, inventando a existência de 1,5 mil terroristas, que formavam uma “organização criminal armada”, embora nem se conhecessem entre si e jamais tivessem sido vistos portando armas. Entre os terroristas estava a mulher do batom, vejam quanta maluquice jurídica.

ENRIQUECIDOS – Devido ao escândalo do Banco Master, agora sabe-se que todas essas insanidades ocorreram no Brasil por causa de enriquecimento ilícito, com fica provado nos casos de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e outros ministros, que são mais discretos, pelo menos.

No caso de Moraes, ele é tão delirante e irresponsável que chegou ao cúmulo de emitir decisões no Brasil a serem cumpridas pela Justiça americana. Resultado, está sendo processado por duas empresas do presidente Donald Trump, e Moraes está fugindo da Justiça, para não ser intimado nesse processo nos Estados Unidos, onde acabará sendo condenado à revelia, sem se defender, pois não tem condições de fazê-lo.

Agora, vem a mulher dele, Viviane de Moraes, a tripudiar da Justiça e da opinião pública, tentando esclarecer (?) seu incansável trabalho em favor do banqueiro Vorcaro. Suas justificativas atingem o nível da debilidade mental, porque ela e o marido pensam (?) que só existem imbecis no Brasil.

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P.S. –
O mais inacreditável nisso tudo foi o fato de o casal Moraes ter nos enganado durante tanto tempo, pois ele chegou até a ser admirado como “salvador da Pátria”. Se os dois conhecessem Abraham Lincoln, saberiam que ninguém engana a todos, durante todo o tempo. (C.N.)

Aguarda-se a candidatura do PSD, a última esperança contra polarização

Gilberto Kassab PSD

Kassab está apostando na alta rejeição de Lula e de Flávio

Carlos Newton

Nada de novo no front ocidental. A pesquisa Datafolha atrasou um dia a exibição dos resultados, até levantou suspeitas de comentaristas aqui na Tribuna da Internet, mas acabou sendo divulgada neste sábado, sem despertar qualquer surpresa.

Os dois candidatos favoritos – Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) – estão tecnicamente empatados em quase todas as pesquisas, e o Datafolha confirma que, num eventual segundo turno da eleição presidencial, Lula teria 46% das intenções de voto, enquanto Flávio apareceria com 43%.

POLARIZAÇÃO NEFASTA – Foi a primeira pesquisa do Datafolha em 2026 e demonstrou que a nefasta polarização continua prevalecendo na política brasileira, e isso significa que o país poderá ter mais um presidente pouco confiável em termos de competência e reputação, duas condições que deveriam ser pré-requisitos de quem se propõe a governar o país.

Os dois favoritos são candidatos nada recomendáveis, ambos enriquecidos ilicitamente. Lula é um ex-presidiário, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, enquanto Flávio escapou por pouco, envolvido em rachadinhas e nebulosos negócios comerciais e imobiliários.

A diferença de três pontos percentuais configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa e sinaliza um avanço do senador em relação aos levantamentos anteriores.

ESCOLHA DE SOFIA – Quem conhece o histórico dos dois não aceita votar neles. Somente o faz quando não há outra opção e o eleitor entra em desespero, para tentar votar no “menor pior”, fazendo uma escolha de Sofia, quando é necessário cortar a própria carne, digamos assim.

O cenário ainda é nebuloso e somente começará a clarear quando o cartola Gilberto Kassab, criador e dono do PSD, escolher o candidato do partido entre os governadores Ratinho Jr. (PR), Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO), que ainda nem se filiou.

Kassab é considerado o maior oportunista da política brasileira. Até agora, jamais apresentou candidato a Presidência e nunca apoiava ninguém. Ficava na moita e depois fechava acordo com o novo presidente, garantindo ministérios, estatais e cargos públicos em profusão.

OUTRA REALIDADE – Com essa estratégia realista, Kassab tornou-se importantíssimo e seu partido cresce como nenhum outro, já tem quase 900 prefeituras. Desta vez, porém, sentiu que a polarização está enfraquecida devido aos clamorosos erros de Lula e Bolsonaro. Animou-se e resolveu apostar na candidatura própria.

Ele está pressionado por Caiado, Ratinho e Leite, para escolher logo o candidato. Não importa quem seja, vai concorrer com alguma chance, porque pode herdar os votos de Simone Tebet, Ciro Gomes, Soraya Thronicke e Felipe D’Ávila, que tiveram 8%, e vai correr atrás dos eleitores tipo “neném”, que não aceitam nem Lula nem Bolsonaro.

Portanto, podem apostar, seja quem for o mais votado nesta eleição, o grande vencedor será Kassab.

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P.S.
Nos próximos dias, quando Kassab escolher o candidato do PSD, a campanha eleitoral então vai começar para valer. E se o candidato do PSD for derrotado em outubro, nenhum problema para Kassab. Ele simplesmente mandará o partido apoiar o vencedor e irá em frente, sempre roendo o poder pelas beiradas. (C.N.)

Mendonça demonstra independência e coloca Gonet no seu devido lugar

Mendonça aprova pedido da PF para quebrar sigilos de Lulinha, filho do presidente Lula - Rádio Guaíba

André Mendonça mostra ser “tremendamente” correto

Carlos Newton

Neste início do importantíssimo ano eleitoral, o maior destaque da política nacional é hoje o ministro André Mendonça. Demonstrando firmeza e competência, ele está comandando as investigações que envolvem os três Poderes e podem mudar o país – as fraudes no INSS e o escândalo do Banco Master.

Sua mais recente façanha foi enquadrar o procurador-geral da União, Paulo Gonet, que é da mesma coudelaria dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que têm comandado o Supremo nos últimos anos.

PRISÃO DO VORCARO – Quando a Polícia Federal detectou a imensa gravidade do caso do Banco Master, houve reação do STF e o ministro Dias Toffoli, como relator, fez o possível e o impossível para estancar a sangria. A direção da PF então teve de recorrer a uma medida desesperada e jamais vista, louve-se a coragem do diretor Andrei Rodrigues.

Junto com os delegados que conduzem a apuração, o diretor da PF entregou um relatório de 200 páginas ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo-lhe que substituísse o relator Toffoli.

Fachin reuniu os ministros, enfrentou enorme resistência de Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, mas conseguiu atender à PF e o ministro André Mendonça foi sorteado relator.

PURIFICAÇÃO – De lá para cá, o Supremo está passando por uma experiência de purificação. As investigações dos importantíssimos casos INSS e Master aceleram a todo vapor, incriminando autoridades de República, ministros do próprio STF e até o filho fenômeno do atual presidente Lula da Silva.

Diante da gravidade dos fatos e da existência do capanga Sicário como pistoleiro de aluguel, a Polícia Federal pediu a prisão de Vorcaro e dos principais cúmplices, mas o procurador-geral da União, Paulo Gonet, tentou fazer corpo mole.

Mendonça não teve dúvidas. Determinou que a PF fizesse logo a operação e fez até um desabafo, ao lamentar publicamente o posicionamento subalterno do procurador Gonet, que teve de engolir a prisão preventiva dos criminosos.

EVANGÉLICO? – Ao indicar Mendonça para o Supremo, o então presidente Jair Bolsonaro, disse que o escolhera por ser “tremendamente evangélico”. Na época julgava-se que seria pastor de alguma dessas seitas pentecostais que se multiplicam no país, mas na verdade Mendonça é pastor presbiteriano, de um dos tradicionais ramos protestantes,  diplomou-se na Faculdade Teológica Sul Americana e presta serviços religiosos sem remuneração.

Mendonça está indo bem no STF e agora demonstra ser terrivelmente correto. Sabe que tem a oportunidade de limpar o país e escrever seu nome na História. Para isso, é claro, terá de neutralizar a troika que comandou o Supremo nos últimos anos, formada por Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que agora está inteiramente esfacelada.

Curiosamente, esses três ministros são os que acumularam grandes fortunas e têm pavor que alguém possa acessar suas contas bancárias. Por que será?

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P.S.
No intrincado xadrez político do Supremo, uma peça-chave é hoje Flávio Dino, que está investindo contra os penduricalhos, uma outra vergonha nacional. Se ele tiver juízo e se afastar da influência de Toffoli, Moraes e Gilmar, pode se fortalecer a tal ponto que lhe permita sonhar com uma eleição presidencial, conforme o comentarista José Perez previu em recente artigo aqui na Tribuna da Internet. (C.N.)

Jornal Nacional desmoraliza Moraes e desmente nota em que ele se defendia

Renata Vasconcellos: “A camisa do Jornal Nacional pesa muito” – Os Guedes

Renata Vasconcellos leu a nota que desmascarou Moraes

Carlos Newton

Conforme temos informado aqui na Tribuna da Internet, a imprensa livre conseguiu vencer a amestrada e agora, com apoio irrestrito também das emissoras de televisão, o processo de combate à corrupção no Supremo Tribunal Federal e nos outros poderes deverá avançar em alta velocidade.

Essa operação de limpeza, digamos assim, fatalmente redundará no impeachment de alguns ministros, algo jamais ocorrido na História Republicana, e a eles só resta agora pedir aposentadoria e tentar escapar da prisão, que passou a ser uma possibilidade ainda remota, mas real.

NOTA CONSTRANGEDORA – Desesperado com a reportagem de Marilu Gaspar que foi manchete de O Globo nesta sexta-feira, dia 6, o ministro Alexandre de Moraes mandou seu gabinete distribuir uma nota oficial.

No texto, o ministro tenta alegar que as mensagens de visualização única recebidas por Daniel Vorcaro em 17 de novembro de 2025 não teriam sido enviadas por ele ao banqueiro, porque os dados de contato não bateriam com o número do telefone celular do próprio Moraes.

A tal nota do STF foi um prato feito para o Jornal Nacional, que enfim conseguiu se livrou das amarras impostas pelos irmãos Marinho e deu um banho, levando ao ar uma documentada denúncia das relações espúrias entre o temido ministro Alexandre de Moraes e o megaestelionatário Daniel Vorcaro.

DESMORALIZAÇÃO – Lida com firmeza pela apresentadora Renata Vasconcellos, a resposta do Jornal Nacional foi arrasadora e desmoralizou o ministro do Supremo.

Com base em informações técnicas da Polícia Federal, a TV Globo mostrou que não existe qualquer maneira de atribuir a outra pessoa o envio das respostas que Moraes remeteu a Vorcaro, que estava desorientado com a possibilidade de ser preso, o que aconteceria minutos antes da última troca de mensagens entre os dois.

Bem, com a cobertura desta sexta-feira, o Jornal Nacional prega o último prego no caixão de Alexandre de Moraes, um ministro indigno e fanfarrão, que jamais poderia chegar ao Supremo, mas foi o escolhido pelo então presidente Michel Temer, que era conhecido em Brasília como chefe do quadrilhão do PMDB e chegou a ser preso pela Lava Jato, porque “você tem de manter isso, viu?”.

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P.S 1
 – Aqui na filial Brasil a coisa funciona assim. Primeiro, a imprensa livre faz a denúncia e a imprensa amestrada tenta desmentir. Quando a situação se agrava e não tem mais jeito, então a imprensa amestrada adere à imprensa livre para liquidar literalmente a fatura e sair bem na foto. No caso, a denúncia original partiu do portal de O Globo e o Jornal Nacional levou um século até entrar no assunto, quando tudo já tinha sido revelado. Ou seja, antes tarde do que nunca.

P.S. 2 –  Se ainda tivesse um mínimo de juízo, Moraes deveria imitar o filho de Lula e fugir para a Espanha. Como se sabe, Moraes não pode ir para os Estados Unidos, porque lá na matriz o filme dele queimou bem antes, quando resolveu dar ordens à Justiça americana e em Brasília ninguém tomou a iniciativa de interná-lo. (C.N.)

Dino anulou quebra de sigilo da amiga de Lulinha, mas sua decisão foi inócua

Supremo Tribunal Federal

A Polícia Federal está pouco ligando para a decisão de Dino

Carlos Newton

Ao suspender a quebra de sigilo bancário da empresária Roberta Luchsinger, amiga íntima de Lulinha, o filho fenômeno do presidente, com quem ela costuma viajar no Brasil e no exterior, o ministro Flávio Dino deu uma das maiores mancadas de sua vida, porque anulou apenas a decisão recente da CPMI do INSS, que já não tinha nenhum valor, pois juridicamente era apenas repetitiva, não trazia nenhuma novidade.

Foi uma festa no Planalto, na direção do PT e nas hordas lulistas, mas essa decisão de Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal é absolutamente inócua e não terá o menor efeito.

COMEMORAÇÃO – A chamada imprensa amestrada chegou a comemorar, anunciando que Flávio Dino abrira espaço para que a decisão beneficiasse também o empresário fenômeno Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, cujas estrepolias financeiras ameaçam implodir a campanha do pai.

Se Fino aceitar novos recursos, é claro que podem se beneficiar da decisão os outros 86 envolvidos nas irregularidades no INSS e que tiveram seu sigilo quebrado em 26 de fevereiro, em uma mesma votação. Mas isso logo será sanado, basta a CPMI votar separadamente cada quebra de sigilo.

No afã de servir aos interesses do presidente Lula da Silva, que o nomeou para o STF, Dino se apressou em abrir caminho para a blindagem de Lulinha. No entanto, repita-se, sua decisão não tem o valor de uma moeda de dois reais, apenas revela a falta de experiência e o amadorismo do ministro.

APURAÇÃO AVANÇA – Enquanto Dino se perde tentando descobrir a pólvora, a Polícia Federal e a força-tarefa montada pelo ministro André Mendonça avançam na apuração do escândalo.

Como juiz natural da causa, ou seja, o único que pode se manifestar sobre a questão no Supremo, Mendonça já tinha autorizado em janeiro a quebra de sigilo de Lulinha e de Roberta Luchsinger, lobista muito conhecida em Brasília.

Assim, desde fevereiro a Polícia Federal está estudando a situação fiscal e bancária dos dois amigos, já tendo descoberto que o filho fenômeno de Lula, em apenas um de suas contas bancárias, movimentou quase R$ 20 milhões em quatro anos.

AMIGOS ÍNTIMOS – Roberta Luchsinger tem uma relação de amizade íntima com Lulinha. O excelente portal Poder360 mostrou recentemente que eles viajaram juntos ao menos seis vezes em 2024 e 2025. As reservas de ambos haviam sido registradas sob o mesmo código localizador. Foi uma viagem para Portugal e cinco dentro do Brasil.

A lobista é o elo entre Lulinha e o fraudador Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, preso desde setembro de 2025. A Polícia Federal investiga se a lobista recebeu dinheiro oriundo dos descontos ilegais de aposentadorias e se atuou como caixa de despesas de outras pessoas, como o filho de Lula, que vive na Espanha.

E agora a Polícia Federal está vasculhando as contas de Lulinha, em busca de depósitos mensais de R$ 300 mil, que o Careca do INSS teria feito através de Roberta Luchsinger, conforme depoimento de um empregado do Careca do INSS. No Planalto, como diria o genial jornalista e compositor Miguel Gustavo, o suspense é de matar o Hitchcock.

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P.S. –
Estamos de olho em Flávio Dino, que é um pêndulo, dá uma no cravo e outra na ferradura. É corajoso a ponto de combater os penduricalhos, mas depois revoga decisões de CPI usando expressões tipo “parece que”. Legalmente, isso nada significa. Vamos acompanhar como ele se comporta daqui para a frente, torcendo para que ele seja do bem e não se submeta à troika de Gilmar, Toffoli e Moraes. (C.N.)